As reuniões do Grupo Oficina Literária de Piracicaba são realizadas sempre na primeira quarta-feira do mês, na Biblioteca Municipal das 19h30 às 21h30

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Com o escritor Ignacio Loyola Brandão

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Reunião na Biblioteca

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Deus Conosco



Lídia Sendin

Mais um Natal se aproxima,
Abraços, presença e luz,
Que ao mundo todo ilumina
E ao comércio seduz.

Hoje falamos de amor,
E de adeus ao Ano Velho,
Mas poucos veem o Senhor
Que nos trouxe o Evangelho,
Boas Novas de Esperança
Para um futuro de paz
E também boas lembranças
Do passado ele nos traz.

Num mundo de ansiedades,
Medos e depressão,
Há que buscar a verdade
No Cristo da Salvação.
E é nesse Jesus que renasce,
Que está o alivio da dor,
Pra quem nele permanece
Deus Conosco é o Senhor.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

VISITA DE TODOS OS DIAS



Maria Madalena Tricânico de Carvalho Silveira

O moço da guarita abre a chancela e como de costume, faço meu cumprimento e informo meu destino.
- Bom dia! Vou no Recanto dos Livros!
Vou dirigindo e admirando o paisagismo brilhante, resultado da chuva no dia anterior. Fico até com vontade de cantar, rezar e acabo agradecendo a Deus por tanta beleza.
Passando pelos corredores, vejo uma senhora alta, loira e bem vestida. Fico com vontade de conversar e antes que eu fale alguma coisa, ela me surpreende com sua simpatia.
- Estou esperando uma visita. Ele vem todos os dias! Você precisa conhecê-lo, vai gostar muito dele e seu nome é Cauam...vamos conversar um pouco ou você está muito ocupada?
Sentei numa cadeira ao seu lado, e antes que eu pudesse fazer qualquer pergunta, ela me questionou:
- Você é casada, teve filhos, quantos?
- Sou viúva, meu marido viajou antes do combinado para o andar de cima. Tive  duas filhas e dois filhos. Falo tive porque hoje estão casados e cuidam de mim. E a senhora?
- Ah! Então você tem netos?
- Tenho três netas,  cinco netos e mais os filhos de meus amigos que me chamam de vó. Já tenho uma neta casada. A senhora nasceu em Piracicaba? Faz tempo que é moradora no Lar?
-O que vocês fazem  lá no Recantos dos Livros?
- Nós recebemos os livros, arrumamos nas prateleiras conforme o assunto, limpamos e vendemos por preços módicos. Trazemos guloseimas para partilharmos com nossos colegas voluntários e com as visitas que vem comprar livros, CDs, discos de vinil ou revistas. No final do expediente, o valor arrecadado é levado para o presidente do Lar. A senhora não conhece nosso Recanto?
-Conheço...será que minha visita vem?!
- Gostaria de conhecer sua visita, mas tenho que voltar para minha missão. Meu pensamento começou a me questionar. Percebeu como só você falou? Ela só faz perguntas! Qual seria sua profissão quando ainda trabalhava? Crio coragem e pergunto!
-Eu? Ah! Trabalhei muito, muito mesmo e em tantos lugares. Nunca fui de ficar parada... e você qual sua profissão, fez faculdade?
Olho para ela e tenho certeza que foi jornalista. Olho com mais carinho ainda em consideração aos meus amigos jornalistas e a minha neta primogênita jornalista dos tempos modernos. Esta eu perdi...esta eu perdi! Vim ciente que ia escrever sua história.
- Me dê licença mas preciso ir. Outro dia conheço o Cauam!
-Não! Ele vem vindo...olhe que lindo...veja seu caminhar.
- Olho por todo o jardim e não vejo nada até que um cachorro de porte médio,  cor caramelo de olhos e pelos brilhantes, chega de mansinho e se aconchega bem perto de suas pernas.
-Ah! Meu amigo...como você demorou...
Observo a cena da senhora conversando com sua visita diária e percebo que ela esqueceu de mim e que minha presença se tornou desnecessária. Parece que estou vendo meu marido, mineiro das Minas Gerais, rindo e falando – Foi buscar lã e saiu tosquiada.


