As reuniões do Grupo Oficina Literária de Piracicaba são realizadas sempre na primeira quarta-feira do mês, na Biblioteca Municipal das 19h30 às 21h30

SEGUIDORES

MEMBROS DO GOLP

MEMBROS DO GOLP
FOTO DE ALGUNS MEMBROS DO GOLP

GOLP

GOLP
Com o escritor Ignacio Loyola Brandão

GOLP

GOLP
Reunião na Biblioteca

sábado, 25 de maio de 2013

VIAJANTES



Elda Nympha Cobra Silveira

Quando atravesso os ares
Ou mesmo singrando mares
Vejo rostos singulares
Que dispersos na neblina,
Lançam sobre mim seus olhares.

Não os tenho mais comigo!
Nem meu coração guarda seus lugares...
Engolfados  dentro do tempo
Ilusório e inclemente,
Nem deixaram marca...
Não os julgo como amigos.

São presenças inacabadas
Transeuntes da mesma estrada.
Por ironia do destino
Só seriamos companheiros
Se...
Numa tragédia, juntos
Fossemos os derradeiros... 

quinta-feira, 23 de maio de 2013

O milagre da visão



                      Leda Coletti

Depois de um longo e tenebroso inverno (na verdade estamos no fim do verão), retorno a escrever, só que em viés. Aliás, nestes últimos quarenta dias  enxergo tudo assim. Estou sem simetria de formas. A responsável dessa situação foi a retina do olho esquerdo que se descolou. Devo ter feito algo que não a agradou e ela se vingou, deixando-me algum tempo totalmente cega deste lado.
Ficar metade na claridade e outra na escuridão foi uma experiência que nunca sonhei; sequer imaginava pudesse acontecer comigo, pois segundo o médico que costumava me consultar periodicamente, era tida como pessoa com visão de qualidade superior. Na verdade só usei óculos no tempo em que fui diretora de escola e precisava ler Diário Oficial, pois as letras eram exageradamente minúsculas.  Fiquei orgulhosa quando após cirurgia de catarata em ambos os olhos, ele me deu atestado que apresentei no exame para renovação de carteira de motorista, onde dizia “dispensada do uso de lentes corretoras.”
 Mas, como se diz popularmente, na vida estamos constantemente aprendendo, estes dias nebulosos, me fizeram enxergar mais do que se utilizasse os dois olhos.
Consegui meditar mais, pois na ausência obrigatória dos exercícios físicos, ouvia  música e sentia o prazer da leveza e tranquilidade do repousar sereno; assistia na tevê programas religiosos, que coincidiram com o período quaresmal e que me levaram a refletir sobre a importância da vida cristã e do quanto mais precisamos para crescer no Amor.
Nas poucas saídas à rua, caminhando em calçamento irregular e com falhas, senti o quão valioso é o apoio físico. Antes sempre o ligava mais ao psicológico, mas agora que necessitei dele para me locomover sem tropeços e em segurança, senti o quanto dependemos uns dos outros. Como pessoa independente e que não gostava de pedir auxílio a ninguém, nestas condições vi como dele precisei, pois fiquei impotente para banho, executar pequenos afazeres domésticos, transportar objetos pesados e outras atividades rotineiras.
Estamos em abril/2013 e  dou graças a Deus por estar com a visão perfeita desde maio/2012. Como me senti feliz e agradecida a ELE ao ver  minha história infantil “O passeio de Joãozinho”, ao lado de outras três, no Livro “Quatro contos em quatro cantos” e “Quatro Cantos em Quatro Contos”, em 1ª edição em 2008, escritas em conjunto com as amigas Carmen Pilotto, Ivana M. França de Negri e M.Emilia  L.M.Redi (em memória), que em 12/04/2013 foi lançado em impressão braille, para dar oportunidade de leitura às crianças que enfrentam no dia a dia esses desafios visuais.
 Foi um momento especial e muito gratificante para mim, pois  após ter passado por uma centelha  dessa experiência entendi melhor como estas pessoas são guerreiras e valorosas, convivendo, lutando e vencendo as trevas.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

TEUS OLHOS...



Maria de Fatima Rodrigues

... amendoados,
distantes,
serenos,
pequenos...

Misteriosos,
silenciosos,
doces.

