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MEMBROS DO GOLP
FOTO DE ALGUNS MEMBROS DO GOLP
GOLP
Com o escritor Ignacio Loyola Brandão
GOLP
Reunião na Biblioteca
quinta-feira, 5 de junho de 2014
segunda-feira, 2 de junho de 2014
TER E SER
Helena Curiacos Nallin
Ter é difícil
Ser é muito mais
Ter é mostrar que tem
valor
Ser é o próprio valor.
Quem tem faz questão
de dizer,
Quem é, não o faz,
Porque, por si o
ser brilha
Ter é a luta de
todos.
Ser é o privilegio de alguns
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Praças e Pessoas
Pedro
Israel Novaes de Almeida
Houve um tempo em que as praças eram
centros de convívio, e não meros atalhos.
Em algumas cidades, a banda alegrava
o ambiente, e o coreto servia como palco à apresentação de artistas locais. Na
maioria dos municípios, sequer as bandas sobreviveram, e com elas a descoberta
e incentivo a instrumentistas.
Os jardins eram mantidos graças aos
educativos porretes dos guardas municipais, não raro idosos e dedicados
servidores. Fontes luminosas e lagos embelezavam o ambiente, à época bem
iluminado.
A música era irradiada por sofríveis
alto-falantes, e entremeada por propagandas, de sorvete a funerária, até que a
chegada das 22:00 horas decretasse o silêncio absoluto. Não existiam as sons
ensurdecedores e desrespeitosos dos carros, agora transformados em bregas
discotecas ambulantes.
Homens e mulheres formavam
diferentes círculos, que caminhavam em direções opostas. Aos poucos, as
mulheres mais atraentes eram chamadas pelo interessado para fora do círculo,
iniciando a paquera.
Mulheres feias andavam em bando,
evitando o constrangimento de terminarem a noite perambulando solitárias pelo
círculo feminino. Homens idem.
Não existiam cantos de crack, e os
raros casos de violência diziam respeito a bandos rivais de bairros distintos.
Havia ainda os que julgavam-se proprietários das ex-namoradas, e os irmãos
ungidos censores dos relacionamentos das irmãs.
O comércio dizia respeito à venda de
pipoca, sorvete, algodão doce e quebra-queixo, complementado pelo boteco da
praça. Crianças brincavam e idosos comentavam feitos nem sempre ocorridos.
Vez ou outra, a pipoca era premiada,
com minúsculo torresmo, enquanto o quebra-queixo indicava se original a
dentição do consumidor. Os molhos para pipoca, surgidos ao longo do tempo,
figuram como a pior invenção da humanidade. Sorvetes variavam a cor, mantendo a
característica de gêlo tingido.
As praças tinham vida própria e eram
repletas de memória. As conversas não eram tecladas e o relacionamento mais
pessoal.
Os locais públicos estão sendo
esvaziados, a cada dia menos frequentados, por insegurança ou novos hábitos. A
convivência torna-se cada vez mais restrita, com cada grupo escolhendo seu
gueto.
Reurbanizar praças, jardinando-as e
garantindo-lhes ambientes seguros, é bem mais importante que construir portais,
não raros escandalosos. Praças permitem a convivência, e portais são meros
detalhes visuais da chegada.
quarta-feira, 28 de maio de 2014
O RIO DA AGONIA
![]() |
| (foto Del Rodrigues - Rio Piracicaba) |
poema de Lídia Sendin
O
sol desaparece
Na
curva do Rio,
Manto
de espuma
Que
flutua sobre a agonia dos peixes.
Ilumina
as pedras negras
Que
brotam do leito das raras águas.
Pobre
Rio de acres odores,
Tristes
margens sem flores.
O
sol que agora te pinta de mel
Amanhã
brilhará,
Como
sempre, no céu,
Afastando
as nuvens
Das
redentoras águas.
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Texto de Lídia Sendin
sábado, 24 de maio de 2014
BEM MAIOR
Helena Curiacos
Nallin
Esta
vida tão frágil, tão incerta,
que
não sabemos quando vai mudar
quase
sempre traçamos grande meta,
nem
sempre conseguimos alcançar.
É
ela pois, única porta aberta,
dádiva
que não pode comparar,
às
vezes, não estamos em alerta
para
o bem maior a vida iluminar.
