As reuniões do Grupo Oficina Literária de Piracicaba são realizadas sempre na primeira quarta-feira do mês, na Biblioteca Municipal das 19h30 às 21h30

SEGUIDORES

MEMBROS DO GOLP

MEMBROS DO GOLP
FOTO DE ALGUNS MEMBROS DO GOLP

GOLP

GOLP
Com o escritor Ignacio Loyola Brandão

GOLP

GOLP
Reunião na Biblioteca

domingo, 14 de abril de 2013

Divulgação do lançamento do livro em Braille

Coluna Social da Gazeta de Piracicaba

Jornal de Piracicaba

Tribuna Piracicabana


Gazeta de Piracicaba
Dando nota

Notícias do Campus da Esalq

Cantinho Literário SOS Rios do Brasil

Jornal de Piracicaba

TRIBUNA PIRACICABANA


sábado, 13 de abril de 2013

AMIGOS



Plinio Montagner

A amizade é um bem maravilhoso. Mas como tudo que é bom custa caro, manter amigos também é uma tarefa que exige cuidados.
É incrível como as pessoas têm dificuldades para expressar seus sentimentos, até para conversar. Não se trata de timidez ou receio, é que não dá tempo mesmo.
Antes do disparo da tecnologia as pessoas conversavam mais, as famílias sentavam à mesa, lutavam junto, percorriam os mesmos caminhos, empregavam os mesmos meios de comunicação.
A tecnologia alterou o comportamento das pessoas que não conseguem mais “conversar com seus botões”, ficando isoladas mentalmente. Estão sempre conectadas. O resultado é que o toque, que já estava meio sumido, agora acabou. Sobrou algum cumprimento seco, discreto, meio sem vontade. Abraçar... nem pensar.
Meu neto chega a minha casa ou a de seus pais e vai direto ao computador. Para uma conversa com seus filhos, logo os pais vão precisar agendar ou fazer “requerimentos”...
Namorar ficou muito estranho. Namorados se “veem” e se “tocam” e se “falam” à distância. Quem tem mais de 50 ou 60, com certeza acha que o jeito antigo era melhor. Aquela época do sofá, do banco do jardim, do fusca, do cinema e da dança de rosto colado.
Voltando ao tema “Amigos”, com o tempo nos acostumamos às particularidades de cada um. Tenho um amigo cuja amizade vai para mais de 40 aos que nunca contou uma piada nem pronunciou um nome feio. Tenho outro, da mesma época, que é bastante extrovertido; não fica um minuto sem contar alguma piada. Lembro-me também de um advogado que gostava de cozinhar. O assunto era receitas. Falava dos pratos que fazia, onde comprava os ingredientes e tal. Falar sempre a mesma coisa, é ou é  cansativo?
Numa reunião de amigos é bom não haver homogeneidade de profissões. É interessante que os grupos sejam formados por pessoas de profissões diferentes. Assim todos aprendem um pouco da especialidade de cada um, educação dos filhos, costumes, agricultura, pecuária, mercado financeiro, música, medicina etc.
Assunto áspero mesmo é doença. Mas não escapa. Quem é que no grupo não fez uma operaçãozinha ou tem alguém da família que não está ou ficou doente?
Amizade sincera e amizade comum são diferentes. Na verdadeira não há sentimento de posse, nem obrigação, nem dominação, por isso o amigo de verdade confia na gente, não há segredos, egoísmo nem inveja.
Agora o tempo encolheu. Bilhões de celulares, máquinas digitais, TV, computadores, internet. Muitas coisas ao mesmo tempo esfriaram o contato humano e reduziram os momentos de isolamento. Isso não é bom para o cérebro que necessita de “férias” para sair da rotina e ter condições de pensar por si.
O homem moderno está sem tempo para reflexões e desenvolver sua personalidade, ter opiniões, se interar ao meio e à sociedade.
Outro ponto importante é que com o tempo percebe-se que quanto menos se tem, menos importante se é, e mais insignificantes são as pessoas, mais fácil será acreditar na sinceridade nos relacionamentos.
Celebridades e ricos sofrem bem isso. Nunca eles sabem se são amados de verdade e se os amigos são verdadeiros.
Qualquer amizade vai bem quando se abre o coração e se afugenta o orgulho. A continuidade de uma amizade depende disso. A humildade é muito mais forte que a arrogância. Brigou? Foi maltratado e humilhado? Por que esperar que o outro puxe conversa?
Uma regra básica num relacionamento é perdoar e pedir perdão, e mais, aceitar a ideia de que quem ama também ofende e maltrata.
Amizade e amor não combinam com egoísmo e interesse. 
Amigos são bens imprescindíveis. Sem eles não existimos. Um amigo sempre oferece seu ombro às nossas aflições.
Daí o ditado: a parte mais importante do corpo é o ombro.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Lançamento do livro em Braille - "Quatro Contos em Quatro Cantos"

