As reuniões do Grupo Oficina Literária de Piracicaba são realizadas sempre na primeira quarta-feira do mês, na Biblioteca Municipal das 19h30 às 21h30

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Reunião na Biblioteca
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terça-feira, 23 de junho de 2026

Sonho Possível



Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins

(Trovas por uma ACADEMIA, Versos à CASA DA PALAVRA!)

 

Sonhada sede queremos

para nobre Academia!

Nós a glorificaremos

com toda a autonomia!

 

Quem sabe, já a caminho

um espaço acolhedor!

Registrado em pergaminho,

sonho de grande valor!

 

Mentes sensíveis, radiantes,

abertas ao bom e belo

farão ofertas brilhantes

atendendo nosso apelo!

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

MULHER

 

 

Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins

 

Mulher, ó mulher!  Oferta Divina!

Néctar precioso das flores do céu!

Sobre ti recai, majestosamente,

a doce incumbência da maternidade.

Nem sempre para os filhos do teu próprio ventre...

mas para outras crianças ou alunos diversos,

dispersos, sedentos de afeto e de compreensão.

Mulher, ó mulher! Oferta Divina!

Néctar precioso das flores do céu!

Tua alma benfazeja onde habita o amor

é repleta de beleza, é morado do Senhor!

Mulher, ó mulher! Mulher-doação!

Sejas mãe, sejas mestra, é mulher-devoção!

Mulher, ó mulher! Oferta Divina!

És amparo, és refúgio, és mulher-coração!

domingo, 26 de julho de 2020

Primavera em Festa


PRIMAVERA EM FESTA
            Em tempo de Ipês Amarelos
                                               Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins.

O ouro brilha, se oferece gratuito,
se espalha com  majestosa  elegância!
Sua generosidade, “coração materno”
abraça ruas e calçadas, pátios e jardins.
Invade sonhos, consagra corações,
ameniza cansaços  teimosos,
floresce os passos de pés inábeis,
contabiliza créditos de esperança!
Estes, no auge da despedida,
esverdeiam almas inertes e resgatam
do âmago de cada ser,
a alegria de viver, de renascer!
O singelo e cativante desfile  floral,
resgata a harmonia adormecida
e faz vibrar o dom da emoção.
É o pulsar de um novo coração!

terça-feira, 7 de abril de 2020

AO “TRIO” DE MARIA... LOUVORES!



Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins

Três ao todo, num só SER!
Cada qual...  Humano, Santo, Especial!

Ao MENINO do Presépio,
criança dócil, pensante
a correr afoito e feliz
para o colo de Maria
à procura do leite materno
entoando cânticos de louvor!

Ao CRUCIFICADO, filho sofrido
a carregar consigo o fardo pecador...
Do amor humano, carente!
Humilde Ser a oferecer
perdão real, permanente!

Ao SACRAMENTADO
que de Humano se fez Luz
e se tornou EUCARISTIA!
Bálsamo para a Alma!
Pão Divino para todo dia!

“Graças e Louvores sejam dados a todo momento”
a “cada Filho de Maria”:
ao MENINO, ao CRUCIFICADO, a  Jesus SACRAMENTADO

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Duas décadas!