Valores menores sempre exaltamos
e
a vida “o bem” melhor sempre olvidamos
sem
lembrar que tudo é passageiro.
Só
ela permanece bela e a teremos
pelo
tempo ideal que aqui vivemos:
o
bem maior deve estar em primeiro!
quarta-feira, 21 de maio de 2014
CORRER RISCOS
Correr riscos
tem muito a ver com liberdade. Quem tem medo, e mesmo assim tem coragem de correr
riscos, é realmente uma pessoa livre.
Convém
explicar: Ninguém é totalmente livre, e assim deve ser. Sem leis, códigos e
regulamentos para limitar o comportamento do homem, não haveria paz nem
harmonia na terra, e o caos se instalaria.
O tema do
texto é outro. Estou me referindo a correr
riscos para viver melhor e ter sucesso na vida. E para que isto aconteça, além
de estudar e trabalhar, o homem precisa ousar, ser um pouco atirado, atrevido, ser
diferente, sair de vez em quando da mesmice.
Vejam estas
colocações: Quem não diz o que pensa ao chefe, e fica quieto porque tem medo de
ser despedido, não é uma pessoa livre. Segue seu bom senso e fecha a boca. Quem
não retruca para não comprometer uma amizade, está freando sua liberdade. Quem
não diz a verdade sobre a qualidade de um produto para não perder uma venda, e
com isso deixar o patrão feliz, sua individualidade fica diminuída. Quem não
abandona um emprego ruim, é escravo de si mesmo.
Assim é a
vida, seguir preceitos, e aprendendo, que às vezes é preferível ser derrotado a
vencer uma discussão.
Deixamos muitas vezes de fazer coisas boas por
medo, por complacência, devido a dificuldades de locomoção, falta de companhia,
falta de dinheiro, roupa adequada, melancolia, e assim vai.
Correr riscos
é dizer o que pensa, é retrucar, é ser traído, criticado, amado, ouvir nãos, ficar
frustrado, passar vergonha, mostrar a cara.
Essas ponderações
lembram o filme “Perfume de Mulher”, com Al Pacino e Gabrielle Anwar – Às vezes
uma linda mulher está pertinho da gente, a sós, uma música tocando, e não
tomamos nenhuma atitude. De repente, do nada, aparece um cara feio e a tira
para dançar.
No filme, Al
Pacino ousou, e após o vacilo da jovenzinha, retrucou: - “Um minuto pode ser
uma vida”. E a diva sorriu.
Sêneca (Séc. I
– D.C.), escritor, filósofo e pensador estóico romano, é dele estas citações: Riscos
devem ser corridos, pois o maior perigo que o homem corre é não arriscar nada.
Quem não arrisca, arrisca tudo.
Já perceberam
que em algumas reuniões festivas ou não, sempre há alguém que não diz nada, nem
ri? Esse tipo segue o velho ditado: Feche a boca que você passa por doutor.
Rir é correr o
risco de parecer tolo, e chorar é correr o risco de parecer sentimental. Não
devemos ter medo de ser diferentes.
Escrever? Eu
não sei escrever. Nunca fui bom em redação...
Mentira!
Não escreve
porque a escrita e a oratória revelam sentimentos, fraquezas, defeitos, e o nosso
eu. Esses medrosos, ou espertos, economizam palavras e sorrisos com medo de
serem mal interpretados.
Podem estar
certos nesse ponto, pois muita gente confunde simpatia e civilidade com
vulgaridade e licenciosidade.
Outro fator que
leva as pessoas a não correr riscos é a confiança. Quem não confia é porque tem
medo de se decepcionar. Mas quem nunca teve decepções na vida?
E, o que há de
errado estender a mão a alguém? Muitos não fazem isso, não por aversão, mas porque
acham que esse ato significa envolvimento.
E chorar?
Choramos escondidos só para não parecermos sentimentais e fracos. Ora, gritos
não vencem batalhas nem lágrimas enfraquecem os bravos.
Amar é uma das
coisas mais lindas da vida. Mas há quem não ama para não correr o risco de ser
correspondido.
Bobalhão!
Lembrete: Viver
é correr o risco de morrer.
