Sarau Castro Alves em comemoração ao Dia Nacional da Poesia
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quinta-feira, 14 de março de 2019
Comemoração do Dia da Poesia 2019 - Escola Manassés
quarta-feira, 13 de março de 2019
PARA UMA MULHER VIRTUOSA
Zilmar
Ziller Marcos
Lá
nos rincões das Alterosas,
Uma
nubente, morena extremosa,
Começou
a moldar sua família
Iniciada
com uma robusta filha.
Aos
poucos, e com denodado tino,
Palmilhou
a estrada da vida.
Com
inteligência , sempre aguerrida
Fez,
com o que lhe trouxe o destino,
Estrutura
de sólido alicerce,
Revestido
com inabalável fé,
Nela
nata que dia a dia cresce
Abraçando
os seus e amigos até,
Nunca
se abalou com os tropeços
Deixados,
por acaso, em seu caminho.
Enfrentou com amor que não tem preço
Suas
dores e alegrias com igual carinho.
UM HOMEM, MUITAS MULHERES, E UMA SÓ EXISTÊNCIA
Rogério
Gonçalves
Poucos saberão
se tratamos de história ou ficção. Ou, quase nenhum saberá. Melhor assim.
Personagens anônimos de travessia extensa, experiências vastas, entroncamentos,
desvios, construções e demolições.
Verdade. Assim
é melhor. Como explanar o cenário em que estou? Filho da madrugada, do frio da
noite, amigo da escuridão, irmão da natureza, admirador incansável do infinito
universo. Uma luz me guia. Dá a necessária luminosidade para escrever esparsos
parágrafos que aturdem minha mente.
Crônicas,
contos, passagens, são obras do acaso e, por vezes do ocaso. Acontecem. Como o
rio que, pertinho daqui, ouço correr em fria água, banhando pedras e levando
vida. Vento que balança árvores. Silêncio. Abrigo. Os animais dormem. Outros
vivem sua trajetória noturna e notívaga, face ao albergue da mansidão escura.
Para quê
nomes? Julgamentos? Textos são para ilustrar, embelezar, aprender,
admirar. Diante disso, sigamos.
Todos nós
seres vivos, devemos graças ao feminino. Não se trata de bajulação tola, mas de
dogma mais puro. Mesmo aquele fruto da iniquidade, abandonado por quem lhe deu
e concedeu o bem da vida, aqui chegou pela beleza da fêmea.
O dia, por
exemplo, é masculino. Ilumina-nos. Dá calor pelo irmão sol. Porém, só aparece
fruto da escuridão universal. Ela que, ao que tudo indica, nos acolhe e abençoa
pela e na mãe Gaia.
A mãe, a
fêmea, que segura, conduz, induz e se farta em ensinar. Minha caminhada foi
feita por elas. As meninas, estrelas, caminhos e entes de luz, fachos
brilhantes de sabedoria, conhecimento e sentimento visto serem abençoadas com o
dom da geração.
Podem pensar.
Tudo, todas as coisas, nascem das fêmeas. E que beleza tal verdade. Feliz
aquele que vê no cheiro, no andar, vestir, caminhar, acompanhar, as beldades
femininas.
Primeiro,
devemos para seguir neste parco texto, abandonar bem ou mal. O mundo não é
assim. Nada é tão nefasto ou, angelical. A dicotomia é algo que afaga nossas
mentes em razão de firmar conceito, e proporcionar uma reflexão mais linear e
menos abrangente. Abandone esta trilha. Abra seu horizonte. Sonhe vivendo,
nunca viva sonhando.
A mãe. Nada
traduz este porto seguro. Aquela que nos conforta. Vejam. Qualquer mãe
conforta. Até aquelas que tristes e desconhecedoras do dom que possuem,
abandonam. Antes disso, geram. Formam. Senão sempre, ao menos, são fio
condutor.