Na noite,
no momento,
de repente.. num instante
arderam!

terça-feira, 21 de maio de 2013

segunda-feira, 20 de maio de 2013

AS ÁRVORES



Elda Nympha Cobra Silveira

Se pudéssemos ouvir as árvores o que será que elas falariam? No raiar da aurora as luzes do sol filtrando-se nos galhos, em variados tons de verde, marrom e outras nuances de prata e dourado, insistiam em se tornar presentes, e  iam vestindo os troncos  das árvores como se fossem bordados com miçangas e lantejoulas, matizando seus galhos desnudos para a chegada dos animaizinhos, que vinham se  aconchegar  no alto da sua copa, depois de uma noite sono.
Com seu canto os pássaros recepcionavam a aurora que chegava de mansinho. Animais da mata roçavam seus corpos nos troncos das árvores fazendo carinho e recebendo toda energia contida na natureza.
As árvores ficavam estáticas, mas exalavam o perfume de suas flores e os frutos, adocicados e suculentos, e alimentavam a todos os animais.
Quando o sol, passeando pela mata, ficou a pino todos procuravam as sombras benfazejas do arvoredo. Se chovesse ou ventasse a copa servia de guarida contra as intempéries. Se apareciam predadores, de imediato, escalavam o tronco  e se escondiam na ramaria, olhando de soslaio o inimigo iminente. E o dia sempre presente foi passando até chegar a hora noturna para todos que nidificaram e saíram buscando alimentos para seus filhotes, e que voltavam,  à procura de seus ninhos, e também todos que vinham para descansar no regaço dos braços das árvores amigas.
A temperatura foi declinando e despertando em todos  a necessidade de um abrigo. Nos galhos os passarinhos se encolhiam escondendo suas cabecinhas nas asas e os casais aos pares dormiam agarradinhos. A araponga com seu canto estridente emudeceu. A coruja vigiava tudo com seus olhos arregalados e tudo foi silenciando aos poucos, parecendo um lugar desabitado. O orvalho foi caindo e umedecendo as folhas e cada vez mais todo o ambiente esfriava. Ele também queria fazer parte daquela reunião e foi se estendendo por toda a mata aspergindo gota a gota ao salpicar sua garoa.
A lua foi penetrando nas árvores junto com a aragem murmurante, parecendo que embalava em uníssono a ramaria, clareando meigamente nesse lusco-fusco essa dormida. Naquele lugar só existia a paz! A paz que a natureza sabe ter e os homens não sabem. Somos permeados com a natureza, porque fazemos parte  dela, mas nossos atos deixam muito a desejar, quando o ego impera!
 Termino assimilando o exemplo que as árvores querem nos dizer: Fazer o bem, sem olhar a quem, e sentir essa paz.

domingo, 19 de maio de 2013

Convite


LANÇAMENTO DO LIVRO DE POEMAS “SILÊNCIOS”

            No próximo dia 28 de maio ocorrerá o lançamento do livro de poemas “Silêncios” na Biblioteca Municipal “Ricardo Ferraz de Arruda Pinto”. É o terceiro livro de autoria do prof. Newman Ribeiro Simões (anteriormente publicou “A Morte Canta no Canto de um Conto” e poemas no “ilogic@mente”). “Silêncios” – (ensaios brevíssimos para odes mínimas) traz sessenta poemas curtos, todos envolvendo o tema do título. Arte eletrônica abstrata, do próprio autor, ilustra cada poema, reforçando a intenção de despertar imagens que permitem ao leitor a criar sua própria metáfora para sentimentos intraduzíveis por palavras.
Assim, o poema se complementaria no próprio ato de sua leitura.
Nas palavras do autor:
            “Eu nunca pensei que o silêncio pudesse me dizer tanto!..... Afogado em   meio a tantos estímulos sensoriais, como imaginar um silêncio sem luz, sem dor, sem solidão, sem nada?.... silêncio, em si, é cio pronto para se             engravidar de palavras. Sinto que esse silêncio, feito de tempo e luz e        que me habita, crepita feito grito a explodir.”

            Newman Ribeiro Simões, nascido em Pindorama-SP e cidadão piracicabano de coração, é professor de matemática no CLQ - Curso e Colégio, é engenheiro Agrônomo e mestre em Estatística pela ESALQ-USP. Publicou os livros citados, incluindo contos e poemas premiados em concursos literários.
            O lançamento será no dia 28 de maio (terça-feira), às 20h, na Biblioteca Pública Municipal. Os convidados serão recebidos no auditório, onde uma idéia do conteúdo do livro será apresentada numa breve performance teatral com roteiro escrito com base em alguns poemas e com elaboração conjunta por Carlos ABC e Romualdo Sarcedo, além do próprio autor. Para tanto, participação especial dos atores Romualdo Sarcedo, Luciana Felipe; dos músicos Renata e Paulo Bandel; iluminação de Jorge dos Santos e direção de Carlos ABC.

