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Com o escritor Ignacio Loyola Brandão
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Reunião na Biblioteca
sábado, 31 de março de 2012
sexta-feira, 30 de março de 2012
CRUCIFICAÇÃO - Leda Coletti
Há muitos tipos de crucificação, que podem levar desde a molestação, até à morte. Cristo passou pelos dois. Nós mortais comuns, também temos as nossas cruzes e até reclamamos muito do peso e tamanho delas.
Se formos fazer um retrospecto da origem dos povos, nos deparamos com histórias que já demonstravam marginalização, exclusão a grupos sociais, religiosos, as quais geram cruzes de ordem imaterial, mas também material aos seus membros. Ambas provocam sofrimentos muitas vezes doloridos, quer físicos, quer psíquicos. No Brasil isso aconteceu com os imigrantes europeus, africanos, orientais.
Os males se tornaram mais acentuados, pois existiu o preconceito. Não existe pessoa que não o tenha; parece até ser inerente às pessoas. Sabemos contudo, que ele é fruto dos nossos relacionamentos. Geralmente começa na família e se propaga nos diferentes grupos em que vivemos.
Quem já não foi vítima de um ou mais deles? Também quantas vezes não discriminamos e apresentamos justificativas desses comportamentos preconceituosos?
E à medida que somos vítimas, vamos nos isolando, tentando, ou melhor, desejando que a cruz seja menor e mais leve. O aparecimento de barreiras nos abate na caminhada .Se a diminuímos por nossa conta, corremos o risco de não avançarmos na mesma. Li um texto na internet, com ilustrações de vários homens carregando cada um a sua cruz de madeira. No início eram todas quase iguais. Mas um deles lastimou sua sorte e pediu para Deus que diminuísse seu peso e tamanho, no que foi atendido. Mas qual não foi sua tristeza, quando precisou ultrapassar um precipício e não conseguiu. Seus colegas usaram as suas, com tamanhos suficientes para servirem de pontes para o outro lado; ele não pôde fazer o mesmo, pois faltavam alguns metros necessários para a travessia.
Por esta razão, se sonhamos com um final feliz, não recusemos nossa cruz; ao contrário procuremos abraçá-la e cumpri-la como ela se nos apresenta, com perseverança e apoiados na graça divina, pois só assim cresceremos como seres humanos, tendo em vista nos tornarmos cada vez melhores e imitadores de Cristo.
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Texto de Leda Coletti
quinta-feira, 29 de março de 2012
PIRULITOS ZORRO
Ana Marly de O. Jacobino
Papai trazia sempre, dois pirulitos, “Zorro” no bolso da calça, um tesouro para o nosso paladar, enquanto, o lambíamos devagar para durar mais tempo, meu pai começava a contar histórias do mascarado de capa e espada...
O pirulito era de caramelo e grudava nos dentes a gente precisava fazer malabarismo com a língua para desgrudá-lo. Depois de muitas “linguadas” percebíamos que, ele, apenas estava grudado em outro molar. O sufoco recomeçava. Gruda daqui, desgruda de lá...
“E o sargento Garcia ao perseguir o Zorro por entre as árvores bateu a cara em uma delas e caiu do cavalo... O justiceiro de capa e espada conseguiu fugir mais uma vez!”
Minha irmã sentada ao meu lado também fazia ginástica bucal para desgrudar a bolota de massa de caramelo dentre os dentes, um sufoco delicioso este que passávamos chupando pirulito e ouvindo as narrativas do nosso pai.
Você pode pensar: qual seria o motivo de não desgrudar a tal massa adocicada com as pontas dos dedos...? Caro Leitor, eram outros tempos em que mesmo sendo pobres, valia a lei dos bons costumes, afinal, era proibido por as mãos na boca na frente de outras pessoas, mesmo que estas pessoas fossem seu pai e sua irmã, isto seria uma tremenda falta de etiqueta...Coisas de adultos... Saudades do pirulito “Zorro”! Saudades de papai! Saudade do Zorro, o alter-ego de Don Diego De La Vega !? Ah! Este, vez ou outra, está aprontando das suas na televisão na série estrelada pelo ator Guy Williams, e, nas telonas do cinema as suas aventuras levam o ator espanhol Antonio Banderas se transformar em Zorro. Que belo Zorro esses atores são!
“Trimtilimtlilimtrim...” Um dos espadachins cai ao chão com a bunda pra cima e na sua calça azul marinho podemos vizualizar a marca do Zorro:
Z
quarta-feira, 28 de março de 2012
Microconto
Marcelo Oriani
Quando o coração da gente se enche de saudades, ele transborda para que ela possa escorrer pelos olhos.
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Microcontos
segunda-feira, 26 de março de 2012
Os três nomes do gato (*)
Lázaro Barreto
Dar nome aos gatos não é tarefa fácil nem fútil. Muitas vezes quando digo que o gato deve ter TRÊS NOMES DIFERENTES, olham-me de novo, julgam-me biruta.
Mas assim é, por mais que estranhem e gozem. Primeiro o nome corrente, de uso da família, que pode ser Poetinha, Alípio ou Conceição.
Depois o escolhido de pessoas refinadas (extravagantes ou mesmo sóbrias), como Menelau, Polonaise ou Pixinguinha. Por último o mais íntimo e solitário, que ele mais necessita para manter o orgulho e esticar os bigodes, enrodilhar-se na cadeira ou pular o muro como num voo - e que pode ser Diadorim, Caracóia ou Ana Lívia Plurabelle, que nenhum outro gato deste mundo ostenta.