A primeira
lição minha de fêmea, foi da mãe. O estereótipo que todo ser masculino leva
consigo pela eternidade, mesmo os que pouco gozaram dela. Eu fui aquinhoado com
um ser maravilhoso.
Corajosa, por
vezes topetuda, arguta, sagaz e jamais temerária. Não tinha medo, do contrário,
soube desde cedo que para enfrentá-lo havia um truque simples. Bastava
causá-lo.
Nem sei se
gostava. Mas era naquela postura firme de palavras retas e jorrando enigmas
puros e repletos de malícia, picardia, que apontava onde e quando suas verdades
absolutas deveriam seguir. E não duvidem. Há vários signos e símbolos na vida.
Há também regras universais. Para nós puros machos, desconhecedores e desprovidos
de sentir o gerar, duas frases básicas com as quais tudo será mais fácil de
lidar com elas. Fêmeas tem razão, ou estão com a razão. Basta isso. Nada mais
simplório e fácil.
Antes de me
taxarem por menos viril, ou coisa que o valha, digo que as regrinhas acima,
postas em prática facilitaram e muito o trato com o ser dadivoso. Não, não é
submissão. Constatação. Vivência. Elas, quando tratadas nas regrinhas
maravilhosas, se questionam e por vezes, fazem o inverso do que diziam.
Justamente aquilo que você menino macho, queria. Não conte para elas tal
segredo. Fica entre nós.
Mãe,
formadora. Tive esta sorte. Asseio, disciplina, retidão, carinho e sempre a
verdade. Pode tudo, desde que assuma seus atos. Mãe tudo perdoa. Só não suporta
ser enganada. Típico delas. Nós, por vezes, admitimos um ceder que cheira
vítima e um engano, visando um bem que colheremos mais na frente.
Elas não. Eu?
Só aprendi com elas. Confesso. Vivo por elas. Fui criado pelas lobas. O pai,
fruto de trabalho do provedor macho, se afastou da cria, pela sabedoria que
possuía do poder delas. A avó que me mostrou aventuras, novidades,
desejos, quebra de paradigmas.
A tia frágil
que esbanjava doçura e singelitude. A mãe protetora, genitora, acolhedora e
símbolo da coragem feminina. A coragem da maquiagem da mulher que se embeleza
em potes, realçando seus mais belos dotes. A coragem da garra transgressora do
beijo, símbolo maior da entrega, onde dois se entrelaçam em um, e olhos
cerrados tudo enxergam.
Abraços,
carícias, afagos e mesmo correções feitas por elas, soam como sinos de badalar
felicidade. O som do acalanto.
Ouço passos
aqui do alpendre. Sons de folhas, talvez olhos de ninfas que, novamente, guiam
a escrita que flui.
Amei todas as
mulheres que conheci e gerei. Todas com tamanha devoção, em seus tempos, pouco
importando horas, minutos ou anos. Hoje, encontrei o seio de compreensão. Do
amor amplitude, onde desejo se funde a razão e compreensão. Não foi fácil
chegar aqui. Os solavancos foram inúmeros, por vezes beirando o desânimo e
mesmo o desprendimento e entrega para as trevas, mas, o quão prazeroso é
conhecer as fêmeas e viver para elas.
As filhas
lindas que tenho, senão tão perto o quanto gostaria jamais distante de
pensamentos, linhas e sentidos.
As minhas
modeladoras que já se foram, aquelas com que dividi os ninhos que fiz, ainda
que depois, eles se desfizessem ao findar da primavera.
A namorada
infantil que deu a mão e mostrou o beijo. Aquela juvenil com quem jurei casar
cuidei e, em desvio, traiu a confiança que tanto eu dei e construímos passagem.
Com todas só
aprendi. Reverencio aqui, as minhas deusas de amor, cumplicidade e ardor. As
Anas que homenageei ao partilhar da escolha em nomes de minhas crias. Crias
fruto do deus grego Dionísio, aquela com quem dividi boa parte de trilhas e que
quis o destino, colocar em nossas vidas um desvio.
