As reuniões do Grupo Oficina Literária de Piracicaba são realizadas sempre na primeira quarta-feira do mês, na Biblioteca Municipal das 19h30 às 21h30

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Com o escritor Ignacio Loyola Brandão

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Reunião na Biblioteca

sábado, 1 de setembro de 2012

O que você está lendo?



Escritora e poetisa Maria Cecília Graner Fessel

Na verdade relendo, e não pela primeira vez, e se chama A TERRA DOS MIL POVOS, HISTÓRIA INDÍGENA DO BRASIL CONTADA POR UM ÍNDIO.
É um livro da Editora Fundação Petrópolis, da série Educação para a Paz, segunda edição, com 115 páginas, que ganhei da nossa Olga Martins, poeta, escritora, mas sobretudo, Mestra apaixonada.
Nesse livro, KAKA WERÁ JECUPÉ, índio txucarramãe, explica os diferentes mitos dos grupos indígenas, mostra os valores comuns contidos nas suas tradições, sua ética, a forma de pensar e agir, de amar a natureza, revelando a  pujança de uma etnia milenar
Kaka Werá nos conta o que lhe contaram seus pais, avós, bisavós, e as gerações ancestrais de sua nação, resgatando esse componente tão menosprezado nas origens do povo brasileiro.
KAKA WERÁ, nascido num aldeamento indígena próximo à Represa Billings, fez uma peregrinação na década de 1980 percorrendo aldeias indígenas até o Paraguai, buscando sua verdadeira identidade, na mesma trajetória apelidada pelos historiadores como “A BUSCA DA TERRA SEM MALES”, ocorrida nos séculos 16 e 17. Também realizou uma peregrinação ao norte do país, pesquisando a sabedoria dos povos amazônicos e dos cerrados.
Convidado pelas Universidades de Oxford (Inglaterra) e Stanford (EUA) deu palestras em 1996 e 1997 sobre a religiosidade ancestral indígena.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Piracicaba em Traços e Cores - IPPLAP

Departamento de Patrimônio Histórico - Instituto de Pesquisas e Planejamento de Piracicaba

Se uma imagem vale mais que mil palavras, transformada em arte fica muito mais eloquente. Piracicaba é conhecida e reconhecida por suas paisagens culturais, principalmente aquela paisagem ao redor do Rio Piracicaba, retratada desde o século XIX por muitos artistas. Piracicaba em Traços e Cores procura recordar cenas, paisagens e lugares da cidade na forma de arte. Com vários traços e muitas nuances de cores, vamos conhecer e reconhecer Piracicaba, que já foi cantada em verso e prosa. O Instituto de Pesquisas e Planejamento de Piracicaba – Ipplap lança amanhã, 28, às 19h30, no Museu Histórico e Pedagógico Prudente de Moraes, o livro “Piracicaba em traços e cores” editado pela autarquia. Na oportunidade também será aberta a exposição de ilustrações de Andrei Bressan e Renata Andia Amalfi.
Antonieta Mendes, diretora do Museu Prudente de Moraes com as escritoras Ivana Negri e Carmen Pilotto que prestigiaram o lançamento do livro "PIRACICABA EM TRAÇOS E CORES"( ilustrado pelos artistas Andrei Bressan, Renata Amalfi e Salvatore Aiala) representando a Academia Piracicabana de Letras e os grupos Literários GOLP e CLIP.
O livro é um projeto do IPPLAP e será distribuídos às escolas, instituições e bibliotecas

Componentes da mesa apresentando o livro, Marcelo Cachioni, do Departamento de Patrimônio Histórico, To Mendes, diretora do Museu e a artista Renata Andia Amalfi.

