As reuniões do Grupo Oficina Literária de Piracicaba são realizadas sempre na primeira quarta-feira do mês, na Biblioteca Municipal das 19h30 às 21h30

SEGUIDORES

MEMBROS DO GOLP

MEMBROS DO GOLP
FOTO DE ALGUNS MEMBROS DO GOLP

GOLP

GOLP
Com o escritor Ignacio Loyola Brandão

GOLP

GOLP
Reunião na Biblioteca

sábado, 7 de julho de 2012

Premiados no Segundo Concurso de Microcontos de Humor de Piracicaba

Comissão de seleção e premiação do Segundo Concurso de Microcontos de Humor de Piracicaba que se reuniu nas dependências da Biblioteca Municipal: Ivana Maria França de Negri, William Hussar, Carla Ceres Oliveira Capeleti e Josiane Maria de Souza, faltando na foto o jurado Jaime Leitão
Microcontos premiados:
1o lugar: Maria Clarice Sampaio Villac de Campinas
OFF-LINE
Vaidoso, vivia nas redes sociais.
Um dia, ao se buscar no Google, teve uma crise de identidade...Sem backups, acabou se deletando.

2o lugar: Rita de Cássia Rocha Teixeira
FOME
Chegou cansado e faminto. Tinha olhos apenas para a geladeira, que reservava idolatrada torta. Surpresa! Gritaram farelos debochados.

3o lugar: Rui Trancoso de Abreu
MÁQUINA DO TEMPO
Queria voltar ao passado. Construiu a máquina; ligou e vapt. Viu-se no escuro e pegajoso. Ouviu bem próximo: Cesariana?



A cerimônia de premiação acontecerá no anfiteatro da Biblioteca Municipal no dia 25 de agosto, às 16h, horas antes da abertura oficial do 39º Salão Internacional de Humor de Piracicaba, no Engenho Central.




SERVIÇO – Cerimônia de premiação do 2° Concurso Literário de Microcontos de Humor, sábado, 25 de agosto, às 16h, na Biblioteca Municipal (rua Saldanha Marinho, 333, Centro, Piracicaba). Entrada gratuita. Informações: (19) 3403-2615, contato@salaodehumor.piracicaba.sp.gov.br ou www.salaodehumor.piracicaba.sp.gov.br. 


Assessoria de imprensa do 39º
Salão Internacional de Humor de Piracicaba
Marcela Delphino | marcela.delphino@gmail.com | (19) 9645-0009
Rodrigo Alves | rasilva@gmail.com | (19) 9147-5733

