As reuniões do Grupo Oficina Literária de Piracicaba são realizadas sempre na primeira quarta-feira do mês, na Biblioteca Municipal das 19h30 às 21h30

SEGUIDORES

MEMBROS DO GOLP

MEMBROS DO GOLP
FOTO DE ALGUNS MEMBROS DO GOLP

GOLP

GOLP
Com o escritor Ignacio Loyola Brandão

GOLP

GOLP
Reunião na Biblioteca
Mostrando postagens com marcador Natal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Natal. Mostrar todas as postagens

domingo, 18 de dezembro de 2022

ASSIM SEJA


 

Bianca Rosenthal


Que seja sempre assim

Natal para você e para mim

Que seja sempre assim

Do começo do ano até o fim

 

Que a paz se renove a cada dia

Que seja um ano especial

Como a luz que do sol irradia

Que todo dia seja Natal

 

Natal é tempo de paz

Não esqueça jamais

Natal é tempo de amor

Alívio pra toda dor

 

É importante perdoar

É importante amar

É importante crescer

É importante viver

 

Desejo alegria

Desejo harmonia

Que seja Natal todo dia

Que assim seja.


segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

Natal do menino de rua


                                   Leda Coletti

É véspera de Nata!

Marcelo não sabe por que as ruas estão desertas. Estava contando com uns trocadinhos para o seu lanche predileto - pão com mortadela – mas, parece que o remédio será ir até o semáforo da Avenida Maior e tentar obtê-los com os motoristas, que param obrigatoriamente no sinal fechado.

Estranhou a ausência da Dona (nem sabe seu nome), para a qual dá toda coleta, e de onde vem seu minguado salário, que mal dá para rebater a fome com o sanduíche de mortadela; às vezes dá para comprar um refrigerante ou sorvete.

Notou que as lojas e supermercados estão fechados. Tem certeza de que ontem foi domingo, pois viu o número grande de fiéis entrando e saindo da igreja-matriz para as missas dominicais.  Em dias como hoje, tem vontade de ir até à área de lazer, pois lá sempre rola um dinheirinho de algum dono de carro que vai caminhar. Mas não tem coragem, porque sabe que irá receber ameaças dos colegas, que são permanentes no local. Em último caso, se não conseguir o suficiente, já pensou nas latas de lixo, onde há resíduos de alimentos aproveitáveis.   Se não conseguir nada aproveitável, vai à praça, onde  aquelas mulheres e homens- anjos  da noite, alimentam  os “sem  teto“, como ele.

Marcelo, nos seus doze anos incompletos, assume com orgulho ser menino de rua. Muitas vezes chamam-no assim, acrescentando impropérios, sobretudo ao flagrarem-no roubando alguma tralha que encontra próxima às portas das lojas.

Não se recorda dos pais; só vagamente da avó paterna. Dos seis aos nove anos ficou num orfanato, até o dia em que resolveu fugir para conhecer a cidade grande. Só lhe vem à lembrança o seu retorno à outra instituição, que lhe pareceu pior que a primeira. Não tinha consciência dos limites de comportamento para se viver em grupo. Achava as tias dessas instituições muito exigentes, quando não cumpria as tarefas rotineiras. A desobediência às mesmas resultava em restrições, que o fizeram mais uma vez fugir para a rua. Esta sim considerava sua verdadeira morada, principalmente a praça, reservada para ser sua trincheira de combate, defesa e local de repouso. Gostava de dormir nos bancos do jardim, apreciando a lua e acordando com os raios tímidos da bola alaranjada, seu amigo sol. Isso, quando não havia quebra-quebra com os demais ocupantes do local, acabando o incidente no camburão da polícia.

Considera-se dono do mundo, sobretudo quando usa aquele pó que o companheiro da praça lhe deu, em troca das bugigangas que roubou. Não tem ninguém por ele, e para dizer a verdade nem conhece a importância de um toque de carinho, pois nunca recebeu algum. É bem verdade que muitas vezes, quando assiste televisão nos bares, sente um pouco de vontade de ter alguém por ele: o pai, a mãe, um irmão, um tio, primo, mas não adianta sonhar! Na primeira casa em que ficou, prometeram-lhe arranjar uma madrinha, doadora dos livros para estudar na escola do bairro, mas ele fugiu antes de conhecê-la.

