As reuniões do Grupo Oficina Literária de Piracicaba são realizadas sempre na primeira quarta-feira do mês, na Biblioteca Municipal das 19h30 às 21h30

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Com o escritor Ignacio Loyola Brandão

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Reunião na Biblioteca

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

AMARGA INVERSÃO



Carmen M.S.F. Pilotto


Sou pequenina da perninha grossa, vestidinho curto papai não gosta”
Cancioneiro Popular – folclore brasileiro


Na ordem não natural dos fatos
O pai contempla a filha
E se recorda do aconchego ao colo
em cirandas entoadas
àquela boneca embalada
 numa cálida tarde de maio

Se Deus foi generoso em sua longevidade
Por quê entregou-lhe um fardo
De velar sua própria cria
No outono de sua vida?

O  terceiro mistério repassado
Na desgastada conta do terço
tenta a busca da serenidade
dos inexplicáveis desígnios divinos...

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Premiação Escriba de Poesias 2012


Acontece neste sábado, 20 de outubro, às 20h, na Biblioteca Municipal, a premiação do 12º Escriba de Poesias 2012.   O primeiro colocado deste ano foi João Candido dos Santos Rodrigues, com “Lavando o pão de cada dia”. Em segundo lugar ficou Luiz Kifier com a poesia “Cecogramas” e em terceiro lugar a poesia “Diário de um jardim de papel”  de Jacqueline Lopes Salgado Soares.  
Também foram premiados Esio Antonio Pezzato pela poesia “Silêncio” na categoria Melhor de Piracicaba e Levi Mota Muniz por “Ser e não ser” na categoria Melhor de 15 a 17 anos. 
Marisa Bueloni foi selecionada para a antologia. Haverá apresentação musical de Marcelo Vidal e grupo. Evento aberto ao público.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Nos tempos de criança



Ludovico da Silva


Quem não traz consigo lembranças agradáveis dos tempos de criança! As meninas com as brincadeiras de roda, bonecas, amarelinha, passa anel, peteca, pata-choca, pula corda, bom barqueiro e os meninos com os jogos de bolinha gude, pião, carrinho de rolimã, rolar dentro de pneus, empinar pipa e outros entretenimentos para passar o tempo. Brincadeiras inocentes até entre meninas e meninos. Brinquedos feitos pelos próprios meninos. Que tempos saudosos que a memória nunca apaga! Talvez seja até por isso que pais e avós gostam de viver os tempos de criança, carregando os filhos de cavalinho nas costas e imitando corcovos, bem como brincando dentro de casa de esconde-esconde pega-pega, “tanda”, forca e tanto quanto mais que dão uma canseira danada. E as crianças riem dos esforços e pedem mais.
Hoje as brincadeiras são outras. As crianças preferem desenhos animados exibidos pela televisão ou passar o tempo com vídeo game e jogos de computadores. São épocas diferentes.
Não adianta fazer comparações. Os tempos são outros. Antigamente, as crianças não tinham as facilidades encontradas hoje, com tudo colocado à sua disposição, mas havia outras opções para se divertir.
Pode ser saudosismo, mas gosto de voltar um pouco no tempo. Eu fabricava caminhõezinhos, pregando uma lata vazia de marmelada Colombo em tábua de caixa de sabão de vinte e sete pedaços. As rodas eram de latas de graxa de sapato e os eixos de galhos de árvores bem roliços. A cabine do motorista era obra criativa de pedaços de madeira. Com isso, eu ficava horas me divertindo no quintal de minha casa, carregando materiais dos mais diversos tipos.
E como conversar ao telefone? Fácil. Um pedaço bem comprido de barbante ligado nas extremidades por duas latas pequenas de extrato de tomate Elefante. Nem sempre era audível, mas eu falava mais alto e o amigo respondia do outro lado e se ouvia tudo muito bem, não fosse pelas linhas telefônicas improvisadas pelo próprio som que o vento trazia. E a gente se divertia matando o tempo com conversa fiada ou combinando traquinagens inocentes, como nadar no rio por perto ou apanhar frutas nos pomares vizinhos.
Para os jogos de futebol, praticado nos campos reservados a pastagens de animais, quando não em terrenos irregulares, de terra batida, as bolas eram feitas de meias em desuso, esburacadas nos dedos e calcanhares, de tamanho dessas usadas em tênis pelos profissionais da atualidade. Os gols eram demarcados com tijolos ou mesmo bonés e roupas dos atletas envolvidos nos jogos. Não havia necessidade da área do pênalti e nem impedimentos eram considerados. O que valia mesmo eram os gols marcados e a consagração dos artilheiros, nos abraços e incentivo das torcidas.
A pipa ou papagaio não era do tipo que hoje tem os mais diferentes tamanhos e desenhos. No meu tempo era feita de papel de seda, colorido, colado com grude de água e trigo em armação de vareta de bambu e a cauda com o mesmo material, mas em elos de diversos tamanhos. Nas linhas eram colocadas mensagens que se perdiam nos ares. O empinar das pipas fustigava acirrada luta entre os concorrentes, por que algumas não subiam e davam as chamadas cabeçadas e caíam no chão.
Bem, se os tempos são outros não há como mudar, tampouco como fugir. As brincadeiras das crianças têm sua época. É a vida que passa e as recordações se transformam em saudade, que a memória registra para sempre.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Professor



 Olivaldo Júnior

Formei-me professor
para espalhar estrelas,
verbos e versos, flor,
a quem nunca
os tinha tido.