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Escritores amigos - Plínio Montagner
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Enim-quidem
Irineu Volpato
um dia me impuseram – empina-te
e caminha
e tentei moldar-me a ventos
empurrões da vida
e me envolvi no quanto pudera
me ensinar
e me moldei a quadrantes e
equilíbrios
a digerir a sorte e resultá-la
em amanhãs que me pensassem
me posasse ereto entre chão
e infinito
adensando-me pleno capaz cabal
de amanhã repor-me feto
carecendo novamente
e o dez? seria acreditar-me acréscimo
eternidade/mente
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Escritores amigos - Irineu Volpato
sexta-feira, 16 de maio de 2014
ZION - de Eloah Margoni
ZION é o mais novo livro digital da escritora e poetisa Eloah Margoni.
Prefaciado por Cecílio Elias Neto
"ZION" novo livro da Escritora Eloah Margoni, disponível no Clube dos Clube de Autores, link https://www.clubedeautores.com.br/book/164867--ZION
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Escritores amigos - Eloah Margoni,
Lançamento de livros
quinta-feira, 15 de maio de 2014
SAUDADE DE ANTIGAMENTE...
Adenize Maria Costa
Um dos “sintomas” mais expressivos do envelhecimento é o saudosismo. Ultimamente esse sentimento tem me visitado com frequência, isso legitima que o tempo passou, que já vivi muitas situações e sobrevivia todas elas. É tão bom olhar para o passado e lá encontrar muitas coisas, situações e pessoas que fazem sentir saudades. Tenho sentido muitas “saudades de antigamente”...
Dia desses num raro momento de folga resolvi dar uma volta no Mercado Municipal, fazia muito tempo que não passava por lá. Definitivamente esse lugar me faz lembrar da minha infância. Todas as vezes em que vínhamos para a cidade era para comprar tecido na Casa Dom Bosco ou então comprar “calça rancheira” que hoje são famosas no mundo inteiro, as tais calças jeans. Por ter um tecido mais resistente, antigamente, eram usadas para trabalhar na roça. O roteiro na cidade incluía uma passada no Bazar Cor de Rosa para a compra de aviamentos de costura, uma passagem pela Farmácia do Povo para em geral comprar alguns blisters de Cibalena, Pomada Beladona e Iodex e depois uma passada pelo Mercadão, onde não havia muito o que se comprar porque tínhamos praticamente tudo no quintal, as vezes comprávamos maçãs, mas era raro, eram compradas quando já fazia parte dos planos visitar alguém doente ou convalescente. No mercado era de lei comer um pastel e tomar uma caçulinha ou um pingado... Hummmm! Só de lembrar dá água na boca...
Pois é, no meu passeio recente pelo mercado, sem pressa andei passando por todos os boxes. Olhando para aquele chão e pensava em quantas histórias estão guardadas ali, quantas pessoas, quantas gerações andaram por aqueles corredores levando e trazendo mercadorias. Estava emocionada.Não sei me emociono muito fácil nos últimos tempos! Fiz questão de parar na mesma banca, (não sei se é da mesma família), e propositadamente pedi um pastel e uma caçulinha. Pronto! Essa foi a chave para um retorno rápido ao passado, senti-me como quando era criança e tenho certeza que esse foi o pastel e a caçulinha mais saborosos dos últimos quarenta anos, misturado com gosto de lágrimas e de saudades.
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Escritores amigos - Adenize Maria Costa
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Poema Imagético II
Carmen Pilotto
No transversal recorte da amplitude
Penas sibilam denunciando emergência
Em simétricos movimentos bilaterais
Alçam vazios de seu vasto domínio
Pássaro céu infinito liberdade
Sonho humano da impossibilidade
De alçar horizontes outros
Vagando sem rumo na imensidão azul!
No transversal recorte da amplitude
Penas sibilam denunciando emergência
Em simétricos movimentos bilaterais
Alçam vazios de seu vasto domínio
Pássaro céu infinito liberdade
Sonho humano da impossibilidade
De alçar horizontes outros
Vagando sem rumo na imensidão azul!
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Texto de Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
sábado, 10 de maio de 2014
Poesias sobre Mães
Hoje o dia é só delas, e para elas os poemas e
homenagens.
Mães presentes, mães ausentes, mães de primeira viagem e mães que
já empreenderam a última viagem.
UM AMOR ETERNO
Ivana Maria França de Negri
A vida continua, mãe...
