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sábado, 9 de setembro de 2017

No dia 25 de agosto, no Centro Cultural Martha Watts, aconteceu o lançamento do livro infanto juvenil "Capitão Nhô Lica, o Colecionador de Pedras".
Autora Ivana Maria França de Negri, com ilustrações de Ana Clara de Negri Kantovitz

(Fotos Cassio Negri e Marcelo Fuzeti Elias)

Ivana, Ana Clara e Joceli Lazier, diretora do Martha Watts























sábado, 19 de agosto de 2017

Capitão Nhô Lica, o colecionador de pedras

Site do Colégio Piracicabano

Autora e ilustradora

A ilustradora do livro Ana Clara de Negri kantovitz


O lançamento do livro para crianças “Capitão Nhô Lica, o Colecionador de Pedras” faz parte dos festejos dos 250 anos de Piracicaba.
Escrevi, faz um tempinho, um texto na Gazeta de Piracicaba: “Somos todos Nhô Lica”, onde tecia comentários sobre a nossa mania de colecionar coisas, comparando com essa fixação de coletar pedras do lendário Nhô Lica.
Muita gente comentou, mandou e-mail ou contou pelo facebook  alguma experiência que teve com ele.
E a escolinha das minhas netas gêmeas, para minha surpresa,  fez um trabalho interessante com as crianças, baseado no meu texto. Fiquei muito feliz!



As crianças coletaram pedregulhos e levaram para a escola. E vieram contando animadas sobre a história do Nhô Lica.
Então, a minha amiga Carmen me deu a ideia de escrever um livrinho infantil recontando essa lenda da nossa terra para as novas gerações. 
O único livro que narra a saga do Nhô Lica foi escrito pelo escritor Chico Mello, parente dele.
Adaptei para o linguajar infantil e minha neta de 9 anos fez as ilustrações. Penso que essas lendas não devem morrer nunca, pois fazem parte da história e do folclore piracicabano.
A maioria das crianças não conhece esse personagem e poucos professores ainda contam para elas essa história.
E no final do livro, as quadrinhas para Nhô Lica.

Quadrinhas para Nhô Lica

Nhô Lica era um sonhador
Que se achava milionário!
Catava pedras nas ruas
E as guardava em seu armário

Pensava serem brilhantes
Aquelas pedras feiosas
Por isso suas histórias
Ficaram muito famosas

O som do seu  violão
Tocava o começo e o fim
Pois só tinha duas cordas
Dim, dim, dom dom, dim ,dim, dim

Dizia ser bandeirante
Que andou pela Patagonia
Por Goiás, por Minas e Andes
Em suas noites de insonia

Passou a ser uma lenda
A história desse guerreiro
E a saga do capitão
Vai rodando o mundo inteiro!

O livrinho encontra-se à venda na Livraria Jota Portes e no Recanto dos Livros


sábado, 15 de agosto de 2015

Piracicaba em Recortes - Exposição de poesias e aquarelas

Poesias dos poetas do Centro Literário de Piracicaba - CLIP- e aquarelas de Denise Storer expostos no Centro Cultural Martha Watts



Colégio Nossa Senhora da Assunção
(há décadas distantes...)
Lourdinha Piedade Sodero Martins

Oh! Colégio altaneiro, Nossa Sra. da Assunção!
Monumento à prova rara da Cultura e Educação,
a orientar tantas vidas na formação singular,
no verdadeiro preparo da arte de ser mulher!
Adolescência encantada no régio educandário
deixou registros marcantes em curiosas cinderelas!
Muitos os sonhos vividos, planos para o futuro
nobres ensinamentos semeados com maestria,
(por irmãs de São José) no coração das donzelas!
A capela como marco, silenciosa, tão divina,
magnífico interior, pleno em arte e devoção.
Orações clássicas, missas, puras bênçãos celestiais
compunham o pleno viver no distante cotidiano,
saudoso outrora “que os anos não trazem mais”!
A cúpula da capela de lindíssima arquitetura,
abóboda majestosa, insigne referência
a moldurar a pracinha bem à frente,
disputada e conhecida como “o jardim dos namorados”
Naquele recanto, em cálidas noites cantantes,
com a cumplicidade de um altivo ipê florido,
doçuras trocadas selavam belos momentos!
Entre juras, promessas e ais...edificou-se o amor
verdadeiro, sem malícias de muitos felizes casais!
Um “VIVA” ao Colégio “ASSUNÇÃO”!
Suntuosa Escola de Piracicaba!

O coreto da praça
Elda Nympha Cobra Silveira

Muitos iam para a praça
Logo depois do jantar.
Os jovens gostavam  de quadrar.
Os moços davam a volta pelo jardim
E as moças ao inverso,
Só... para poder paquerar.

No coreto o som expandia,
Cativando os namorados
Que aos beijos e afagos
Envolviam- se ao luar.
Tudo às escondidas,
O amor era sagrado!
.
Do bucólico coreto
Os sons invadiam a praça.
O chafariz esguichando,
Ao compasso da retreta
Só quem a viveu sabe,
Que tudo era uma graça!