Lourdinha Piedade Sodero Martins

                A vida... é toda breve!  
                Mas, nada breve esse tempo sem você...
                Está  presente no meu dia a dia, mais que isto,  jamais   deixou de habitar a  alma minha.  Só assim  me  fortaleço, só assim não me sinto sozinha.
                Continua a  caminhar  comigo  pelo jardim; admiramos as  flores e folhagens,  zelosamente  cultivadas.  Seguimos lado a contornar nossa casa durante as orações matinais.
                Ela continua decorada com os mimos trazidos das  nossas saudosas viagens.
                No suave  embalo do  balanço vermelho, quase  centenário, apreciamos a brisa cantante da manhã ensolarada; a alegre revoada vespertina da passarada em festa; os  atenciosos transeuntes, que também admiram nossos canteiros floridos.
                Das espécies  escolhidas, o "açaizeiro" que  você plantou, aquela  muda  pequenina  que ficou  sob meus cuidados, já  ultrapassou o muro, tornou-se   altiva e frondosa, isto é, transformou-se  numa touceira de  palmeiras  entrelaçadas, de diferentes alturas, em  farta produção.  Seus inúmeros cachos, com coquinhos suculentos,atraem lindos e travessos tucanos famintos, além  de alegres  papagaios e maritacas  barulhentas .  
                Cenário belo de se ver!
                Minha vida continua nossa...  Prossigo a  fazer tudo como  antes; dedico-me às  atividades que   sempre gostamos como a Música  e a Literatura,além da prazerosa ajuda às nossas filhas e netos abençoados, todos à sua maneira,oferecendo- me atenção e   muito carinho. 
                 Sempre, com muita  saudade, orgulho e alegria falamos sobre você.  
                Portanto,  continuo realizada e feliz, meu/nosso querido Paulinho.


sábado, 1 de agosto de 2015

PIRACICABA


        Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins

TERRA DE ARAGENS E CORES
CUJA CADÊNCIA BRILHANTE
FAZ DANÇAR A NOIVA EM FESTA!
CAPELA ABERTA
DE CORAÇÃO GIGANTE
A ABRAÇAR TODAS AS RAÇAS!

CANAVIAIS DA ESPERANÇA
EM MÁGICOS TONS DE VERDE
DESFILAM SUA RIQUEZA
A ENTOAR CANÇÕES AO VENTO
EM DEFESA AO RIO TROVADOR
SOLISTA DE SÚPLICES CANTOS:

--"CAUDALOSO, FELIZ, OUTRORA
FORNECI LAZER, ALIMENTO.
SINTO GASTA MINHA BELEZA,
HOJE DESPIDA DE MATAS...
O ABANDONO EM QUE ME ENCONTRO
ESTÁ ME LEVANDO À MORTE.
OUÇAM-ME, FILHOS QUERIDOS,
SINTO FRACO MEU CORAÇÃO.
AGUARDO O MILAGRE DA CURA
CHAMADO DESPOLUIÇÃO."

domingo, 6 de abril de 2014

Reunião festiva no GOLP


Março marca o aniversário natalício de três queridas integrantes do GOLP: Lurdinha, Leda e Elda, com direito a bolo e refrigerante!