quinta-feira, 5 de julho de 2012

FLORES NAS JANELAS


Christina A. Negro Silva


      Dizem que os olhos são as janelas da alma. Não há ditado melhor para definir meus sentimentos sobre a Itália...minha alma voltou de lá florida, como as janelas das casas italianas. Não somente as fenestras são enfeitadas – portas, escadas, até pontes são adornadas com flores.  Os olhos dos passantes ficam sorrindo e pelas ruas vão seguindo outros encantos – uma caminhonete minúscula, parecendo de brinquedo, carregada de caixas de maçãs; um cachorro diferente, mas simpático ao nosso chamado; as montanhas suntuosas; oliveiras ao sabor do vento, roseiras multicores nos jardins públicos e particulares; as parreiras impecáveis amadurecendo vinhos; as fontes de água boa e cristalina nas piazzas, nos parques, entre arvoredos, nas ruas. Impossível manter-se indiferente, sem soltar um oh ! que lindo ! Outros sentidos também ficam aguçados – olores variados de flores, temperos, plantas do campo, abrem caminho para o paladar degustar sabores incríveis – um café macchiatto, o indescritível tiramissu ,  as tortas de mil folhas com creme de baunilha saborosíssimas, as pastas al dente, o gelatto ( depois de provar o sorvete de cereja fresca, não me atrevo mais a pedir este sabor nas sorveterias – quero guardar para sempre aquela  sensação  travessa de saborear algo único na vida ).
           Puxa, desculpe-me,  amigo leitor, estava tão ansiosa para escrever as minhas impressões sobre a Itália que nem me dei conta de que não fiz as apresentações necessárias para a leitura desta crônica. Pois bem, depois de anos ensaiando uma viagem de retorno às origens italianas (meus quatro avós eram italianos), finalmente, tirei quinze dias de férias e fui conferir tudo o que, em sonhos, imaginava sobre a terra de meus nonos. Confesso que encontrei muito mais do que ousei sonhar, ainda bem ! Minha nonna Emma costumava dizer que tudo era bonito, mas como viera muito criança para o Brasil, às vezes, sua memória a traía e ela misturava as paisagens. Ela veio de Pádua (Padova, em italiano, a terra de Santo Antonio), local muito próximo de onde fiquei hospedada por 10 dias  e posso dizer, com certeza, que minha nonna não fez propaganda enganosa – a paisagem de folhinha (alguém se lembra ?) nos cercava e acompanhou-nos por toda a nossa estada naquele belo país. Uso o “nós”, porque fiz parte de uma excursão de descendentes de tiroleses de Piracicaba e de outras cidades do Brasil que viajaram para ver ou rever seus parentes que ficaram por lá. Tive sorte, fui bem acompanhada e a viagem tornou-se ainda mais prazerosa – nada como estar rodeada de pessoas alegres, educadas e prontas para tudo, de bom, claro !
Nesse período, tivemos um tour bem variado:  conhecemos Roma a pé...meu Deus, acho que nunca andei tanto na vida ! Chegava ao hotel exausta, um banho e cama. Como não emocionar-me com os afrescos da Capela Sistina ! ou apreciar os detalhes da “Pietá” ? ou aguardar pacientemente nas filas de acesso à Basílica de São Pedro, ao Museu ?  e tomando sol de verão na praça do Vaticano! Roma é uma cidade engraçada, contemporânea, normal, cheia de prédios e lojas e ... de repente, no meio de tudo – um monumento do passado – a Fontana de Trevi , contrariando o que sempre imaginei, fica prensada entre edifícios, e só não é acanhada, porque é de uma beleza ímpar e atrai para si toda a atenção dos turistas (se bem que muitos estavam mais interessados nas lojinhas ao redor  -  tempos de consumo !).
De Roma a Assis, uma cidade medieval no século XXI. Novamente, impossível não sentir emoção à flor da pele. São Francisco de Assis tem um carisma extraordinário ainda hoje – rezar sua oração da humildade dentro da sua igreja é um privilégio do qual não abri mão e abri meu coração para as lágrimas correrem à vontade. Que força espiritual maravilhosa, que cidadezinha linda, que paisagem deslumbrante ! Flores e mais flores nas ruas, janelas, paredes de pedra.
     Veneza, então, é uma coisa de louco! Literalmente. Aquela muvuca de gôndolas, barcos, lanchas, ferryboat e sei lá mais como chamar os transportes marítimos ali...ai, meu Deus, agora vai bater...vupt ! que fina! os gondoleiros garbosos (o nosso era também cantor dos bons !) mostram toda sua habilidade naquele trânsito maluco. As ruelas entre o casario medieval, em terra, também são lotadas de transeuntes, as lojinhas de souvenires idem. Onde achar um banheiro ? ou um banco para descansar as cansadas pernas ? Missão difícil ! Naquele dia nessa magnífica cidade-ilha, houve um terremoto – 3 pontos e meio na escala, percebido por alguns companheiros da excursão. No momento, estávamos passeando de gôndola e nem o iríamos sentir tal o chacoalhar de ondas do grande canal. Aventuras de turista para guardar para a posteridade.
Horas de trem bala pela Toscana foram outro presente para os descendentes dos imigrantes italianos. Marcas do recente terremoto em alguns lugarejos, rolos de feno a perder de vista pelos pastos, plantações douradas de trigo que me remanesceram trechos de “ O pequeno príncipe”, uma vasta planície verde e agriculturável totalmente ( nosso código florestal não teria sucesso ali, não. Plantações de videira, principalmente, nas encostas dos morros, deixaria com vertigem os ecologistas brasileiros mais extremados).   De repente, norte da Itália, gigantescas montanhas emparedando as cidades da região de Trento. As imponentes dolomitas sustentando os Alpes...Ah, a neve ! que espetáculo raro para mim, voltei a ser criança, jogando bolas geladas nos colegas, recebendo outras, afundando o pé nos montes brancos e fofos, observando entre fascinada e respeitosa os picos alvos dos Alpes e as fronteiras – logo ali, Áustria, Alemanha, mais adiante, a Suiça. Aulas de geografia ao vivo e em cores, apesar do branco liderar absoluto.
De Trento, partíamos todos os dias bem cedo para conhecer outros locais igualmente maravilhosos – o lago Smeraldo, gelado, formado pelo derretimento da neve no verão europeu; o santuário de São Romédio – edificado sobre um penhasco, cuja subida já era uma promessa a ser cumprida. Paisagens de tirar o fôlego – castelos remanescentes do período feudal, suntuosos no alto das montanhas menores, os vales emoldurados por rios verde-acinzentados ( forte presença do calcário ) , espessos e velozes, sinuosos pela paisagem verde, florida; a travessia de balsa de Riva del Garda para Limone, um lugarejo incrustrado na montanha, de uma beleza singular. Classifico-o em primeiro lugar no item - “paisagem de folhinha”. Sentar em frente à lagoa, saboreando um spritz no fim de tarde ... que tudo !
      Agora, um destaque à parte para os tiroleses ! Que povo hospitaleiro, alegre;  junto com eles revivi cenas de minha infância: minha família sempre esteve rodeada de parentes para reuniões festivas – jantares, almoços, onde havia abundância de comida, vinho bom e música. Assim como lá. Bateu-me uma sensação de deja vu e  entrei no clima : comi, bebi, cantei, chorei, lavei a alma ! Saudades de meus queridos que já se foram, mas que me deixaram de herança essa paixão por tudo o que nos toca e faz bem ao coração – marca latina da qual muito me orgulho. O coro La Tor, formado essencialmente por homens, parece ainda ecoar em meus ouvidos – que afinação ! que harmonia ! quantas saudades !
      Tenho ainda muito mais para dizer sobre este país que, se não é meu de nascimento, sempre o foi de minha cultura doméstica – cresci ouvindo histórias de lá, cantando as músicas folclóricas e populares da Itália, aprendendo os aromas da culinária italiana, apreciando o bouquet de bons vinhos, degustando as sobremesas deliciosas e seus cafés cheios de personalidade. Vou finalizar este texto, porém. Outro dia, volto a abrir o relicário da minha alma para contar um pouco mais de onde tudo começou ...

