As reuniões do Grupo Oficina Literária de Piracicaba são realizadas sempre na primeira quarta-feira do mês, na Biblioteca Municipal das 19h30 às 21h30

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Com o escritor Ignacio Loyola Brandão

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Reunião na Biblioteca

sábado, 8 de janeiro de 2022

GRATIDÃO



Elda Nympha Cobra Silveira



Quando a noite se despede...
Cumprimentando o amanhã,
Toda alma do universo,
Se desperta, agradecendo ao Criador.
As nuvens passando,
Em versos rimando,
As belezas e suas cores,
Tingindo céus, onde for...
Vão despertando amores
Nos mares, na terra, no ar
Espalha tanta energia
Que aprendi a amar!


 


 


 


sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Retrospectiva da Literatura 2021

 



Janeiro

Lançamento do livro “Laila, minha Mãe, Recortes de uma Vida” escrito por Maria Teresa Simão em homenagem a sua mãe.

 

Fevereiro

Lançamento pelo canal do youtube Ciências Florestais da ESALQ, do livro “Aves do Campus da USP”. Os autores são estudantes de graduação, pós-graduação, profissionais formados na instituição e um fotógrafo.

 

Março

A escritora Carmen Pilotto percorre as “Geladeirotecas” da cidade para doação de livros.

 

O Dia da Poesia foi comemorado com o projeto “Poema na Caixa”, idealizado pelo poeta de Santa Catarina Dino Gilioli, e o convite veio através da poetisa piracicabana Silvia Oliveira. Poesias foram distribuídas em várias caixas de correio da cidade.

Também teve página dupla na coluna Prosa & Verso da Tribuna Piracicabana em comemoração à data festiva.

 

Abril

O falecido escritor Pedro Caldari terá seu nome imortalizado com a denominação de Anel Viário Pedro Caldari na rodovia Fausto Santomauro.

 

Cynthia da Rocha,  jornalista e escritora, comemorou os dois anos de lançamento do livro “Piracicaba, folclore em poeminhas”.

 

A escritora e  contadora de histórias, Carmelina Toldedo Piza, agita o meio internético com suas lives, contação de histórias e entrevistas.

 

O escritor piracicabano Ademir Barbosa Jr. (Dermes) lança na Itália seu livro “La Legge del Perdono” com ilustrações de Giacomo Belcari.

 

Lançado o livro “Cidades do Medio Piracicaba, Nova Era, São Domingos do Prata, João Monlevade, Ontem e Hoje”, após três anos de pesquisa, pelo historiador Mario de Carvalho Neto e pela fotógrafa Elvira nascimento.

 

Em 20 de abril o presidente da Academia Piracicabana de Letras participou de um bate-papo virtual com o vereador Pedro Kawai falando de Tiradentes: Herói ou vilão?

 

Membros dos grupos literários participaram de uma ação que levou música e mensagens positivas e de agradecimentos aos profissionais que trabalham na linha de frente nos hospitais.

 

Maio

Alexandre José Cruz lança seu livro “Castelos de Areia”

O empresário Rubens Ometto Silveira Mello lança o livro “ O Inconformista” em parceria com o novelista Agnaldo Silva

 

Bianca Rosenthal lança virtualmente o livro infantil “Mãe, me conta uma história”

 

Deborah Kerches de Mattos Aprilante, médica neuropediatra, lançou o livro infantil “Como explicar o Autismo para Crianças”.

 

 Hermes Petrini e sua esposa Cidinha Marin, com ilustrações de Juan Chavetta, lançaram o livro infantil “Piolhinda e suas confusões”, com QRCODES, vídeos de canções.

 

Ademir Barbosa Júnior (Dermes) apresentou seu mais recente livro “ Fábulas Reiki”, técnica que aumentou muito durante a Pandemia.

 

Junho

Adolpho Queiroz escreveu a trajetória de Guido Ranzani no livro “Dos Solos de Piracicaba às Terras da Amazônia, com apoio do IHGP.

 

Julho

Lançamento do livro “Somos Todos Iguais Cemitério da Saudade” tendo como autores os historiadores Maurício Beraldo e Paulo Tot Pinto, com apoio do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba.

 

O jornalista Edson Rontani Junior promoveu várias lives em comemoração ao aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932

 

O jornalista, escritor e historiador Cecílio Elias Netto lançou em forma digital o livro  “Guia Amoroso”, que gira em torno da identidade caipiracicabana. O acesso gratuito será pelo linkht-tps://WWW.aprovincia.com.br/guia-amoroso-da-terra/

 

Os presidentes das Academias Paulistana e Piracicabana de Letras, José Renato Nalini e Vitor Vencovsky, debateram o futuro da Literatura e das Academias de Letras em live promovida pela APL, com mediacão de Edson Rontani Jr. 