sexta-feira, 30 de novembro de 2018

MEU SÁBADO


Carmelina de Toledo Piza

Amanheceu
Fui para o ensaio
Toquei pandeiro
Mas no do tocando em frente
A emoção. O choro. As lembranças.
A vida passada a limpo.
De um lugar para outro
Lugar encantado
Encontrei. Homens. Mulheres. Crianças. Bichos.
Queria ir embora
Os livros me tolhiam
Ficava, olhava e desejava mais e mais livros
O lugar encantado
Onde homens. Mulheres e
Crianças se encontram para organizarem
Livros e Revistas
CDs. Discos e Vídeos
Esse é o canto
Do encanto
Que essas pessoas se encontram
Todos os sábados
E viajam com as histórias dos livros e mais livros
No recanto dos livros
Do Lar dos Velhinhos
É esse o lugar encantado.

                                                                                       

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Vivência de projetos escolares (2018)


                                   

                                                                    Leda Coletti

            Felizmente no decorrer de nossa existência vivemos momentos bons que nos incentivam a  continuar sonhando com um futuro feliz para o Brasil.
            Nós integrantes de entidades literárias -Centro Literário de Piracicaba-( Clip)  e Grupo Oficina Literária de Piracicaba- (Golp), temos tido oportunidades de constatar algumas vivências produtivas e felizes do cotidiano de escolas estaduais  piracicabanas de ensino fundamental, que atualmente funcionam em período integral, através dos projetos escolares que desenvolvem semestralmente.  Neste ano, em três delas, pelo que testemunhamos no desempenho dos alunos, concluímos o quanto é importante, maior tempo de dedicação aos alunos, por parte de profissionais competentes. Uma delas se localiza na área central- EE Dr. Prudente, e as outras duas em bairros periféricos:  EE  Dom Aniger  F. Melillo e EE Prof. Manassés E. Pereira.
            Ao lado das atividades desenvolvidas nos saraus literários, onde as manifestações artísticas dos alunos se evidenciaram (poesia, contação de histórias, músicas, danças), aprendemos muito  com eles (não é maravilhoso?), através da exposição de outros projetos desenvolvidos e  para nós demonstrados,  nas diferentes áreas de conhecimento. Assim os relacionados com plantas medicinais, diferenças ambientais e climáticas, tecnologias atuais como robótica etc.
            Numa dessas instituições educacionais  visitamos a horta comunitária  onde plantam verduras, legumes, grãos,  motivo de integração com a comunidade, pois há o dia especial da colheita e tudo que foi produzido é distribuído para pais e alunos.  Também  possuem o jornal escolar e mural compostos por trabalhos escritos pela equipe administrativa , docente e discente, os quais enfatizam as atividades escolares realizadas no ano letivo. Ambos,  ricos em conteúdo e ilustrações. Uma nota num deles chamou a atenção: “Acolhedores 2016,17 e 18”, ou seja, os próprios alunos escrevendo sobre esta experiência realizada nestes anos citados, em que recepcionaram os alunos que chegaram para cursar o quinto ano. Manifestaram-se  orgulhosos  por acompanharem os calouros na nova etapa  escolar.
              Em anos anteriores, nossa equipe literária realizando algumas oficinas literárias  constatou outras experiências valiosas, em escolas que funcionam em tempo parcial; estas só acontecem graças ao desvelo e esforço contínuo da equipe escolar. Somos de uma geração que prioriza o trabalho escolar desenvolvido pela boa escola, isto porque sabemos que, graças a ela teremos um futuro melhor para nossas crianças e adolescentes. O Brasil tem condições de ser o maior celeiro do mundo, não só pelo que a natureza pródiga pode produzir, mas por seu povo, se este receber educação aprimorada nas escolas. Elas, ao lado das famílias bem constituídas podem desenvolver e promover o ser humano, tornando-o realizado como pessoa e profissional. Isso pode se concretizar se nossos líderes políticos e sociais assumirem a responsabilidade de procurarem servir à comunidade, com  muito zelo e sobretudo honestidade.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Hashtag Lua


Carmen Pilotto

E nas cheias
caminhamos noites
incansavelmente

Passos em minguantes
solitários

Tribos em redes sociais
desatrelaram-se dos astros
atores brilhantes sem plateia

A luz fria do quarto
lâmpada eclíptica no teto caiado
ausência de sonhos, estrelas e luar....


quarta-feira, 7 de novembro de 2018

DIA DAS DONAS DE CASA OU DAS BRUXAS?