quarta-feira, 4 de julho de 2012

CASTELO SOL, LÁ, SI


(pintura de Nilce Nicodemus)


à dra. Rosinha amiga de todas as horas
Eunice Zem Verdi

No castelo, Sol, Lá, Si
Tem tanta coisa boa,
Tem amor, paz, carinho,
É lá que eu quero ficar...

Nunca vi em lugar algum,
As coisas que eu vejo lá.
Tem flores pra todo lado,
Até jardim encantado.
Nas tardes de primavera,
Sentamos pra conversar...

De vez em quando, mansinho,
Chega um lindo passarinho.
Na flor dá um beijinho
E sai voando, sozinho...

É o amigo beija-flor,
Vem colher o doce melzinho
De leve, com seu biquinho,
Dá gosto observar,
O seu jeito de voar!

No castelo, Sol, Lá, Si
Tem mais belezas pra encantar
Lá, mora a Dra. Rosinha,
Com seu jeito carinhoso...
A todos quer curar!
E só se vendo de perto
Pra poder acreditar!

Quanta gente a procura,
Sonhando com a cura.
De tantas mazelas e dores,
Que a alma não pode aceitar!

A Dra. Rosinha, então,
Com seu enorme coração,
Vai a todos atendendo.
O seu amor ajudando,
As dores amenizar!

Essa gente tão sofrida,
Carentes de amor e atenção,
Vão todas se transformando
Em gente amiga, gente querida,
Mas todas, mesmo curadas,
Continuam a voltar
No castelo, Sol, Lá, Si
A Dra. Rosinha abraçar...

É por isso que eu não desisto:
É lá que eu quero ficar!

terça-feira, 3 de julho de 2012

Que livro você está lendo?

Escritora e poetisa  Leda Coletti

                     Um sonho no caroço do abacate, de Moacyr Scliar -Editora Global,S.P.2003

É a história de uma família de imigrantes judeus da Lituânia, que escolheu o Brasil para moradia, mais propriamente São Paulo. Fugiram do terror do Nazismo, quando Hitler ascendeu ao poder.A mãe apreciava abacate e esta fruta encontrada em abundância no Brasil, tinha o poder de amenizar um pouco a tristeza da separação de sua terra natal.
O casal teve dois meninos e duas meninas. O personagem principal- Mardoqueu, com apelido de Marmo foi estudar num colégio, onde ele e depois um colega negro, eram discriminados, por serem diferentes dos demais. Por conta dessa diferença sofreram humilhações e até foram molestados. Somente o Padre Otero os protegia e procurava orientá-los, para evitar tal hostilidade.
Essa situação aproximou cada vez mais as duas famílias, culminando no casamento de Marmo com a irmã do colega negro Carlos.
É um livro gostoso de se ler e que leva à reflexão sobre o problema do preconceito e seus malefícios para o bom relacionamento social. 