Tua presença permanece em tudo.
Encontro-te no perfume das rosas,
no voo das borboletas,
nas músicas que cantavas
e no silêncio profundo...
Encontro-te nas minhas viagens,
nos teus escritos,
herança preciosa
que aquieta meu coração angustiado.
E olhando para o infinito,
em meio à saudade imensa,
tenho a certeza plena
que amor de mãe é eterno...
SUBLIMAÇÃO
Gilberto Cano Bello
Certa vez imaginei em meus sonhos esparsos
Uma figura de mulher que só fosse carinho
Que caminhasse junto aos meus passos
Que estivesse sempre em meu caminho.
Uma mulher desprendida, porém cheia de afetos
Que chorasse comigo as minhas dores
Que amasse comigo os meus amores
Que risse junto nos meus encantos
Que amargurasse comigo os desencantos.
Uma mulher que tivesse um coração de poesia
Que mesmo triste, transmitisse alegria
Que meus erros corrigisse em silêncio
Que meus fracassos em seu peito abrigasse
E em minhas vitórias participasse
Uma mulher diferente, mas que tudo sentisse
Tanto, que uma ferida em mim fizesse nela uma cicatriz
Que uma alegria em mim, brotasse um sorriso nela
Que fizesse por mim o muito que eu não fiz
É impossível! Dirão:
Não há ninguém assim!
Mas para mim existiu
Pois minha mãe foi isso para mim...
PRECE
Maria Lúcia Prado Almeida
“ O Senhor fez em mim maravilhas, Santo é o seu nome.
Assim, Maria, mãe de Jesus, cantou sua glória.
O mesmo sinto, ó Pai bendito, quero louvar-te.
Por tua vontade, mulher me teceste em minha mãe
e me concedeste o sumo bem, ser mãe também.
Desde sempre, a minha vida agasalhaste em teus planos.
Louvo-te pelos anos, pelo tempo que me dás,
pelos meus filhos, amor tão belo, em meu caminho.
Como mãe te peço, Deus amado, zela por eles,
da humanidade, tão sofrida, cuida! Amém!
MÃE
Maria Iraci Pinto
Ao olhar os seus cabelos
pelo tempo esbranquiçados,
e os seus passos já cansados,
dói no fundo o coração.
Vendo seus olhos embaçados,
o sorriso hoje forçado,
das saudades acompanhado,
venho lhe pedir perdão.
Seus sonhos não realizei
e se em tudo fracassei,
não foi porque não lutei,
falhei em grande proporção
Se presentes nem posso lhe dar
muito menos lhe abraçar
só me resta então rezar
com toda minha devoção
Para que a Virgem Maria
brinde-a com a alegria,
paz, saúde e harmonia
e também dê sua Benção!
E quanto a mim...
peço perdão.
HOMENAGEM À MINHA MÃE FALECIDA
Ângela Reyes
A ti mulher, que gerastes tantos e tantos filhos,
abrigando-os no teu seio.
A ti, cuja vida doaste na missão de mãe,
à tua imagem que os anos apagaram
e o eco da tua voz em canção de ninar,
pouco a pouco foi se apagando.
A ti dedico meus versos molhados de lágrimas.
Se jamais beijei as tuas mãos, nem andei segura do teu lado,
se toda a magia que envolve a palavra mãe
ficou presa, entalada em minha garganta,
hoje, de mulher para mulher, de mãe para mãe,
ofereço essa homenagem.
Abençôo teu ventre, teu óvulo fertilizado,
abençôo os seios que com amor me amamentaram,
abençôo a ternura dos teus braços nos meus primeiros anos
e os genes de fêmea que me legastes.
Guardo a tua única e fiel lembrança.
Estavas imobilizada, qual deusa adormecida em prolongada
letargia,
o mais doce dos sorrisos desenhado nos teus pálidos lábios.
Vi sem compreender quando te carregaram rodeada de flores,
você...a mais bela de todas, a mais pálida.
E regressaram sem ti, sem explicações, sem palavras.
Esperei dia a dia, noite a noite por tua voz, teu sorriso,
teu canto.
Foi o doloroso e profundo silêncio, cortando o ar,
e tua ausência interminável que me responderam com o passar
dos anos.
Não acostumei a te perder, sempre te senti ao meu lado
imortalizada como um ícone no altar da minha alma.