 

Agosto

Ademir Barbosa Júnior lança a novela policial “Quem matou João Paulo”.

 

O presidente da Academia Piracicabana de Letras, Vitor Pires Vencovsky, recebeu a Medalha Prudente de Moraes. A indicação foi por sua dedicação à história, cultura e pesquisa. A entrega aconteceu pelo Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba (IHGP) entidade que presidiu,  através de live da página da Academia Piracicabana de Letras pelo Facebook.

 

O IHGP, através do seu presidente Pedro Vicente Ometto Maurano, realizou live em comemoração ao aniversário da cidade e empossou mais dois membros em seu quadro de associados: Marcelo Batuíra Losso Pedroso, editor do Jornal de Piracicaba e Ângela Furlan Nolasco, editora da Gazeta de Piracicaba.

 

Fabiana R. de A. Junqueira lançou o livro “Caipiras, uni-vos! Uma breve história da classe operária de Piracicaba”, com prefácio de Cecílio Elias Netto

 

 

Em evento Carmelina de Toledo Piza, Cecilio Elias Netto e  Carlos ABC participaram de uma roda de conversas sobre figuras folclóricas de Piracicaba em comemoração ao aniversário da cidade.

 

Caminhos Literários, primeiro evento literário presencial pós pandemia, aconteceu nas dependências do Engenho Central, teve roda de conversas com escritores, lançamento de livros, distribuição de kits, contação de histórias e doação de livros. Evento realizado pela SEMAC em conjunto com várias entidades literárias, CLIP, GOLP, APL, IHGP, AHA, Biblioteca Municipal, Museu Martha Whatts, Museu Prudente entre outros.

 

Setembro

A escritora Valdiza Maria Capranico relançou seu livro infantil “Sapucaia da Paz” a convite do Secretário Municipal de Defesa do Meio Ambiente, José Otavio Menten. Realizaram o plantio de mudas no bairro Campos do Conde e foi dado o nome ao local do plantio de “Praça da Sapucaia da Paz”

 

O acadêmico da APL e orador do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba, Armando Alexandre dos Santos fez um pronunciamento saudando o 7 de Setembro, data magna comemorativa da Independência do Brasil, no Centro Cívico de Piracicaba.

 

As escritoras Carmen Pilotto e Ivana Negri, foram convidadas por Bruno Chamochumbi a falar sobre seus projetos literários na Rádio Jovem Pan News

 

A escritora e contadora de histórias Carmelina Toledo Piza lançou o livro “Constelações, Deusas e Mandalas” em live.

 

A médica pediatra  Fabiane Romero autografou seu livro “Looping – O Diagnóstico da Distrofia Muscular de Duchene e seu Impacto na Vida de uma Família”

 

O professor Pedro Ramos lançou o livro “A Economia de Francisco e o Futuro do Planeta e do Homem” em versão impressa e digital.

 

O Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba, através do seu presidente Pedro Vicente  Ometto Maurano,  lançou dia 25, no Anfiteatro do Museu Prudente de Moraes, a obra  “A Escola Naturalista de Pintura de Piracicaba”, textos de crítica de exposições de arte acrescido da coleção de Umberto Silveira Cosentino

Edição de Marcelo Batuíra Losso Pedroso e pesquisa de imagens de Sandra Rodrigues.

 

Vitor Pires Vencovsky, presidente da Academia Piracicabana de Letras, participou como jurado do Concurso de Poesias Gustavo Teixeira na cidade de São Pedro.

 

Em 30 de Setembro, a SEMAC  promoveu o evento “Brisas da Primavera”, que integra o projeto Caminhos Literários,  em conjunto com os grupos literários, biblioteca e IHGP. Houve declamação e discursos, lançamento de livro, exposições e música.

 

A Biblioteca Municipal, juntamente com a Semac promoveram o Concurso de Microcontos de Humor.

 

Outubro

O Teatro Municipal Dr. Losso Netto, foi palco no dia 7 de outubro, de mais um lançamento de livro,  Circo do Veneno, escrito por Diogenes Donisete Moreira, com apoio do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba.

 

Em 15 de outubro falece o escritor e poeta Irineu Volpato aos 87 anos, autor de mais de 80 livros e de vários hinos, poeta conhecido no Brasil e no exterior.  

