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sexta-feira, 8 de junho de 2012

TRÂNSITO CAÓTICO*



Ludovico da Silva

Dias passados este o JP publicou matéria a respeito do aumento considerável da frota de veículos que passaram a circular na cidade. Uma notícia que revelou a situação econômica por demais auspiciosa da população piracicabana, que passou a investir em um projeto que vem facilitar a vida dos cidadãos, pois nos dias atuais o automóvel deixou de ser uma manifestação de riqueza e sim de utilidade para aqueles que precisam se dirigir às empresas onde trabalham ou mesmo quando necessário a viagens curtas ou longas, com o objetivo de ganhar tempo e resolver problemas particulares ou, vá lá, em passeios com a família. Até aí tudo bem, porque é um direito que têm para facilitar a vida.
Entretanto, há um pormenor a se considerar em relação ao problema que se transformou o trânsito na cidade. Será que todos os cidadãos que pegam o volante e saem a dirigir estão devidamente preparados à tarefa que os levou a portar a carteira de habilitação? Não parece pelo que se vê no que acontece pelas ruas da cidade, pois uma simples observação pode reunir uma série de irregularidades que compromete melhor fluxo de veículos e denota irresponsabilidade de condutores.
Uma pequena listagem: paradas em faixas proibidas não são novidades, não bastassem aquelas que ocorrem para a descida de passageiros ou mesmo para uma chegada rápida a um estabelecimento de crédito; veículos estacionados sobre calçadas, que prejudicam a vida de pedestres, obrigados a se deslocar até mesmo para o espaço carroçável, correndo o risco de sofrer acidentes; avanços nas sinalizações dos semáforos, não poucas vezes provocando choques de veículos com danos materiais e físicos; ultrapassagens perigosas, sem qualquer respeito àqueles que vão à frente, obrigando estes a manobras arriscadas em defesa de sua integridade física e danos materiais; desconsideração ao direito de terceiros, que dirigem com responsabilidade e cautela e que acabam mesmo ouvindo palavrões e gestos irônicos; desrespeito às sinalizações aéreas e de solo, como se elas não existissem para suas intenções superiores ou maléficas; é inadmissível a ocorrência praticada por não raros motoristas nas esquinas, com as “cortadas” à frente para quem toma o mesmo sentido ou aqueles que seguem em direção reta, obrigando estes a manobras rápidas e arriscadas, com freadas bruscas. E os que abrem a porta dos veículos completamente alheios à movimentação intensa do seu lado? Não se admite que motoristas com um mínimo de competência e responsabilidade cometa tais abusos no trânsito.
Pera aí. Há uma enorme carga de obrigações direcionadas, também, aos pedestres, que deixam de cumprir as mais comezinhas obediências no respeito às leis do trânsito. Não são poucos aqueles que deixam de atravessar nas faixas que lhes são determinadas, preferindo fazê-lo no meio das ruas, da mesma maneira quando os semáforos lhes estão fechados, sem qualquer atenção à aproximação de um veículo. Ainda mais, ofendem motoristas com palavras de baixo calão ou lhes olham ironicamente como se estivessem cobertos de razão. Se todos dividissem as responsabilidades muitos acidentes seriam evitados, físicos, materiais e até vidas.
Por isso e por muito mais o trânsito piracicabano se torna cada vez mais complicado. Já não se trata apenas de fiscalização rigorosa, mas sim da conscientização de todos ao respeito das leis, com direitos, mas, sobretudo, deveres.    

*Crônica publicada no Jornal de Piracicaba de 03/06/2012
*Publicada no jornal A Tribuna Piracicabana em 07/06/2012

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