Hoje dedico-te esta homenagem porque tu, minha mãe,
és para mim a mulher especial, a única, a de sempre.
MÃE
Sylvio Arzolla
Você foi em minha vida
Aquela estrela a indicar
O caminho certo e verdadeiro
De uma vida a começar.
Mãe, quanta lembrança,
De sua estada entre nós,
Hoje uma saudade infinda
Me traz constante tristeza.
Mas sei que você está feliz
Porque partiu preparada
Para encontrar o Pai
Na sua nova morada.
Espero um dia encontrá-la
E poder muito abraçá-la
Rever seu meigo rosto
Rever todo o seu ser.
MÃE
Rosaly
Ap.Curiacos Almeida Leme
Para
ser mãe precisa:
ter
muito amor ,muita alegria, muita fé, muita vontade de viver,
ter
firmeza, mas ser sempre ternura,
saber
sorrir e saber chorar junto,
nunca se anular mas saber que os filhos devem ser protagonistas de suas próprias vidas,
nunca se anular mas saber que os filhos devem ser protagonistas de suas próprias vidas,
não
interferindo estar sempre presente mas só se fazer notada quando for
conveniente,
transmitir entusiasmo pela vida e pelo amor.
MÃE...
transmitir entusiasmo pela vida e pelo amor.
MÃE...
Gisele F. da Silva
És o sol que ilumina o dia...
A Lua inveja sua glória... seu amor,
Em Você, Deus, espelhou a natureza...
Em minh'alma e coração,
Somente cabe admirar,
Sua magnitude e realeza...
A Lua inveja sua glória... seu amor,
Em Você, Deus, espelhou a natureza...
Em minh'alma e coração,
Somente cabe admirar,
Sua magnitude e realeza...
MÃE
Maria Helena Brunelli F. de Camargo
Sei da tua vida
das tuas lágrimas
dos teus sorrisos.
Sei dos teus temores
tuas alegrias
teus amores
Sei dos teus passos
tuas melodias
teus gestos
Sei dos teus carinhos
das tuas mãos frágeis
dos teus olhos tímidos
Quisera comigo ter-te agora
e juntas caminharmos, lado a lado,
corações ardentes em Jesus,
mãos unidas num abraço Eucarístico,
dizer-te:
- Que a Paz esteja contigo, Mãe!
MÃE, UMA PALAVRA DOCE
Áurea Lucia Maria Gastão.
MÃE, uma palavra doce, que traduz
tanta emoção... uma pessoa meiga, carinhosa, protetora, que se doa para acolher
seus filhos, protegendo-os de todos os perigos da vida.
MÃE, uma mulher forte que supera
obstáculos e não se importa com as pressões do dia-a-dia, e sempre arruma uma
horinha para quando seu filho(a) precisar..., estará de braços abertos para
aconchegar, dar carinho, amor ou até mesmo escutar suas lamentações e
reclamações.
MÃE, se eu contasse cada vez que
a senhora fez diferença em minha vida, cada vez que a senhora me escutou e me
deu ânimo ou compartilhou seu bom humor ou me ensinou algo importante sobre mim
e sobre o mundo, tudo isso seria somente o começo do quanto a senhora significa
para mim..., do quanto é especial, do quanto a senhora é importante em minha vida.
MÃE, ser seu filho(a), é uma
dádiva de Deus, uma linda benção do Senhor, que enche todos os meus dias de
felicidade e de alegria.
MÃE, agradeço por existir e por
tê-la como amiga e por estar “presente” em minha vida, que não apenas este dia
seja especial para a senhora, mas que todos os dias sejam repletos de vitórias
e conquistas, pois o seu sorriso, seus sonhos são doces e os mais sinceros que o seu coração
possa transmitir para mim....
TROVANDO PARA AS MÃES
Leda Coletti
Mãe, com três letras se escreve
o amor maior, mais bonito,
a você louvor se eleve,
da terra até o infinito.
Às mães os poetas tecem
belas palavras rimadas
mesmo assim nem sempre exprimem
quanto devem ser amadas.