Leda Coletti, Ivana Negri e Carmen Pilotto
em matéria de capa da GAZETA DE PIRACICABA

sábado, 6 de abril de 2013

Convite - lançamento de livro


quarta-feira, 3 de abril de 2013

Lançamento do livro infantil em Braille " Quatro Contos em Quatro Cantos"



Leda Coletti, Ivana Negri e Carmen Pilotto

O livro infantil Quatro Contos em Quatro Cantos, que tem como autoras as escritoras Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto, Ivana Maria França de Negri, Leda Coletti e Maria Emília Leitão Medeiros Redi (in memoriam) teve sua primeira edição patrocinada pela empresa MANETONI e foram distribuídos 2000 exemplares.
As ilustrações das histórias foram criadas por Erasmo Spadotto.
Na segunda edição foram impressos mil exemplares com o apoio da  SEMAC ( Secretaria Municipal de Ação  Cultural) e foram distribuídos durante a inauguração da nova Biblioteca Municipal em 2011.
Esta terceira edição, em Braille, editada pelo Instituto Pró-Visão com transcrição teve revisão para o Braille por Carlos Peres e Fabiano Matos da Gráfica PRÓ-BRAILLE - PRÓ-VISÃO (Av. Andromeda, 3061, Bosque dos Eucaliptos São José dos Campos SP), e foi patrocinada pela FEALQ (Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz) .
A diagramação e a editoração eletrônica foram feitas por Rodrigo Roveri, Gráfica Copcentro - São José dos Campos SP
  
                                           http://fealq.org.br/
  

O lançamento da obra em Braille será no dia 12 de abril, no Museu da ESALQ, às 18h. Haverá também uma exposição denominada "Jardim Sensorial"  projetada pelo Acadêmico  João Paulo Sucupira Neves, aluno do sexto ano do curso de agronomia, e contará com a colaboração do Grupo de Paisagismos GEP e do Professor Lindolpho Capellari Jr.
O Jardim Sensorial é composto de ervas aromáticas, sementes, fontes e descritivos em Braille para os convidados.
Também o grupo vocal da ESALQ, regido pela maestrina Cíntia Pinotti, vai se apresentar no evento .

Dorinha Vitti Kennedy, professora de Origami, vai expor alguns trabalhos relacionados  aos personagens do livro para que possam integrar o caminho sensorial.


O livro não será vendido e sim doado às instituições, associações, bibliotecas e afins, que trabalhem com deficientes visuais.
Os interessados em obter um exemplar podem entrar em contato com as autoras.


Ilustrador Erasmo Spadotto


Autoras: Maria Emília Redi (in memoriam), Leda Coletti, Carmen Pilotto e Ivana Negri