 

A Biblioteca Municipal Ricardo Ferraz de Arruda Pinto, recebeu de 18 a 20 de outubro,  na praça que a circunda, a Incrível Máquina de Livros, com capacidade de trocar até mil livros por dia, através de  várias parecerias. As pessoas puderam levar  livros em bom estado e trocar por outro. Centenas de clássicos da literatura de autores consagrados.

 

O livro para crianças “ A Lenda da Cobrona” da escritora Ivana Maria França de Negri com ilustrações de sua neta Ana Clara de Negri Kantovitz foi lançado na Biblioteca de Piracicaba e faz parte da coleção Lendas de Piracicaba editadas com o apoio do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba..

 

Novembro

O jornalista e escritor Armando Alexandre dos Santos recebe o título de Cidadão Piracicabano concedido através do vereador Pedro Kawai.

 

A escritora Fabiana Junqueira autografou o livro “Caipiras, uni-vos” na Biblioteca de Piracicaba dia 13/11

 

Nos dias 17 e 19, foi apresentado às crianças dos segundos e sextos anos o Livro da Lenda da Cobrona, a convite das coordenadoras e professoras  do Colégio Objetivo, que trabalharam com elas as lendas de Piracicaba. Ivana Maria França de Negri autografou o livro para  cerca de 120 crianças durante o evento “Encantos de Piracicaba”.

 

No sábado, 21 de novembro, Maria Apparecida Mahle (Cidinha) esposa do maestro Ernesth Mahle , lançou em Sarau Lítero Musical, o livro “Recordações”, tendo como orador, Marcelo Batuíra Losso Pedroso, diretor do Jornal de Piracicaba, cuja família sempre foi incentivadora das artes.

 

No dia 23 de novembro, Bianca Rosenthal apresenta o livro infantil “Mãe, me conta uma Historinha?” Com ilustrações de Renata Shiavon.

 

Dia 25, na Belém Padaria Portuguesa,, Lorena Mangabeira e Juliana Clemente se uniram para lançar o livro “Florescer Aquarela e Poesia”. de aquarelas e poesias.

 

Dia 27, comemorando os 10 anos do CURAU, aconteceu na Casa do Povoador o lançamento do livro “Curau Dez Anos” que conta a história dessa festividade de culturas populares.

 

Dezembro

Dia 3, no Museu Histórico e Pedagógico Prudente de Moraes o presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba, Pedro Vicente Ometto Maurano, apresentou aos presentes a 26ª edição da Revista do IHGP, com textos de vários associados e jornalistas, enfatizando os 100 anos de existência do Grupo Dedini em Piracicaba.

 

O artista Elson De Belém, criador do Prêmio Pirarazzi de Cultura,  comandou um grande evento no Teatro do Erotides de Campos para premiar os melhores do ano de 2019 nas várias modalidades  artísticas. Com a presença de autoridades, teve atrações musicais e shows. Carmelina Toledo Piza foi a grande homenageada da noite.

 

No dia 8 o Teólogo Rodolfo Capler lançou o livro “ Geração Selfie” nas dependências do Hotel Nacional.Também pode ser encontrado pela plataforma Amazon.

 

Escritores piracicabanos participaram do Sarau Poético em Limeira no dia 9 de dezembro.

 

O Poupatempo Piracicaba terá o nome do ex-presidente do Lar dos Velhinhos de Piracicaba, engenheiro agrônomo e escritor, Jairo Ribeiro de Mattos.

 

No dia 11 de dezembro aconteceu nas dependências do IBA (Instituto Beatriz Algodoal) a confraternização dos acadêmicos da APL (Academia Piracicabana de Letras) juntamente com escritores dos grupos literários CLIP e GOLP (Centro Literário e Grupo Oficina Literária de Piracicaba).

 

O jornalista e escritor Cecílio Elias Netto lançou seu segundo livro em formato digital “Caso dos ferroviários, casa número 10”, no dia 16.

 

A médica Marcela Alves de Moura reuniu poesias no livro “Poesias para meus Pacientes”, inspiradas em experiências ao longo de 30 anos de atendimentos, com ilustrações de Lucas Alves de Moura.

 

Maria Teresa S. M. de Carvalho lançou o livro “O ABC de Carlos ABC” dia 29/12, às 19h30 no Engenho Central

 

A engenheira agrônoma Sonia Vieira (ESALQ/USP) lançou o livro “ Delineamento e Análise de Experimentos nas Ciências Agrárias”

 

(Ivana Negri)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

Natal do menino de rua


                                   Leda Coletti

É véspera de Nata!