MÃE
Esther Vacchi Passos
Presença divina, luz que ilumina
a vida nos dá sem cobrar nada
amor que em teu peito transborda
toda dor e trabalho suportas
Noites mal dormidas, cantando
canções de ninar e abraçando
Mãe, tua presença é um alimento
o tempo passa e tua falta é um tormento
Abro a janela, o sol me aquece
como em outrora, teu colo me deste
no azul do céu, o olhar se perde
vendo-te linda, estrela d’oeste
Mãe - estando ela presente
não se deixe ficar ausente
abraçe-a com amor ardente
sentindo seu calor para sempre
ABRAÇAR MARIA DESOLADA
M. Nazareth Furlan P. de Camargo
Eis que aos pés do Calvário está
Maria,
A mãe que sofre a dor de haver
perdido
Em violência e dor o tão querido
Filho, que sempre foi sua
alegria.
Em lágrimas sua alma se vertia
Ao abraçar o corpo falecido...
No regaço materno enternecido
Em desolada dor se entristecia.
Quantos pais/mães Maria nesta vida,
Uma filha ou um filho sepultados!
Com eles um pouco do coração...
Fortes na Fé, os prantos enxugados,
Abraçando esta dor da despedida,
Com Esperança na Ressurreição.
AS MÃES
Francisco de Assis Ferraz de Mello
Os homens morrem nas guerras
E, depois, são esquecidos.
Mas há as que jamais se esquecem
- As mães...
As mães são abençoadas,
Deus abençoou as mães
Porque elas jamais se olvidam
Dos filhos mortos nas guerras.
Benditas as mães!
MÃE
NOSSA DE CADA DIA
Angela Guerrini Sega
Mãe nossa
de cada dia, sejam feitas as nossas vontades e as tuas deixa pra depois.
Venham a nós teus benefícios,
sorrisos e caricias.
Mãe nossa
de cada dia levantas cedo e vais à
padaria trazer o pão fresco e bem quente, serve-nos também um bom leite com
café.
Faça patê de
salsicha com bastante maionese e não nos venha com preguiça.
Abasteça nosso
ventre, nos refresque nos dias quentes e no frio nos aqueça com o mais macio
cobertor, de preferência antialérgico e estampado floral.
Mãe nossa, anda,
vai logo ao supermercado, a dispensa está vazia.
Arruma as camas,
limpa a casa, costura pra nós uma linda roupa e conserta nossos
erros, resolvendo também nossos problemas.
Abra teus braços
e nos console dos tombos que a vida nos dá, retira de nós todo cansaço e com
ele as desilusões.
Mãe nossa de
cada dia favoreça-nos com tua
ternura mas não nos conte as tuas dores.
Já estás
velha e de nada precisas. Nós, porém, os jovens, temos tanto a viver e
precisar.
Viva mãe a nosso
favor e amor, o tempo corre depressa e um dia sairemos do ninho seguindo nosso
caminho.
Prometemos com
toda certeza, trazer os netos para que tu, mãe nossa, continues a cada dia
dando mais de si.
QUADRINHA DO MÊS DE MAIO
Carlos Vitti
Maio é mês dos casamentos,
E das mães do
coração,
Foi a princesa
Isabel
Que acabou com a
escravidão.
AMOR DE MÃE
Maria Helena G. Bueloni
É como um grande coração...
que no fundo de sua alma
traz coisas que só as mulheres entendem...
Repartem o pão de cada dia...
nos deixam chorar em seu colo...
nos fazem sorrir quando tudo é tristeza...
nos cantam cantigas de ninar...
nos fazem sonhar...
À MÃE MAIOR, MARIA!
Maria de Lourdes Piedade Sodero
Martins
Horizonte em
matiz...(sexagenário!)
que eu
costumava apreciar, menina,
ainda vive,
extraordinário,
em minha velha
mente pequenina...
Ah! Sóis
diversos sobre o campanário
bebendo orvalho
da verde campina
e eu, num voo
inimaginário
tocava o céu e
via a Mãe Divina!
Cercada de
iluminados arcanjos
em companhia do
filho Jesus,
Maria “tecia”
belos arranjos.
Para premiar
pequenos e “marmanjos”
pedia a Deus a
necessária luz
para enviá-la
através dos anjos!
EXISTE ALGUÉM...
Eunice Zem Verdi
Existe alguém, cuja presença transborda-nos o coração de paz
e tranquilidade.
É um ser meio anjo, meio mulher, com olhos de ternura,
gestos de carinho, que nos faz desejar mais e mais estar ao seu lado.
