As reuniões do Grupo Oficina Literária de Piracicaba são realizadas sempre na primeira quarta-feira do mês, na Biblioteca Municipal das 19h30 às 21h30

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Com o escritor Ignacio Loyola Brandão

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Reunião na Biblioteca

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

OLHARES


Elda Nympha Cobra Silveira

Ao encontrar pessoas, podemos captar o significado do seu olhar. Eles diferem, dependendo de cada estado de espírito ou faixa etária.. Quanta inocência transparece no olhar de um bebê. Seu olhar é curioso por tudo que o cerca porque está nos limiares do conhecimento, da comunicação de emoções, como carinho, pedido de socorro ou por sobrevivência, por ter total dependência, portanto seu olhar é interrogativo e observador. Parece até que vemos um anjo que ainda não se assentou na Terra. Esse olhar de busca traz para quem cuida, a satisfação, o encanto por se sentir eleita na firmação dos seus valores e capacidades. O amor de uma criança é sempre verdadeiro e sincero. Ela sabe sorrir com os olhos quando está feliz.
O olhar de uma mãe ou pai, ou avós que babam de amor por aquele rebento que veio iluminar suas vidas, é o olhar que derrama com toda doçura, ele é como mel. Mas são muito diferentes os olhares de duas pessoas apaixonadas. Nem precisam dizer que se amam, é obvio! Basta ver seus olhares de um para o outro. São olhares quentes de mormaço, cheios de paixão e apelo sexual.. É como um apelo de masculinidade ou feminilidade: o encontro de almas sedentas por se completarem. Não precisam de palavras, a expressividade de seus entreolhares fala por eles.
Mas o olhar de uma pessoa má, de um criminoso, é totalmente carregado de rancor, e esse ódio distila de suas pupilas como uma rajada de balas. Se ele pudesse ferir com seu olhar, atingiria sua meta de maldade. Faz-me lembrar do olhar de Barrabás, de Judas e outros personagens das histórias, e são muito diferentes do olhar de Jesus que era só mansidão. Entre numa penitenciaria e veja a expressão dos detentos. Eles são carregados de ódio, se sentem injustiçados. Alimentam-se de rancor, não atinam que estão presos porque não podem conviver em sociedade, são como animais bravios na corrente, e se soltos, poucos se modificam para o bem. Também porque as prisões não são  reformatórios, mas  escolas de crime.. 
Já notaram que também animais expressam suas emoções? Quem tem um animal sabe como seus olhares traduzem afeto, fidelidade, raiva, doçura. Até um animal feroz se socializa com os humanos se tiver bons tratos, senão pode virar um monstro.                                                                             Às vezes uma pessoa encontra mais afeto ao entrar em casa e ser recebido por seu cão de olhar meigo, e como diz Roberto Carlos “ele me sorriu latindo” “do que pela sua própria família.

E o roçar lânguido nas nossas pernas pela gatinha manhosa, miando e procurando carinho, olhando para você ternamente... E são bichos hein? Muitas pessoas idosas  sequiosas de atenção e carinho, são assim porque pela vida toda viveram para os familiares e amigos, mas receberam em troca o abandono. E por não estarem recebendo de volta o que deram com tanto afeto, seus olhares hoje são tristes, de quem se sente inútil, e isolado da família. Ninguém tem mais tempo para eles, todos são muito ocupados e por incrível que pareça, os idosos procuram entender essa situação e dão todo desconto por essas vicissitudes que os magoam e entristece. Muitos procuram disfarçar, mas seus olhares lacrimosos e desiludidos são evidentes quando sentem,  na pele esse terrível problema.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Mania de corrigir