segunda-feira, 11 de julho de 2011

Viveiro Divino

desenho a lápis de Geraldo Victorino de França Júnior

Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins

Pássaros festivos voam e gorjeiam num vai e vem colorido em uma estratégica esquina próxima à minha casa. São dezenas, ou melhor, são centenas de pássaros bailarinos e cantantes, das mais variadas espécies e tamanhos que se cruzam, sem parar, em constante agitação a disputar o espaço paradisíaco, arquitetado graciosamente para o dia-a-dia da vida que lhes foi concedida.
Trata-se de um mirante circular, alicerçado em engenhoso e belo jardim, solidamente projetado entre vielas arborizadas, sempre floridas, que margeiam a elegante e convidativa residência da querida amiga. Em todas as direções há ângulos surpreendentes, arrematados com espécies comuns e raras de plantas e flores em proporções e cores das mais tocantes.
Aliás, tudo naquele recanto sutil e maravilhoso convida a momentos especiais, todas as criaturas que por ventura visitam o local: os pássaros livres em contagiante contentamento e nós, naturalmente a observá-los, usufruindo do mesmo espaço que enleva e acalma. Ali é possível se permanecer num encantamento inexplicável, com direito a um descanso total de alma, de espírito...
Farto banquete é oferecido três vezes ao dia, incluindo a hospedagem e banhos carinhosamente preparados. São alimentados, ali, bandos intermináveis de residentes fixos e aqueles que num voo acidental ou de passagem acabam por descobrir a hospedagem do amor. Sabiás atentos, bem-te-vis a cantar e bater asas em rítmo melodioso, quero-queros, periquitos, tuins, rolinhas, andorinhas, tais quais notas musicais a enfeitar a pauta do poste à frente, dourados canários a exibir a presente liberdade, e os pardais, barulhentos caipiras benvindos. Pintassilgos ligeiros, da mata, do campo ou do brejo? Não importa, quantos ou quais, todos em rítmo acelerado se misturam e se entendem. Uns cantam aqui, outros respondem ali; há os que se banham nas bacias dispostas na mureta circular, enquanto outros sedentos e apressadinhos disputam
com os lindíssimos beija-flores a água açucarada das flores dos bebedouros. Estes, pendurados estratégica e harmoniosamente entre arbustos floridos, gerâneos, samambaias lisas, crespas ou rendadas, trepadeiras no auge da floração.
São tantos os vasos que embalam as avezinhas; muitas copas jeitosas e macias as convidam à construção de ninhos para a formação da família e a segurança dos seus filhotes.
Toda essa história mais parece um sonho, uma invenção poética, talvez... Mas acreditem, é a mais pura verdade. Tenho visitado tal recanto ao qual denominei: Viveiro Divino!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Cupido Sui Generis

Cupido Sui Generis - in Tardes de Prosa
(Uma linda história de amor)
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins


Eu o conheci há cinquenta e três anos, quando nasci.
Esbelto, bonito, expressivos olhos verdes a mostrar semblante suave e bom caráter. Orgulhoso por sua mais recente conquista, a paternidade, declarava-se por meio de gestos e palavras, duplamente apaixonado. A primogênita era naquele momento, seu segundo grande prêmio. O primeiro, um verdadeiro amor ao primeiro olhar, o qual lhe assegurou uma vida plena, era ela, minha mãe, sua querida “patroa” como a designava, so¬licitando-lhe a participação ininterrupta nos pequenos e grandes feitos familiares.
A história, que desde pequena ouvia dos seus lábios, me atraía. Segundo ele, meu contador de causos, tudo começara em 1939, numa escola rural de Ibitiruna, estado de São Paulo.
Recém formada pela Escola Normal “Sud Mennucci” de Piracicaba, à busca de realizar seu sonho como educadora, para lá se dirigira a bonita e tímida normalista, enfrentando as alegrias e obstáculos naturais na vida de professora naqueles idos. Mais ainda em se tratando de uma escola isolada e distante.
Como num quadro pintado por consagrado artista, cercada por muito verde, à frente de um convidativo goiabal, ficava a Escola Caiada com suas janelas curiosas, permitindo a cada um dos usuários maravilhar-se com a natureza em flor. Numa daquelas oportunas janelinhas debruçara-se a jovem mestra, de sorriso acanhado e olhar angelical, a fim de apreciar junto a seus alunos, como por obra do destino, a bela cena campestre: imensa e valiosa boiada, conduzida por distinto e simpático tropeiro.
Por sua vez, o condutor da boiada jamais pudera imaginar que, ao atravessar tão grande extensão de terra, depararia a pouquíssima distância com quem, naquele simplíssimo educandário, viria a ser seu desejado amor, a companheira por toda sua vida.
Uma luz divina tocou a ambos. Houve reciprocidade e seus olhares se encontraram à procura de um sentimento maior. Seus corações acelerados reagiram. Nascera, naquele instante, às 8:45 de uma manhã clara de abril, um verdadeiro amor. Deus o abençoou enfeitiçando a alma daquele solteirão que até então, aos quarenta anos, não encontrara a mulher dos seus sonhos. Pois lá estava ela, como sempre pedira aos céus: tímida, delicada, olhar expressivo e amendrontado ao mesmo tempo. Algo naquela jovem o conquistara fortemente. Seria o jeito singelo gracioso, sua meiguice com os alunos ou a tônica do seu olhar? A partir daquele momento suas vidas se comprometeram, passaram a ser tomadas por sonhos... Ele armazenando ideias montado em seu cavalo baio, ela a tecer seu humilde e bonito conto de fada. Era uma história de vida e amor acontecendo entre o boiadeiro solitário e a jovem e delicada professora.
Iniciou-se o romance que teve dois anos de duração, idílio este vivido com muita cautela e seriedade. Casaram-se em cerimônia simples, ele aos quarenta e dois, ela aos vinte e quatro anos de idade. A feliz união entre eles permitiu-lhes “saudável ninhada de sete filhotes”.
Até hoje entre seus descendentes sente-se o efeito do amor vivido por seus pais, nascido em 1939, forte e consistente por quarenta e sete anos, quando Deus convidou para Sua companhia o bondoso patriarca que soube honrar seu lar e família e como legado deixou o nome digno e o carimbo da escola que fundou: a do amor.
Ela, a dócil viúva, honra-me com sua grata presença e distrai-me com as lembranças amorosas vividas por ela e seu fantástico esposo desde aquele furtivo encontro abençoado, quando, bem à frente da escola mágica, como se fosse um sábio cupido, surgira aquele enorme rebanho contando dois mil, duzentos e cinquenta bois...

