As reuniões do Grupo Oficina Literária de Piracicaba são realizadas sempre na primeira quarta-feira do mês, na Biblioteca Municipal das 19h30 às 21h30

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Com o escritor Ignacio Loyola Brandão

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Reunião na Biblioteca

domingo, 7 de novembro de 2021

Lançamento do livro infantil "A Lenda da Cobrona"

 


                             Quarto livro da série "Lendas de Piracicaba" para crianças

                                                                Ivana e Cassio
                                                       Ilustradora do livro Ana Clara
Edson Rontani e Ivana
Carmen Pilotto, Elisabete Bortolin Ivana Negri, Secretário de Cultura Adolpho Queiroz e vereador Laercio Trevisan
Maria Fernanda de França Cabrini, Ivana Maria Franca de Negri e Maria Graziela de França Helene
                                                 Contadora de Histórias Monika Magno e a autora
Cassio , Ana Camilla, Ivana,  Ana Clara, Maria Graziela, Maria Fernanda, Ana Liz e Ana Laura

Lucila Silvestre, Aracy Ferrari, Carmen Pilotto,Elisabete Bortolin, Melysse Martin, Monika Magno, Ivana de Negri, Lourdinha Sodero, Joceli Lazier, Leda Coletti e Valdiza Capranico
                                                                  Ana Laura e Ana Liz
 


















 

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Homenagens dos amigos do Poeta Irineu Volpato

 


Quando um poeta se vai...

Silvia Oliveira

 

Na verdade não apenas

se despede deste mundo

pois que todo seu legado

em palavras-sentimento

livros-filhos declamados

 restarão no mar profundo

de nossalma e nosso coração


 


REQUIEM A IRINEU VOLPATO

Andre Bueno Oliveira

 

            Um poeta de comportamento simples, não significando, porém, que seus versos se qualifiquem com o mesmo adjetivo.

            Foi um ferrenho garimpeiro das palavras. Poetizava suas ideias com metáforas,  que após lapidadas, se desdobravam em outras tantas, e que às vezes unidas entre si, deixavam muitos dicionários frustrados, irritados e envergonhados.

            Isso mesmo! Ele tinha capacidade,  audácia e ousadia de inovar palavras. Com isso, essa suposta estranheza ia se transformando em versos inteligentes, valorizados por muitos e negligenciados por poucos.

            Com toda propriedade de ser poeta, Irineu se beneficiou de um slogan latino, utilizado ainda na era em que viveu o poeta Horácio: “Poetae omnia licet”.          Traduzindo:  “Ao poeta tudo é lícito.”  (Horácio 65 a.C. -  8 a.C. )

              Irineu:  descanse em Paz





                                                                 Lira silenciada

 

João Baptista de Souza Negreiros Athayde

(in memoriam do poeta Irineu Volpato)

 

E de repente,  um silêncio estranho, sibilino

desdobra-se,   agiganta-se

E sem pedir licença  vai preenchendo todos os espaços

numa mistura de  angústia e perplexidade

Desse remoinho começa a despontar  uma dor

vinda de mansinho... em sutilezas...

...e vai ficando

(até que  o tempo possa transformá-la

no acalanto benfazejo da saudade).

...............

O poeta silenciou sua lira

e foi ouvir seus versos  ecoarem na eternidade.


O Bem-te-vi e o Poeta

Ivana Maria França de Negri

 

            Muito eu poderia escrever sobre o amigo Irineu. Sobre seus mais de 80 livros, ensaios, hinos, contos. Sobre suas poesias que tinham a marca inconfundível de um linguajar próprio, abusando das liberdades poéticas que escorriam  pelo papel, e suas fotos, que eram poemas visuais.

            Simples, às vezes rude até, italiano teimoso e birrento, mas que ocultava sob o peito um grande coração. Inventou de fazer poemantos, fotemas, motemas, e seu principal assunto era mesmo a roça, a terra, as aves livres voejando no céu. Não colocava título nos poemas, outra de suas marcas.