Formei-me professor
para espelhar estilos,
vídeos, Vinicius, cor,
a quem nunca
os tinha visto.

Formei-me professor
para explicar estrofes,
formas e vozes, dor,
a quem nunca
os tinha ouvido.

Formei-me professor
para esboçar estudos,
músicas, musa e amor,
a quem nunca
os tinha tido.

Formei-me professor
para escutar a sala,
não para estar em casa,
sem quem nunca
me tenha visto.


sábado, 13 de outubro de 2012

O que você está lendo?

Professora, escritora e poetisa Clarice Villac


O Saci-Pererê – Resultado de um Inquérito – Monteiro Lobato

Editora Globo, SP, 2008, 384 pp.

Estou lendo um delicioso livro de Monteiro Lobato, “O Saci-Pererê – Resultado de um Inquérito”.
Publicado em 1918, na verdade Lobato é seu organizador, participa com prefácio, introdução, comentários, conclusão, epílogo.
Trata-se do primeiro livro publicado por ele, antecedendo Urupês.
Intrigado ao passar pelo Jardim da Luz, em São Paulo, e ver somente gnomos europeus, passa a sentir falta de ipês, quaresmeiras, música brasileira tocando no coreto, estátuas de escritores brasileiros, referências genuinamente nacionais...
Assim, inicia a empreitada de valorizar nossos mitos, e principalmente o Saci, até então não considerado seriamente por nossos ‘ilustres’ e ‘elegantes’ ‘intelectuais’...
Foi então que Lobato lançou um convite aos leitores do jornal Estadinho, edição vespertina do jornal O Estado de S. Paulo, para que escrevessem relatando suas histórias sobre o Saci-Pererê, o que tinham ouvido contar sobre ele, como o conheciam desde crianças...
O resultado foi tão positivo, que ele reuniu todos os depoimentos nesse livro, que tem também desenhos de sua autoria, de Voltolino, Norfini e outros artistas, assim como fotos de esculturas ‘sacizísticas’.
São relatos vindos de variadas regiões brasileiras, alguns escritos no linguajar próprio dos caipiras, habitantes das áreas rurais, e por isso tão saborosos.
Ao ler as histórias, somos remetidos a um universo em que a escuridão da noite era imensa, os matos cheios de ruídos e vozes dos pássaros, e demais animais notívagos...
Lobato apresenta cada relato com sua verve especial, inventiva, perspicaz e cômica, quase sempre ironizando os ‘ilustres eruditos’ que desvalorizavam a rica cultura genuinamente colorida e criativa de nossa gente simples. 
Por exemplo, abro ao acaso uma página, e lá está o “Depoimento do senhor Belmiro Aranha – Vem de Pitangueiras. Não está averiguado que lá haja pitangas, mas há sacis, o que é uma compensação.”.
Há depoimentos em versos, muitos contam os causos que ouviram de antigas amas e caboclos, outros narram seus próprios encontros com os sacis. 
Variam as formas físicas e de caráter do saci, alguns garantem que ele é um moleque brincalhão que não faz o mal de verdade, outros o descrevem como capaz de provocar confusão, outros ainda asseguram que ele até ajuda as pessoas nos passos importantes de suas vidas, ainda que seja de modo um tanto inusitado.
Tem até o relato sobre um poeta que encontrava inspiração numa cabecinha de saci risonho e de gorrinho, esculpida num tampo de tinteiro que conservava em sua escrivaninha, e sempre lhe acudia com belos versos...
Ainda não acabei de ler este livro, e não tenho pressa, tem sido muito bom conviver com ele... Sentir a vida como antigamente, sem o ritmo insano das grandes cidades barulhentas e apressadas...  Perceber os mistérios do desconhecido, conhecer o imaginário de nossos antepassados... 
Este livro é um grande panorama, multifacetado e ágil de nossas raízes mitológicas, orquestrado pelo espírito vivo, intensamente matizado e expressivo de Monteiro Lobato.



sexta-feira, 12 de outubro de 2012

SER CRIANÇA




Maria de Fátima Rodrigues
.
... não tem nada de inocente,
nem de brando,
nem de cálido,
são apenas seres humanos inexperientes.