Às namoradas
do orvalho, das estradas tortuosas ou não, que só me fizeram ver as
maravilhosas belezas das curvas. Aos meus amigos bichos, principalmente aquela
razão e divisão de agruras, fruto de salvamento meu, que jamais lerá este texto
grato e que a mim perdoa tudo. Trista, sem prejuízo de todas as meninas animais
que convivi, meu grande amor.
Aquela que me
fez soltar da mãe e construir aquilo que ela queria com o macho que desejara.
Lençóis, fronhas,
danças, abraços, o tato, o carinho, a querência gostosa. Tudo emaranhado,
misturado, como em prato de comida, onde cada garfada e bocada traduzem sabor
de acolhimento e saciedade.
Talvez a elas
deva meu vício por doces. Às minhas formigas que apontaram o quão saboroso é a
sensação gustativa do adocicado. Jamais abandono também o salgado. Este vem nos
devolver ao real e acordar na balança fêmea que é a dosagem igualitária e
necessária. Em qualquer situação.
As meninas em
que só sorvi paixão me deram o mesmo. A mão dupla do relacionamento, da
semeadura feliz, onde se plantando tudo cresce e floresce. Há os momentos de
geadas severas, de furacões, tormentas que, com sabedoria feminina posta em
prática, saberemos levar.
Elas erram
sim. E muito. Mas são como perfume quando em exagero, causam dor de cabeça, e
deixam algo de ruim no ar, porém dissipando vejo que novamente aprendemos pelo
aroma que foi deixado para trás.
Reverencio
vocês minhas meninas. Agradeço. Eu peço desculpas se não tive a clarividência no
momento em que as conheci, abrindo mão de um jardim que poderíamos ver em flor.
Só digo e
desejo à todos, principalmente à vocês, a felicidade que hoje vivencio.
Um novo arado,
uma nova obra, uma bela floreira. Com os dons de minha amada mãe que sei abençoar
do céu. Com o nome de minha avó que sorri altiva, gargalhando e
transbordando em lágrimas de ternura por eu ter enfim encontrado, o fermento, o
adubo do meu pequeno trajeto.
A rosa que eu
desejei à todas, que à algumas proporcionei, hoje colhi. Hoje vivo para ti,
minha Rosa, a rosa cor de rosa, a Rosa beldade que amo perdidamente, a flor da
minha parca existência.
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Escritores amigos - Rogerio Gonçalves
sábado, 9 de março de 2019
Parabéns Isadora!
Paulo Ricardo
Sgarbiero
Minha
filha vai debutar
Já são
quinze anos te amando
Eu
tenho tanto para te falar
Buscarei
não o fazer chorando
Foste sempre
minha doçura
Com
quem brinquei e sorri
Sempre
com muita ternura
Contigo me
diverti
Te ver
crescer foi mágico
A cada
aprendizado uma emoção
E se o
momento fosse “trágico”
Buscava
ser o teu paizão
Muito
ainda temos que enfrentar
Durante
o teu caminhar
E ao
teu lado quero estar
Para
tudo o que precisares
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Escritores amigos - Paulo Ricardo Sgarbiero
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019
SINCERIDADE
Madalena Tricânico
Brinco com
as palavras e com as pessoas
Como se
a vida fosse
um tabuleiro de
xadrez
Envolvo-as no
que elas têm
De mais
puro e sincero...
Seus sentimentos.
Hoje estou
triste, muito triste,
Não tem
sol e sinto-me
órfã.
Cai uma
chuva mansinha e
Renova os
mais puros sentimentos.
Sou a
poesia, a trova,
O poema
e o soneto...
Sou as
palavras que
Tanto você
quer ouvir
Para viver
um grande amor.
domingo, 17 de fevereiro de 2019
ENVOLVENTE RELICÁRIO
Dulce
A.S.Fernandez
Oh! sol! que no tear dos dias
Eclodes a repartir calor, claridade...
Mandaste um de teus ramos
Tão acariciante! Solto e
alegre,
Entrou pela antiga janela da sala
E, docemente, amenizou as dores
Da idosa e sonhadora senhora.
E de dourado ia
se pintando a tarde.
Curioso, cheio de feixes de ouro
Inundou a sala de luz.
- Mas que lindo!
Disse ela
Olhando as flores iluminadas
No jarro de violetas sobre o linho
Bordado delicadamente de fios de seda.
O envelhecer deu-lhe tanta formosura:
No vestido de chita estampadinha;
No alto da cabeça, um
birote;
Olhos cor- de- rosa teciam lembranças.
Naquele aposento, vestido de silêncios,
Brotaram recordações de
tempo tão distante...
Na arca dessas
recordações
Mil cancelas foram abertas.
E, o raio de sol, admirado, envolvente,
Ouviu histórias
mirabolantes:
Festa de tempos dourados;
Grinalda banhada de perfume
Matizada com explosões de amor.
E o coração grisalho foi cantando
Sonhos, verdade, morte,
Que, se juntaram, se entrelaçaram
Na misteriosa beleza da vida.
Na poltrona, a boneca de feltro
De olhos de contas
sorri;
No quadro da janela aberta,
Visão do belo jardim,
Nas roseiras, brilha um novo rocio;
E numa nesga do céu,
Súbito, passam aves
Formando um bando triangular.
Emocionado, o ramo de
sol, em despedida,
Oscula a face da encantadora senhora.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2019
Hoje é Dia da Saudade
Cartinha ligeira endereçada à Saudade
Olivaldo Júnior
Querida Saudade
Sei que anda sem tempo para este poeta, este ser que lhe escreve meio às pressas, na hora do almoço, entre uma e outra garfada de arroz com feijão, marmita preparada pela mãe, que tanto amo, tanto a marmita quanto a mãe, é claro! Mas, se tiver um tempinho para mim, por favor, me deixe cumprimentá-la em seu dia. Sim, hoje é o Dia da Saudade! Sabia disso, menina? Inventaram um dia para você, só para lembrar que você existe e faz parte da vida.
Já me nomearam de poeta do adeus há um tempo. Não acho que o seja, mas nomenclaturas e alcunhas são algo que não se escolhe. Assim, ao lado de Vinicius, de Cecília, de Bandeira, de Drummond, de Quintana e de tantos poetas cânones da Poesia dita Brasileira, saúdo você, Saudade, com as letras que aprendi na Escola! Saudade da primeira professora, Dona Zizinha, com quem a aprendi a ler e a escrever. Nem mesmo eu sabia que era poeta.
Poeta, aliás, de forma geral, Saudade amiga, é amigo de você, que tanto ajuda a gente a ter assunto, afinal, como dizia Cecília, a Meireles, ”De que são feitos os dias? / - De pequenos desejos / vagarosas saudades, / silenciosas lembranças.”. Ê, Cecília, sempre certeira! É isso mesmo. Nossos dias são feitos de reminiscências, retalhos de vida que alinhavamos um no outro, para, ao fim da existência, na “noite da vida”, termos “coberta”.
Sinto, amiga Saudade, muita saudade do que não fui, não consegui ser. E, além disso, da minha avó materna, dos meus avôs, da minha infância, quando eu não sabia nada de nada, e a vida era um acordar e ir para a escola, voltando para casa recolhendo flores de buganvília, a famosa primavera, só para ofertá-las a minha mãe ao chegar em casa. Saudade... Soluço abafado, lágrima exposta e logo enxuta, mas nunca estanque. Saudade, a grande saudade!