Plinio Montagner 

Tenho um amigo cuja amizade já passa de 40 anos. É muito gentil, alegre, mas exigente na comunicação. Traduzindo, tem mania de corrigir quem escreve e fala errado.
Depois que se aposentou ficou mais atento ainda à linguagem social. Seus amigos, vez ou outra, o aconselham a parar com essa mania deselegante, e deixar os outros em paz. Mas não consegue. Já chegou ao patamar da “tolerância zero”.
Se alguém diz alguma coisa que exija algum esforço para entender, frases ambíguas, por exemplo, ou ele se faz de surdo, ou tem uma resposta na hora.
A verdade é que não relaxa. Seu cérebro não consegue processar a linguagem do dia a dia, frases sem sujeito, sem verbos ou incompletas. Os jovens, para ele, falam outra língua.
Esse amigo foi professor de Português durante muitos anos, razão porque esse hábito de corrigir, mesmo em tom de brincadeira.
Frases com muitos pronomes também não consegue decifrar. No comércio os diálogos com os vendedores chegam a ser cômicos.
Um dia eu o acompanhei a uma loja de ferramentas. Quando chegou sua vez, o vendedor, sem falar bom dia ou boa tarde, foi direto:
- O que é o seu?
Bastou para emendar: - O que é meu? Não entendi. O senhor deseja saber o que eu quero?
Noutra ocasião confidenciou-me que uma atendente de farmácia disparou: - “O que que é do senhor?”  
Aí, o que ele fez foi uma piada. Tirou dos bolsos sua esferográfica, um canivetinho suíço, carteira, chaves do carro, e pôs tudo sobre o balcão:
- Moça, tudo isso aí é meu.
A vendedora ficou com semblante de foto instantânea.
- Ué, a senhora não me perguntou - o que que é meu?
Pleonasmos, os mais simples, do tipo “planos para o futuro, encarar de frente, criar novos cargos, ganhar grátis”, sugerem comentários engraçados. E fica perguntando: - Alguém encara de lado? Quem ganha alguma coisa, precisa pagar? Alguém cria cargos velhos? Alguém faz planos que não sejam para o futuro?
Outra pergunta que ele não perdoa é: - O senhor tem telefone para contato?  Daí retruca:
- Mas existe telefone que não seja para contato?
Em sua casa seus filhos evitam falar perto dele. Uma vez um deles comentou que à noite ele “soava” muito. Interveio na hora:
- Agora você virou sino?
Outro fato engraçado aconteceu numa revenda de veículos. O vendedor flagrou-o admirando um carrão, modelo novo. De longe foi falando:
- Senhor, esse veículo é “filé”. Mas há um problema. Ele está reservado.
Enjoado de argumentos desse tipo, fez que não ouviu e dirigiu-se à saída. O vendedor tentou novo contato:
- Mas o senhor já vai? E o carro? Não vai levar?
- Eu queria, mas o senhor me disse que estava prometido a outro comprador...
- Sim, mas podemos negociar outro carro com ele...

- Ah, não! Não vou estragar o prazer desse outro cliente. Imagine se ele vier à loja para levar o carro e o senhor dizer a ele que já foi vendido...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

NÃO QUERO TÍTULOS


Luzia Stocco

Da paz, as andorinhas
Realçam o céu de anil
Se Natal, sorria!
Se Ano Novo, sorria!
Se todo dia sorria
Cada dia, um novo dia
Cada Sol, um novo Sol
Que na aurora já desponta
Se não... há o vento
Trazendo lembranças de vitórias
Vitórias de um Mestre
Que sempre se achava aprendiz
Como dos grandes mestres se diz.
Divino, humilde e acolhedor
Faz-se presente na alegria e na dor
Portanto, nesse natal
Prometo não pensar nas atrocidades
Que se despontam fora e dentro de nosso ser.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

PESADELOS




Daniela Daragoni Alves

Tenho tido pesadelos
Sonhos ruins... não quero lembrar...
Tenho tido pesadelos
Desses que nos fazem procurar a cama dos pais ao acordar.

Sonhei que o mundo era cruel
Que as pessoas mudavam, que havia maldade ao nosso redor
Então acordei gritando o nome da minha mãe
Porque do lado dela qualquer medo fica menor.

Tenho tido pesadelos
Acordei chorando, pedindo ajuda, querendo fugir
Mas esses pesadelos estão estranhos pai
Me protege e me tira daqui...

Tenho tido pesadelos
Mas a dor tá tão real, to começando a desconfiar
Que não é pesadelo não, mas sim um momento ruim
Que não quer passar...

Tive um pesadelo
Mas meu pai não veio me dar um copo dʹ água com açúcar
Minha mãe não veio contar uma história até eu dormir...
Sonhei que eu tinha ficado adulta e tinha que me virar sozinha
Quando tivesse um sonho ruim.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Retrospectiva 2014 – Literatura


Janeiro
15 - Lançamento do livro “Livre-me” de Caio Carmacho no Colombina Café
- Lançamento do romance “Laços do Sertão” de Camilo Irineu Quartarollo

Fevereiro
Lançamento do livro dos 80 anos da ACIPI (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba) por Angela Furlan Nolasco, editora da Gazeta de Piracicaba

Maio
6 – Lançamento do livro digital ZION da escritora e poetisa Eloah Margoni, prefaciado por Cecílio Elias Neto
27 - Clovis Pinto de Castro lançou na ACIPI o livro de crônicas “Para não ficar ausente da vida”.