Distraído em seus pensamentos, só o percebeu pelo toque do sininho. Com um sorriso largo, Papai Noel foi logo lhe dando um forte abraço e dizendo:

¾ Feliz Natal, meu querido menino!

Em seguida presenteou-o com uma bola e caixas com doces. E continuou:

¾ Quero convidá-lo para ser meu companheiro. Preciso de um auxiliar para entregar os presentes das crianças de um bairro distante daqui. Estou atrasado e sei que me aguardam ansiosos.

Marcelo mal acreditava no que via e ouvia.

¾ Mas Papai-Noel só aparece no Natal! No orfanato ele sempre aparecia nesse dia! 

¾ Hoje é véspera de Natal e estamos comemorando o aniversário do Menino Jesus, que sempre me pede para fazer a entrega de encomendas às crianças daqui da Terra.

¾ Então vou virar velhinho como o senhor?

¾ Se quiser posso providenciar-lhe um traje igual ao meu. Afastou-se por instantes, voltando logo em seguida com a vestimenta própria.

Aquele dia foi inesquecível para Marcelo, que pela primeira vez experimentou momentos felizes, ofertando presentes a crianças pobres como ele. Nunca ficara triste quando alguém se despedia dele, mas dessa vez isso ocorreu.

¾ Marcelo, você foi um companheirão! Conto com você em outros Natais e, dando-lhe um forte abraço se afastou apressado.

No dia após o Natal, quando as faxineiras da praça faziam a limpeza costumeira, viram aquele Papai Noel criança, deitado no banco. Estava estático e dormia profundamente.

¾ Não vamos acordá-lo, pois parece estar sonhando e sua fisionomia é de alguém que está feliz.

Se estivessem mais atentas, teriam notado que Marcelo dormia o sono dos anjos do céu.

NOITE FELIZ

 


Plinio Montagner

A religião e a canção

 

Esta história me foi contada por um amigo de há muitos anos no tempo em que ele viveu na Alemanha e Áustria. O tema da narrativa é a religiosidade e o espírito do Natal, as comemorações e os episódios sobre o surgimento  da canção “Noite Feliz” que antecederam à noite de 24 de dezembro de 1818, na cidade de Oberdorf, Cantão Basileia-Campo, na Suíça.

             Áustria, sendo um país em que a religião é quase totalmente católica é o centro da festa de Natal da Europa em que as solenidades natalinas seguem fiéis à tradição e aos costumes antigos.

É a maior festa do ano; muitos preparativos, eventos religiosos e sociais. Nos lugares mais afastados como as pequenas aldeias e os Alpes, favorecidos pela neve, a importância do Natal já se revela pelas crianças que recebem a visita do Papai Noel.

No dia 24, ao cair da noite, o país fica totalmente paralisado, inclusive o trânsito, pois todos estão em suas casas com a família a entregar os presentes e após a ceia, exatamente à meia-noite, ir à Missa do Galo. 

A decoração, abraços, carnes variadas, bolos e tortas especiais de frutas compõem a ceia. O amigo que me contou esses fatos  lembra que a ceia não é o mais importante porque o Natal, sim, é uma festa,  mas acima de tudo, religiosa.

A canção Noite Feliz - Stille Nacht, Heilige Nacht,  Silent Night, Douce Nuit e outros nomes tem caráter universal, e cantada em todo o mundo, em várias línguas, povos e religiões, inspirando a alegria e a esperança na humanidade.

            Desde a infância aprendemos a cantá-la e a tocá-la,  mas pouco conhecemos de sua origem e como surgiu.

Alguns trechos da história: Era véspera de Natal de 1818.  

Franz Gruber (1787 - 1863) esboçava um sorriso contente ao receber de seu amigo, o capelão Josef Mohr (1792 – 1848), o texto original da canção “Stille Nacht” (Noite Silenciosa). Porém não lhe restava muito tempo, pois a canção deveria ser cantada naquela noite na Igreja de São Nicolau de Obendorf.

Franz Gruber retirou-se ao seu quarto de trabalho. Lia e tornava a ler o texto de Mohr enquanto lhe passava pela cabeça a melodia embrionária da composição que pretendia aplicar até que, finalmente, chegou-lhe a inspiração melódica.