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Viveiro Divino - Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins

(desenho de Geraldo V. de França Júnior)

VIVEIRO DIVINO
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins

Pássaros festivos voam e gorjeiam num vai e vem colorido, em memorável esquina próxima à minha casa. São dezenas, ou melhor, são centenas de pássaros bailarinos e cantantes, das mais variadas espécies e tamanhos que se cruzam, sem parar, em constante agitação a disputar o espaço paradisíaco, arquitetado graciosamente para o dia a dia da vida que lhes foi concedida.
Trata-se de um mirante circular, alicerçado em engenhoso e belo jardim, solidamente projetado entre vielas arborizadas, sempre floridas, que margeiam a elegante e convidativa residência da minha amiga. Em todas as direções há ângulos surpreendentes, arrematados com espécies comuns e raras, de plantas e flores em proporções e cores das mais tocantes.
Aliás, tudo naquele recanto sutil e maravilhoso convida a momentos especiais, todas as criaturas que por ventura visitam o local: os pássaros livres em contagiante contentamento e nós, naturalmente a observá-los, usufruindo do mesmo espaço que enleva e acalma. Ali é possível se permanecer num encantamento inexplicável, com direito a um descanso total de alma, de espírito...
Farto banquete é oferecido três vezes ao dia, incluindo a hospedagem e banhos carinhosamente preparados. São alimentados ali, bandos intermináveis de residentes fixos e aqueles que num vôo acidental ou de passagem acabam por descobrir a hospedagem do amor. Sabiás atentos, bem-te-vis a cantar e bater asas em ritmo melodioso, quero-queros, periquitos, tuins, rolinhas, andorinhas, tais quais notas musicais a enfeitar a pauta do poste à frente, canários dourados a exibir a presente liberdade, e os pardais, barulhentos caipiras bem-vindos. Pintassilgos ligeiros... da mata, do campo ou do brejo ? Não importa, quantos ou quais, todos em ritmo acelerado se misturam e se entendem. Uns cantam aqui, outros respondem ali; há os que se banham nas bacias dispostas na mureta circular, enquanto outros sedentos e apressadinhos disputam com os lindíssimos beija-flores a água açucarada das flores dos bebedouros. Estes, pendurados estratégica e harmoniosamente entre arbustos floridos, gerânios, samambaias lisas, crespas ou rendadas, trepadeiras no auge da floração.
São tantos os vasos que embalam as avezinhas; muitas copas jeitosas e macias as convidam à construção de ninhos para a formação da família e a segurança de seus filhotes.
Fazer parte da cena vívida extraordinária daquele oásis é entender o que é transcender-se, é sentir a presença do Criador!
Toda essa história mais parece um sonho, uma invenção poética, talvez... Mas acreditem, é a mais pura verdade. Tenho, às vezes, com meus netos, visitado tal recanto, ao qual batizei: Viveiro Divino!