Junho
05 - lançamento do livro ATEMPORAL de Rodrigo Mendes na Nobel/Shopping
06 - lançamento do livro Piracicaba 1964 – O Golpe Militar no Interior – de vários autores que vivenciaram o golpe de perto e pesquisadores jovens.
10– lançamento da Revista número 20 do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba no Museu Prudente de Moraes Barros.
27 – lançamento da Revista número 9 da Academia Piracicabana de Letras

Julho
19 -  lançamento do livro ZION de Eloah Margoni na Nobel do centro
30 - Cecílio Elias Netto autografou seu livro “Bom Dia - Crônicas do Autoexílio e da Prisão” na PASCA (Pastoral do serviço da caridade)

Agosto
9 - lançamento do livro “PENSAMENTO REALISTA” de Paulo Pereira da Costa na livraria Nobel do centro
9 -  historiador Claudinei Pollesel lançou um livro “Paróquia Imaculado Coração de Maria – 60 anos de vida e missão”

Setembro
25- Lançamento do livro de Gilberto Pompermayer “ Ativando o contato com Deus”
27 -Lançamento do livro de poemas “Cantos de Paz” de Felisbino de Almeida Leme.

Outubro
27 - Lançamento do livro “SILÊNCIOS” de Newman Ribeiro Simões nas dependências do SENAC
Novembro
01 – Lançamento do livro “Dicas do arquiteto João Chadad” na lotérica Copa 70
- Lançamento do livro de crônicas de Walter Naime “Do começo ao fim de um começo”

14 – Pelo Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba os autores: Adolpho Queiroz, Cecília Elias Neto me Evaldo Vicente lançam o livro “Folclore Político em Piracicaba e outras Plagas”.

Dezembro
6- Lançamento do livro AD-VENTURUM, de Irineu Volpato na Casa do Povoador

20 – Lançamento do livro de poesias “Na calada da noite” de Benedito Daniel Valim e Maísa Valim prefaciado por Ivana Negri

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Logo, logo, é Ano Novo...


 Olivaldo Júnior

Da champanhe que vira suco,
do modesto pão com ovo,
sempre eclode o nosso cuco:
- Logo, logo, é Ano Novo...

Tem rapaz que joga truco
com a turma do trabalho,
garantindo que é "maluco",
mas só ganha no baralho...

Tem donzela sem o dom,
tem vovô sem a vovó
e um cantor que dá o tom...

Times Square?! Seria bom...
Mas a noite é do forró:
no Ano Novo, eterno som.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

MAIS UM NATAL

                                          


                                                                       Pedro Israel Novaes de Almeida
           
            Apesar dos apelos comerciais, a aproximação do Natal ainda segue semeando um clima de maior fraternidade humana.
            No ambiente de trabalho, as brincadeiras de amigo secreto, com a espontaneidade um pouco inibida pela presença dos chefes, descontraem o ambiente, após mais um ano de convivência. A limitação do valor dos presentes equipara os gastos, poupando exibições de riqueza.
            Nos jardins, lâmpadas chinesas e gambiarras elétricas tentam eletrocutar pessoas e torrar plantas, mas sempre acabam embelezando o ambiente. Presépios lembram que a data é um aniversário, e valorizam o aconchego de uma humilde e festejada manjedoura.
            Nos supermercados, consumidores amargam preços de ocasião, e lotam carrinhos. Carnes vão, ano a ano, cedendo lugar a frutas, mas ainda seguem recordistas em vendas, ao lado das bebidas.
            Filhos de pais sovinas já não estranham o fato de comer panetone em meados de janeiro, e ovos de páscoa em julho.
            Nas lojas, crianças tentam emocionar os pais, que aproveitam a oportunidade para jogar a culpa do baixo salário em Papai Noel, ou lembrar que o presente é um prêmio por algum bom comportamento.
            Houve um tempo em que as crianças acreditavam no bom velhinho, mas sempre existiram os malvados, ensinando que é uma criação humana.
            Religiosos aproveitam a data para cultos e encontros, e voluntários tentam minorar os sofrimentos alheios. Seresteiros, em grupo, alegram o ambiente.
            Para a maioria, o Natal é um pretexto à beberagem e comilança, entremeada por um ou outro cumprimento.  É um desfilar de emoções.
            Muitos passam o Natal entristecidos, pois é inevitável a lembrança dos que já se foram e das alegrias que presenciamos. O Natal é o exercício da gargalhada em público e do choro solitário.
            Mas não convém permitir que a natural tristeza, uma quase melancolia, perpétua saudade, macule a festa e a alegria dos que ainda não possuem passado.  É hora de festejar, sorrir e presentear, lembrando sempre os heróis do dia-a-dia, garis, socorristas, catadores de reciclados, guardas-noturnos, animais domésticos e tantos outros.
            O espírito do Natal, lembrando o surgimento de uma boa nova, faz falta à humanidade, já quase acostumada aos episódios diários de violência, com assassinato de crianças e degolas, à título de manifestação política, entremeada com radicalismo religioso. Faz falta ao ambiente de praças e esquinas, onde a pressa do dia a dia e a busca da sobrevivência faz vítima a solidariedade.
            E assim, de festa em festa, a humanidade segue sua trilha, entremeando feitos grandiosos com retrocessos desastrosos. Não sabemos o destino final da caminhada, mas a memória do aniversariante, homem brilhante, enviado celeste ou feliz criação de pensadores da época, indica um caminho e leciona virtudes que percorreram séculos e ainda inspiram grande parte da humanidade.
            É natal.
                        