Pega a guitarra e começa a tocar as primeiras notas.  Isso mesmo, pensou, deve ser assim!  Saiu da cadeira para a escrivaninha e começou a escrever apressadamente, em tracinhos verticais, numa forma cheia de pautas e notas.

Em pouco tempo estava pronta a obra destinada que se tornou a melodia natalina mais famosa do mundo. De volta à morada de seu amigo Mohr, de imediato ficou também entusiasmado com a melodia. Juntos começaram a cantá-la.

Pouco antes da meia-noite de 24 de dezembro de 1818,  a pequena igreja de Obendorf estava replena. Alguns instantes, antes que o sino badalasse as horas da meia-noite, ecoavam sons de uma guitarra. Tomados de surpresa, tudo se quedou num silêncio profundo!

Naquela noite o Capelão Josef Mohr e Franz Grubeer e seus componentes do coral, cantavam pela primeira vez na igreja de São Nicolau de Obendorf, a nova canção de Natal: Stille Nacht, Heilige Nacht,. Poucas horas depois Franz Gruper abria a porta da sua pequena escola em Arnsdorf.

Nem de longe suspeitava que séculos depois aquele educandário de ensino primário fosse o germe da mais bela canção natalina em sua marcha irresistível para o mundo inteiro.

 

 

 

 

.

 

 

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

NATAL DA MINHA INFÂNCIA

 



Elda Nympha Cobra Silveira

 

Lembro-me de uma sala improvisada dividida por um biombo, onde estava montado um pequeno presépio feito com toda singeleza pela minha irmã mais velha, mas que para mim e minhas amigas era uma beleza! Patinhos nadando num pedaço de espelho rodeado de areia e serragem colorida de verde, para parecer grama, naturalmente. Uma manjedoura com Jesus Menino, ao lado seus pais, José e Maria, os animais da estrebaria e uma estrela de papel brilhante pendurada por uma linha de carretel usada para fazer pipas, encimada na frente da gruta.

Jesus pareceu-me tão sozinho, mesmo com seus pais ao lado, tão pequeno e disseram para mim que Ele veio para salvar o mundo. Mas como poderia ser, se ele era tão pequenino? Então pensei:

-- Se Ele pode, talvez eu e todos os outros pudessem também! Mas como? Disseram-me que Ele morreu por nós ! Ah! Eu não teria essa coragem não! Mas não haveria outra maneira de agradá-Lo? Perguntei a minha mãe.

 Ela disse-me que quando eu fosse fazer o catecismo iria aprender.

-- Mas diga-me  agora mamãe, não quero esperar tanto assim!

-- Está bem! Siga os dez mandamentos que você vai aprender com a catequista, mas por enquanto lembre-se deste: “Amar aos outros como a ti mesmo!”

Naquele momento compreendi o que Jesus Menino queria de mim! Ganhara vários brinquedos e um deles com certeza não iria me fazer falta e que alegria teria ao dá-lo para uma amiguinha que não iria receber nada naquele Natal! Esse foi o Natal mais perfeito e construtivo da minha vida e até achei que o Menino Jesus sorriu para mim... Ele não estava mais sozinho naquela pobre manjedoura, eu estava com Ele!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Guiandas ou bolachas

 

                                                                                                  (imagem do Google)


Madalena Tricanico

 

Deixe o espirito do Natal

Envolver todo o ambiente...

Deixe voltar aquela criança

Escondida, mas latente...

Não importa se nos reunimos para

Fazer guandas  de tradição dos italianos

Ou  bolachas de gengibre motivados

Por tantos  filmes americanos.

Montar a árvore no primeiro domingo

Do Advento e batizá-la com um lindo

Presépio de muitas peças coloridas,

Faltando só o Jesus Menino que

Chegará na abençoada Noite Feliz,

Mas vive todos os dias nos nossos

Corações...então é Natal!