O livro, que teve coordenação editorial do Departamento de Patrimônio Histórico - DPH do Ipplap,  foi  pensado para transformar em arte algumas imagens emblemáticas da cidade, incluindo aí lugares e prédios, muitos deles que já desapareceram da paisagem, mas que estão presentes na memória de muitas pessoas, como o Hotel Central, o Teatro Santo Estevão ou mesmo o rio Piracicaba.   “A ideia foi transformar estas imagens, que já são comuns e reconhecidas, em arte”, explica Rafael Ciriaco de Camargo, Diretor-Presidente do Ipplap. “Tivemos a intenção, para quem conheceu, de trazer uma nova memória destes lugares e, em outros casos, recuperar uma memória da cidade, da paisagem cultural de Piracicaba, principalmente para as pessoas que não conheceram estes cenários como eles eram”, complementa Marcelo Cachioni, diretor do DPH.
Para elaborar o livro, houve uma seleção de série de fotos de lugares e prédios expressivos da cidade, que foram repassados aos artistas, que utilizaram técnicas variadas (água forte, aguada de nanquim, lápis, óleo sobre tela e ilustrações digitais) para produzir as ilustrações com base em fotos antigas da cidade de várias épocas. Também são utilizadas imagens de postais colorizados. Além das ilustrações, há um texto explicativo sobre estes lugares e também frases que foram ditas e publicadas em diversas épocas e que contam alguma história sobre os prédios e os lugares.
O livro será encaminhado, após o lançamento, para escolas e colégios da cidade e, segundo Cachioni, poderá ser utilizado como livro didático. “Pretendemos que ele ensine sobre estes locais para as crianças.”
A exposição, que também será aberta amanhã, é composta pelos 26 quadros que foram desenvolvidos para o livro. Ela ficará montada até dia 30 de setembro, das 9h às 17h.
O evento de lançamento do livro e abertura da exposição é aberto ao público. O Museu Histórico e Pedagógico Prudente de Moraes está localizado na Rua Santo Antônio, 641.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Premiação do 2o Concurso de Microcontos de Piracicaba

O coordenador do Salão de Humor de Piracicaba em 2012 Edson Rontani Jr entrega o troféu para a primeira colocada, Clarice Villac, de Campinas

O troféu destinado aos três primeiros colocados
Lucila Silvestre diretora de eventos culturais da Biblioteca, Edson Rontani Jr e Carmen Pilotto, revisora da antologia dos cem melhores microcontos
Clarice Villac , primeira colocada, e Ivana Negri, uma das juradas do concurso
Carmen Pilotto, Ivana Negri, Clarice Villac, Carla Ceres (jurada), Josiane de Sousa (jurada) e William Hussar (jurado)
Hermes Petrini  que se apresentou no evento

Escritoras Aracy Duarte Ferrari, Raquel Delvaje e Carmen Pilotto
Lucila entrega o troféu ao terceiro colocado, Rui Trancoso de Abreu, da cidade de Limeira
Cassio e Ivana Negri
Rui Trancoso de Abreu e esposa
Presença internacional dos jurados do Salão de Humor Vladimir Kavanevsk e esposa ( Ucrânia), Marilena Nardi ( Itália) e Marlene Pohle (Argentina) 
Carmen Pilotto, Aracy Duarte Ferrari, Lidia Sendin, Ivana Negri, Clarice Villac, Carla Ceres, Josiane de Sousa e William Hussar
Hermes Petrini e Edson Rontani
Boa música abrilhantando o evento
Clarice entre sua mãe e Lucila

domingo, 26 de agosto de 2012

INCRÍVEL AVENTURA



Lídia Sendin

Brancas figuras, seres superiores
Rondam a sala, agora silenciosa,
Vagando soltos pelos corredores,
Cheios de risos e mãos atenciosas.

Ele, valente e dito provedor,
Parece frágil e cheio de emoção,
Pelo seu corpo passa algum tremor,
Como à procura de mais atenção.

Levanta, senta, como a vida é dura!
Já não contém tamanha ansiedade.
Na face rola a lágrima insegura,
De medo, amor ou de felicidade?

Sempre lhe dizem que homem não chora.
Mas no seu peito há como um nó de embrulho
Que desenrola um pouco a cada hora
Faltando espaço para ter orgulho.

A vida é sempre cheia de artimanhas,
Estar perdido numa simples sala...
Com essa dor que lhe fere as entranhas...
A um só tempo ela machuca e embala.

A dupla porta abre e num segundo
Toda a ansiosa aflição se esvai.
Agora ele tem nas mãos o mundo
E a incrível aventura de ser Pai!

sábado, 25 de agosto de 2012

Que livro você está lendo?