Marcelo não sabe por que as ruas estão desertas. Estava contando com uns trocadinhos para o seu lanche predileto - pão com mortadela – mas, parece que o remédio será ir até o semáforo da Avenida Maior e tentar obtê-los com os motoristas, que param obrigatoriamente no sinal fechado.

Estranhou a ausência da Dona (nem sabe seu nome), para a qual dá toda coleta, e de onde vem seu minguado salário, que mal dá para rebater a fome com o sanduíche de mortadela; às vezes dá para comprar um refrigerante ou sorvete.

Notou que as lojas e supermercados estão fechados. Tem certeza de que ontem foi domingo, pois viu o número grande de fiéis entrando e saindo da igreja-matriz para as missas dominicais.  Em dias como hoje, tem vontade de ir até à área de lazer, pois lá sempre rola um dinheirinho de algum dono de carro que vai caminhar. Mas não tem coragem, porque sabe que irá receber ameaças dos colegas, que são permanentes no local. Em último caso, se não conseguir o suficiente, já pensou nas latas de lixo, onde há resíduos de alimentos aproveitáveis.   Se não conseguir nada aproveitável, vai à praça, onde  aquelas mulheres e homens- anjos  da noite, alimentam  os “sem  teto“, como ele.

Marcelo, nos seus doze anos incompletos, assume com orgulho ser menino de rua. Muitas vezes chamam-no assim, acrescentando impropérios, sobretudo ao flagrarem-no roubando alguma tralha que encontra próxima às portas das lojas.

Não se recorda dos pais; só vagamente da avó paterna. Dos seis aos nove anos ficou num orfanato, até o dia em que resolveu fugir para conhecer a cidade grande. Só lhe vem à lembrança o seu retorno à outra instituição, que lhe pareceu pior que a primeira. Não tinha consciência dos limites de comportamento para se viver em grupo. Achava as tias dessas instituições muito exigentes, quando não cumpria as tarefas rotineiras. A desobediência às mesmas resultava em restrições, que o fizeram mais uma vez fugir para a rua. Esta sim considerava sua verdadeira morada, principalmente a praça, reservada para ser sua trincheira de combate, defesa e local de repouso. Gostava de dormir nos bancos do jardim, apreciando a lua e acordando com os raios tímidos da bola alaranjada, seu amigo sol. Isso, quando não havia quebra-quebra com os demais ocupantes do local, acabando o incidente no camburão da polícia.

Considera-se dono do mundo, sobretudo quando usa aquele pó que o companheiro da praça lhe deu, em troca das bugigangas que roubou. Não tem ninguém por ele, e para dizer a verdade nem conhece a importância de um toque de carinho, pois nunca recebeu algum. É bem verdade que muitas vezes, quando assiste televisão nos bares, sente um pouco de vontade de ter alguém por ele: o pai, a mãe, um irmão, um tio, primo, mas não adianta sonhar! Na primeira casa em que ficou, prometeram-lhe arranjar uma madrinha, doadora dos livros para estudar na escola do bairro, mas ele fugiu antes de conhecê-la.

Distraído em seus pensamentos, só o percebeu pelo toque do sininho. Com um sorriso largo, Papai Noel foi logo lhe dando um forte abraço e dizendo:

¾ Feliz Natal, meu querido menino!

Em seguida presenteou-o com uma bola e caixas com doces. E continuou:

¾ Quero convidá-lo para ser meu companheiro. Preciso de um auxiliar para entregar os presentes das crianças de um bairro distante daqui. Estou atrasado e sei que me aguardam ansiosos.

Marcelo mal acreditava no que via e ouvia.

¾ Mas Papai-Noel só aparece no Natal! No orfanato ele sempre aparecia nesse dia! 

¾ Hoje é véspera de Natal e estamos comemorando o aniversário do Menino Jesus, que sempre me pede para fazer a entrega de encomendas às crianças daqui da Terra.

¾ Então vou virar velhinho como o senhor?

¾ Se quiser posso providenciar-lhe um traje igual ao meu. Afastou-se por instantes, voltando logo em seguida com a vestimenta própria.

Aquele dia foi inesquecível para Marcelo, que pela primeira vez experimentou momentos felizes, ofertando presentes a crianças pobres como ele. Nunca ficara triste quando alguém se despedia dele, mas dessa vez isso ocorreu.

¾ Marcelo, você foi um companheirão! Conto com você em outros Natais e, dando-lhe um forte abraço se afastou apressado.

