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sábado, 3 de agosto de 2013

Budapeste


Ivana Maria França de Negri

O nome da capital da Hungria, Budapeste, não nos soa muito agradável ao  associarmos a algo ruim: peste, doença. Anteriormente, eram duas cidades com os respectivos nomes de Buda e Peste. Depois da unificação, em 1873, passaram a ser uma só cidade com o nome de Budapeste.
Ao contrario do que se possa pensar, Buda, na língua deles não significa uma divindade e sim água subterrânea, pois a cidade é pródiga em fontes de águas termais. Já Peste, palavra de origem eslava, quer dizer panificar, fazer pão, viver da agricultura.
Portanto, Budapeste significa água e pão – VIDA.
Essa cidade, a maior da Hungria, foi nosso primeiro destino e já de cara começamos a nos familiarizar com sua moeda, o Forint que vale mais ou menos 1 euro, quase três reais. Existem muitos museus, óperas, basílicas, palácios e castelos que recebem centenas de turistas diariamente.
Uma cidade linda, com mais de 2 milhões de habitantes e mais de dois mil  anos de existência, tombada pela UNESCO como patrimônio da humanidade. Em Budapeste foi construída a primeira linha de metrô do continente europeu. O serviço de transporte é excelente e bondinhos coloridos circulam e enfeitam a cidade.
O rio Danúbio, que corta a cidade, é navegável, e o trajeto, passando por inúmeras pontes é maravilhoso, e  muitas delas são bastante antigas.
O Parlamento é um edifício majestoso às margens do Danúbio. Castelos medievais e  igrejas belíssimas compõem um cenário de contos de fadas.
Uma curiosidade: em Budapeste todas as igrejas católicas foram construídas viradas de costas para o Atlântico porque havia a crença de que coisas ruins vinham através dele. Isso, bem antes de saberem da existência das Américas.
Na Igreja Matias foi coroada a famosa rainha Sissi e seu marido Francisco José.
Ao adentrarmos os jardins e aposentos dos palácios, nossa imaginação viaja, podemos sentir como vivia a realeza em tempos que não havia televisão, internet, telefone, nada do que estamos acostumados. Os interesses e costumes eram bem diferentes.
A tília é uma árvore típica desse lado europeu, de copa arredondada, ornamenta parques e jardins. Tem um perfume característico e suas folhas são utilizadas para fazer chá, que segundo a crença local, faz bem para gripes e constipações. Dizem que o mel de flor de tília é excelente e suave.
Aproximadamente um terço dos 250 mil judeus que moravam na cidade morreram durante a ocupação nazista na Segunda Guerra Mundial e monumentos históricos e importantes foram bastante danificados nas operações de guerra. Budapeste  ainda passa por uma revitalização geral, pois tem inúmeras obras em andamento. Os telhados coloridos dão um toque especial na arquitetura milenar.
Uma decepção: o rio Danúbio não é azul como diz a valsa. É cinzento em dias nublados e esverdeado em dias de sol.
Budapeste é uma cidade charmosa, elegante, com muitas atrações musicais e possui restaurantes muito elegantes. A comida é mais ou menos a típica de toda a Europa, com muita batata nos cardápios.
Sempre que viajo, volto com uma saudade louca da nossa dobradinha imbatível: arroz com feijão. E também do nosso café, pois na Europa, o que eles chamam de café é uma água rala e insossa que pouco lembra nosso encorpado e cheiroso cafezinho.


Texto publicado na Gazeta de Piracicaba

Um comentário:

Dirce Ramos de Lima disse...


Parabéns pelas viagens internacionais e aprendizado "in loco".
Aguardamos inumeras inspirações
dessas lembranças.