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Conto do Eterno Natal


Conto do Eterno Natal
Lídia Sendin
Quando se cruzam os ponteiros bem no meio do relógio
E tempo de bem louvar. O que fez o novo dia
Para ser tão especial?
É uma história bem antiga, mas eu posso lhe contar:
É um conto de Natal.
Lembra o simples nascimento de um menino em Belém.
Ele era diferente. Era rico sem vintém.
Ele amava toda gente mesmo quem não tinha amor.
Era pobre e repartia, para o servo e pro senhor.
Diferença não fazia, cada um era especial,
Estar com Ele todo dia era dia de Natal.
Enquanto Ele crescia em estatura e em graça,
Ganhava sabedoria. E ainda hoje onde passa,
Espalhando sua luz, há esperança e alegria,
Pra quem encontra Jesus!



segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Tempo de Natal



                                       

                                                           Leda Coletti

Tempo de Natal, tempo de reflexão. Embora seja a festa do nascimento de Jesus, nem sempre o aniversariante é lembrado. Parte da população mundial nem sequer o conhece.
Já o Papai Noel é conhecido mundialmente. O simpático velhinho é sempre priorizado pelas crianças e até pelos adultos. A maioria gosta de receber presentes. Tenho certeza que também o Menino Jesus ficava feliz quando ganhava algum brinquedo de seus pais.
Para os cristãos esta data tem um significado muito importante, pois acreditamos que Jesus-Menino se alegra por comemorarmos o seu natalício, procurando tornar outras pessoas felizes, presenteando-as, partilhando  da refeição com a família e amigos, disponibilizando nossos dons, talentos e  sobretudo virtudes para o Bem-Comum. Estas  últimas, manifestadas pelo respeito, solidariedade, tolerância, gratidão, bom trato a todos, incluindo os seres animais  e os da natureza.
Seria muito bom se nos motivássemos a viver o Natal “ de verdade” em nossas vidas. Viveríamos desde já o céu na Terra  e todos os dias teriam sabor de Natal.
A Jesus, o  Deus  Criança
para nós sempre um fanal,
pedimos paz e bonança
dias de eterno Natal.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

ARTIGO DE NATAL


                       

                                                                       Pedro Israel Novaes de Almeida

                  A vida de colunista colaborador é um martírio.
            Na semana que separa o Natal do Ano Novo, a exigência é escrever a respeito de temas relacionados à época. Nada relacionado à corrupção, safadagem, desemprego e política.
            Papai Noel é um verdadeiro herói. Percorre o mundo todo, obrigado a usar roupas pesadas, até em países quentes.
            Fabrica brinquedos sem o incômodo dos regulamentos que tratam de patentes, impostos e selos do Inmetro. A distribuição não está sujeita a qualquer alfândega, e o estacionamento é feito sobre os telhados, o que impede qualquer multa.
            O bom velhinho toma para si a culpa pela pãodurice de determinados pais, que enfrentam a reação dos filhos dizendo que a escolha foi de Noel. Tem dificuldades em selecionar presentes, nos tempos modernos, e nota o vertiginoso aumento de meninos que pedem bonecas e meninas que pedem estilingues.
            Em ano eleitoral, recebe estranhos pedidos, como Lula Livre, Fora Temer e Mito Já. Uma multidão resolveu encomendar um Habeas Corpus preventivo, em caso de condenação em segunda instância.
            Meninas e meninos encomendaram uma indicação segura, de aplicadores de silicone, principalmente em glúteos e seios. Noel estranhou o pedido de jovens, que encomendaram calças jeans previamente rasgadas.
            Garis pediram, desesperados, para não serem presenteados com os panetones de sempre, com uma uva passa a cada quilo de massa. Pediram também a distribuição generalizada de sacos de lixo grandes, pois já não suportam sair por aí, equilibrando saquinhos de supermercado.
            Entidades sociais, de defesa animal, emitiram notas de protesto contra os engraçadinhos de sempre, que confundem renas com veados, e pediram o apoio de Noel.  Algumas entidades imploraram que Noel passe a usar um helicóptero, livrando as renas de tanto esforço.
            Ambientalistas pediram ajuda ao bom velhinho, para a proibição de lampadinhas chinesas, nas árvores de Natal, que acabam sempre torradas. O Corpo de Bombeiros subscreveu o pedido.
            O pedido mais numeroso veio de pessoas do mundo inteiro, encomendando rojões que estouram nos fundilhos dos fogueteiros. Cães e gatos aplaudiram o pedido, clamando pela excomunhão dos idiotas que insistem na ridícula e doentia mania de soltas fogos sonoros.
            Migrantes fizeram pedidos mas não conseguiram informar endereços, mas Noel deve encontra-los, rastreando sofrimentos e incertezas. Pobres em geral fizeram a emocionante encomenda de cura das viroses, seguidamente diagnosticadas por médicos cubanos.
            A todos, um feliz natal, de preferência sem a visita das dezenas de cunhados, cunhadas e filhos, que se dedicam a um cansativo abrir e fechar de geladeira. A todos, um próspero Ano Novo, repleto de promessas de emprego e discursos.
            À Polícia Federal, desejo um ano trabalhoso, repleto de mandados de prisão, busca e apreensão. Consegui, afinal, escrever um artigo comentando o Natal e Ano Novo.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Deus Conosco



