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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Tempo de Faxina na Alma

Ano Novo, tempo de faxina na alma
Ivana Maria França de Negri




Fim de ano é tempo de limpar a alma. Assim como de vez em quando a gente faz uma limpeza geral na casa, arrasta móveis, esvazia gavetas,  arruma os armários, retira os tapetes, lava os lustres e janelas, sempre é bom faxinar o espírito. E não existe data melhor para fazê-lo do que no final do ano para recomeçar o próximo com ânimo renovado.
E como não sabemos qual será o último ano de nossa jornada por aqui, então é bom caprichar, como se fosse sempre o último.
Para que guardar mágoas, rancores e antipatias que nada trazem de bom além de enferrujar nosso  espírito? E assim como a ferrugem corrói e vai tomando conta de tudo, cultivar maus sentimentos vai corroendo a alma como um câncer que se espalha e fica difícil  conter. Desinfetar a alma de sentimentos ruins faz bem para a própria pessoa e para os que a cercam. Lavar e purificar-se por dentro faz parte da higiene. Não só o corpo precisa ser banhado. O espírito carece de limpezas periódicas. Nada deve ficar guardado por muito tempo, pois embolora, cria mofo e acaba nos aprisionando. É preciso se livrar das teias.
Varrer a tristeza é bem difícil, principalmente quando ela está impregnada nas dobras da alma por causa de pessoas queridas que partiram para outra dimensão. Mas podemos transformar a tristeza em uma saudade gostosa, relembrar as conversas e bons momentos vividos.
É preciso jogar fora a preguiça. Fazer exercícios, movimentar-se, aproveitar bem o tempo pois ele se escoa rapidamente. 
Quando nos damos conta, as crianças cresceram, os adultos envelheceram, os amigos se distanciaram e muitas pessoas queridas já empreenderam a grande viagem.
É hora de utilizar as boas ideias.  De que adianta ter muitas ideias se não as colocamos em prática?
E por último, dar ênfase ao abençoado trabalho. É preciso ocupar as mãos e a mente. Mas também precisamos deixar algumas horas livres para brincar com as crianças, cuidar das plantas e dar atenção aos animais de estimação.  Não é ociosidade ficar às vezes  balançando numa rede e lendo um bom livro. Isso renova as energias para outros trabalhos.
Nada de mau agouro, maus pensamentos, de pessimismo e pressentimentos ruins.
Deixar sempre o coração limpo e a alma livre para receber novos amores, novas amizades, novas experiências. A natureza nos ensina que é preciso desfolhar para florescer, podar para renascer e morrer para viver a verdadeira Vida. Feliz Vida Nova!

Um comentário:

Anônimo disse...


Seu texto foi bálsamo para minha alma!!! Foi como uma brisa suave tocando meu rosto, você me fez respirar profundamente, me senti leve, bem. Uma bela e profunda reflexão, um sopro de vida!!!
Bjs