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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Dia da Vovó

Na casa da vovó pode tudo!
Ivana Maria França de Negri

            De todos os títulos dos quais já fui chamada na vida, nenhum me deu mais prazer e alegria do que ser chamada por minhas netinhas de vovó!
Soa tão doce, vindo de criaturas com jeitinho de anjo que a gente ama muito além da paixão.
E quando a experiência dos anos vividos nos lega a sabedoria do que é realmente importante nesta vida, é preciso aproveitar ao máximo.
Na casa da avó inexiste a palavra “não”. Tudo pode, desde que não seja perigoso. Pode fazer bagunça, espalhar brinquedos, pegar as bijouterias para brincar, pode comer chocolate e acabar com o pote de biscoitos (espero que meus filhos, genro  e nora não leiam esta pequena crônica...)
Mas os netos sabem que na casa da avó podem ficar à vontade e fazer toda estrepolia que quiserem. Os pais, sim, devem estabelecer normas para a educação. Casa dos avós é só para curtir e brincar. Sempre tem chocolates, balas, ovinhos com surpresas dentro e novos brinquedos. Pode ficar de molho na banheira pelo tempo que quiserem. Vovó não fica brava se molharem o chão e deixa até que mexam no computador.
Tão doce, tão gostosa de ouvir, essa palavrinha pequena, sonora, de uma sílaba só: “Vó”!!!

LUIZA
Patricia Neme


A semente do meu ventre
semeou-se em outro ventre...
E o tempo formou Luíza,
razão do meu bem querer.
Teci barcas de esperança,
pus-lhes velas de sonhares
e tracei tantos caminhos
pra com ela, viajar.
Pensei niná-la em meus versos,
quando a lua se achegasse;
com ela, cantar manhãs,
nas horas que clareassem.
Quis mostrar-lhe as filigranas
bordadas pelas aranhas;
e o compasso enfileirado
das formigas, em campanha.
Com ela contar as sendas
demarcadas por estrelas;
e ensinar-lhe as orações,
como aprendi a dizê-las.
Sonhei que meu colo fosse
o abrigo, porto-seguro;
onde ela ouvisse as histórias
do passado e do futuro.
Quis banhá-la com carinho,
vesti-la com meu amor;
ensinar-lhe a ser ternura,
com bichinhos, gente ou flor.
Porém, a mão do destino,
que eu jamais pude entender,
podou a vó que me habita...
E Luíza, não vi crescer.
Se Deus, um dia, permite,
que Luíza eu acalente?
Ou só tristeza e saudade
serão meu pão permanente?
Pequena, onde a vó esteja,
meu coração te reclama;
entende, embora a distância,
a vó te ama... Te ama!


(in TEMPOS)

O QUE É UMA AVÓ...
Maria Cecília Graner Fessel
 

 
Uma avó é um pote doce de mel
Ofertando-se amorosa às abelhinhas
Suave como nuvens ou espumas,
Lembra o antigo lar das criancinhas.
 
Avó é um coração batendo manso
Um colo acolhedor só de ternura
A vigiar dos netos o descanso
Ou sempre atento a cada travessura.
 
Avó tem olhos especiais, brilhantes,
Pois diante dela há vida em esplendor.
Nos ouvidos as frases balbuciantes
São melodias de um compositor.
Uma avó tem mãos só feitas de seda
A curar dores e afagar cachinhos
É de esperança sua vida leda
Ao ver um neto andar com seus pezinhos.
 
Uma avó é água fresca, é calor,
É um fruto maduro a virar semente,
É quem espalha a paz só de contente
É o rejuvenescer do próprio amor!


 
FAZ-DE-CONTA
 Dirce Ramos de Lima



       Como é bom brincar
                  de faz de conta
                   nesta vida tonta
                   onde nada é certo:
                   tudo é talvez!
    Começa com
                   era uma vez
                   e acontecem
                   aventuras e desventuras
                   em palácios e floresta encantadas,
                   bruxas malvadas,
                   reis, príncipes,
                   princesas e fadas,
      para chegar ao tradicional enlace
      onde serão felizes para sempre
      mesmo que,neste mundo louco,
        até o que é eterno
               dure tão pouco.....


2 comentários:

Ivana disse...

Ivana
Que beleza de post!
Uma vez eu li de uma amiga que ser avó é uma emoção diferente de tudo que ela viveu, é algo que mexe com o ser da pessoa, minha irmã também diz isso, e são corujas, assim como você, rsss
Saúde, paz e muita energia para acompanhar os netos, rsss
PARABÉNS VOVÓS!

Dirce Ramos de Lima disse...

Lindo dia! Apesar de inverno, por aqui está um sol radiante e uma brisa suave...
O bom de ser avó e compartilhar dessa maravilhosa companhia é nunca ir dormir sem ouvir uma história diferente.
Com enorme criatividade eles adaptam tudo que ouvem nas escolinhas e me presenteiam. Depois é hora da dramatização: já fui:borboleta,fada,namorada,flor,sereia ceu, sol,lua :até fugi do lobo mau que acabou ficando bonzinho e meu deu beijos e abraços antes da última mamadeira quando resolveu ir dormir...