Realizando um sonho
Ivana Maria França de Negri

            Todo escritor compara o lançamento de um livro ao nascimento de um filho. E de fato, os dois acontecimentos têm muitas semelhanças.
            Primeiro, vem o desejo de ter um livro publicado. Em seguida, acontece o casamento entre as ideias e as palavras. Tem o tempo da gestação, que é o período  entre o escrever e a publicação. E quando o exemplar está prontinho, vem o ápice da felicidade, que é sentir a textura da capa, o cheiro de papel novo, o prazer de folheá-lo, sorver cada palavra impressa, e a alegria de saber que se pode, enfim, compartilhá-lo com o mundo.
            É assim que me sinto ao ver nosso livro transcrito para o Braille, pronto para que crianças ávidas por conhecimento e portadoras de alguma deficiência visual, possam se encantar com nossas histórias e se emocionar.
            Eu e mais três amigas escritoras: Carmen Pilotto, Leda Coletti e Maria Emília Redi, tivemos há alguns anos, a ideia de escrever um livro de histórias infantis que fosse voltado à conscientização no trato com a natureza, com os animais, que falasse de ecologia, amizade, família,  e trouxesse mensagens positivas, além de figuras para pintar e  quebra-cabeças para as crianças recortarem e montarem.
            Nascia então o Quatro Contos em Quatro Cantos, bancado em sua primeira edição, pela empresa Manetoni e os dois mil exemplares foram distribuído às crianças de várias escolas. O ilustrador das histórias é o artista gráfico Erasmo Spadotto.
A segunda edição teve o apoio da Secretaria Municipal de Ação Cultural, através do Fundo de Apoio à Cultura, e mais mil exemplares foram editados e distribuídos durante a inauguração da nova Biblioteca de Piracicaba.
As quatro historinhas, para crianças de todas as idades, têm como temática a poluição do ar e dos rios, devastamento das florestas e uma delas ainda conta a história de um dragão moderno que fala internetês e convoca, através do Facebook, dragões do mundo inteiro para uma conferência para salvar o planeta.
Agora o nosso sonho de ver esse livro transcrito para o Braille acaba de se realizar, patrocinado pela FEALQ – Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz.
Maria Emília Redi partiu precocemente para outro plano, mas certamente, de onde estiver, deve estar muito feliz com essa edição e por saber que sua historinha continua viva e vai alegrar muitas crianças com necessidades especiais.
O lançamento do livro, no próximo dia 12 de abril no Museu Luiz de Queiroz, contará com a apresentação do Coral Luiz de Queiroz, regido pela maestrina Cíntia Pinotti, sendo o repertório, o mesmo que foi tocado recentemente em Coimbra, Portugal.
Um Jardim Sensorial será montado para que as pessoas sintam texturas e aromas, projeto idealizado pelo acadêmico de agronomia  João Paulo Sucupira Neves. E também Dorinha Vitti Kennedy, professora de Origami, preparou uma bela exposição  com personagens das histórias
O livro não será vendido e sim doado às instituições, bibliotecas, entidades e pessoas que trabalhem com deficientes visuais.  E para obter um exemplar, é só entrar em contato com as autoras.


segunda-feira, 1 de abril de 2013

Prêmio



Com a poesia "infantilidade" Newman Ribeiro Simões teve seu poema selecionado no V PRÊMIO CANON DE POESIA da Editora Scortecci

Foram selecionados pela Comissão Julgadora (Izacyl Guimarães Ferreira, Maria Esther Mendes Perfetti, Betty Vidigal e João Scortecci), 50 Poesias de 50 Autores que terão seus trabalhos publicados na Antologia Poética do V Prêmio Literário Canon de Poesia 2012, conforme regras do regulamento.
Lançamento da Antologia com os 50 Autores Vencedores do V Prêmio Canon de Poesia 2012
Dia 6 de Abril de 2013, sábado, às 10h00
no Museu da Língua Portuguesa, São Paulo, SP.


infantilidade
(para Manoel de Barros)
Newman Ribeiro Simões

Minhas desequilibradas palavras
são o luxo do meu silêncio.
                                   (Clarice Lispector)

palárvores
balançam ao vento
e cumprem a impermanência
de não serem elas mesmas
apoemando-se
metaforadamente.

aguando desertos
passarando árvores
pedrando córregos limpos
arvorando ruas
barulhando silêncios
florando securas dessa mina de afetos
doçando o sal que abrasa mares
aforando de interiores escuros,
solarando tristezas
domingando quaresmas
argilando sonhos
sapando brejos
pirilampando espaços desluados
vidrando transparências
marmorando seixos
janelando paisagens pálidas
granitando silêncios
            num pacto com a mudez
carinhando carícias
noitando tardes que não querem
 deixar o dia
parindo sonhos de sonos apertados
            entre cansadas vias.

vou arquitetando passos
(sem entregar minha vida
ao passante tempo)
e metaforando olhares,
 por esta
infantilente.

domingo, 31 de março de 2013

LENDA URBANA



Lídia Sendin

Nos bons tempos de outrora, nas tardes tépidas e tranquilas, quando nossas avós colocavam suas cadeiras nas calçadas e ficavam jogando conversa fora enquanto olhavam as crianças brincarem na sossegada rua do bairro, o assunto predileto sempre rondava o inusitado e o impossível.

Parecia que a todos agradava supervalorizar boatos que jamais eram provados e nunca se tornavam fatos. O certo é que essas rodas vespertinas foram responsáveis por muitas lendas urbanas que ora compõem o imaginário popular.