Meu irmão pequeno, minha vida em cores, meu amigo que não chegou (meu burrinho azul, já que eu sou o menino azul, hehe), noites em que vi uma estrela cadente descendo à Terra, saudade, oh, Saudade, dos sonhos mais puros que não deram em nada! Sopro de ausência sobre todo o presente, você, Saudade, soluça comigo quando os olhos marejam e me perco em mim mesmo, no mar absoluto em que navego e, saudoso, transponho o meu mar.
Com saudade,
de algum lugar do passado,
Olivaldo
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2019
Milagrar de flores
Crônica da segunda-feira
Olivaldo Júnior
Prefiro as máquinas que servem para não funcionar:
quando cheias de areia de formiga e musgo – elas
podem um dia milagrar de flores.
podem um dia milagrar de flores.
Manoel de Barros, poeta brasileiro
E não realizou muitos milagres ali, por causa da incredulidade deles. Mateus 13:58
Hoje, de manhã, no meu caminho habitual, na rua que ladeia a escola em que trabalho, vi uma porção de minúsculas flores se mexendo em fila indiana, como se fosse por mágica, ou, melhor ainda, por milagre. Eram florezinhas amarelas, bem miúdas, se movendo, tênues.
Eu, quando vi aquelas florezinhas “caminhando”, sabia que, por trás daquela aparente mágica, ou radiante milagre, havia uma formiga, e mais uma, e mais outra, como se desfilassem pela calçada, tão esburacada quanto nosso ânimo em crer nos pequenos milagres.
Particularmente, acho tudo um milagre. Não que não me revolte com muitas coisas que têm acontecido no mundo, mas aquele “milagrar de flores” que as formigas dessa segunda-feira me proporcionaram rendeu-me pelo menos uma crônica e o instante ao vê-las.
Segunda-feira, aliás, tem tudo a ver com formiga. Ativas por natureza, vão e vêm o dia inteiro, como se a razão da vida delas fosse o trabalho. Workaholics, ou seja, viciadas em trabalho, lidam com as coisas como se a vida precisasse ser (re)construída a cada momento.
Milagrar. Esse verbo, presente num poema de Manoel de Barros, poeta brasileiro, é um verbo bonito. Crer nos milagres também é milagrar um pouco. Eu já milagrei bem mais do que tenho milagrado hoje. Talvez, por isso mesmo, eu tenha visto de manhã o meu “milagre”.
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Escritores amigos Olivaldo Júnior
terça-feira, 8 de janeiro de 2019
Retrospectiva da Literatura em 2018
Retrospectiva da
Literatura em 2018
Janeiro
O
escritor e jornalista Cecílio Elias Netto lança mais uma obra: “250 anos de
Caipiracicabanidade”, em dois eventos, um para a imprensa, no Museu Prudente de
Moraes e outro para o público no armazém 14 do Engenho Central.
A
escritora e poetisa Luzia Stocco lança o romance ficcional “Eles querem a
ponte”
Maria
de Lourdes Piedade Sodero Martins, escritora e poetisa, autografa seu livro
infantil “Patuskinho” ilustrado pelas
três netas: Isadora, Sophia e Agnes
Fevereiro
Gustavo Jacques Dias Alvim participa da
retrospectiva Literária no Recanto dos Livros
Março
10
de março – Inauguração das novas instalações do Instituto Histórico e
Geográfico de Piracicaba no bairro Jaraguá
A
escritora Ivana Mara França de Negri participa da retrospectiva Literária no
Recanto dos Livros.
Abril
Pelo Instituto Histórico e Geográfico de
Piracicaba, lançamento do livro “Alma
Libanesa, Coração Piracicabano” de Antonio Jorge Kraide, obra compilada pelo
seu neto Victor Kraide Corte Real.
O poeta Esio Antonio Pezzato participa da
retrospectiva no Recanto dos Livros.
Maio
Cecílio
Elias Neto, com sua filha Patricia Fuzeti Elias e Arnaldo Branco Filho,
lançaram “Mulheres Semeadoras de Cultura” no teatro do Engenho de Piracicaba
No
dia 26, o IHGP, através de sua
presidente Valdiza Caprânico, relançou a
obra “ O Mestre da Terra”, na sede do Instituto, livro que retrata a vida de
Hugo de Almeida Leme.