Maria Madalena Tricânico de C. Siqueira


                            Família  numerosa,  muitos afazeres em uma época em que tudo era feito em casa, do pão ao sabão. Não é porque não queríamos comprar! Não tinha tanta facilidade como agora que encontramos tudo pronto agradando nosso paladar e facilitando muito nossas tarefas.
                            Diante dos fatos toda família precisava de auxiliares: cozinheira, copeira, lavadeira que engomasse e passasse muito bem porquê as roupas eram de algodão ou linho.
                            Dona Gloria quando precisava contratar uma auxiliar deixava uma vassoura caída na soleira da porta da cozinha e mandava a pretendente entrar. Se ela pulasse  a vassoura em vez de ergue-la, ela ia logo dizendo: - Desculpe, mas a vaga já foi preenchida!
                            Um dia recebeu uma pretendente para o cargo de doméstica e Dona Gloria começou a entrevista falando sobre os trabalhos que deveriam ser executado e logo foi interrompida pela candidata
                            - Olha! A senhora me desculpe mais eu faço a limpeza na casa, mas não tiro nada do lugar. Roupas finas eu não lavo porquê tenho medo de estragar, Passar roupa minha religião não permite...cozinhar também não cozinho...a comida de vocês é muito complicada e eu sei “malema” mexer as panelas...
                            - Tudo bem, tudo bem...e o que mais você pode fazer?
                            - Chi! Mas agora a senhora me apertou!
                            _ Vamos ver, disse dona Gloria. Nós gostamos de cantar na hora da refeição. É uma verdadeira festa todos os dias. Se você souber tocar piano durante as refeições o emprego é seu!
                            - Tocar o quê?

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Walking Dead – de um novo conceito nas cidades



Carmen Pilotto

A semiótica da urbanidade
Escorre de prédios cinza
Em concreto e ferragens expostas
Como espectro de carcaças arquitetônicas

Carne e sangue não cabem nas ruas
Exilaram-se em pequenos flats
Onde vozes forçosamente aquietadas
Esquecem de produzir os seus vocábulos

Olhos vítreos da dislexia contemporânea
Fitam quinas dos quadrados empilhados
Pasmos em outras tecnologias variadas
Consomem qualquer idealismo ou sonho

Andróides de um padrão linear previsível
Compõem-se em conglomerados estereotipados
Dos que não se desviam da atividade fim

Que direciona o humano a sua cova rasa!

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Esmaecendo


Elisabete Bortolin

Sentir a paz suave e calma
Brotando deste entardecer
Inunda cada célula e átomo
De luz, amor e poder.

O esmaecer do brilho do sol
Não diminui meu querer
Em manter a energia vibrando forte
Mesmo anunciando o anoitecer.



quarta-feira, 24 de outubro de 2018

E foi um sucesso a terceira edição da Festa Literária de Piracicaba!


Ana Laura na Flipirinha

Dirigente de ensino Fabio Negreiros, Adolpho Queiroz, Esio Pezzato e Raquel Delvaje
Ivana Negri, Ro Camolese, Raquel Delvaje, Lidia Sendim, Elda Silveira, Leda Coletti e Carmen Pilotto
Abertura do evento pelo prefeito Barjas Negri



Vera Nassif responsável pela Feira de Livros do Recanto dos Livros
Carmelina de Toledo Piza, escritora e contadora de Histórias

Carmelina, Christina e Leda
Lourdinha Piedade Sodero declamando poesias de Lino Vitti, homenageado da FLIPIRA deste ano

Ana Liz e Ana Laura se divertindo na FLIPIRINHA
Escritora e poetisa Lidia Sendin desenvolvendo uma atividade na FLIPIRA




A cantora Bebé Salvego cantando pela sua escola
Feira de Livros
Ivana Negri e a presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba - Valdiza Capranico
Escritora Angela Reyes com o presidente da Academia Piracicabana de Letras Vitor Vencovisky



Esio Pezzato e João Athayde fazendo dueto na poesia "Navio Negreiro"

Escritora Carmen Pilotto
Escritora Elisabete Bortolin
Escritora Leda Coletti





Família do homenageado Lino Vitti




Carmelina gravando ao vivo o programa de rádio "Balaio Trançado de Histórias"