As reuniões do Grupo Oficina Literária de Piracicaba são realizadas sempre na primeira quarta-feira do mês, na Biblioteca Municipal das 19h30 às 21h30

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Com o escritor Ignacio Loyola Brandão

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Reunião na Biblioteca

domingo, 5 de novembro de 2023

Lançamento do livro infantil sobre a Lenda do Túmulo do Padre Galvão


Aconteceu na Biblioteca Municipal, no último dia 26 de outubro, o lançamento do 5o livro da coleção Lendas de Piracicaba

Diretora da Biblioteca Melysse Martim, secretário de Cultura Carlos Beltrame Ivana Negri e suas netas ilustradoras
Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba Edson Rontani Junior, Ivana Negri e a vice presidente Valdiza Capranico
Escritora Carmen Pilotto e Ivana Negri falando do Projeto Livro com Pezinhos

Walter, Ana Camilla, Ana Laura e Ana Liz Kantovitz, Ivana e Cassio de Negri

Ivana,Tania, Walter, Ana Camilla, Ana Laura e Ana Liz




Presença dos alunos do 6o ano do Colégio Objetivo que estão trabalhando as lendas de Piracicaba


Bianca Rosenthal e Aracy Duarte Ferrari

A autora com alunos do Colégio Objetivo

Escritores acadêmicos Carmen Pilotto, Elisabete Bortolin, Edson Rontani, Cassio de Negri, Ivana de Negri, Christina Negro, Aracy Ferrari, Valdiza Capranico e Bianca Rosenthal

Ana Liz e Ana Laura
Ivana Negri, Sonia Godoy e Carmen Pilotto
                                                                 Luis Carlos Feres e Ivana Negri
                                    Alunos da Escola Dr. Prudente com a Diretora Christina Negro Silva
Carlos Lordello Beltrame Secretário da Ação Cultural, a autora Ivana Negri e as ilustradoras Ana Laura e Ana Liz
                               Ivana entre Ana Cristina de Mattos Marcondes e Ana Maria de Mattos Hartsema
                                                            Élide contadora de Histórias

                                                Angela Palma diretora do Colégio Objetivo






                                                                Alunos da escola de Educação Infantil










quinta-feira, 26 de outubro de 2023

O TELEFONE



Aracy Duarte Ferrari

Negro, branco,
vermelho ou amarelo?
Cinza...?
Toca... atenção!
Cintila
Quem? O que será?
Convite?
Cumprimentos?
Algum evento?

Boas notícias?
Pensamentos positivos?
Final feliz?
E o telefone toca altíssimo
e... pausadamente:
-- Alô!... Pronto!... Oi!... Diz...

Boas notícias, sejam sempre bem-vindas!
“O quê” e o “como”,
                        como responder?
O silêncio traz a expectativa
de alegria, de viver, de vida.

Terminou o dia... é noite
O telefone não tocou...
Que falta senti! Estou carente,
nos teatros do mundo...
quem vibrou?...

quarta-feira, 18 de outubro de 2023

TERRORISMO DE EXPRESSÃO





                                                                       Pedro Israel Novaes de Almeida

            Em tempos de severo policiamento e velada censura, é normal, e incômoda, a busca de termos e expressões que não deixem a mínima dúvida quanto ao real significado da palavra e intenção do eventual autor.
            A rigor, não existe qualquer diferença em dizer que alguém pertence ao estrato LGBT, ou que é uma bichona ou um sapatão. No atual contexto, só o termo LGBT não soa preconceituoso ou ofensivo, embora os demais possam soar naturais e inofensivos, ao autor.
            Outrora, dizia-se que todos tínhamos responsabilidade pelo que saia de nossa boca, e não pela interpretação causada no ouvido alheio. Ocorre que palavras e expressões, repetidas por gerações, possuem o condão de transmitir preconceitos e depreciações, e é justo que sejam, a qualquer custo, evitadas.
            As palavras possuem significados personalíssimos, ao sabor de vivências, culturas e tradições de cada um. A nós, o termo “preto” soa como uma simples, carinhosa e inofensiva referência, ao contrário de “negro”, nada simples e tampouco inofensivo.
            As piadas foram as maiores vítimas da crescente onda de policiamento e censura de palavras e expressões. Tornaram-se formais, métricas e até sem graça.
            Marchinhas de carnaval tendem a parecer óperas, quase impedidas de expressões do tipo “seu cabelo não nega” , “Maria Sapatão” e “ Olhe a cabeleira do Zezé”.
            Em um contexto de radicalismo ideológico e primarismo conceitual, movido a chavões, um dos subprodutos de nossa crise, até Monteiro Lobato acabou sendo censurado, por escrever que alguém subia na árvore “como uma macaca”. Por pouco o festejado autor não teve os livros apreendidos e reimpressos, com modificações.
            Foram fundados tribunais de exceção, que promovem  cruéis linchamentos de pessoas que teriam dito, em algum tempo, uma ou outra frase infeliz. Muitas vezes, a frase sequer existiu, ou teve seu contexto distorcido.
            Existe, e viceja nas redes sociais, uma espécie de esquizofrenia coletiva, que só agrava a tensão que todos vivemos. Trata-se, em verdade, de um terrorismo de interpretações.
            A crescente radicalização, e a ferocidade das reações, acabam vitimando a espontaneidade natural das pessoas, que tendem a medir palavras, segundo o ambiente onde estejam. Existe uma truculência pouco disfarçada, com predisposição para sentenciar com a pior das interpretações qualquer palavra ou expressão.
            Até a imprensa mudou seu estilo. Hoje, um criminoso confesso, que teve o crime filmado, com milhares de testemunhas, é referido como “suspeito”.
            Hoje, a maldade habita mais o ouvido que a boca.

