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terça-feira, 29 de junho de 2010

A Copa das Vuvuzelas

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A COPA DAS VUVUZELAS
Ivana Maria França de Negri

Vuvuzelas são uma espécie de cornetão que precisa de um sopro forte para emitir o som semelhante a uma sirene ou ao urro de um elefante. Manifestação cultural típica da África do Sul, a origem do nome engraçado é controversa. Pode provir do Zulu "fazer barulho", a partir da "vuvu" som que faz, ou de gírias locais relacionadas à palavra para "chuveiro."
Aqui em nosso país elas são verdes e amarelas. Na Argentina, são fabricadas azuis. Dependendo da cor das bandeiras de cada nação, como camaleoas, elas mudam de cor. Mas o som é o mesmo, inconfundível e vibrante.
Cornetas plásticas existem há décadas, já eram usadas em estádios pelas torcidas, mas a notoriedade aconteceu na copa atual, quando elas eclodiram e a moda pegou e se alastrou mundialmente.
No Brasil eram pouco utilizadas pelas torcidas organizadas que preferiam comemorar com fogos de artifícios, agitando imensas bandeiras e batucando instrumentos tipo bateria, bem barulhentos também.
Nos estádios lotados seu ruído ecoa. Tornou-se o grito dos torcedores. Crianças, adultos, mulheres, homens, todos aderiram às vuvuzelas. Para as crianças existe uma versão mais fácil, uma espécie de cornetinha de brinquedo que não necessita de muito fôlego para funcionar.
E são tantas sendo sopradas ao mesmo tempo que, pela televisão, parecem um enxame de abelhas zunindo durante a narração dos jogos, do início ao fim.
Nos estádios, nas praças, nos bares, nas salas das casas, nos telões, nas janelas, sacadas de prédios, a todo instante ouve-se o som desse berrante de plástico.
A cada vitória segue-se a festa barulhenta, o som extravasando a alegria e soltando o grito preso na garganta. Quando o time perde, as vuvuzelas se calam.
Jogadores, comentadores e treinadores acham que o som intermitente acaba irritando e o barulho ensurdecedor tira a concentração dos jogadores. Imaginem um jogador e o goleiro tentando se concentrar antes da cobrança de um pênalti e as vuvuzelas atrapalhando.
Profissionais da área auditiva afirmam que o som contínuo pode afetar a audição. Já ouvi comentários médicos alertando que o instrumento pode disseminar vírus diversos, inclusive o H1n1 e jamais se deve compartilhar uma vuvuzela.
A FIFA até tentou banir as vuvuzelas da Copa, preocupada com seu uso como arma e até como publicidade, pois poderiam colar propagandas publicitárias e distribuir aos torcedores. Mas não conseguiu barrar seu uso.
Pena que após a Copa, milhões delas serão descartadas, atulhando os lixões, contribuindo para a degradação do meio ambiente, pois como sabemos, o plástico é um dos maiores poluidores, que demora centenas de anos para se decompor na natureza.
Seria interessante incentivar as pessoas a descartarem objetos de plástico nas caixas de coleta seletiva que existem em supermercados, lugares públicos e na maioria dos condomínios, para que, após cumprir a sua missão de festejar os gols, elas sejam recicladas e transformadas em outros utensílios, até mesmo brinquedos novos, poupando o meio ambiente.

Um comentário:

Laura Milani disse...

Na minha opinião, essas Vuvuzelas é o meio que pessoas sofridas, encontraram para extravassar suas fúrias, e ferir ouvidos alheio.
parabéns pelo texto.