Local: Biblioteca Municipal (R. Saldanha Marinho,333 – centro)
Dia 28 de maio – terça-feira
Horário: 20:00h (no auditório)

Editor: Newman ribeiro Simões
Editoração eletrônica: ELIANE ZAIDAN
Capa: JULIANA MESQUITA
Revisão: CIMARA PEREIRA PRADA
Projeto Gráfico e Arte Eletrônica: Newman

sábado, 18 de maio de 2013

Infância...



As palavras dóceis 
" como você cresceu, minha filha!" das tias avós
desapareceram junto com os sapos,
com as rosquinhas de nata,
com o fim da rua que dava para lugar nenhum...

A sombra no chão




Marisa Bueloni


     Aqui vai uma tímida e pálida teoria humanística para o tempo, este nosso amigo tão bom quanto implacável e invencível. O tempo vai passar, queiramos ou não. Quer façamos o curso, ou tranquemos a matrícula. Mudemos de país ou fiquemos por aqui. Vai passar. Até o horário de verão já passou. E o outono vem aí.
     Quem nunca leu sobre a virtualidade do tempo? Na verdade, nós é que passamos e envelhecemos. Tal a dialética do nascer do sol: a essência e a aparência. Nós dizemos: “o sol nasce a leste e se põe ao oeste”, ou ainda, “tão certo como o sol vai nascer amanhã”. E a ciência destes fenômenos reside no fato de que existe o movimento de rotação da Terra em torno de seu próprio eixo, o que resulta no dia e na noite. No seu giro, ora uma face do planeta está voltada para a luz do sol, ora está no escuro. Na passagem da noite para o dia, dizemos que “o sol nasceu”.
     Bom, mas e o tempo? Se ele passa para nós e para os super-heróis da tevê, para a moda, para os costumes e o comportamento, passa para a Terra também. Tenho algumas teorias que vou construindo ao sabor de humildes reflexões. Não pretendo ter seguidores, como no twitter da vida; apenas ouso apresentar ao leitor a temporal temática do que é real e irreal: o tempo.
     Para uns o tempo é mera questão de lógica. Além do senso comum que, em geral, poucos questionam. Levantam quando o despertador toca, tomam café, vão para o trabalho, almoçam, retornam ao trabalho e no fim do dia voltam para suas casas. Para outros, o tempo é uma realidade palpável, demonstrável, uma equação bem resolvida. E há os que conseguem a superação da rotina diária.
Mas, certamente, para todos nós, o tempo é um elemento vital. Basta ver a linha da sombra no chão. Ela vai avançando, à medida que as horas passam, enquanto a luz solar vai mudando de tom e de posição. Mas há uma outra inspiração acerca deste tempo que vai além da projeção da parte sombreada.
     Estamos imersos na temporalidade de todas as coisas e isso é irreversível. Tente lutar contra. É impossível. Ontem, éramos jovens, nossa pele era firme, a coluna uma fortaleza e a vida uma valsa eterna. Hoje, conhecemos melhor o ferrão da finitude. Sentimos algumas dores pelo corpo, precisamos de uma ajuda cosmética e nossa energia baixou um pouco. O que houve com o tempo e a linha do sol?
     Estamos em órbita. E há tanto a fazer antes que o tempo passe. Uma amiga querida me diz que nós, as viúvas, não podemos perder uma só oportunidade (a parte bela da vida, sabe?). Pois, argumenta ela, “o tempo está passando”.
     Sim, minha doce amiga, o tempo está passando. E não há nada a fazer. Para os viúvos, idosos, casados, solteiros, jovens e crianças. Para todos os que trilham a sua estrada neste planeta, virá um dia após o outro, na imensidão da nossa galáxia, no brilho da estrela Vega. E lá vai o astro-rei, e lá vamos nós e assim será. Ninguém pode perder nenhuma “oportunidade”. Cada um agarre a sua, aperte bem contra o peito e, à noite, antes de dormir, agradeça a Deus, faça uma prece, porque isso é o que conta na vida. Sobretudo, a oportunidade de amar.
     Ah, que o tempo não passe, sem que tenhamos amado o necessário e o suficiente. Que a inexorável marcha dos ponteiros não nos encontre apáticos e insensíveis, quando ainda há tempo para dar e receber amor, todo tipo de amor. Amar pode deter a passagem do tempo: esta é a minha teoria. Abraçar o outro, saber expressar o amor, beijar a barriga da filha que espera um menino, dizer “pai, eu te amo”, “mãe, você é maravilhosa”, fazer um elogio, tudo isso faz parar o tempo.
     Amar não deixa ninguém envelhecer. O amor é o antídoto para a suposta velhice, o elixir milagroso da juventude eterna. O amor é o remédio ideal que combate todas as dores, as do corpo e as da alma. É a grande descoberta para os seres “que passam”. E estamos todos de passagem.
     Na contagem do tempo, o passado de cada um é algo bem íntimo, enraizado nos fundamentos do coração. Quanto eu amei? Quanto me doei? Quanto abracei, beijei e disse “eu amo você”? Quantas vezes eu soube expressar meu amor, minha fé, minha esperança, não apenas para mim, mas principalmente para o outro?
     É este o tempo precioso, inestimável, digno. O tempo que passamos amando, o tempo gasto no amor. A sombra no chão jamais concorrerá com as horas vividas na plenitude do amor.
     As pessoas dizem que vivemos num mundo sem amor. É porque já não vemos mais o amor como ele era antes. E porque a caridade esfriou em muitos corações. Deus Pai, o que faz o amor! Do que ele é capaz! Poucos conhecem sua têmpera, seu domínio, sua soberania! Cuidado quando forem amar. Prudência com os arroubos do afeto. Cuidado com a força do amor...

