As reuniões do Grupo Oficina Literária de Piracicaba são realizadas sempre na primeira quarta-feira do mês, na Biblioteca Municipal das 19h30 às 21h30

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Com o escritor Ignacio Loyola Brandão

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Reunião na Biblioteca

terça-feira, 28 de junho de 2022

Exposição Fotográfica "Animalia"


A jornalista Cynthia da Rocha, que integra o Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba,  inaugurou a exposição  "Animalia" no hall do Teatro Municipal Dr. Losso Netto, onde suas lentes mágicas capturaram momentos únicos com animais. A mostra pode ser visitada até 21 de Julho.



 

Uma das fotos que integra a exposição

                                            Cynthia com alguns dos amigos presentes na mostra

Cynthia entre Valdiza Capranico e Ivana França de Negri do IHGP



quinta-feira, 16 de junho de 2022

Ipê Amarelo

 



Esther Vacchi Passos

 
  Flor símbolo deste imenso Brasil
  Amarelo cor de ouro deste pais
  Ao longe se destaca a florada
  Dando paz e harmonia na jornada
 
  Avenidas e praças enfeitadas
  De flores em ramos, entrelaçadas
  O sol iluminando e aquecendo
  O ninho onde o filhote está nascendo
 
  Flor que simboliza a beleza
  Deste Brasil gigante pela riqueza
  Esta chegando a mais linda estação
  Primavera, esperada pela população

quarta-feira, 8 de junho de 2022

Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus...



Lídia Sendin

Certamente Cristo não conhecia os políticos brasileiros quando fez essa afirmação. Cada dia que passa a gente pode constatar como César não sabe gerenciar o que recebe. Nós damos a César bem mais de 10% dos nossos salários. Com esse dinheiro (que não é pouco) César não providencia educação (temos que pagar escolas particulares), nem saúde (pagamos planos privados), nem segurança (somos roubados diariamente se não providenciarmos nós mesmos cercas e alarmes). César não nos dá boas estradas e não cuida com sucesso dos necessitados, pois temos que fazer constantes doações a entidades sociais. César não faz nada para melhorar nossa vida nos poucos anos que aqui vivemos. Deus nos pede apenas 10%, ou o dízimo, e se cumprirmos apenas duas regrinhas: amar a ele e ao próximo, pois tudo se resume nisso, ele nos dará paz de espírito e o paraíso, para sempre.



sexta-feira, 27 de maio de 2022

PRA SEMPRE, ENQUANTO DUROU...



Lídia Sendin

Hoje eu levantei com um verso na cabeça,
Cheio de saudade e pleno de paixão.
Escrevo agora para que ninguém se esqueça
Das tantas coisas que nos doem no coração.

O toque sonoro ecoando pela rua.
Oh! Como era bom o coreto do jardim.
Como testemunha uma clara e branca lua:
Sua mão está na minha, até que enfim!

E no banco azul de madeira envelhecida,
Nós sentamos com as promessas de amor,
Mal sabia o tempo que tudo nesta vida,
Tem começo, fim, alegria e muita dor.

A eternidade nos foi interrompida
Pela mão severa do tempo que passou
E a felicidade um dia pretendida
Foi como um momento que a gente só sonhou.

Esta dor maior é do que ficou ausente,
Que saudade eu tenho daquilo não vivido,
Como um desejo a morar eternamente
Na minha lembrança sem nunca ter partido.

Mas quando lembro que sonhos são fugazes,
Embalo na alma essa dor inevitável,
Penso nas conquistas de que fomos capazes
E já não me importo com o que não foi durável.




sábado, 21 de maio de 2022

“SOFRÊNCIA”


Lídia Sendin

É um medo que agonia,
É a dor que não vai embora,
Nem mesmo a doce poesia
Faz rir o rosto que chora.

Tristeza pega na gente
Sem motivo, sem razão.
E mesmo que não se aguente
Não passa essa aflição.

É uma estranha amargura
Que o universo não explica,
Não há direção segura,
Não se vai e nem se fica.

Só nos resta o desejo
De uma ajuda da ciência,
Outra solução não vejo

Pra acabar com essa sofrência.

quarta-feira, 18 de maio de 2022

ELEMENTO DE IDENTIDADE



Angelvira Carmine

 

Ser conjunto

Unitário é

 

Sentir-se

Conjunto

Vazio é

 

Perder-se na

Temática.


Porque ninguém é feliz sem ninguém.

sexta-feira, 6 de maio de 2022

Em dia de chover-me


Angelvira Carmine

 

Usei um
Descarta-chuva
Molhou até
A alma.
Bem que
Precisava
De um
Banho interior.
Pra guardar-o-sol
Em mim.

terça-feira, 26 de abril de 2022

SOL DE ABRIL



                            Madalena Tricânico

 

Vai terminar o dia...

Tenho a felicidade de voltar

Para casa vendo o ocaso.

Tanta tristeza depois de um dia

Que fiz tudo que devia,

Mas, nada que queria...

Paro e fico olhando para você!

Brilha igual para todos.

Mas, para mim você brilha forte.

Quanto mais triste estiver

O meu coração,

Mais intenso é o seu brilho.

Amanhã você voltará

Com toda sua força, e eu,

A cada pôr do sol,

Morro um pouquinho

De tristeza e solidão.

segunda-feira, 18 de abril de 2022

Sala de espera



Paulo Ricardo Sgarbiero

À consulta precisamos ir,
Vez ou outra não há como fugir.
Pois da saúde precisamos cuidar,
Para que uma longa vida possamos gozar.