Hoje, não temos mais esses encontros, cada um zela por sua privacidade e sossego, porém não ficamos menos boateiros que nossas avós. Se não temos rodinhas na calçada, temos a internet, que é responsável por muitas lendas urbanas que vão ganhando adeptos, adendos e nuances diferentes a cada e-mail repassado. E dos benefícios da água oxigenada aos perigos do uso do cartão de crédito em postos de gasolina, tudo se multiplica aos milhares e ganha facilmente do prosaico boca a boca de outrora.

Do inofensivo “quem conta um conto aumenta um ponto”, que virava folclore e era usado para ameaçar crianças desobedientes, ganhamos hoje, junto com as lendas que entopem nossos e-mails, a real possibilidade de um perigoso vírus virtual.

sexta-feira, 29 de março de 2013

SEMANA SANTA: TEMPO DE ORAÇÃO, LEMBRANÇAS E SAUDADES


Adenize Maria Costa

Infelizmente há crianças que desconhecem o significado da Semana Santa. Não sei o que é pior porque a Páscoa é associada ao coelhinho que traz um ovo, dois ovos, três ovos assim! Dia desses no ônibus ouvi uma criança já grandinha, de uns oito anos, conversando com a mãe e dizendo que a Páscoa é o dia da festa do chocolate...
Quanta diferença dos meus tempos de criança! Já começava na quarta-feira de cinzas, havia um recolhimento maior, talvez até um respeito maior. Lembro-me que nesse tempo de penitência não podia ouvir rádio, não podia cantar e nem dançar. As quartas e sextas-feiras rezávamos a via sacra na igreja, eram entoados aqueles hinos tristes. As mulheres casadas usavam véu preto sobre as cabeças, as moças solteiras usavam véu branco. Íamos a pé, nós crianças sempre de mão dada com um adulto, para não ir fazendo troça pelo caminho, nada de gritaria, nada de correria, e nós respeitávamos sem muitos questionamentos porque os mais velhos eram muito mais sábios do que nós...
Quando começava a semana da Paixão do Nosso Senhor começava já os preparativos para a sexta-feira santa ou sexta-feira maior, como alguns diziam na época. Os afazeres domésticos eram permitidos até na quarta-feira. Muitas fornadas de pão fazido ( pão caseiro) eram assadas nesse dia, as vezes também broa de milho, a vizinhança sabia que alguém ia acender o forno de barro já ia tratando de preparar a massa de pão para aproveitar o calor do forno. Quinta feira também era santa, o máximo que era permitido nesse dia era fazer a paçoca de amendoim, tradição na minha família até os dias de hoje. Naquela época o amendoim era socado num pilão de madeira, junto com farinha de milho e açúcar. Por ser dia santo os homens estavam em casa, então se revezavam no pilão, às mulheres cabia a função de torrar e limpar o amendoim e durante o feitio da paçoca ir peneirando e separando os piruás, que voltariam ao pilão para serem socados novamente.
À tardinha depois de tomar banho de bacia, de lavar os cabelos e enxaguá-los com chá de sapê, sentava na varanda e minha avó fazia tranças no meu cabelo, na sexta-feira santa não era permitido nem pentear os cabelos... Todo mundo jejuava pelo menos até três horas da tarde. Quem sentisse fome tinha que comer uma lasca de pão fazido, paçoca com café, ou paçoca com banana . A noite tinha procissão. Eu chorava tanto de pensar em Nossa Senhora com uma espada atravessada no peito, eu achava que ela tinha morrido no mesmo dia que Jesus morreu... No Sábado de Aleluia o Padre Henrique vinha celebrar a Missa da Páscoa, quando a missa terminava os homens soltavam alguns rojões e depois tinha baile na tuia. Com um pouco mais de idade eu e minhas amigas íamos ao baile ia para acompanhar as moças porque elas não podiam ficar sozinhas, moça de família não podia andar sozinha. Logo batia o sono e a vontade de ir embora, às vezes voltava pra casa tomando uns beliscões nos braços porque minha prima tinha que voltar pra me levar.
No Domingo de Páscoa comemorávamos a ressurreição de Jesus com toda a pompa e circunstancia que nos era permitida: é claro que não tinha ovos de chocolate, muito de vez em quando a gente ganhava um chocolate que chamava Kicôco que é primo-irmão do Prestígio. Mas a alegria do Domingo de Páscoa estava no almoço junto com os vizinhos, um garrafão de vinho sangue de boi, fazia a alegria da mulherada. A mesa era farta, graças a Deus, porque tinha quase tudo no quintal das casas: leitoa assada, pernil e frango assado, uma bacia de macarronada. Um disco do Renato e seus Blue Caps tocando na sonata, uma grande mesa sendo montada e a alegria de estar todo mundo junto. Pra mim Semana Santa significava isso: solidariedade e união. Havia solidariedade na tristeza e também na alegria. O silêncio significava o respeito pelo tempo santo e a simplicidade na partilha do pouco que a gente tinha santificava a nossa união.
Hoje muita coisa mudou mas a gente não desiste! Continuamos tentando ensinar nossas crianças os valores e os significados desse Tempo Santo, em tempos de processador, hoje é quinta-feira santa, e a paçoca já está pronta lá em casa!