Moldura
(no Engenho Central)
João Baptista de Souza Negreiros Athayde

Lá fora a tarde cai
solfejando silêncios verdes de seiva
ao compasso multicor
do canto de tantos pássaros

Entre paredes
a alma, em transe, emudece
descolorindo certezas
redesenhando esperanças

E tingindo de sonhos
os restos dourados do dia
...enquanto a noite não vem


A Magia dos Balões
Ivana Maria França de Negri

Balões risonhos
flutuam no azul.
Levando sonhos
entre nuvens e brisas.
Fazendo divisas
entre terra e céu
vagam ao léu
sobre a curva do rio

Lindos balões de ilusão!
Guardem  meus segredos
e levem para bem longe
meus medos...


Genius loci”  (o espírito do lugar)
Carmen Pilotto

A cidade e você em simbiose
se descobrindo lentamente
intrinsecamente afetuosas

Nos passos pelas calçadas domingueiras
Em ruas matinalmente vazias
Sinos festivos das carmelitas
Colorindo o casario do entorno

Seguindo a geografia - o rio
Como organismo vivo
Tão sentido pela seca
Mas intenso de passados
Como minha alma chuleada de fatos
Somos assim mesmo singulares

Apegada a Piracicaba
Eu desvairadamente intensa
Em sintonia com a cidade que acolhi
Tão provinciana e tão urbana
Confusa e feliz em meio ao concreto!


 
Flamboyant
Maria Madalena Tricanico C Silveira

Com  seus  longos  galhos,
Suas  flores  vermelhas
Aquece  os  corações
E  a  alma  centelha.
Seduz  namorados,
Flameja  seus  corações,
Deitam à  sua  sombra
E  entregam-se  em  louvação.
Olhar  para  o Flamboyant,
E  ver  a  esperança  no
Verde de  suas  folhas,
Sentir que  tudo  valeu  a pena.


Estação de trem
Raquel Delvaje

Na estação de trem
Meus olhos compridos
Percorrem os trilhos
E pulam de vagão em vagão
Tentando abraçar
O que faz saudade.



Trovas: Pesca, pescaria, pescador
Lídia Sendin

Pescador de correnteza,
No rio que passa ligeiro,
Da pesca não tem certeza,
Da vida é só passageiro.

Piracicaba é nubente
De eterna felicidade,
O povo é boa gente,
O lugar bela cidade.

O peixe aqui sempre para
Em água que não acaba,
Lugar de beleza rara
É o Rio de Piracicaba.

Com a vara, linha e isca,
Sacola ao lado vazia,
Pescador olha e nem pisca
Pescando sabedoria.


Caminhando na área de lazer
Leda Coletti

Caminhando lépida,
me encanto com a paisagem.
O verde gramado,
o lago sombreado
por árvores floridas.
Adultos e jovens
sozinhos ou aos pares,
caminham depressa
cruzando suas falas
aos cantos dos pássaros,
que aos bandos, em pares,
se pegam, se abraçam.
Pelo amigo vento
sou acariciada,
pelo amigo sol
de leve beijada,
e enquanto caminho
louvo e agradeço a Deus,
a ventura de caminhar
neste alegre lugar.


 
Rua do Porto
Ruth Carvalho L. Assumção

Balançando-se à beira do rio
Com seu casario e carisma
É a paisagem banhando-se nas águas
Em águas benditas, águas bonitas,
Águas de ninguém
Que nas marolas cantam e gemem
Num rolar constante,
Rolando como serpente,
Arrastando seu destino
Beijando desde menino
Os pés do Engenho Central
Na moldura das casinhas
Plantadas ao seu redor
Uma porta, uma janela, um quintal,
Brancas, azuis, amarelas
Trazendo dentro delas a memória
De um pescador a sonhar
Com tralhas e vara de pescar
Nas águas sempre a rolar
Buscando malhas finas
Seu alimento a dançar.


Largo São Benedito
Sílvia Oliveira

Nossa esta Piracicaba
: memórias tantas no seu largo
um Benedito que escutava
as preces negras quase só

Antigo mal não é mais regra
: lugar, igreja, o próprio santo
na história ao longo permanecem
marcando todos por igual


Velhas janelas de Piracicaba
Neu  Volpato

ruas passam espiando
essas velhas janelas
a ver se por elas
ressumam antigas saudades
devolvendo lembranças à cidade
de suas antigu/idades


  
Praça José Bonifácio
Aracy Duarte Ferrari

Praça central, altaneira, aconchegante
Traz ao presente reminiscências do passado.
Registra a história piracicabana ao vivo,
Tem à sua frente a Igreja abençoando.

Espaço aberto a todas as idades.
Idosos narram passagens de ontem
Interagem nas trocas de causos e prosas,
Tendo prioridade os acontecimentos locais.

Na primavera, festival esplêndido de flores
Embelezam e exalam seu perfume...

Em sintonia com a graça da praça
Estão o coreto, o chafariz e bustos históricos.
Que o tempo incumbiu-se de guardá-los
E fazer pulsar as emoções.

O chilreio dos pássaros cantores,
O som musical do Coronel Barbosa
Foram a natural orquestra sinfônica,

A praça sensibilizada adormece feliz.