Os
irmãos Newman e Douglas Simões são os convidados para a retrospectiva no Recanto
dos Livros.
Junho
A
Academia Piracicabana de Letras realiza no anfiteatro da Biblioteca Municipal,
a posse da nova diretoria que tem como presidente Vitor Vencovsky e vice Cassio
Camilo Almeida de Negri.
No
SESC, lançamento do livro “Nosso Pecente, a Vida de um Grande Campeão” de
autoria de Sonia Maria Fonseca B. Barretos.
Julho
28
- Lançamento da biografia do Monsenhor Juliani, pelo jornalista Edilson
Rodrigues de Morais e apoiado pelo IHGP.
31
– Sessão magna do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba pelos seus 51
anos e 251 anos da cidade.
Agosto
Em
sessão magna no aniversário da cidade, a Câmara de Vereadores de Piracicaba
homenageou pessoas que se destacaram em suas áreas, entre elas a acadêmica e
historiadora Marly Therezinha Germano Perecin.
15-
Lançamento da 16ª edição da Revista da APL na sede do Instituto Beatriz
Algodoal
15 - Falece Gustavo Jacques Dias
Alvim, ex-presidente da APL causando grande consternação nos meios culturais.
18-
Irineu Volpato participa da Retrospectiva Literária no Recanto dos Livros
No
8º Concurso Microcontos de Humor de
Piracicaba/2018 vários piracicabanos selecionados: Luís Henrique Sacchi ficou com a segunda colocação e Kaykhe Florida, Eduarda Lazari Guidetti, Camilo
Irineu Quartarollo, Rodrigo
Castellani, Leda Coletti e Francyne Michelle Ferreira dos Santos
foram selecionados para a antologia.
Ivana Maria França de Negri ganhou
Menção Honrosa – quarto lugar (46 clubes participantes de 26 cidades, 170
obras inscritas) no 8º
Prêmio Nacional de Literatura de Clubes na categoria
crônica, uma realização da Academia Paulista de Letras e FENACLUBES.
Representante do Clube de Campo de Piracicaba.
O SESC de Piracicaba lança o livro de Ismael Xavier “Sétima Arte: um
culto moderno”
Setembro
No auditório da Câmara de
Vereadores, mais um livro de Cecílio Elias Netto lançada ,
com a coautoria de Ronaldo Victória e Arnaldo Branco Filho: “ Cem anos de
Imigração Japonesa em Piracicaba”.
A
escritora, poetisa e artista plástica Elda Nympha Cobra Silveira recebeu o
Troféu de Mérito Cultural Branca Motta de Toledo Sachs, de Literatura, entregue
pela SEMACTUR a quem se destacou em sua área durante o ano.
Elda
Nympha Cobra Silveira também ganhou menção honrosa na categoria Poesia no
Concurso Literário “Poemar” de Pomerode Santa Catarina
No
Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba foram lançadas no dia 22, duas
obras: a Revista do IHGP e o Piracartum, uma homenagem aos vários cartunistas
piracicabanos que participaram do Salão de Humor nos 45 anos de existência.
Falece
em 24/09 o escritor e historiador Pedro Caldari, ex-presidente do Instituto
Histórico e Geográfico de Piracicaba e ex-membro da Academia Piracicabana de
letras.
Laura Capaldi Arruda
lançou na Biblioteca Municipal seu livro de contos e crônicas “Noturno” O
presidente da Academia Piracicabana de Letras Vitor Vencovsky, participou das
comemorações dos cem anos da imigração japonesa em Piracicaba com exposição de
fotos no Shopping Piracicaba tiradas durante os anos em que morou no Japão.