quinta-feira, 28 de março de 2013

AGRADECER



Daniela Daragoni Alves

Não quero pedir nada agora
Somente agradecer
Agradecer pelas coisas que tem acontecido
Coisas que me fizeram melhorar e crescer.

Coisas boas, coisas ruins...não importa
Quero agradecer por todas elas
Cada uma me ensinou a ser melhor do que sou
E o que vale é o aprendizado e não as sequelas.

Não quero cobrar, nem reclamar
Apenas dobrar meus joelhos e pedir perdão
Se por algum momento eu demorei pra enxergar
O que o senhor queria pro meu coração.

Quero apagar todas as dores
Que senti e ainda sinto quando lembro de decepções que sofri
Quero lembrar dos bons momentos, dos amigos de verdade, da alegria dos meus cães quando chego em casa
Quero lembrar só de coisas que me fazem e que me fizeram sorrir.

Obrigada Pai
Obrigada por tantas lições que me deu mesmo sem eu pedir
Pois julgou que eu precisava delas, e o senhor tinha razão...
Pois foram essenciais pra que eu pudesse seguir
E ser feliz!

quarta-feira, 27 de março de 2013

Calou-se a Grande Voz



Myria Machado Botelho

            Emílio Santiago pertence a uma geração de grandes compositores e intérpretes que marcaram a segunda metade do século passado e constituiu, sem dúvida nenhuma,  o tempo áureo e brilhante da música popular brasileira.Nomes que se tornaram legendas da arte musical, quer como criadores, quer como cantores e formadores de conjuntos.São tantos os nomes, autores de choros, sambas e melodias inesquecíveis que, inspirados pelo grande Pixinguinha, com quem alguns ainda fizeram parcerias como Tom Jobim  e Baden Powel, o mago do violão;  Caetano e Gil, Vinicius e Toquinho, Elis Regina, Eliseth Cardoso, Orlando Silva, Sylvio Caldas, Dorival Caymi e tantos outros,dignos todos eles de menções e comentários.   
             Nascido em 6/12/1946 no Rio de Janeiro, o menino pobre que trabalhou desde os 13 anos, estudou direito e foi ali mesmo na faculdade que seus colegas, conhecendo seu potencial, o inscreveram à  revelia, para um festival de canto e composição em que logrou classificar as duas músicas e ganhou o prêmio de melhor intérprete.Também à época, em 1970, graças ao apresentador de TV, Flávio Cavalcanti, que fazia um programa famoso denominado “A grande Chance”  que sua voz se tornou mais conhecida , ao defender no Teatro Municipal do Rio, a música de Altamiro Carrilho “Chiclete com Banana”.
            O talento precoce e natural para cantar, auxiliado pelo timbre inconfundível, de apuradíssima afinação e modulação, tornaram-no conhecido em pouco tempo, numa época em que se distinguiam os verdadeiros valores, levando-o a fazer da voz seu principal instrumento.Dedicou-se à carreira, gravou centenas de discos e conquistou  seu devido lugar como um dos maiores intérpretes de nossa música.
            Elegante, culto e educado, modesto sobretudo, como o devem ser aqueles que conquistam seu espaço  graças ao empenho  e ao valor, Emílio destacou-se e deixou-nos  interpretações  maravilhosas que ajudaram a sonhar e dulcificaram inúmeros de nossos momentos. Impossível esquecer a ternura e o encanto da voz melodiosa em composições como “As rosas não falam”,” Guacyra”, “Brigas”, “Só danço samba”, “Falaram tanto de você”,” Copacabana”,”Viver”, “ É bonita “...  Arte, beleza e paixão que nos deixam enorme saudade e, certamente, vão prevalecer e permanecer entre a soma dos maiores artistas e intérpretes brasileiros!

