Olivaldo Júnior
De palavras em poesia,
trouxe à tona sua alma;
hoje, apenas a sangria
do silente pé de palma.
Sem amigos "de verdade",
morre cedo, sem amor;
deixa à mãe a vã saudade
de um filhinho de valor.
Cada lágrima sem água
que desperta nos presentes
renomeia a sua mágoa,
que deságua dos ausentes.
Nunca foi bastante bom
para amigos de convívio,
que, distantes, têm o som
deste ausente como alívio.
Deixa muito de si mesmo
nos poemas que ofertou;
renegado, sempre a esmo,
leva o pouco que sobrou.








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