No dia após o Natal, quando as faxineiras da praça faziam a limpeza costumeira, viram aquele Papai Noel criança, deitado no banco. Estava estático e dormia profundamente.

¾ Não vamos acordá-lo, pois parece estar sonhando e sua fisionomia é de alguém que está feliz.

Se estivessem mais atentas, teriam notado que Marcelo dormia o sono dos anjos do céu.

NOITE FELIZ

 


Plinio Montagner

A religião e a canção

 

Esta história me foi contada por um amigo de há muitos anos no tempo em que ele viveu na Alemanha e Áustria. O tema da narrativa é a religiosidade e o espírito do Natal, as comemorações e os episódios sobre o surgimento  da canção “Noite Feliz” que antecederam à noite de 24 de dezembro de 1818, na cidade de Oberdorf, Cantão Basileia-Campo, na Suíça.

             Áustria, sendo um país em que a religião é quase totalmente católica é o centro da festa de Natal da Europa em que as solenidades natalinas seguem fiéis à tradição e aos costumes antigos.

É a maior festa do ano; muitos preparativos, eventos religiosos e sociais. Nos lugares mais afastados como as pequenas aldeias e os Alpes, favorecidos pela neve, a importância do Natal já se revela pelas crianças que recebem a visita do Papai Noel.

No dia 24, ao cair da noite, o país fica totalmente paralisado, inclusive o trânsito, pois todos estão em suas casas com a família a entregar os presentes e após a ceia, exatamente à meia-noite, ir à Missa do Galo. 

A decoração, abraços, carnes variadas, bolos e tortas especiais de frutas compõem a ceia. O amigo que me contou esses fatos  lembra que a ceia não é o mais importante porque o Natal, sim, é uma festa,  mas acima de tudo, religiosa.

A canção Noite Feliz - Stille Nacht, Heilige Nacht,  Silent Night, Douce Nuit e outros nomes tem caráter universal, e cantada em todo o mundo, em várias línguas, povos e religiões, inspirando a alegria e a esperança na humanidade.

            Desde a infância aprendemos a cantá-la e a tocá-la,  mas pouco conhecemos de sua origem e como surgiu.

Alguns trechos da história: Era véspera de Natal de 1818.  

Franz Gruber (1787 - 1863) esboçava um sorriso contente ao receber de seu amigo, o capelão Josef Mohr (1792 – 1848), o texto original da canção “Stille Nacht” (Noite Silenciosa). Porém não lhe restava muito tempo, pois a canção deveria ser cantada naquela noite na Igreja de São Nicolau de Obendorf.

Franz Gruber retirou-se ao seu quarto de trabalho. Lia e tornava a ler o texto de Mohr enquanto lhe passava pela cabeça a melodia embrionária da composição que pretendia aplicar até que, finalmente, chegou-lhe a inspiração melódica.

Pega a guitarra e começa a tocar as primeiras notas.  Isso mesmo, pensou, deve ser assim!  Saiu da cadeira para a escrivaninha e começou a escrever apressadamente, em tracinhos verticais, numa forma cheia de pautas e notas.

Em pouco tempo estava pronta a obra destinada que se tornou a melodia natalina mais famosa do mundo. De volta à morada de seu amigo Mohr, de imediato ficou também entusiasmado com a melodia. Juntos começaram a cantá-la.

Pouco antes da meia-noite de 24 de dezembro de 1818,  a pequena igreja de Obendorf estava replena. Alguns instantes, antes que o sino badalasse as horas da meia-noite, ecoavam sons de uma guitarra. Tomados de surpresa, tudo se quedou num silêncio profundo!

Naquela noite o Capelão Josef Mohr e Franz Grubeer e seus componentes do coral, cantavam pela primeira vez na igreja de São Nicolau de Obendorf, a nova canção de Natal: Stille Nacht, Heilige Nacht,. Poucas horas depois Franz Gruper abria a porta da sua pequena escola em Arnsdorf.

Nem de longe suspeitava que séculos depois aquele educandário de ensino primário fosse o germe da mais bela canção natalina em sua marcha irresistível para o mundo inteiro.

 

 

 

 

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segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Confraternização dos grupos Literários de Piracicaba

  Na sede do IBA - Instituto Beatriz Algodoal, aconteceu a confraternização entre os membros dos grupos literários de Piracicaba CLIP, GOLP e APL, com troca de presentes do amigo secreto,  chá da tarde e lançamento da Revista número 18 da Academia Piracicabana de Letras