As reuniões do Grupo Oficina Literária de Piracicaba são realizadas sempre na primeira quarta-feira do mês, na Biblioteca Municipal das 19h30 às 21h30

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Com o escritor Ignacio Loyola Brandão

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Reunião na Biblioteca

segunda-feira, 25 de dezembro de 2023

Resultado do 13o Concurso de Microcontos de Humor de Piracicaba




















 PS o primeiro lugar foi desclassificado por ser plágio

Eis a nova relação dos premiados:

Resultado do 13º Concurso Microcontos de Humor de Piracicaba 2023 que teve 361 inscrições

1º lugar: A Mão de Pilão – José Carlos Mendes Brandão - Bauru/SP


2º lugar: O Faraó – Evelin Debei  Piracicaba/SP  

3º lugar Boletim de Ocorrência  de Inara de Araujo Carvalho Belém/PA

domingo, 12 de novembro de 2023

Uma brisa de paz


Marcelo P. da Silva

Ulysses fechou as páginas do jornal com um sentimento de descontentamento. Enxugou um pequeno fio de lágrima escorrido na borda do olho esquerdo. Aquelas notícias eram pesadas demais, e o sentimento de impotência o tomou a ponto de irritá-lo. Deixou o jornal de lado e olhou para um canto qualquer daquela sala, buscando algum tipo de consolo. Ouviu pancadas na porta, cuja madeira gritava de dor. Abriu. Sua irmã, Neide, entrou de ímpeto, disparando insultos para todos os lados. Não, ele não era o foco principal daquelas palavras duras, mas, depois de quase ter batido o carro, era o primeiro ouvido disponível para que ela descarregasse todas as antigas mágoas. Conflitos que tiveram na infância vieram à tona; desentendimentos com os pais, já falecidos; palavras atravessadas que foram cuidadosamente guardadas num baú de memórias quase mortas. E muitas outras coisas foram esquentando a cólera daquele homem recém-perturbado com as dores do mundo. Conforme Neide falava, Ulysses se preparava, correndo, às pressas, atrás de lembranças já cicatrizadas. Aquele seria um dia histórico. Talvez, uma separação definitiva das reuniões de família. Um último diálogo entre os dois, antes da “indesejada das gentes” pedir-lhes um beijo derradeiro. E, quando num silêncio de Neide, as cordas vocais de Ulysses se expandiram para soltar suas facas letais, seu olhar curioso visualizou a página do jornal sendo aberta pela brisa do ventilador ligado. Num rápido pensamento, um grito maior da razão, rompendo as estruturas de um ódio sem razão de ser. A consciência sobre pessoas reais ao redor do mesmo problema: as consequências do desamor. Apenas uma diferença entre elas: uma das partes possuía as mãos atadas, esperando um fim anunciado.

Ulysses voltou o olhar para Neide que, tal como quem desfere um nocaute, esperava a revanche, com os dentes à mostra, num semblante animalesco. Respirando fundo, a fim de diluir os sentimentos e sentidos, a encarou como se apenas houvesse aquela existência no mundo. Por fim, deu o golpe definitivo:

 – Perdão!

Neide recuou, caindo no sofá. Demorou a se levantar e, quando o fez, chorou tudo que pôde e, quando recuperou as forças, correu ao encontro do irmão, abraçando-o como se ele fosse, muito em breve, desaparecer.

O ventilador os mirou e, naquela brisa que os perpassou, uma gotícula minúscula de paz propagou seu perfume na imensidão do mundo.

domingo, 5 de novembro de 2023

Lançamento do livro infantil sobre a Lenda do Túmulo do Padre Galvão


Aconteceu na Biblioteca Municipal, no último dia 26 de outubro, o lançamento do 5o livro da coleção Lendas de Piracicaba

Diretora da Biblioteca Melysse Martim, secretário de Cultura Carlos Beltrame Ivana Negri e suas netas ilustradoras
Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba Edson Rontani Junior, Ivana Negri e a vice presidente Valdiza Capranico
Escritora Carmen Pilotto e Ivana Negri falando do Projeto Livro com Pezinhos

Walter, Ana Camilla, Ana Laura e Ana Liz Kantovitz, Ivana e Cassio de Negri

Ivana,Tania, Walter, Ana Camilla, Ana Laura e Ana Liz




Presença dos alunos do 6o ano do Colégio Objetivo que estão trabalhando as lendas de Piracicaba


Bianca Rosenthal e Aracy Duarte Ferrari

A autora com alunos do Colégio Objetivo

Escritores acadêmicos Carmen Pilotto, Elisabete Bortolin, Edson Rontani, Cassio de Negri, Ivana de Negri, Christina Negro, Aracy Ferrari, Valdiza Capranico e Bianca Rosenthal

Ana Liz e Ana Laura
Ivana Negri, Sonia Godoy e Carmen Pilotto
                                                                 Luis Carlos Feres e Ivana Negri
                                    Alunos da Escola Dr. Prudente com a Diretora Christina Negro Silva
Carlos Lordello Beltrame Secretário da Ação Cultural, a autora Ivana Negri e as ilustradoras Ana Laura e Ana Liz
                               Ivana entre Ana Cristina de Mattos Marcondes e Ana Maria de Mattos Hartsema
                                                            Élide contadora de Histórias

                                                Angela Palma diretora do Colégio Objetivo






                                                                Alunos da escola de Educação Infantil










quinta-feira, 26 de outubro de 2023

O TELEFONE



Aracy Duarte Ferrari

Negro, branco,
vermelho ou amarelo?
Cinza...?
Toca... atenção!
Cintila
Quem? O que será?
Convite?
Cumprimentos?
Algum evento?