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

PAZ PROFUNDA


Shirley Brunelli Crestana

Coloco um archote

no altar da noite
e rendo homenagem
ao Grande Poder
que transcende
 as mentes mortais.
Sozinha

sem dono
sem dores
guardo no âmago
a microssíntese do infinito.

Desejaria
por minutos
abandonar o corpo físico
e ter uma visão panorâmica
de todos os mundos.

Um raio de luz de suprema beleza

me alcança

enquanto o Universo complacente
 flama os desejos

que pariram todas as coisas

visíveis
  invisíveis
a Rosa...espírito
 a Cruz...matéria...

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Projeto Mensagens Natalinas realizado por integrantes do CLIP

O Projeto que nos anos anteriores era realizado  na Rodoviária Municipal, este ano esteve com os idosos do Lar Betel que ganharam os cartões para seus familiares e amigos e também um presente cada um. Um lindo trabalho voluntário das escritoras
Raquel Delvaje, Leda Coletti, Madalena Tricânico, Idamis, Lurdinha, Sheila Tricânico, Lidia Sendin e Aracy Ferrari





As luzinhas do Natal



Olivaldo Júnior

Ao silêncio sepulcral,
entre tantos domicílios,
as luzinhas do Natal
iluminam muitos filhos.

Nem o grilo faz sarau
cricrilando seus "vidrilhos",
nem a gralha carnaval
gargalhando os estribilhos...

Só as luzes, no quintal,
entre o Cristo e seus fiéis,
dizem, mudas: é Natal!

Meu pecado, original,
é não ver que menestréis
também luzem, afinal...

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

SEMPRE NATAL


M. Nazareth Furlan P. de Camargo

No olhar, que se perde muito além
Das preocupações, povoando o dia-a-dia,
Acende-se um raio de esperança,
Pois tudo vai mudar.
É Natal.
Muito para comprar, poucos recursos,
Corre - corre de última hora!!!
Espicha-se o dinheiro e o tempo...
Gastando e sorrindo.
É Natal.
Lembranças de parentes e amigos,
Que partiram ou que a vida distanciou,
Nos retratos em sépia desfilam na memória.
Respira-se saudade.
É Natal.
Multiplica-se o abraço e a lembrança,
Divide-se o pão e o espaço,
Partilha-se a amizade e o presente.
Em cada coração uma canção.
É Natal.
Ah! E corre o tempo! Corre-se contra o tempo
E passam minutos, horas, dias...
No coração não.  O tempo de amar, esse não passa.

É sempre Natal!

sábado, 13 de dezembro de 2014

CHEGANDO O NATAL

                        
 Esther Vacchi Passos

Que alegria!  Novamente iremos festejar o Natal em família!!
Esta data tão especial que traz paz, amor e remete à infância nos levando a recordar bons momentos e para refletirmos nossas ações e atitudes durante o ano que passamos.
No Natal celebramos o nascimento de Jesus, fato ocorrido há cerca de 2000 anos, e assim continuamos a celebrar enquanto aguardamos alegres Sua volta nas nuvens do céu e cercado pelos anjos.
Para as crianças é um momento mágico e divertido, pois além de apreciarem os enfeites de Natal, também esperam ganhar presentes. Essa época coincide com as férias escolares e do trabalho, onde aumenta a alegria familiar e todos estão mais unidos.
O Natal renova a nossa esperança, nossa energia, nossa fé. O Natal traz sentimentos de gentileza, caridade, compaixão, perdão, e que estes sentimentos possam se transformar em atitudes no nosso dia a dia. É no Natal que abrimos nossos corações para revigorar nossas crenças e atitudes. Que o Espirito de Deus no Natal possa nos transbordar com toda a sua graça, e que Jesus seja sempre sua referência de vida!
Feliz Natal para todas as famílias Piracicabanas



quarta-feira, 3 de dezembro de 2014