segunda-feira, 25 de março de 2013

Lançamento da revista do IHGP

Numa noite agradável, nas dependências da Biblioteca Municipal, o Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba lançou a revista de número 19, servindo em seguida delicioso coquetel aos presentes
Composição da mesa: Orlando Guimaro Júnior, Luiz Antonio Balaminut, o presidente do IHGP Vitor Pires Vencovsky  e a diretora da biblioteca Rosana Oriani 
Toshio Icizuca apresentando o livro
Newman Ribeiro Simões, Rubens Braga,  Rodrigo Reis, Cassio Negri
Integrantes do IHGP e convidados

Vitor Pires Vencovsky, Elias Salum, Luiz Antonio Balaminut e Geraldo Claret de Mello Ayres

Valdiza Maria Caprânico e Ivana Maria França de Negri





domingo, 24 de março de 2013

PÁSCOA, CRISTO, CHOCOLATE e COELHO

Maria de Fátima Rodrigues


Quem foi aquele
de longos cabelos,
descendente dos essênios
Uma seita tão secreta
existente há milênios ...
Um judeu nazareno,
seu voto era
o da perfeita pureza
da abstinência e castidade...
e por isso mesmo
tantas vezes desmascarou
os fariseus e suas maldades.

Quem foi aquele
Que refletia nos olhos a simplicidade
E proferia eternas verdades...
da alma e do “espírito que vivifica”
não das aparências
e das palavras que matam.

Quem foi aquele
que desafiou os escribas ...
orgulhosos secretários dos reis de Judá
doutores se achavam das leis de Moisés.
Aquele que ousou enfrentá-los
nas Sinagogas
e apesar de tão jovem,
menos da metade de suas idades,
o fez tão brilhantemente
e com tanta autoridade!

Aquele foi um verdadeiro Homem
de nome Jesus
com a energia de “Cristus”,
a “Grande Luz”.

E é por causa desse Homem,
temido pelos samaritanos e saduceus
e tão amado pelos defensores
da LEI de Deus,
que comemoramos a “Paschoa”.
Antigamente uma festa anual dos hebreus,
em memória de sua saída do Egito ...
E hoje nossa Páscoa
está escrito,
é em memória de um rei!

O rei de uma história
de FÉ, AMOR, LUZ e LIBERDADE.
Uma comunhão coletiva
de nossa própria identidade!

Mas ... existe outra versão desta festa,
dos filhos desta geração...
Pergunte a uma criança
o que é a Páscoa ?
Ela responderá a você:
- Tem gosto de chocolate
   Que pode ser Garoto, Lacta ou Nestlé...
- Tem cara de coelho...
   de pelos cinzas ou branquinhos,
   de olhos pretos ou bem... vermelhinhos!


sexta-feira, 22 de março de 2013

Amar você (em Cristo)...



Raphaela da Costa Jardim Mendonça 
(Senhor, obrigada por me permitir comemorar ao lado do meu esposo mais um aniversário)

Hoje procuro amar você
De modo a agradar o Senhor
Não pra minha ou pra sua satisfação ou vaidade
Nem pra suprir quaisquer necessidades.

Busco agir segundo a vontade de Deus
Em cada área da minha vida, mesmo que não com perfeição
Quase termos perdido um ao outro
Me fez aprender essa lição.

Quando o Senhor diz pra que O amemos acima de todas as coisas
Devemos acreditar
Pois o mesmo Deus que nos dá
Tem poder pra tirar.

A provação tem me possibilitado viver I Coríntios 13:7:
“Quem ama nunca desiste, porém suporta tudo com fé, paciência e esperança”
Para isso é preciso confiar no Senhor
Como em relação ao seu pai age uma criança.
                       
Ainda aprendi com tudo o que o Senhor tem permitido nos acontecer
Antes de qualquer coisa e diante de qualquer situação
A agradecer, e isso a cada manhã
Se um dia primeiro o amei como mulher e agia em função desse modo de amar
Hoje primeiro o amo como irmã...

quarta-feira, 20 de março de 2013

1918... 1939



Ana Marly de Oliveira Jacobino
                                                                                                                           
Pétalas ao vento
Soltas como seres alados
Divagam o futuro no presente,
Cruento no farfalhar do calendário
Lúdico ou não...
Homens apagam os vestígios,
Das guerras entre as nações
Rosas despetaladas
Vermelho sangue.
Canhão e fuzil dão o tom
Morteiro.