Escritora e poetisa Marisa Filleti Bueloni

Na verdade, estou relendo o "Diário" da Irmã Faustina Kowalska, já canonizada pelo papa João Paulo II. ("Diário" - A Misericórdia Divina na minha alma - Irma Maria Faustina Kowalska- 473 pgs).
Trata-se de um diário belíssimo, que a santa polonesa escreveu para divulgar a mensagem da Divina Misericórdia.
Irmã Faustina é conhecida no mundo inteiro como "a apóstola da Misericórdia de Deus" e é considerada uma integrante do grupo dos grandes místicos da Igreja.
Desde muito cedo, sentiu o chamado à vocação. Mas bateu em muitas portas de conventos até ser recebida, no dia 1º de agosto de 1925, na Congragação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, em Varsóvia.
Nascida Helena, na Congregação recebeu o nome de Irmã Maria Faustina.
A vida de santa Faustina está muito bem detalhada neste belíssimo "Diário". Nosso Senhor concedeu muitas graças a ela, como o dom da contemplação, o profundo conhecimento do mistério da Misericórdia de Deus, as visões, as aspirações, os estigmas escondidos, o dom da profecia, de discernimento e o dom só raramente concedido dos esponsais místicos. É conhecida como a "secretária da Divina Misericórdia".
Numa das páginas de seu "Diário", escreveu irmã Faustina:"Nem graças, nem aparições, nem êxtases, ou qualquer outro dom que lhe seja concedido torna a alma perfeita, mas sim a união íntima com Deus. (...) A minha santidade e perfeição consistem na união estreita da minha vontade com a vontade de Deus" (D. 1107).
Faustina escreveu um diário de grande inspiração para a fé cristã, valioso também para todos os que desejam conhecer o que o Céu concede a uma alma. "A paciência,a oração, o silêncio - eis o que fortalece a minha alma" - escreveu ela. E ainda: "Se existe na terra uma alma verdadeiramene feliz, é apenas a alma verdadeiramente humilde".
Irmã Faustina faleceu em fama de santidade em 5 de outubro de 1938, aos 33 anos de idade e 13 de profissão religiosa.
A festa da Divina Misericórdia é celebrada no primeiro domingo depois de Páscoa, com o sentido teológico de mostrar a estreita união que existe entre o mistério pascal da Redenção e o mistério da Misericórdia de Deus.
O "Diário" da irmã Faustina Kowalska é um belo clássico da literatura católica, editado pela Congragação dos Padres Marianos. 

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Convite para o evento na Biblioteca que premiará os autores dos 3 melhores Microcontos de Humor


A premiação do 2o Concurso de Microcontos de Humor acontece neste sábado, às16h, na Biblioteca Municipal de Piracicaba.
Será distribuída aos presentes a antologia com os cem melhores microcontos .
O evento será abrilhantado por Hermes Petrini.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

HERANÇA-Miniconto



Tarsila de Carvalho Fonseca

Minha avó passou todas as suas manhãs na cozinha de uma fazenda. Minha mãe viveu
todas as suas tardes dentro de uma fábrica. Eu respiro todas as minhas noites a fumaça de uma boate num palco verde. O cenário muda, mas a solidão de ser mulher é nossa maior herança.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

VIVER



Sylvio Arzolla

É sentir pulsar o coração no peito
É recordar um passado
É trabalhar um pensamento
É algo sublime e agradável
É recordar fatos e emoções
É trazer consigo o bem estar do espírito
É saber sorrir nas dificuldades
É sofrer, tropeçar pelo caminho sempre com esperança
É ver o amanhã resplandecer
É estar em paz com Deus
É ajudar o próximo carente e sem futuro
É olhar o irmão como a si próprio
É estender a mão sempre que possível
É ver a vida com naturalidade
É estar presente em corpo e espírito
É tratar o semelhante com amor
É ver a vida no seu variado matiz
É aquele sopro maravilhoso e divino do Criador
É uma dádiva de Deus.

sábado, 18 de agosto de 2012

Que livro você está lendo?


 Escritora e poetisa Eunice Zen Verdi
O FUTURO DA HUMANIDADE
 Autor: Augusto Cury
Editora Sextante - 251 páginas;

Conta a trajetória de Marco Polo, um jovem calouro de medicina, de espírito livre e corajoso como o do navegador veneziano do século XIII, cujo nome serviu de inspiração e lhe foi dado por seu pai. 
Marco Polo, como calouro de medicina, deu os primeiros sinais de incorformismo e indignação, ao se recusar a tocar nos cadáveres na aula de anatomia.
Contraria as regras do médico chefe do Departamento de Anatomia, professor e Dr. George, quando interrompe a aula para saber a identidade dos cadáveres ali expostos para serem dissecados.
Percorre as praças à procura dos mendigos que ali viviam, em busca das informações tão necessárias para sua carreira - a psiquiatria.
Um deles, o Falcão, torna-se seu amigo e recupera a alegria de viver através dessa amizade com o jovem e sonhador Marco Polo.
Falcão estimula o jovem calouro a tentar uma nova abordagem sobre a medicina psiquiátrica.
Uma intrigante história, cujo tema apaixonante leva o leitor a questionar os valores, conceitos e a humanização da medicina.
Leia e viaje com Marco Polo!