Outubro
Em
4 de outubro Persio Faber lança “Rir é a Melhor Receita para Viver Bem” na sede
da APDC
Em
6 de outubro Geraldo Victorino de França autografa o seu quinto livro da série
“Aprendendo com o Voinho” no Recanto dos Livros
Nos dias 19, 20 e 21 é realizada a
terceira edição da FLIPIRA – Festa Literária de Piracicaba
Novembro
Gilberto
Pompermayer lança o livro “Os tesouros do tempo”
Ivana
Maria França de Negri lança pelo IHGP a Lenda da Inhala Seca para crianças com
ilustrações de Ana Clara de Negri Kantovitz
O
Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba apresenta a revista especial dos
50 anos do INGP com textos de vários colaboradores. Comemora os cem anos da
Sapucaia e empossa novos membros.
Na sede do IHGP – Instituto Histórico e
Geográfico de Piracicaba - acontece
hoje, às 10h, o lançamento do livro JIC
MENDES, ILUSTRADOR, escrito por José Ignácio Coelho Mendes Neto.
Dezembro
1
de dezembro – Confraternização dos acadêmicos da APL (Academia Piracicabana de
Letras) no Instituto Beatriz Oliveira
Algodoal
15 de dezembro – Confraternização dos grupos
CLIP e GOLP na Biblioteca Municipal
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Retrospectiva 2018,
Retrospetiva Literária
quarta-feira, 2 de janeiro de 2019
Ano-Novo
NOVOS TEMPOS
Lídda
Sendin
A
vida é feita de tempo
Que
nunca volta atrás,
Às
vezes, ele é lento,
Às
vezes, ele é voraz.
Pra
alguns, o tempo é dinheiro,
Que
pensam como ganhar,
Fazendo
como o guerreiro,
Que
só vive pra lutar.
Pra
outros, a vida é ilusão,
O
que buscam é sonhar,
Usando
seu coração
Para
rir e pra sonhar.
Porém,
no tempo de vida,
Que
é dado a cada um,
Toda
hora que é perdida,
Não
leva a lugar nenhum.
Do
tempo que a vida tem,
Nada
podemos levar,
Mas
sabendo viver bem,
Muito
se pode deixar.
Assim,
que no Ano que vem,
No
tempo que se refaz,
Cada
ação seja pro bem,
Pra
termos tempos de paz,
NO ANO NOVO
Lídia Sendin
Quero o vai e vem das marés:
Altos e baixos, côncavo e convexo,
Nada linear, nada com nexo.
Mais planícies cheias de montanhas:
Rios no meio do deserto,
Nuvens escuras, tempo incerto.
Dentro do silêncio, um ribombar fugaz:
O susto de um trovão,
O ritmo acelerado do coração.
Nada de “plácido repouso”:
“Brancas nuvens”, nunca mais,
Só passar por aqui, sem viver, jamais!
De que me adianta essa vã rotina:
Neurônios frouxos, sinapses
petrificadas,
Mesmas ruas, mesmas caminhadas.
Não, ao mero desfilar de fatos:
Quero paixão, perplexidade,
Pois, para o descanso eterno,
Terei a eternidade.
Para o
Ano Novo
Lídia Sendin
É Ano Novo,
Novinho em folha,
Começa agora, neste momento,
São novos dias, novas escolhas,
É esperança de um novo tempo.
As linhas brancas e paralelas,
No infinito vão se encontrar,
O que escrevo no meio delas
Dá pra rir, dá pra chorar.
O importante é que entre elas
Sempre se acha
Alguma coisa para mudar,
Reescrever, passar borracha,
Trocar linguagem,
Não desistir e com coragem,
Reinventar.
Algumas linhas ficam em branco.
Outras, de fato, estão repletas.
Se sinuosas ou se são retas,
Estejam cheias, ou incompletas.
Tudo isso, pouco importa.
Deus escreve por nós também,
Mesmo que a linha esteja torta,
Ele escreve, e muito bem!
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Ano Novo,
Texto de Lídia Sendin
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