domingo, 27 de setembro de 2009

Coisas de criança
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins

Encontro-me no Rio do Sul, Santa Catarina. Não tenho lido muito durante este período como gostaria. No entanto, tenho contado e ouvido as mais variadas histórias, todas estimulantes.
Ao lado dos meus netos não sinto o tempo passar. São horas e horas de comprometimento e muita energia. Novidades não faltam. Saímos a passear quase todas as manhãs, exceto nos dias de muito frio. A cidade é tranqüila e hospitaleira, o povo educado e atencioso. Durante as andanças vamos “pesquisando” e descobrindo coisas interessantes.
Gabriel, com cinco anos, é um garoto alegre e curioso. Pergunta sobre tudo e espera por boas e verdadeiras respostas. Temperamos as atividades sérias com brincadeiras do “faz de conta”. Às vezes ele inventa que é turista e se põe a falar em “outro idioma” Faz-me bem presenciar sua participação espontânea, é bonito ouvi-lo falar “cantado” com o sotaque e a forma de linguagem da região sul. Geralmente, ele vai pilotando sua motoca, com diz, e eu vou empurrando o carrinho de bebê com uma linda princesa a bordo. Isadora é seu nome e nos seus cinco meses já ri à solta, principalmente quando Gabriel graceja ou lhe faz micagens. Se alguém se aproxima e nos sorri gentilmente, ele se apresenta e diz:_ “Esta é minha mana Isadora , eu protejo ela. Tu não sabes?”
Tendo acompanhado a gestação de sua mãe, acabou assimilando que em toda grande barriga existe um nenê. Outro dia, no elevador, olhou surpreso para um senhor muito barrigudo. Perguntou-lhe de supetão: “-Tu estás esperando bebê?” O “grávido” não teve reação... Gabriel, por sua vez, completou: -“O da minha mãe já nasceu!”
Numa manhã morna, convidativa, e céu bem azul, saímos a caminhar com o propósito de examinar os jardins da redondeza. Mostrei-lhe uma bromélia florida e disse a ele que seu avô gostava muito daquela planta/flor... Argumentou prontamente: -Eu também, vovó. Adoro suco de bromélia! Admirada, percebendo algum “mal entendido” disse-lhe que nunca provara tal suco e gostaria de experimentá-lo. Com o semblante iluminado respondeu-me: -“ Vou pedir à mamãe para preparar um suco para ti.”
Voltamos para casa, como eu havia desconfiado, tratava-se do suco de graviola. Gabriel, sem qualquer constrangimento encerrou o episódio:
“Mas, são nomes parecidos , tu não achas, vovó?”
Um dia desses, ao atravessarmos uma pracinha demos de frente com uma senhora muito loira, toda vestida de preto, inclusive o gorro e as luvas e óculos escuros. Aguçado pela curiosidade, Biel, como às vezes o chamamos, dirigiu-lhe a palavra: -“Tu és espiã?” Rimos as duas, tomadas de espanto. A “espiã”, com certeza uma criatura sensível e segura atuou de forma simpática e convincente. Dirigiu-se a ele com semblante misterioso e perguntou: -“ Como tu sabes? Como adivinhaste que sou espiã?”
Perplexo, num misto de temor e felicidade pela sua “tremenda” descoberta, respondeu rapidamente: -“Ah! Pelo seu jeito, sua roupa, está na cara!”
Pois saibas, guri, eu estava te espionando e descobri que és um menino inteligente e espirituoso. Gostei muito de ti, muito prazer!
- Obrigado, “Espiã”! Mas, o que é espirituoso?