                                                                                   

quinta-feira, 5 de outubro de 2023

O ESCOTISTA


Paulo Ricardo Sgarbiero

No dia de atividade
Cada seção tem sua função
Pois essa é nossa realidade
Somos parceiros na educação

O escotismo tem seu próprio método
A ser utilizado para as seções
E de lobinho a pioneiro é aplicado
Para formarmos um adulto de boas ações

Para isso podermos aos jovens propiciar
Temos que nos dedicar
E muito temos que aprender
Até IM podermos ser

Chegamos então ao topo da progressão
Mas não pense que paramos não
Porque que aumenta nossa missão
Agora dos adultos cuidamos da formação


quinta-feira, 28 de setembro de 2023

Não carece rimar!




Raquel Delvaje

E não é prosa! É poesia...E não me faltam as rimas,
Deixo-as descansando da fadiga de outras escolas: 
Romantismo, Classicismo e afins.
O amor é o contemporâneo milenar
Para o amor existir, não carece estar perto
e nem carece rimar...
Carece amar!
(Mesmo em rimas pobres)
Ridículo é o amor mais bonito que se possa amar!
Sem pé e sem cabeça,
O amor é sentir o brilho do sol em plena meia noite...
E sorrir...
Até o mundo acabar


quinta-feira, 31 de agosto de 2023

O PAVÃO



 Leda Coletti

 

Antes de ler um pouco sobre mitologia grega, especificamente sobre deuses como Zeus e Hera, não havia prestado tanta atenção nas plumas coloridas do pavão. Não imaginaria que estas cores tão bonitas e que formam um todo colorido e esfuziante seriam explicadas fantasiosamente à luz desses mitos.

Conta a história que Hera, rainha do Olimpo era conhecida como protetora do casamento e da mulher. Zeus seu marido a traia com muitas amantes. Algumas ele as seduzia transformando-se em cisne, como foi o caso de Leda, rainha de Esparta. Já com Ios foi diferente. Hera não se conformando com a traição  a transforma numa vaca e ordena que o monstro Argos tome conta dela noite e dia, por ser dotado de muitos olhos e ter o poder de ficar sempre acordado. Por sua vez Zeus manda Hermes eliminá-lo. Hera fica tão triste com este desfecho, que  em homenagem ao fiel escudeiro, conserva seus olhos enfeitando com eles as plumas de sua ave preferida, o pavão.

O resultado realmente é digno de admiração, pois o pavão quando exibe sua cauda chama a atenção pelo colorido delas, salientadas pelas bolas azuis, “os olhos do dragão”.

Hera com certeza teve o aplauso de muitas deusas da época, que se sentiam traídas pelos deuses, guerreiros, seus companheiros. Revertendo estes episódios para a época atual, muitas mulheres também ficam possessas e alimentam sentimentos de vingança quando traídas.

 De vez em quando a mídia noticia alguns imitadores, como foi o caso daquela mulher  que indignada matou com facadas seu esposo e depois de esquartejar seu corpo, jogou-o   num matagal.

O que um ato movido pela emoção desmesurada pode causar! Oxalá esses comportamentos estranhos e hediondos e que demonstram psicopatias graves não se repitam.

 

terça-feira, 22 de agosto de 2023

Almoço Solitário

 



Shirley Brunelli Crestana

              

O cheiro do café recém coado

esgueira-se pelas dobras da manhã

de leve um beijo

você sai apressado

fica um vazio comprido e nítido

o pó sobre os móveis me acena

o tempo atropela as horas de sol

e passa corroendo minha espera.

Tempero pedaços de saudade

o olhar ansioso atravessa

um milhão de vezes o portão

foge de mim a santa paciência

meio-dia você telefona, não vem

sozinha vou me dar mal

comida sem graça

quarta-feira, 12 de julho de 2023

A liberdade vem da solidão que se faz prisão …

 



                                             Sinesia Gomes Moreira


Quanto mais  passa o tempo, mais tempo me pego a pensar na dimensão da solidão, e na beleza da decepção que por sua vez me destrói por inteira ...

Mas de qualquer forma, é bom para meu processo artístico .

Já que todo artista tem em si uma inspiração, que parte seu coração para se transformar em composição .

E como já dizia Fernando Pessoa , tudo vale a pena se não virar amor vira poema ...

E no final ele tem razão, pois a dor é passageira mas o amor se eterniza nos momentos , por isso ele não é pertencente e sim um pássaro, que se deixa um pouco em tudo que se vê ,

para pelo menos a dor da solidão conseguir resolver.

