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quarta-feira, 4 de maio de 2016

Coisas de mãe...


Ivana Maria França de Negri

            Joelho ralado, choro sentido... Um beijo de mãe, e pronto, sarou o machucado!
Medo do escuro, de bicho-papão. Lobos, bruxas, duendes, monstros arrepiantes. A mão da mãe na mãozinha da criança, um abraço apertado, a lágrima seca e a paz retorna.
Relâmpagos, trovões, um temporal anunciando-se. As palavras da mãe acalmam – “filho, a chuva é bem-vinda, as plantinhas precisam dela para viver”. O medo vai embora e o sorriso volta na face rosada.
Febre, tosse, nariz entupido, chiado no peito. O corpinho todo dói. A mãe passa a noite em claro debruçada sobre o leito do filho, aconchegando-se a ele e desejando ardentemente que, por osmose, a febre passe para ela e livre seu pequenino daquele sofrimento.
Primeiro dia na escola. Apreensão, tudo novo e diferente. O adejar de asas necessário ao aprendizado.  A presença materna acalma, aquieta, traz conforto, e o pequenino aceita a nova realidade que fará parte de sua vida.
Tanta maldade no mundo, violência, competição. No regaço materno, o amparo, a segurança, a proteção. Mãe é a âncora, o leme, o porto seguro dos filhos.
Ser mãe é dividir segredos, alegrias, angústias, protagonizar aventuras, acompanhar a lição de casa. Fazer a comida gostosa, o bolo cheiroso, o suco refrescante.
Mãe só é feliz quando vê que o ser que trouxe ao mundo, está feliz. Chora com ele e o ampara nas derrotas e vibra com suas vitórias. Nos jogos de futebol, de basquete, nas apresentações de balé, a mãe é a primeira da fila a incentivar. Mãe é fã de carteirinha dos filhos, a torcedora número um, a tiete da cria. 
Mãe é doçura, maciez, colo quente e aconchegante. Mãe é ternura, carinho e amor. Talvez a forma de amor mais próxima do amor divino, aquele que não cobra nada em troca.
Sou filha, sou mãe, e também avó. Minha filha se preocupa com a filhinha. Eu me preocupo com ela e com a filha dela. Minha mãe se preocupava comigo, com a neta e com a bisneta. Sina de mulher! Não ter sossego...
Mãe é confidente, compreensiva, reza o tempo todo para os anjos e aos espíritos  bondosos para que vigiem seus filhos e os livrem de todo o mal.
Estavam certas minha mãe, minha avó e a mãe de minha avó quando diziam: “quem tem mãe tem tudo!”. Só quem já não a tem sabe o que perdeu...

Ave mulheres, cheias de graça, benditos os frutos de vossos ventres, carnes de vossa carne, sangue de vosso sangue, vidas de vossa vida. Santas mulheres, de filhos gerados na carne ou no coração. Em vós habita a centelha divina, todo o mistério da vida e o segredo do amor.

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