domingo, 1 de julho de 2012

Lançamento do livro de Daniel Valim e Maisa Valim

O escritor, poeta e declamador Daniel Valim e sua filha Maisa de Moraes Valim
Ana Clara e Maisa
Daniel autografando ao lado da filha que participa do livro com o poema "Animais inteligentes"
A diretora da Biblioteca Municipal Rosana Oriani , Angela Reyes, Ana Clara e Ivana Negri, Daniel, Maisa, Ana Marly Jacobino, Cornélio Carvalho, Aracy  Ferrari e amigos

Madalena Tricânico, Leda Coletti, Cassio Negri e Ana Marly Jacobino

sexta-feira, 29 de junho de 2012

A CADA DIA O SEU CUIDADO



Maria Cecília Graner Fessel

                                                        Sempre hei de buscar em cada dia,
O seu sentido próprio, sua fala,
A mensagem escondida, a voz que cala,
E quem vai ao meu lado nesta romaria.

No âmago das coisas hei de cavocar
Para saber de que sementes se fizeram
Os gestos doces, as palavras ásperas,
As mãos a acolher, os braços a cruzar.

É bom que a gente busque algum momento,
Um canto na penumbra, algum silêncio,
E conseguir atravessar a ponte pênsil
Entre o cérebro e o coração.

É preciso escorar-se nas certezas
Descartar pedras e carunchos do feijão
E deixar que escoem nas diárias correntezas
Os resíduos que vazaram pelas mãos...

quinta-feira, 28 de junho de 2012

quarta-feira, 27 de junho de 2012

JÓIA DO NILO





Rosani Abul Adal

Olhar triste cabisbaixo,
rabo entre as pernas.
A fome e o medo,
os seus companheiros.
As marcas do abandono
na costela quebrada.
Passos trêmulos se aproximou.
Saciou a sede e a fome,
sem forças para caminhar,
deitou-se ao meu lado.
Trocamos afagos e carinhos,
uma lágrima deslizou até o focinho
- não resisti e ele me adotou.
Bijou, a minha jóia do Nilo,
acompanha meus passos,
conhece meus segredos
e me acolhe nas noites de solidão.
Na calada da noite conversamos
através de mantras caninos,
Bijou suspira aliviado.
Dormimos e sonhamos sem medo.

QUE SE MUDE A ALMA ENQUANTO VENTA...



Raquel Delvaje

Ao passo em que me tenho esse semblante
 (Que outrora se formou por entre o ventre)
Que se mude o semblante, conforme a alma.
 E que se mude a alma enquanto vente.

E se o vento ventar em meu espírito
Que venha transformar meu pensamento
Bem antes que se faça em mim um mito
(Bem antes que se passe em mim o tempo)

( Bem antes que meu sonho se torne pouco)
Bem antes que transforme em mim um ópio
E faz de um sonho doce um sonho louco
E bem antes que a paz transforme em ódio.

Bem antes que meus olhos tristes cerrem
Aflitos na agonia de um vazio,
Em que nada se fez pra transformar
E ancorou como um náufrago navio.

“Evoluir somente é o que me basta”
Digo à minha alma que está tão sedenta...
Que se mude o semblante, conforme a alma.
 E que se mude a alma enquanto venta.

Ao passo em que me tenho esse semblante
 (Que outrora se formou por entre o ventre)
Que se mude o semblante, conforme a alma.
 E que se mude a alma enquanto venta.

E se o vento ventar em meu espírito
Que venha transformar meu pensamento,
Bem antes que se faça em mim um rito
(Bem antes que se passe em mim o tempo)

( Bem antes que meu sonho se torne letargo)
Bem antes que transforme em mim um ópio
E faz de um suco doce um suco amargo.
E bem antes que a paz transforme em ódio.

Bem antes que meus olhos vêm cerrar
Aflitos na agonia de um vazio,
Em que nada se fez pra transformar
E ancorou como um náufrago navio.

“ Evoluir somente é o que me move”
Digo ao meu coração que está sedento
Que se mude o destino enquanto pode
E que se mude enquanto bate o vento.



segunda-feira, 25 de junho de 2012

FALANDO DAS OFICINAS LITERÁRIAS



Leda Coletti

Comecei a frequentar o GOLP (Grupo Oficina Literária de Piracicaba) em 1996. Inicialmente as reuniões eram realizadas no Engenho Central num dos casarões, onde residiam séculos passados, os dirigentes desta indústria. Depois passaram a se realizar nas dependências da Biblioteca Central, em prédio cedido pela Prefeitura. Atualmente estamos muito bem instaladas na mesma, em prédio próprio.
As reuniões semanais seguiam a orientação dada nos primeiros momentos deste grupo, pelo escritor Ignácio de Loyola Brandão. Os temas trabalhados sempre partiam de situações motivadoras. Eram utilizados estímulos os mais variados possíveis. Recordo-me de alguns:
O colega coordenador apresentou algumas peças de uso doméstico em desuso, como maçanetas e chaves de portas antigas, parafusos de diferentes tamanhos e outros suportes caseiros. Lembro-me  que desta oficina surgiu um dos meus contos premiados no Mapa Cultural Paulista, em fase municipal: “A Porta.” Também o meu primeiro conto infantil “ A Bota Maluca,”surgiu da motivação de um papel em branco e giz de pintura, onde a partir das figuras desenhadas ao acaso, nasceram inspirações para escrevê-lo.
 E assim aconteceram muitas outras oficinas, onde colegas escritores se sobressaíram nos contos, crônicas, mini e macro contos, que inscritos em concursos locais, regionais e até nacionais, ganharam significativos prêmios. É intenção do GOLP neste ano 2012, reforçar estas oficinas motivadoras, além daquelas utilizadas com mais frequência, ou seja, as que exploram leituras e comentários de contos e crônicas de escritores, introduzidos antes do ato da escrita. Por sugestão de alguns membros do grupo exporemos quinzenalmente, os escritos destes encontros em mural, o qual já foi colocado na Sala de Leitura da Biblioteca Central.
As Oficinas Literárias ajudam no desenvolvimento da criatividade, na concentração em determinados temas que surgem a partir dos estímulos apresentados.Todos que frequentam as oficinas dizem que esses encontros literários (hoje realizados quinzenalmente), proporcionam uma melhora na arte de escrever, além permitir um ambiente amigo entre seus membros.
Se você leitor quiser exercitar e colocar em prática seu potencial literário, venha fazer parte dessa nossa família literária, Será muito bem-vindo.

Convite:  Hoje, 25, tem oficina coordenada pela escritora Carmen Pilotto, às 19h30

sábado, 23 de junho de 2012

Que livro você está lendo?

Ana Lucia Paterniani é médica psiquiatra, musicista e escritora

Estou fazendo uma releitura dos clássicos Contos de Fadas, uma coletânea de 284 páginas da Editora ZAHAR.
Contém os clássicos de Perrault, Grimm, Andersen e outros, com apresentação da Ana Maria Machado: " Conhecer os contos de fadas é importante para nos conhecermos. E, como este livro comprova, é uma forma de encantamento literário."
Para mim está sendo uma viagem de volta a minha infância entre "A Bela Adormecida", "Branca de Neve", ' Cinderela", "Chapeuzinho Vermelho", "O Gato de Botas", " A Bela e a Fera", "João e Maria", " Rapunzel" ( que descobri ser um tipo de alface! ) ... e ainda aproveito para contar para a minha filhinha ( meu bebê de 21 aninhos...rsrs...) as não tão conhecidas, como "Pele de Asno"," Barba Azul", " A pequena vendedora de fósforos", " A princesa e a ervilha".
O livro traz ainda uma pequena biografia dos autores e comentários no final dos contos sobre a "moral" da história.
Fiquei sabendo também que a autora do meu conto preferido ( " A Bela e a Fera" ) é uma escritora francesa, Jeanne-Marie Leprince de Beaumont. Madame de Beaumont era ex-governanta e mãe de muitos filhos e entre 1750 e 1775 lançou uma série de antologias de histórias, ensaios, contos de fadas e anedotas. Autora de romances também, continuou a escrever até o fim de sua vida.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Pegue e Pague - livros

Uma ideia bem interessante no metrô de São Paulo para incentivar a leitura. 
Uma máquina tipo as que vendem refrigerantes, mas para vender livros, e o preço, a própria pessoa que faz. 
Quanto vale um livro? 
Preço mínimo $2 reais, pois a máquina não aceita moedas.
Ideia boa deve ser copiada!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

GUARDADOR DE SONHOS



Raquel Delvaje

Quero ser hoje, guardador de sonhos...
Viver nas calmarias das campinas
Ter todos os meus sonhos bem guardados
 Não deixá-los perdidos nas colinas.