sexta-feira, 17 de maio de 2013

terça-feira, 14 de maio de 2013

Entrega das Medalhas MMDC

Composição da mesa com várias autoridades presentes
Ivana Negri recebendo a medalha (representando a classe dos escritores piracicabanos)  das mãos do presidente do Núcleo MMDCde São Pedro, junto com Anna Thereza Prado de Almeida, vice- presidente do Núcleo de Piracicaba


Major Adriana e Anna Thereza
Edson Rontani Júnior, presidente do MMDC/32 de Piracicaba

Com a palavra o presidente da Sociedade dos Veteranos de 32-MMDC Coronel Mario Fonseca Ventura
Major e deputado Sergio Olimpio Gomes
Escritoras e membros da Academia Piracicabana de Letras, do GOLP e do CLIP,  Leda Coletti, Carmen Pilotto e Ivana Negri
Historiador e membro da Academia Piracicabana de Letras Cezario de Campos Ferrari recebendo a láurea do presidente da Câmara de Vereadores de Piracicaba, João Manoel dos Santos
Auditório do Armazém da Cultura, na estação da Paulista

A presidente do Museu Histórico Prudente de Moraes, Maria Antonieta Sachs Mendes também laureada
Capitão Silas Romualdo recebendo a medalha de Tarcísio Mascarin

Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba Vitor Pires Vencovsky recebendo  a medalha
Conselheiro Egydio João Tisiani, vice presidente Maria Thereza Prado Almeida e presidente Edson Rontani Júnior
Vereador Pedro Cruz já com sua  medalha e presenteando Edson Rontani Junior com a estatueta do Nhô Quim, personagem criado pelo seu pai, Edson Rontani

Poestisa Ivana Negri lendo o poema de Paulo Bomfim "Os Jovens de 32"