Esse alguém nos carregou em seu ventre, nos alimentou em seu
seio, estabelecendo um elo de amor por toda a vida.
Esse alguém angelical e amoroso, é você, Mãe!
MAMÃE
André Bueno Oliveira
Falar sobre mamãe, por mais que eu tente,
meu longo discursar, será vazio!
Jamais adentrarei a sua mente
pra ver o Amor-Nascente de seu rio!
AH! MAMÃE!
Maria Emília L. M. Redi
Ah! Minha mãe, minha amada!
O brilho de amor do seu meigo olhar,
levarei comigo pela eternidade, e um dia mais...
Ah! Minha mãe, minha amada!
Quem tem mãe, tem tudo.
Quem não tem mãe, não tem nada!!!
À MINHA MÃE
Lino Vitti
Leio, nos olhos puros da criança,
poemas de inocência e travessura;
Leio o longo poema da esperança
no olhar jovem que sonha e que fulgura.
Vejo poentes na pupila mansa
de um velho que é silêncio e que é amargura.
E há sempre dor na lágrima que dança
no rosto triste de qualquer criatura.
Mas o olhar que mais fala, embora mudo,
- sorriso oculto em berço de veludo,
- luar divino, ternamente fixo,
é o olhar da mãe, cheio de estranhos brilhos,
de joelhos a rezar pelos seus filhos,
diante do imoto olhar de um crucifixo.
MÃE - PALAVRAS
Carmelina de Toledo Piza
Mãe grávida. Mãe da criança que
nasce do amor e da alegria. Mãe da tristeza de ser mãe. Mãe do aborto. Mãe que
ama e cuida. Mãe que se atira na lagoa para salvar o filho. Mãe que joga o
filho na lagoa. Mãe da criança puxada e arrastada pelo carro. Mãe do jovem que
dirige o carro e arrasta a criança. Mãe da criança que ri, chora, brinca, cai,
levanta, canta e dança. Mãe da criança do farol. Mãe do jovem que tem amigos,
que fica, estuda, namora e ama. Mãe do moço. Mãe da moça. Mãe do morador de
rua. Mãe da desesperança. Mãe que entrou na faculdade, trabalha, tem sonhos e
esperanças. Mãe do moço que pega a arma e mata. Mãe da mulher que é mãe de
todos. Mãe do homem que cura, reza, canta, grita, fala, escreve.Mãe do homem
que é vil, mentiroso, corrupto, dissimulado e ladrão. Mãe da avó e do avô que
conta histórias, passeia, tem sua turma e vive. Mãe da velha e do velho
abandonados. Mãe das árvores, mãe das águas, mãe dos bichos, mãe do céu, mãe da
terra. Mãe pátria, mãe da língua, da palavra Mãe.
MÃE MULTIMÍDIA
Lídia Sendin
Esfrega, seca e passa.
Compra, descasca e coze.
Mistura, bate e assa.
Anda, pára, desce e sobe.
Sai, dirige e orienta:
Põe o conto, atenção!
Olha a rua, fica
atenta,
Pra descer dá uma mão.
Professora, enfermeira,
Pedagoga: é uma artista,
Terapeuta, costureira,
Sua casa administra.
Cantada em verso e prosa
A mãe não deseja nada...
Talvez um botão de rosa,
Muitos beijos e obrigada!
EDUARDA, MINHA MÃE
Elda Nympha Cobra Silveira
Estarrecida,
olhava à minha volta
e sentia a sua presença,
isso sempre senti,
desde a nascença.
A senhora, minha mãe
era o calor, a compreensão
o porto na chegada
e a bênção na partida.
Com seu sorriso complacente
e seu olhar admirador
me envolvia, sempre
na doçura do seu amor.
Ninguém mais me vê
desse seu jeito amigo
valorizando cada gesto meu,
o seu amor de mãe
não foi desfeito, está comigo
nem a morte o levou,
pois sinto que ainda estou
nos braços seus.
MÃE
Ruth Carvalho Lima de Assunção
Sagradas, heroínas e determinadas.
Leoas na defesa dos filhos
Técnicas na formação do caráter.
Puras, amorosas, chegando ao divinal.
Debruçam-se aos pés de Deus
Oram por seus filhos
Pedindo felicidade e paz.