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

O JARDIM



Olivaldo Júnior

            Era um homem cujos olhos tinham ficado sem outros para contemplá-lo. O preço de ser homem é ter que existir, de um jeito ou de outro. O mundo não se acaba, mas a gente sim. Sim, o homem tinha um jardim. O jardim que ele havia cuidado por muitos anos, onde estavam muitas flores, ou o que tinha restado delas. Elas, as flores, podem ser matéria ou mesmo etéreas, não importa: flores são símbolos do que já floriu.
            As flores daquele homem sabiam bem de onde haviam nascido. Nascer é mais que ser dado à luz, ou a cruz, de cada dia. Nascer é crescer depois de cada corte. Sorte das flores, tadinhas, que nunca sabem quando lhes vão cortar os ramos, caules, nada que lhes seja ornamental. Pensando bem, também não sei quando é que me vão cortar os ramos, caules, tudo que seja essencial. As flores do jardim do jovem homem nasceram de todas as doçuras e favores que ele teve. Havia uma flor para cada pessoa que tivera.
            Havia uma flor para a mãe, outra para o pai e uma para o irmão do triste homem. A mãe e o pai, o cravo e a rosa, brigaram e, por fim, se separaram. O irmão, a flor do irmão fugira em pétalas para outro inóspito canteiro. As flores dos parentes, mais ausentes, murchando foram a cada estranho vento que as condenavam ao cimento. O vento, o mesmo de sempre, arruinava as flores de cada amigo daquele canto, canteiro exangue de esperanças, frio de alegrias, tão sem vida em meio aos versos que o jovem homem arranjava. Versos são gotículas de tempo que se vertem sobre as páginas, virtuais ou virtuosas, de quem serve. Assim, as flores que tanto amava foram morrendo. Havia uma flor para o amigo músico, para o amigo máximo, para o amigo médio, para o amigo mínimo, para o amigo módico. Cada uma, pouco a pouco, foi perdendo as cores, ficando cinza, virando pó. A posse do jardim foi perdendo propriedade. O homem foi ficando ainda mais triste do que já era. Estava longe a primavera. O jardim morreria só.
            A sobra dos dias já não mais alimentava o que restava no jardim. O homem ficava mudo, não mudava nem as coisas do seu quarto de lugar. Não tinha mais ninguém para ligar. O lugar da alma é onde as flores são mais vivas. O vidro da vida estava espesso demais. O jardim estava frágil. As flores viravam torres, vasos solitários.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

CARTA DE AMOR



Elda Nympha Cobra Silveira
Querido Armando.

Se você me escrevesse, pelo menos uma vez, para saber se eu tenho algum significado em sua vida, eu compreenderia. Espero o carteiro todos os dias na porta da casa onde estou hospedada. Fico observando o jardim cheio de flores e uma trepadeira azul salpicada de branco, que serpenteia pelas paredes de pedra, em direção a janela do meu quarto fazendo a saudade apertar. Nos meus pensamentos, nas minhas fantasias, imagino que você enfrentaria tudo e a todos e ardendo de paixão por mim, seria essa trepadeira se esgueirando furtivamente até a minha janela na ânsia de me tomar em seus braços. Na minha saudade, fico imaginando como seria estar junto de você, ouvindo suas juras de amor e usufruindo dos seus carinhos.
Detenho meu olhar nas flores do jardim e o amor-perfeito se destaca dentre todas. Será que o amor perfeito é aquele que dá sem receber nada em troca? Será amor perfeito, amar em vão, sem reciprocidade entre nós? Será perfeito esse amor, eu sempre enviar uma carta e nunca receber uma resposta sua? 
Já que é assim, deixe que eu pare de sofrer e coloque um basta nesse círculo vicioso que tanto me atormenta, deixe que eu tente esquecê-lo, deixe que essa carta seja a última que você receberá! Sei que não posso protelar por mais tempo essa ansiedade, pois sei que depende de mim encarar a realidade e não trocá-la por uma fantasia. Sei que tenho potencial e qualidades para despertar o amor de alguém que me mereça e me valorize.
Seja feliz, porque eu farei todo o possível para encontrar a minha felicidade!
Obrigada.
Rebecca
Assim, fechou a carta e foi esperar o carteiro, que após alguns minutos, abriu o portãozinho e adentrou o jardim, atravessando o caminho gramado e sobreposto de lajotas, para depositar nas mãos dela uma carta, onde Rebecca, ansiosa, vê que o nome do remetente é Armando...
... e a derradeira carta, a carta de ruptura, que Rebecca escrevera com o coração machucado, jaz numa gaveta escura! 