Boas notícias?
Pensamentos positivos?
Final feliz?
E o telefone toca altíssimo
e... pausadamente:
-- Alô!... Pronto!... Oi!... Diz...

Boas notícias, sejam sempre bem-vindas!
“O quê” e o “como”,
                        como responder?
O silêncio traz a expectativa
de alegria, de viver, de vida.

Terminou o dia... é noite
O telefone não tocou...
Que falta senti! Estou carente,
nos teatros do mundo...
quem vibrou?...

quarta-feira, 18 de outubro de 2023

TERRORISMO DE EXPRESSÃO





                                                                       Pedro Israel Novaes de Almeida

            Em tempos de severo policiamento e velada censura, é normal, e incômoda, a busca de termos e expressões que não deixem a mínima dúvida quanto ao real significado da palavra e intenção do eventual autor.
            A rigor, não existe qualquer diferença em dizer que alguém pertence ao estrato LGBT, ou que é uma bichona ou um sapatão. No atual contexto, só o termo LGBT não soa preconceituoso ou ofensivo, embora os demais possam soar naturais e inofensivos, ao autor.
            Outrora, dizia-se que todos tínhamos responsabilidade pelo que saia de nossa boca, e não pela interpretação causada no ouvido alheio. Ocorre que palavras e expressões, repetidas por gerações, possuem o condão de transmitir preconceitos e depreciações, e é justo que sejam, a qualquer custo, evitadas.
            As palavras possuem significados personalíssimos, ao sabor de vivências, culturas e tradições de cada um. A nós, o termo “preto” soa como uma simples, carinhosa e inofensiva referência, ao contrário de “negro”, nada simples e tampouco inofensivo.
            As piadas foram as maiores vítimas da crescente onda de policiamento e censura de palavras e expressões. Tornaram-se formais, métricas e até sem graça.
            Marchinhas de carnaval tendem a parecer óperas, quase impedidas de expressões do tipo “seu cabelo não nega” , “Maria Sapatão” e “ Olhe a cabeleira do Zezé”.
            Em um contexto de radicalismo ideológico e primarismo conceitual, movido a chavões, um dos subprodutos de nossa crise, até Monteiro Lobato acabou sendo censurado, por escrever que alguém subia na árvore “como uma macaca”. Por pouco o festejado autor não teve os livros apreendidos e reimpressos, com modificações.
            Foram fundados tribunais de exceção, que promovem  cruéis linchamentos de pessoas que teriam dito, em algum tempo, uma ou outra frase infeliz. Muitas vezes, a frase sequer existiu, ou teve seu contexto distorcido.
            Existe, e viceja nas redes sociais, uma espécie de esquizofrenia coletiva, que só agrava a tensão que todos vivemos. Trata-se, em verdade, de um terrorismo de interpretações.
            A crescente radicalização, e a ferocidade das reações, acabam vitimando a espontaneidade natural das pessoas, que tendem a medir palavras, segundo o ambiente onde estejam. Existe uma truculência pouco disfarçada, com predisposição para sentenciar com a pior das interpretações qualquer palavra ou expressão.
            Até a imprensa mudou seu estilo. Hoje, um criminoso confesso, que teve o crime filmado, com milhares de testemunhas, é referido como “suspeito”.
            Hoje, a maldade habita mais o ouvido que a boca.

                                                                                   

quinta-feira, 5 de outubro de 2023

O ESCOTISTA


Paulo Ricardo Sgarbiero

No dia de atividade
Cada seção tem sua função
Pois essa é nossa realidade
Somos parceiros na educação

O escotismo tem seu próprio método
A ser utilizado para as seções
E de lobinho a pioneiro é aplicado
Para formarmos um adulto de boas ações

Para isso podermos aos jovens propiciar
Temos que nos dedicar
E muito temos que aprender
Até IM podermos ser

Chegamos então ao topo da progressão
Mas não pense que paramos não
Porque que aumenta nossa missão
Agora dos adultos cuidamos da formação


quinta-feira, 28 de setembro de 2023

Não carece rimar!




Raquel Delvaje

E não é prosa! É poesia...E não me faltam as rimas,
Deixo-as descansando da fadiga de outras escolas: 
Romantismo, Classicismo e afins.
O amor é o contemporâneo milenar
Para o amor existir, não carece estar perto
e nem carece rimar...
Carece amar!
(Mesmo em rimas pobres)
Ridículo é o amor mais bonito que se possa amar!
Sem pé e sem cabeça,
O amor é sentir o brilho do sol em plena meia noite...
E sorrir...
Até o mundo acabar