Na sala de espera tudo vemos,
Há a criança, que bem sabemos,
Está no início desta jornada,
A mamãe que busca, seja bem tratada.

Há um idoso aguardando,
Mas o que parece, salvo engano,
É que é consulta de rotina.
Vai passar com o Dr. Farina.

Eu que não sou velho nem moço
Também espero, sem alvoroço,
Pois da minha saúde preciso cuidar,
Para muito tempo minha esposa amar.


quarta-feira, 13 de abril de 2022

Uma doce melodia



Olivaldo Júnior
 

Diabéticos - ou não -,
tomem logo da poesia,
vinho tinto da ilusão
de uma doce melodia!
 
Todo o fel da solidão
se transforma na fatia
desse altivo coração
que era só melancolia.
 
Melodia entrecortada,
toda feita de beijinhos,
beija logo, apaixonada,
 
homens feitos dos espinhos
que destilam a florada
das canções iguais a vinhos...

domingo, 10 de abril de 2022

CONCLUSÃO INESPERADA



Maria Cecilia Graner Fessel
                                                           
               Crianças tem fases de interesse por determinados assuntos que desafiam nossa capacidade de explicar. É preciso não mentir jamais para elas, mas também tornar compreensíveis fatos e acontecimentos que vivenciam.
               Ultimamente, por diversas razões (uma delas a morte de nossa gata Mila, com quase 20 anos), nosso neto de 4 anos tem mostrado grande interesse sobre o que é morrer. E por vê-lo seriamente preocupado com o tema , quis florear essa realidade chocante da vida - de que todos somos perecíveis- com um enfoque ecológico. E assim lhe disse, usando uma cena que ele mesmo já observara com muita preocupação, apaixonado que é por máquinas em geral:
               “ Você já viu esses carros velhos que ficam amontoados num depósito ? O que acontece com eles? Vão enferrujando, as portas vão caindo, a lataria vai desmanchando, um dia eles viram um monte de ferro que vai esfarelando, esfarelando, até virar pó. E as árvores, elas também não duram para sempre. Depois de dar flores ou frutas bastante tempo, elas vão murchando, perdendo galhos, secando, até virar um monte de folhas e galhos secos pelo chão...”
                  -E a Mila, vovó, como ela morreu?
               “Ela também ficou velhinha, as pernas cansadas não queriam mais andar, ela não comia mais quase nada, foi respirando cada vez mais fraquinho, fraquinho, até parar de respirar, e o coração parar de bater”.
               O menininho ficou ali parado, pensando, depois :
               -E por que a gente enterra os que morrem, hein, vovó?
               “ É que acontece a mesma coisa que você viu no ferro velho...Quando um bicho, ou uma pessoa morre, eles não se movem mais, não respiram mais, não ouvem mais, não fazem mais nada, igual a uma árvore que caiu, só vão secando, secando, até virar pó, que acaba misturando com o pó da terra...”
                 -Mas por que, vovó?
               “ Porque a terra misturada com esse pó, por toda parte, quando chove e a água penetra no chão, vira uma mistura nova, muito boa para as plantas...”
               - Para as árvores?!Mas como?!
               “ As raízes das plantas chupam a água que entrou no chão e essa mistura é tão boa que com ela as plantas  fazem as folhas, as flores, as frutas, tudo que é verde e bonito”
                 Satisfeito ou não, o menino ficou pensativo até chegarmos ao parque da Agronomia, onde íamos passar umas horas. Aí, quando pisamos no grande gramado do campus, rodeado de grandes árvores, eu o ouvi falar baixinho, para si mesmo, com um certo respeito:
               - Nossa...aqui embaixo deve ter um monte de coisas mortas...”

Alguns frutos



Olga Martins

O tempo da inocência ficou de vez para trás
Nutrir a vida de esperanças torna-se imprescindível
Contudo, já não é possível crer em todas

O tempo através do qual crescemos,
amadurece alguns frutos amargos
e faz com que outros caiam ao chão sem valor,
secos e sem gosto.
Faz-se premente saborear com máximo prazer
aqueles cuja doçura, as mãos reconhecem.


domingo, 20 de março de 2022

INDIFERENÇA



Lídia Sendin

A lua está no céu!
Por que me espanto?
Se posso vê-la
Vagando ao léu.
Se no céu flutua
Sua eterna sina
E se insinua
Entre a neblina.

O sol, tal qual um rei,
Faz seu caminho e não se importa
Com meu sorriso ou se chorei,
Se estou viva ou estou morta.

Com alegrias ou com tristezas
O mundo gira sem conhecimento
Do que não sabe ou das certezas,
Do superficial ou do mais profundo,
Da felicidade ou do lamento,
Dos bons ou maus que moram no mundo.

sábado, 8 de janeiro de 2022

GRATIDÃO



Elda Nympha Cobra Silveira



Quando a noite se despede...
Cumprimentando o amanhã,
Toda alma do universo,
Se desperta, agradecendo ao Criador.
As nuvens passando,
Em versos rimando,
As belezas e suas cores,
Tingindo céus, onde for...
Vão despertando amores
Nos mares, na terra, no ar
Espalha tanta energia
Que aprendi a amar!