Deixam raízes do amor
Estrelas brilhantes que se estendem pelos caminhos luz,
Iluminando ao correr dos anos, tanta dedicação e renúncia.
Lutam e superam os desafios.
Mesmo ausentes, anjos protetores
Fonte de inspiração de uma saudade infinita que vive em nós
Nos meandros de nossa alma
Na palavra mãe, o segredo da vida...
MÃE
Felisbino de Almeida Leme
Mãe!
Hoje é o teu dia.
Eu te saúdo, mãe:
Mil vezes te saudaria.
Palavra doce e sublime,
Que nos vem do coração,
Como um livro que se imprime,
Em versos de gratidão!
Hoje descansas em paz,
Na morada celestial.
Este dia saudade me traz,
Oh mãe: chamada imortal!
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Espaço Poesia - Diversos
quinta-feira, 8 de maio de 2014
HOMENAGEM À MINHA MÃE FALECIDA
Ângela Reyes
A ti mulher, que gerastes tantos e tantos filhos,
abrigando-os no teu seio.
A ti, cuja vida doaste na missão de mãe,
à tua imagem que os anos apagaram
e o eco da tua voz em canção de ninar,
pouco a pouco foi se apagando.
A ti dedico meus versos molhados de lágrimas.
Se jamais beijei as tuas mãos, nem andei segura do teu lado,
se toda a magia que envolve a palavra mãe
ficou presa, entalada em minha garganta,
hoje, de mulher para mulher, de mãe para mãe,
ofereço essa homenagem.
Abençoo teu ventre, teu óvulo fertilizado,
abençoo os seios que com amor me amamentaram,
abençoo a ternura dos teus braços nos meus primeiros anos
e os genes de fêmea que me legastes.
Guardo a tua única e fiel lembrança.
Estavas imobilizada, qual deusa adormecida em prolongada
letargia,
o mais doce dos sorrisos desenhado nos teus pálidos lábios.
Vi sem compreender quando te carregaram rodeada de flores,
você...a mais bela de todas, a mais pálida.
E regressaram sem ti, sem explicações, sem palavras.
Esperei dia a dia, noite a noite por tua voz, teu sorriso,
teu canto.
Foi o doloroso e profundo silêncio, cortando o ar,
e tua ausência interminável que me responderam com o passar
dos anos.
Não acostumei a te perder, sempre te senti ao meu lado
imortalizada como um ícone no altar da minha alma.
Hoje dedico-te esta homenagem porque tu, minha mãe,
és para mim a mulher especial, a única, a de sempre.
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Escritores amigos - Angela Reyes
MÃE É UMA SÓ
Esther Vacchi Passos
Dia das mães, um
dia especial para comemorar, mas que, no entanto representa todos os dias, pois
ela está sempre presente em nossas vidas.
Que este laço de
união seja vivido, com muito amor, carinho, respeito e dedicação.
Ser mãe é uma dádiva
divina. Mãe não mede esforços para atender os anseios dos filhos, a qualquer
hora e em qualquer momento ela se faz presente.
Mãe, que neste
dia tão especial você possa ser homenageada e lembrada com amor e carinho, e
que tenhamos sempre em mente os momentos felizes que vivemos juntos, reviver as
nossas histórias, nossas brincadeiras e os ensinamentos que compartilhamos.
Mãe, biológica
ou adotiva, presente ou ausente, mãe de todas as formas...Mãe é uma só .
Feliz dia das mães!
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Escritores amigos - Esther Vacchi Passos
quarta-feira, 7 de maio de 2014
MÃES
Dirce Ramos de
Lima
Que as mães continuem sendo
santas guerreiras,
sejam improvisadas, programadas,
adotadas ou
verdadeiras;
Que as mães continuem abençoadas e protegidas
pelo “Pai Eterno”
e o melhor lugar do mundo
seja sempre o abrigo do colo materno.
Amar, parir, cuidar,
jamais desfazer o cordão umbilical
Mesmo que todos os filhos continuem ingratos,
que nenhuma mãe os queira mal...
Os filhos crescem, esquecem:
O amor de mãe continua sempre igual!
Bendito o mundo em
que vivemos,
benditas as mães que de Deus recebemos...
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Escritores amigos - Dirce Ramos de Lima
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