Meu rebanho de sonhos, quero ter,
Quero beber em fontes aprazíveis,
E não deixar minguá-los por cansaços
E nem mesmo por tempos tão difíceis.

E mesmo quando os tempos forem idos,
Meus sonhos permanecerão comigo.
Quero a mansidão do pastor de ovelhas
Quero a companhia do sonho amigo.

Se semeadas foram, as sementes,
Acredito nos sonhos bem sonhados.
Se for a fé que moverá montanhas,
Andarei calmamente pelos prados.

Cochilarei nas noites luarentas
 Vigiarei nas noites tenebrosas
Pois antes tenho que guardar os sonhos,
Até o tempo de colher as rosas.

Porém sei que verei brilhar o sol
Mas o cansaço vem dominador.
Eu sei que tenho que guardar os sonhos
Como guarda as ovelhas, o pastor.

Pois os sonhos se perdem nos momentos,
Em que  corações ficam mais aflitos
Nessa hora devemos defender
Os nossos sonhos dos lobos famintos.

terça-feira, 19 de junho de 2012

A SUPREMA ARTE



Maria de Fátima Rodrigues

Saber falar, ser um orador é uma arte, mas também um dom, assim como tudo que conseguimos aprender com facilidade, e o fazemos com prazer. Acredito que seja porque já o possuímos em nosso âmago, e muitas vezes somente descobrimos estes dons quando necessitamos executá-los para uma tarefa, seja na escola, no trabalho, ou até mesmo doméstica. Cantar, dançar, escrever, cozinhar, esculpir, desenhar, pintar, administrar, fazer rir, representar, enfim, todas as artes que possamos imaginar, muitas delas já estavam ali, bastando uma oportunidade para “aflorar”!
Mas, existe algo inerente a todo ser humano que pode ser despertado: saber ouvir! Não estou me referindo a escutar para aprender algo, mas ouvir alguém a lhe contar algo, a desabafar um problema, uma dúvida, a lhe contar como fez para resolver! E, incluo os profissionais que estudaram para isso, como os psicanalistas, psiquiatras, psicólogos, terapeutas, assistentes sociais, porque eles tiveram que aprender também, se é que realmente o conseguem, há exceções, mas são poucos, esta que considero a mais complexa das Artes!
Ouvir não é julgar atitudes ou dar conselhos. Ouvir, não é nem deixar o outro terminar de falar e começar a contar outra história parecida que aconteceu consigo. Ouvir é uma arte que exige sabedoria, equilíbrio emocional e acima de tudo amor incondicional ao próximo. Exige experiência de vida e cicatrizes na alma! Ouvir é escutar o outro sem julgamentos, pois cada um tem uma história de vida e suas atitudes foram ou são tomadas de acordo com seus valores, não podemos fazer comparações com nada e com ninguém.
É esquecer seus próprios problemas e compromissos naquele momento, esquecer seu próprio ego, porque como escreveu Khalil Gibran”... há os que dão pouco do muito que possuem, e fazem-no para serem elogiados, e seu desejo secreto desvaloriza suas dádivas.”
A arte de ouvir... só poderão utilizá-la, aqueles que aprenderam a ficar em “estado de graça”, e está ali apenas com seu Deus Interior presente, e anular sua própria personalidade para estar receptivo à do outro. Apenas isto, nada mais!
A humanidade está necessitando mais do que nunca de pessoas que pratiquem esta Arte... e mais uma vez citando Gibran:“... há aqueles que dão sem sentir pena nem alegria, e sem pensar em sua  própria virtude,  assim como o mirto espalha sua fragrância, e pelas mãos de tais pessoas Deus fala e através de seus olhos, Ele sorri para o mundo.”
Acredito que saber ouvir seja a Suprema Arte...o bálsamo para a ferida daqueles que precisam de cura física, mental e espiritual!“Audi et alterem partem!” (ouça o outro lado)