Mas além desses e acima de tudo e de todos, há um nome especial de sua preferência e esse ninguém sabe e nunca saberá.
É o nome que nenhuma pesquisa humana pode descobrir e que só o próprio gato sabe, mas que nunca dirá a ninguém.
Assim, quando vir um gato em profunda meditação, os olhos abertos e cegos, as unhas em inocente repouso, saiba que a razão é sempre a mesma: sua mente está ocupada na contemplação de seu misterioso e inescrutável e singular NOME.
(*) Paráfrase de Um Poema de T. S. Eliot).
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Escritores amigos - Lázaro Barreto
sábado, 24 de março de 2012
quarta-feira, 21 de março de 2012
CIO DAS ÁGUAS
Ivana Maria França de Negri
Espumosas águas canoras
chacoalham nos leitos dos rios
Roçam pedras, descem montes,
escorrem lânguidas, sedutoras
Águas brumosas
jorram de fontes airosas
matam a sede voraz
inundam a paisagem de paz
Cachoeiras sedosas
leves e silenciosas
despencam borbulhantes
Romance ardente
paixão crescente
do rio que se une ao mar
Profundos poços
de águas esverdeadas,
limbosas, escuras
mas sempre puras
Doce saliva do rio
que lambe a terra
num longo beijo molhado
É a maneira das águas,
de amar...
terça-feira, 20 de março de 2012
QUARTO MINGUANTE
Carmen M.S.F.Pilotto
(miniconto)
Dizem que as energias lunares trazem algo de malévolo. Observo o meio círculo no céu que banha a cidade de luz indireta ao som de um luzidio gato preto miando longamente. Ao fundo, uma sirene faz dueto insistindo em revelar qualquer delito. Ruídos e imagens de uma rotina urbana, cujos personagens contam histórias de desacertos. Um raio espreita pela janela mais um insone perdido em meio a uma triste madrugada de abril...
(miniconto)
Dizem que as energias lunares trazem algo de malévolo. Observo o meio círculo no céu que banha a cidade de luz indireta ao som de um luzidio gato preto miando longamente. Ao fundo, uma sirene faz dueto insistindo em revelar qualquer delito. Ruídos e imagens de uma rotina urbana, cujos personagens contam histórias de desacertos. Um raio espreita pela janela mais um insone perdido em meio a uma triste madrugada de abril...
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Minicontos - Carmen Pilotto
domingo, 18 de março de 2012
POESIA AO VENTO
| Professora Terezinha Malta e Irineu Volpato |
Terezinha S. Malta, de Rio Claro, professora aposentada de Literatura e autora de diversos livros e também de livros didáticos infantis, promoveu um debate juntamente com Irineu Volpato sobre os 90 anos da Semana de Arte Moderna de 1922 no SESC durante o Poesia ao Vento.
| (foto by Ana Clara) |
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Poesia ao Vento
sábado, 17 de março de 2012
sexta-feira, 16 de março de 2012
CONTEMPLAÇÃO
![]() |
| José Gonçalves Pereira Neto |
( poema baseado em versos de Irineu Volpato)
Amo as almas crianças desses corgos
que perseguem virgemente seus caminhos
riozinhos despenteados, murmurantes,
desesperada e velozmente seguindo
sem nem saber onde vão indo...
Igual a eles, quero conformar-me à realidade
Torná-la pouco mais do que imperfeita
Nesse pouco que estivermos por aqui.
Preocupar-nos por que prá onde vamos
Se quando a vida nos largar já nem mais somos?!
Às vezes, como riachos que congelam,
a vida nos devolve ao nosso dentro
E então já não sobram mais vaidades
Da gente tentar se acontecer.
Aliás, esses regatos,
de tão perdidos rumos,
Só se percebem e viram panorama
Quando se partem em mil gotas brilhantes
E se despencam alegremente pelo abismo.
Quem não almeja, quando a vida despencar-se,
Multiplicar-se em luminares pelo céu
E assim também tornar-se panorama?
DESILUSÃO
Sonia Amaral
Como é difícil amar
Quando somos humilhados.
Como é difícil respeitar
Quando sofremos preconceito.
Como é difícil querer
Quando somos agredidos.
Às vezes não podemos falar
Porque somos impedidos
Pelos entraves da sociedade.
Mas, podemos sim, pedir:
Senhor! Dai- nos a paciência
Para perdoar nosso irmão.
E sabedoria para reconhecer
Quando estamos errados.
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Escritores amigos - Sonia Amaral,
Espaço Poesia - Diversos
quarta-feira, 14 de março de 2012
Comemoração do Dia da Poesia 2012
Tradicional distribuição de poesias no dia 14 de março em vários locais da cidade
Angelica, Maria Helena, Fátima, Elias Jorge, Leda, Ivana e Ruth
Angelica, Maria Helena, Fátima, Elias Jorge, Leda, Ivana e Ruth
As cestas de poemas acabaram rapidamente
Vai uma poesia aí?
Sempre é bom receber uma poesia de presente
Leda Coletti que já havia distribuído poesias na Estação da Paulista, continuou na Galeria BrasilDistribuição de poemas e sorrisos!
Ruth Assunção, poetisa e artista plástica
Maria Helena Bueloni distribuindo suas poesias
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Dia da Poesia
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