            Pois bem, no último dia quinze, sua alma passarinha alçou voo. Parentes e amigos estavam a velar o corpo enquanto o padre dava a derradeira bênção. Nesse instante de silêncio, despedida e dor,  ouviu-se um som estranho, vindo da janela do velório. Um bem-te-vi batia o biquinho com força e insistentemente no vidro, até o padre falou algo sobre o pássaro, que assim ficou até o final da bênção. Voejava, ia e voltava, batia o bico na vidraça, até que partiu.

            Todos os presentes que assistiram a cena se emocionaram, pois ele amava as aves, principalmente os bem-te-vis.

            Consegui captar a imagem da ave rapidamente com meu celular antes que partisse.

            Mistérios que põem a gente a pensar...


O poeta do bem-te-vi

Leia Paiva

 

Imersa em meus pensamentos

Revejo a cena da tua partida.

Imensa dor me invade no momento,

Não retenho as lágrimas contidas.

Em lembrar que na hora da tua despedida

Um bem-te-vi, com várias bicadas repetidas

 

Veio à janela, parecia que dizia:

O céu é teu lugar!

Lendo e relendo teus poemas

Preciosos livros que nos fazem vibrar,

Acordando nossos afetos, fazendo nossos corações pulsarem.

Trazendo à tona nossos sonhos e ideais, absorvi

Oh! Poeta do bem-te-vi, não dá para te esquecer jamais! 



E o poeta se foi...

Lidia Sendin

 

Pensei métrica

Pensei rimas

E em tudo que reanima

Pensei em arte e estética

Pensei em quem ri e em quem chora

Mas nem por um momento

Pensei nas garras do tempo

Que levou o poeta embora...




sábado, 16 de outubro de 2021

Faleceu o poeta Irineu Volpato

Homenagem dos amigos do CLIP, do GOLP, do Poesia ao Vento
Foram tantos momentos e tanta poesia, que nem cabem na página...
Mais de 80 livros publicados e autor de vários hinos, conhecido no Brasil e até no exterior.




































terça-feira, 5 de outubro de 2021

CAMINHO DAS PEDRAS


Elisabete Bortolin

“Meu amado Pai, por favor, diz-me o caminho das pedras, como contorná-lo?”
- Querida, não o contornes, siga em frente mesmo ferindo os pés, pois atravessá-lo é fácil porque as pedras que foram atiradas não te atingiram e sim formaram um caminho  indicando onde seguir para chegar ao lugar que estavas destinada. Agradeça as pedras atiradas elas te conduzirão pelo caminho.

POESIA AO PÉ DO OUVIDO



Angelvira Carmine

 

 Procurei
Algumas palavras
Que coubessem
Dentro da insônia

Sabia que, em vão,
ao amanhecer do dia
Sequer lembraria
De um simples refrão

Rendi-me à arte divina
Do canto que vem do céu
Adormeci com a chuva fina
Que caía como véu

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Onde houver tristeza, que eu leve alegria



Carmelina de Toledo Piza

 

Alegro-me de ser o que sou.

Na benção do meu riso

Espalho som da alegria.

De rir e sentir

O poder do meu sorriso brincalhão.

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Sozinho?


Paulo Ricardo Sgarbiero

Na praia todos querem estar
Eu sozinho resolvi ficar
Pois poemas quero escrever
Então com minh’alma preciso me entender

Mas preciso lhes contar
O fato de eu aqui ficar
Parece que não tenho amigo
Mas muitos podem estar comigo

Aparentemente só pareço estar
Mas minha mente sai a buscar
Algo para no papel colocar
Talvez o que eu faça seja psicografar

Isto já me foi dito
E também senti em um escrito
Quando li o que escrevia
O final não conhecia



quarta-feira, 8 de setembro de 2021

PARTILHA


 


Leda Coletti

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        o grão de areia
rolando na praia deserta.
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as travessuras  das  nuvens
de algodão doce.
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             o voo silente das gaivotas
na imensidão azul do mar.
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a simplicidade
e do irmão se aproximar
na tentativa de deixar
o amor acontecer...