Pobre pássaro, como pode tentar isso resolver? Sendo que mal sabe o motivo, do porque a solidão está a esse mundo corroer ? Como podes passarinhos, querer libertá-los , se nem tu és livre por inteiro ? Talvez essa seja a solução , e portanto me farei pássaro .

Pois independente onde eu for, procurarei sempre espalhar amor, já que serei um pássaro preso, espalhando liberdade .

- A liberdade vem da solidão que se faz prisão …

domingo, 25 de junho de 2023

Sem palavras...


Olivaldo Júnior
 

Sem palavras, um poeta,
um rapaz que se procura,
mas não acha sua meta,
seu "caminho de ternura".
 
Sem palavras, uma seta,
uma estrada que perdura
para além da linha reta,
bem depois da vida dura.
 
Sem palavras, velho amigo,
que me importa como poucos,
mas ficou de mal comigo.
 
Sem palavras, ficam roucos
meus vocábulos, que digo
sem palavras a outros "loucos".

quarta-feira, 21 de junho de 2023

AVES E ALMAS


(uma brincadeira que fizemos há muitos anos...)
Quartetos de Lino Vitti e tercetos de Ivana Negri

Esperamos que um dia esta gaiola,
onde nossa alma vive aprisionada
e a gente, pouco a pouco, se estiola,
se parta e a alma saia em revoada.

E que o mundo, infeliz e triste bola,
muitas vezes vaidosa e malograda,
role pelo infinito, como rola
a bola por atletas mil, chutada...

A vida vai além desta gaiola,
toda vaidade é vã, não somos nada.
E  chega o dia em que ela se extrapola!

E noss´ alma no fim desta jornada                                         
saltará do corpo como uma mola
 para viver eternal alvorada.       
                                     
Eu vejo o mundo como grande escola,
viver não é nenhum conto de fada
e nem passeio numa barcarola

Termina um dia aqui a nossa estada,
salta do corpo a alma como mola
 rumando ao infinito, burilada.

terça-feira, 13 de junho de 2023

Imaginando a Viagem

 



Lídia Sendin

 

Muito mais do que a viagem

O melhor é esperar por ela,

Arrumar mala e bagagem

E sonhar com a janela.

Esperar num canto sentado,                                                              

Observar quem cochila

No banco de tão cansado

Recostado na mochila

Pelo sono carregado.

 

Gente com cara ansiosa

Num rosto sem expressão

Que esconde receosa

Seu medo do avião.

O viajante atrasado

Cheio de preocupação,

Conferindo com cuidado

O bilhete em sua mão.

 

Gente com medo de enjoo,

E de uma turbulência

Confere a hora do voo,

Perdendo quase a paciência.

Enfim, é nesse ambiente,

Que começam os sonhos meus,

Onde vozes diferentes

No abraço dizem adeus.

sexta-feira, 9 de junho de 2023

MuroArte

 A genial ideia dos irmãos Riani virou realidade no Projeto MuroArte. Alunos, professores, artistas plásticos, escritores, jornalistas, foram convidados a deixar suas mãos impressas nos muros da Escola Dr. Prudente de Moraes e o resultado final ficou uma linda arte. É a segunda fase desse projeto que merece aplausos.
























segunda-feira, 8 de maio de 2023

TODAS EM UMA

Christina A. Negro Silva

 

MÃE SÓ TEM UMA, conforme o ditado popular.

Será? Vamos multiplicar essa afirmativa?

Uma mãe biológica, sim, fato. Alguém que nos doou seu ventre e nos abrigou por nove meses

Uma mãe amorosa que nos nutriu, agasalhou, limpou e educou para a vida.

Uma mãe enérgica que nos fez caminhar no lugar correto, que nos deu conselhos e, muitas vezes, ralhou por causa de nossas atitudes irresponsáveis.

Uma mãe preocupada com nossa saúde, alimentação, bem-estar, amigos, estudos, provendo nosso sustento e vestimentas, cuidando do nosso dia a dia.

Uma mãe confiante em Deus que reza e pede bênçãos e proteção a seus filhos.

Uma mãe...quantas MÃES!

Deixo um desafio para vocês, filhos e filhas, completem a lista de adjetivos para as mamães, porque, conforme a matemática explica: 1x1x1x1x1x1 = 1.

MÃE SÓ TEM UMA, mulher com somatória de qualidades.

Mãe Eterna

 


MÃE  ETERNA

Elda Nympha  Cobra  Silveira

 

Mamãe a senhora está sempre comigo.

Sinto-a muito junto de mim!

Quando calo quando agredida,

Ou sorrindo daquele jeito seu.

Quando orgulhosa ouvia-me cantando...

Ou lendo as receitas do seu caderno,

Com o titulo: Bolo salgado da mamãe.

Já ensinei para filha e netas.

Também quando vejo suas toalhas de crochê.

E... seu olhar carinhoso e sereno.

Ah!  Mamãe, quanto aprendi com a senhora!

Tudo seu está intrínseco em mim.