... são gente “nova no pedaço”,
que não têm ainda noção de espaço,
nem de perigo,
saíram de um lugar tão quentinho.

... daquele cordão generoso,
que vinha alimento tão gostoso,
só sobrou um furinho...
o umbigo.

- “Tem nada não gente “gande”,
esperem só prá ver,
quando eu  “quescer”...
vou mandar em todos vocês!!”

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Prêmio Cidadão de Poesia-Sinecol anuncia resultado do concurso


Premiação será dia 27, no Clube dos Comerciários, em Limeira

 O XV Prêmio Cidadão de Poesia, promovido pelo Sinecol, anuncia os vencedores nas categorias “Livre” (poetas de qualquer naturalidade) e “Regional” (nascidos ou residentes em Limeira, Araras, Leme, Conchal, Iracemápolis e Cordeirópolis). Os vencedores da Categoria Regional serão anunciados apenas no dia da premiação, como é feito tradicionalmente. O evento será realizado no dia 27 de outubro, no Clube dos Comerciários, em Limeira, às 20h00. Haverá homenagem ao ilustre professor José Ângelo Ribeiro, pela sua trajetória no segmento da Educação e Cultura. Emanuel Massaro e Débora Vidoretti apresentarão repertório de MPB e as canções autorais do álbum “O Elixir”, de Emanuel e Otacílio Monteiro.

Os poetas vencedores da Categoria LIVRE são os seguintes:
1º lugar - Reginaldo Costa de Albuquerque (Campo grande – MS)
Poema: Cadeira de balanço (Troféu Cidadão, diploma e R$ 650,00 )

2º lugar - Geraldo Trombin (Americana-SP)
Poema: Canto da página (Troféu Cidadão e diploma)

3º lugar - Lola Prata (Bragança Paulista/SP)
Poema: Encontro Místico (Troféu cidadão e diploma)

Além dos premiados, foram contemplados com o diploma de menção honrosa:
Cris Dakinis  (São Pedro da Aldeia / RJ)
Edgley Silva Gonçalves (São Paulo/ SP)
Marcio Dison  (Florianópolis/SC)
Marcos Wesley Guimarães Rosa (São José dos Campos/ SP)
Maria Aparecida S. Coquemala (Itararé/SP)
Newton de Souza Nazareth ( Rio de Janeiro/ RJ)
Roque Aloísio Weschenfelder (Santa Rosa/ RS).

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

AQUARELA

Aquarela de Denise Storer

E os pescadores embevecidos banharam-se da beleza do Piracicaba, contemplaram as límpidas águas e com a energia renovada seguiram pelo dia.... (na ilusão do pintor e do poeta de um rio melhor cuidado e que não precise mais somente de imaginação e tinta para voltar a ser bonito...). Lindas telas, despertam a utopia de um rio não poluído.

(texto de Carmen Pilotto)

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Cultura no metrô de São Paulo


Cultura no metrô de São Paulo

Arte, cultura, poesia, livros tudo isso você encontra no espaço cultural do metrô de São Paulo.
Ótimo programa para as férias.