Lídia Sendin

Mais um Natal se aproxima,
Abraços, presença e luz,
Que ao mundo todo ilumina
E ao comércio seduz.

Hoje falamos de amor,
E de adeus ao Ano Velho,
Mas poucos veem o Senhor
Que nos trouxe o Evangelho,
Boas Novas de Esperança
Para um futuro de paz
E também boas lembranças
Do passado ele nos traz.

Num mundo de ansiedades,
Medos e depressão,
Há que buscar a verdade
No Cristo da Salvação.
E é nesse Jesus que renasce,
Que está o alivio da dor,
Pra quem nele permanece
Deus Conosco é o Senhor.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Um menino e seu Natal


Olivaldo Júnior

Na janela sem luzinhas lá de casa, um menino fica à espera de um amigo que não vem. Passa um dia, passam dois, passam três, e nada!... Inquieto, o menino da minha história fica insone, sem graça, sem gosto pela vida, sempre à espera do amigo ausente que não vem.  
Podia vir de trem. Podia vir de carro. Podia vir até de avião a jato, de foguete!... Nada. Nem um resquício de sua vinda até à janela do velho menino que só quer o velho amigo a seu lado. Podia vir por bem. Mas não virá, nem mesmo por mal. É um amigo que nunca vem. 
É Natal, sim, é Natal!... Os meninos querem mais do que um colinho, um "Durma bem", um beijo doce da mulher que os trouxe ao mundo. Uns querem bola; outros, bike; mas um menino, à janela de sua casa, num bairro periférico da city em que mora, quer o amigo. 
Amanhã, quem diria, é vinte e seis de dezembro. O Natal será história, memória, vitória do tempo sobre o homem, que só se lembra do que se foi quando o presente se desfez e já não pode ser mudado. Mudo, um menino, sem Noel, nem Jesus Cristo, sem amigo, reza. 

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

A LUZ DO NATAL


Lídia Sendin

Veja as belas luzes claras,
É o Natal que vem chegando
Enfeitando as cores raras,
A Jesus anunciando.

Dos cantores do coral,
Pelas vozes anjos falam
Das histórias do Natal
Que à noite nos embalam.

Um menino simboliza
A pureza deste dia.
E em seu seio entroniza
Muito amor e alegria.

Nem as luzes da cidade,
Nem presentes, nem cartões,
Podem dar felicidade
Aos tristonhos corações.

Mas somente o Esperado
Que envolto em muita luz,
Nasce em nós Abençoado:

Nasce o Eterno Deus-Jesus.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

NATAL É AMOR


Elda Nympha Cobra Silveira


A maioria das famílias se reúne no fim do ano para comemorar o Natal, que é o nascimento de Jesus. Todos sabem disso, os que são religiosos e creem que Deus mandou Seu filho aqui neste planeta para nos salvar. Mas, como “há muitas moradas na casa do Pai”, parece muita arrogância de nossa parte que Deus destinou seu filho Jesus somente para este planeta. Existem muitos outros onde vivem seres espaciais, que como nós, têm vida com começo, meio e fim, de acordo com o seu ambiente. Seus corpos podem ser físicos, espirituais, com perispíritos mais evoluídos, tanto intelectual como psicologicamente, e podem estar num estágio avançado de evolução e até de realização.
Devem existir hierarquias em cada estágio de vida que está passando. A Terra está num estágio primário de evolução. Nós não usamos todo nosso potencial mental, pois ainda procuramos nos comunicar com palavras que mal compreendidas ou mal usadas nos trazem o caos, as guerras, a violência, a disputa de poder, porque não assimilamos ainda que nesta terra Deus enviou seu filho Jesus para nos alertar que existem coisas superiores à matéria, como a paz num relacionamento harmonioso, o altruísmo, a caridade e a bondade, e que o próximo deve ser amado como a nós mesmo, porque fazemos parte da humanidade.
Ainda trazemos o egoísmo e outras características negativas, que por atavismo, ainda estão impregnados em nós. A lei do mais forte! A história contada sobre Caim e Abel ainda repercute em matança, violência, disputa de poder e os Dez Mandamentos enviados por Deus, através de Moisés, ainda não foram assimilados e acatados. Em muitos países ainda se apedreja mulheres pecadoras, quando se sabe que Jesus disse: “aquele que estiver livre do pecado, atire a primeira pedra”.O sexo desenfreado domina o mundo, como se fosse ele as cidades de Sodoma e Gomorra de nossos dias.
O verbo era Deus e Ele habitou entre nós. E Deus disse: “Fiat Lux”, e a luz se fez, dominando as trevas. Ele espera muito de nós todos, senão não seria o nosso Criador. A sua palavra foi sendo divulgada, de geração em geração. Depende de nós, no entanto, sermos merecedores ou não. Jesus não vai nascer novamente no dia vinte e cinco de dezembro materialmente, mas é necessário que abramos os nossos corações para ele entrar. É só aceitá-lo como uma troca de amor.
        Jesus-Menino precisa crescer dentro de nós, com sua ingenuidade, doçura, fraternidade e amor ao próximo. É a ação e reação, causa e efeito, leis da natureza, como a lei da gravidade. Deus não nos castiga, nós é que recebemos aquilo que plantamos. “Aqui se faz, aqui se paga”. Jesus deve nascer novamente nos nossos corações!
Quando nasce uma criança vamos visitá-la e levamos presentes para ela, e para o Menino - Jesus o que daremos?O que o agradaria? Certamente, não uma lauta ceia, mas sim, alguma ajuda aos desvalidos, aos mais carentes. O Menino-Jesus está lá na manjedoura, com os pobrezinhos... Ele não nasceu num palácio!
Repartamos o nosso pão, levando alimentos e brinquedos a alguma família ou alguma criança. É isso que Jesus quer de nós! Que saiamos do nosso egoísmo, que nos sintamos como representantes da humanidade, pois Ele se fez humano, portanto é nosso irmão que nasceu. Devemos saber como recebê-lo.
Meu pai escolhia uma das crianças que batiam à porta nesse dia, fazia-a entrar e dava-lhe dinheiro, um prato farto, com tudo o que havia na mesa, e mais um pouco, para que distribuísse entre os outros amigos que vinham bater á porta. Para nós, esse menino era homenageado como se fosse o representante do Menino-Jesus. Esse era o ponto alto da ceia de Natal.
Meu pai pedia para que o menino entrasse pela porta da frente, que percorresse toda a casa e saísse para a rua, como se Jesus tivesse nos visitado. Hoje temos medo de agir assim, pois existem assaltantes, trombadinhas e delinquentes de toda sorte
vestidos de meninos. E desta forma, vamos nos embrutecendo, as portas não ficam mais abertas para quem quiser entrar, ou para os vizinhos e amigos. Fechamos as portas com medo dos ladrões!
É a desigualdade entre as classes que gera esse comportamento, pois uns têm demais e outros não têm nada. Mas, a humanidade é uma família e devemos sentir, neste Natal, um amor compartilhado com os nossos irmãos, porque este é o presente que o Menino-Jesus espera de nós.

Amor gera amor! Jesus nasceu novamente em nossos corações!

domingo, 11 de dezembro de 2016

Emoção do Natal



Elda Nympha Cobra Silveira


É noite de Natal!
Sei que aqui
Tem anjos de luz,
Trazendo pela mão
O nosso Menino Jesus.

Aqui é a manjedoura
Sinto o perfume de mirra,
Incenso e jasmim
Maria a tudo vela

Rogando a PAZ duradoura.
Parece até uma capela
Irradiando amor.

Nisso Jesus Menino
Abre seus braços e
Sorri para mim...

Afastando toda dor!