BLOG Voluntários de Piracicaba




segunda-feira, 13 de maio de 2013

TIROS DE GUERRA





                                                           
            Nunca sentimos qualquer atração pela carreira militar, até por faltar-nos os requisitos da obediência e disciplina.
            Como a maioria dos pais, acompanhamos, aos sobressaltos, o alistamento dos filhos, no Serviço Militar Obrigatório, justamente quando do início dos cursinhos pré-vestibular ou de faculdades. A seleção para cumprimento do Serviço tem, para muitos, o vislumbre de danos à carreira estudantil.
            A expectativa e ansiedade dura até a última apresentação, quando é noticiada a dispensa por excesso de contingente ou efetiva incorporação. No período, não faltam boatos de que prefeitos e outros influentes podem indicar nomes à dispensa, o que subverteria a solidez do procedimento e sua própria credibilidade. Grande parte dos custos dos Tiros de Guerra são arcados pelas prefeituras.
            Na verdade, a rotina dos Tiros de Guerra acaba sendo útil a muitos jovens, que podem descobrir algum pendor pela carreira ou frequentar um ambiente de obediência e disciplina, bastante raro hoje em dia. Dizem que os horrores e sofrimentos de outrora ficaram no passado.
            As regras para dispensas e incorporações devem ser claras, evitando o incômodo da expectativa e desconfiança. É direito de todo alistado saber o enquadramento de cada decisão, eis que pública e necessariamente motivada.
            Tarda o Congresso em editar lei que trate do Serviço Civil Alternativo, constitucionalmente previsto, e que teria o condão de aumentar o benefício da prestação e diminuir o stress da ocasião.
            Sentimos, os pais que acompanham os filhos, a penúria que assola as dependências militares, e a mudança no perfil profissional. Militares tratam-nos com urbanidade, enquanto funcionários civis podem tender a hierarquizar os relacionamentos, como se detentores da altas patentes.
            A maioria dos exércitos, outrora mantida como instrumento de guerra, hoje atua como garantidora da paz. Povos desarmados atraem aventureiros os mais diversos.
            Em fases negras da história, alguns exércitos, por legalistas, garantiram regimes espúrios, enquanto outros deixaram de lado a legalidade para fundar ditaduras. Os exércitos, muitos, dedicam-se a cultuar a ciência, a tecnologia, a inteligência estratégica e um conjunto de valores. Possuem estruturas de engenharia, insubstituíveis em algumas regiões, e promovem a integração e socorro a populações distantes.
            No Brasil, os exércitos seguem pouco assistidos, mas legalistas e profissionalizados. A história insiste em creditar-lhes horrores como se a população civil, principalmente policiais e financiadores, não tivesse tido qualquer participação, e como se não houvesse existido uma guerra armada, ideológica. Para evitar uma ditadura, acabaram fundando outra.
            Militares não são clones, e possuem opiniões individuais, como humanos que são. As posturas profissionais são semelhantes, até por dever de ofício, mas cumpre notar que atrás de cada farda reside um cidadão, com direitos e deveres, alegrias e frustrações. Já é tempo de deixarmos de lado os preconceitos ideológicos e passarmos a enxergá-los como auxiliares insubstituíveis, não ameças.
            Não devemos sucumbir ao infantil e irreal sonho de vê-los prendendo corruptos e desnudando teatros políticos enganadores, pois já assistimos tal filme, e sabemos que o final é sempre imprevisto.

domingo, 12 de maio de 2013

Ventre acolhedor




Benedito Daniel Valim
Eu era amado por ela
desde seu ventre acolhedor,
ela era pobre de bens
porém, era rica de amor.
Cada minuto vivido
naquele vivo bercinho ,
ela me alimentava
com seu sangue e carinho.
Mesmo estando no escuro
não tinha medo de nada,
porque a luz daquele anjo
em abstrato iluminava.
Completando nove meses
chegou a hora de nascer,
a dona de amor tão sublime
finalmente eu pude ver.
Era o anjo-mamãe!

A MISSÃO DAS MULHERES E SUA OBRIGAÇÃO EM DAR AO NOSSO MUNDO O RUMO AOS CÉUS



Ruth Carvalho Lima de Assunção

Folclore, aberrações ou verdades inexplicáveis que nos aturdem e nos deixam em permanentes dúvidas, nos levam a considerar que o ser humano, em sua insaciável vivência, só tem acumulado através dos séculos um arsenal de vaidades, onde o poder é o maior dos atributos, que discrimina, enaltece, e joga na vala os destituídos da sorte.
Mas todo este poder aparente vai se desmantelando com a voragem do tempo indeterminável, imune às promessas, juras e saldos bancários.
A mulher, dentro de suas limitações e embargos, desde as cavernas aos dias presentes tem tentado viver duma forma que vá mais honestamente ao encontro de suas diferenças, num olhar mais meigo e generoso, num mundo que poderia ser a antevéspera do paraíso, onde todos amassem a vida
E dentre suas experiências e valores encontrou em si o imensurável e generoso dom da fertilidade, que lhe proporciona o maior dos amores, o amor materno.
A mulher ama ao seu filho sem compromissos, sem obrigações, sem cobranças.
Ama, porque ama, e não poderá haver amor maior, um sentimento que não pede, não exige, não espera recompensa.
E segue pela vida afora seguindo seus passos, orando por ele, aspirando por sua felicidade e inexplicavelmente vivendo suas angústias, acompanhando suas vitórias e fracassos.
Não há neste mundo de diferentes constelações, um ser que mais compreenda o seu filho e por isso mesmo é a ela, mãe, que se deve dar as rédeas da educação, para vivermos em paz e amor.
                                               

sábado, 11 de maio de 2013

O que é ser Mulher



O QUE É SER MULHER
Elda Nympha Cobra Silveira

Homem!
Você germinou e criou vida
No recôndito de um corpo de mulher.
Ao gerar, essa mulher
O acarinhou  em seu regaço
Deu-lhe calma e
Saciou sua fome
Em seu seio generoso.
Norteou seus primeiros passos
Orientou-o a seguir adiante e a
Balbuciar a palavra Mamãe.

Depois, deixando o lar materno,
Encontrou outra  Mulher
Para  cessar sua solidão
E despertar o sentido
Da palavra amor e para,
Através de uma outra mulher,
Saber o significado da palavra Papai.