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Cai Pira


Rodrigo Marques de Menezes

Caipira é mais um jeito de ser
Que de incerto, soa
É rio de uma voz que, num concerto, cora
É peixe que, fora d’agua, entoa
É cheiro de mato e de lagoa
É suor que, do sol, destoa
É lua que, de cachaça, posa
É cachoeira que, sobe desce aproa
É luz que, ao contrário, ecoa
É chão que, de tão pássaro, voa

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

VISÃO DO POETA



Eunice Zem Verdi

O poeta tem nos olhos,
Uma lente especial,
Através da qual vê, tudo com encantamento!
O pôr-do-sol lhe traz... a Inspiração!
O céu, a lua, as estrelas...
O romantismo!
O mar e seus mistérios,
Suas ondas,... a fascinação!

O poeta tem o dom,
De amenizar as palavras,
Para torná-las leves.
Sonoramente harmoniosas!
Palavras que dançam,
Numa cadência musical...
Assim, o sonho do poeta
É alcançar a emoção,
Construindo uma ponte...
Que liga um coração...
A outro coração!

Por falar em poesia,
O que seria, viver sem ela?
A poesia é como bálsamo,
Derramado no papel,
Dando cadência e musicalidade,
Na pureza da emoção,
Na sutileza da expressão!

Os poetas são seres alados,
Que vivem encantados,
A voar rumo ao sagrado,
Em plena comunhão,
Com o real e o imaginário,
Numa linha que comunga,
O céu e a terra!
Numa eterna vibração!

domingo, 12 de agosto de 2012

Que livro você está lendo?



Escritor Camilo Irineu Quartarollo
 “EU, EDUCADORA”
O livro de Leda Coletti traz a trajetória de alguém que se propôs a ensinar com elegância de alma e determinação.  O título diz muito. Nos capítulos que se desenvolvem nesta obra, que margeia a vida da autora, veem-se detalhes históricos e a visão de quem vai fazendo-se no caminho da educação, do ensino, da consciência cidadã.
Em Leda percebe-se modéstia, mas não falsa, é dinâmica, aplicada. Em algumas palavras objetiva seus pensamentos e passa a frente. O pensar em Leda não paralisa, como a filósofos ou discursistas da educação ou ocupantes de meros cargos.
Leio com gosto e observo na fl.105 descrever “...Sinto-me funcionária, executora de quase todos os serviços: burocráticos, sociais, pedagógicos e até de limpeza do prédio...” e “há momentos em que o desânimo aparece e em então lastimo tanto minha escolha profissional. Já passei muitas agruras, humilhações, morando em quartos sem as mínimas condições de conforto, onde, em dias de chuva, vento entrava pelos vidros da janela, longe, centenas de quilômetros dos meus familiares. Em troca , o que recebo?”
A escritora vai colocando em capítulos sua trajetória e a ideia que se faz de um educador ou de um professor, e vemos a nobre e difícil arte de transmitir, mais que conhecimentos, valores, como é o caso de Leda. Uma educadora consciente.
Destaco neste gancho de rápida e singela resenha, de que como Leda e outros professores, não se dá a eles a devida importância e de que hoje a formação ganha interesse devido à evolução tecnológica e globalização, mas é relegada à visão bancária e mercantilista do saber pelos governantes, do saber, não da consciência de valores, inclusive da ética. Indico esta leitura da obra desta autora piracicabana e engajada na educação e literatura de nossa cidade e região. Eu, educadora!