POESIA no metrô

Ao piracicabano as batatas


(Texto retirado do Diário do Engenho)
Apesar das inúmeras manifestações populares, de movimentos e campanhas a favor de uma renovação em massa na Câmara Municipal, os eleitores piracicabanos conseguiram reeleger 13 dos 15 atuais vereadores que compõem o legislativo da cidade. Sim, estão reeleitos esses mesmos vereadores que, há pouco, aumentaram – na calada da noite – os seus próprios salários em mais de 60%. Sim, voltarão à Câmara, por meio do voto popular, os mesmos vereadores que, temendo justamente a insurgência do povo contra os desmandos do legislativo, inibiram a participação popular nas sessões camarárias próximas das eleições, barrando-lhes a entrada e preenchendo os assentos da Câmara com os próprios assessores da respeitável Casa de Leis piracicabana. Estão novamente reeleitos pelos piracicabanos os digníssimos vereadores que tiraram do ar as sessões plenárias televisionadas e ameaçaram perseguir e censurar as manifestações dos internautas que se colocaram contra o absurdo aumento que elevou para mais de 10 mil reais os salários das doutas excelências.
 E o que há de novo no front? Nada. Em se tratando de política, Piracicaba continua a mesma: reacionária, tradicionalista, bairrista, elitista e ultrapassada. Afinal, o jogo partidário das cartas marcadas continua como sempre foi – e se a esperança nos impulsionava a crer numa verdadeira mudança, o raciocínio lógico e a análise sociológica nos mostravam que nada, de fato, mudaria. Isso porque, em primeiro lugar, o piracicabano concorda e aceita pacificamente o peso da sela que se lhes  impõem sobre o lombo os “vultos” da falsa elite piracicabana – representantes de uma oligarquia rural extinta há décadas, porém vivificada eternamente sob a égide de poderosas famílias e de seus ilustres sobrenomes. Eleger quem tem status passa a ser, assim, uma obrigação. Afinal, vivemos numa terra afamada e nossos célebres representantes necessitam ser “gente nossa.” Em contrapartida, os eleitores que não pertencem ao grupo dos “bem-nascidos” da cidade votam naqueles que, supostos líderes de sua classe social e qualificação profissional, representam figurativamente os interesses do “povão” na política partidária da urbe. Esses são os “gente como a gente.”
 De eleição em eleição, o quadro se repete – e o piracicabano vai votando, entre “ilustres e plebeus,” naqueles que lhes tocam “a alma” e fazem parte do grupo social que os identifica como “gente.” Não há escolha séria, não há escolha pautada em plataformas políticas, não há escolha feita a partir da análise de projetos ou currículo dos candidatos. O que manda sempre na cidade, e sempre mandará, é a votação a partir da empatia social. Mesmo que essa empatia se dê com candidatos que, há décadas, ocupam quase que vitaliciamente uma cadeira na vereança do município – sem nada propor de útil ou importante. Desta feita, a escolha democrática – a qual devemos sempre defender, diga-se de passagem – resume-se assim, em Piracicaba, a um jogo de empatias e reacionarismo a partir do qual o ato supremo do voto converte-se em um “coleguismo” apaixonado, ignorante e inconsequente. Nada muda, nunca. Nem os problemas nem os eleitos – e esse é o jogo velado que domina a política partidária de nossa terra. Afinal, há décadas nossos cidadãos votam praticamente nos mesmos vereadores – em detrimento de aumentos absurdos de salários e falta de projetos e soluções eficazes para as questões pontuais que urgem ser solucionadas.
 No que diz respeito ao legislativo é imperativo que os piracicabanos se calem daqui para diante. Não há, agora, do que reclamar. O instante mágico do voto foi subvertido num apadrinhamento continuista e bairrista. Votou o piracicabano pela manutenção do que ad eternun  se estabelece por aqui. Não há novidades (nem mesmo a eleição do transexual “Madalena” pode ser considerada uma novidade se pensada pelo viés do partidarismo pautado na empatia da qual aqui falamos). Por isso, por mais quatro anos o piracicabano está proibido de atirar sobre o legislativo qualquer injúria ou reclamação – afinal, o povo conhece muito bem quem ele elegeu. Por mais quatro anos, então, não pode o piracicabano atirar sobre seus eleitos a primeira pedra – sob a pena de serem os nossos conterrâneos justa e devidamente chamados de atrasados e achacados com batatas

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Ode a um Edil



Lídia Sendin

Não sei por onde passeia
Sua mente desarvorada.
Os mares que ela campeia
Nos levam ao rumo do nada.

Palavras ditas ao vento
Não formam uma razão,
Não criam um pensamento,
Não têm ideia ou noção.

No seu discurso vazio
Nem o vácuo se sustenta.
Sem ar, sem quente, sem frio,
Sem uma platéia atenta.

Melhor não ver nem ouvir.
Deixar os sentidos surdos,
Pra não ter que engolir
Você e seus absurdos!

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

SANTO DA PAZ



Poeta Lino Vitti

De irmão chamava ao passarinho arisco,
De irmã chamava a besta cavalar.
E ele era santo, ele era São Francisco,
Aves e feras tinha para amar.

A riqueza para ele – apenas cisco –,
O mundo – um triste e exótico lugar.
E aspirava reunir, num grande aprisco,
O Céu e a Terra e  o Deserto e o Mar.

Nesse amor envolvia o mundo inteiro,
Da luz da caridade, o alto cruzeiro,
- Caminho eterno da felicidade.

Nosso irmão São Francisco,  o mundo sofre,
Abre do teu  amor o santo cofre,
Cofre da Paz à irmã Humanidade.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Oração à minha moda a São Francisco de Assis



Olivaldo Júnior

Francisco,
dê-me o dom de saber
que meu canto não é vão,
e que dentro do coração
tem mais do que saber,
tem um sopro de oração
que me alivia de saber
que sou só,
que sou só eu,
que somos Deus
e eu.

Francisco,
dê-me o dom de fazer
deste canto a compaixão,
pois é dentro do coração
que a paz há de nascer,
paz de um novo ribeirão
que me anuncia com prazer
que sou são,
que sou rio,
que somos rios.

Francisco,
dê-me o céu de quem crê
que seu canto não é não,
e que dentro do coração
tem mais do que por quê,
tem um coro em comunhão
que me inebria de você,
que é Francisco,
que é de Assis,
que assume o risco
em Deus

terça-feira, 2 de outubro de 2012