As reuniões do Grupo Oficina Literária de Piracicaba são realizadas sempre na primeira quarta-feira do mês, na Biblioteca Municipal das 19h30 às 21h30

SEGUIDORES

MEMBROS DO GOLP

MEMBROS DO GOLP
FOTO DE ALGUNS MEMBROS DO GOLP

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Texto publicado na Prosa e Verso em setembro de 2004

A linguagem viva do amor
Ivana Maria França de Negri

Dia destes, conversando com a Rosani Adal, descobrimos nosso lado “animal”. Não se assustem! É um lado muito mais humano do que podem imaginar. Nós “conversamos” com nossos bichos e nos entendemos muito bem. Podem dizer que somos malucas, mas é a mais pura verdade: quando eu chamo minha gatinha Izabella, ela sempre responde com um simpático “prrrrunhauuu”, e a Rosani diz que conversa com seu cão Bijou em mantras caninos e ele a compreende muito bem!
Pensando nesse papo que tivemos, concluí que existe uma linguagem universal que une e iguala todos os seres e que não precisa de palavras escritas, nem faladas, e sai direto de um coração para outro. Acho que é uma espécie de aura, uma energia vibrante, uma chuva de eflúvios benéficos. É quando o gesto fala, os olhos conversam, as mãos discursam e a luz de um sorriso ilumina e aquece.
Como acontece nos filmes que a gente assiste, de ETs e de entes mais evoluídos de outros planetas, onde os seres se comunicam apenas pela transmissão dos pensamentos que saem diretamente do cérebro de um para o de outro. Deve ser assim que as almas, sem os corpos, se comunicam, pois não possuem mais as cordas vocais para produzir sons e nem lábios para pronunciar palavras.
Talvez por sermos poetas, com a sensibilidade muito aguçada, é que nos entendemos com nossos animais de estimação. Sei de pessoas que conversam com plantas e trocam energias vitais com elas que se tornam mais viçosas.
Jovens intensamente enamorados, no auge da paixão, conseguem estar sempre em sintonia com o seu amor, e isso faz com que adivinhem o que o outro está pensando.
Acontece algo parecido com a amizade verdadeira, despida de interesses. Já não aconteceu com vocês, leitores, receber um telefonema de um amigo justamente no momento em que estavam pensando nele? E daí costumamos dizer: “nossa, que coincidência ter ligado! Estava pensando agorinha em você!” Seria mesmo mera coincidência?...
Existe também o elo sagrado entre mãe e filho, que é o tipo de amor mais sublime e que mais se assemelha ao divino. Quando os laços carnais que os unem são desfeitos, e um deles passa para outra dimensão, o que fica consegue sentir ao seu lado a presença amorosa muito forte, quando invoca o seu afeto através da saudade e do amor.
Concluo, então, que a linguagem universal, única e viva que une as almas e irmana todas as criaturas, é a linguagem do amor!

Nenhum comentário: