As reuniões do Grupo Oficina Literária de Piracicaba são realizadas sempre na primeira quarta-feira do mês, na Biblioteca Municipal das 19h30 às 21h30

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MEMBROS DO GOLP

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FOTO DE ALGUNS MEMBROS DO GOLP

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

HISTÓRIA SIMPLIFICADA


                                             
                      
  Pedro Israel Novaes de Almeida

            A vida não deveria ser tão complicada.
            Nascer, e sobreviver até morrer, é a rotina de todos, sejam insetos, plantas, animais e todas as espécies que vivem sobre a terra. Mas a busca do suprimento das necessidades básicas e do perambular pelo mundo jamais contentou a humanidade.
            No início, bastava caçar, pescar e coletar o que a natureza oferecia. Com o tempo, o homem passou a criar e plantar, aumentando a segurança da alimentação.
            Ainda nas cavernas, alguns poucos inventavam utensílios e exerciam artes que embelezavam olhos e ouvidos. Mas o instinto de domínio, do espaço e pessoas, sempre esteve presente, gerando as castas que cuidavam de atacar, defender ou simplesmente planejar ações.
            Os que trabalhavam e seguiam rotinas naturais foram forçados a sustentar os novos estratos, e a vida começou a perder parte de seu encanto, pois haviam os mandantes, poucos, e os mandados, muitos. Até deuses foram criados, alguns bons e outros ruins, que adoravam o sangue de oferendas, inclusive vivas.
        Aos poucos, surgiram pessoas que conseguiam sobreviver sem nada produzir ou mandar. Descobriram que, compondo uma corte ao redor dos que mandavam, seriam protegidos e estariam livres do trabalho.
          O aumento da população e as necessidades de convívio entre multidões geraram a estruturação de sociedades, algumas pacatas, e outras dominadoras e escravagistas. A história cuidou de modificar os grupos humanos, gerando progressos ou agravando problemas.
            Mais que as intempéries climáticas ou fenômenos naturais, a humanidade sempre foi vítima de sua própria representação, e os povos que conseguiram sistemas políticos civilizados experimentaram períodos de calmaria social e educação respeitadora.
            O mundo acabou abalado pela divisão entre a esquerda e direita. A esquerda julgava que qualquer opressão era válida, para garantir comida e bebida a todos. Os homens deveriam ser iguais, e a sociedade sem patrões.
            Os novos patrões passaram a ser os filiados ao partido único, poderosos que não podiam ser desobedecidos. A direita iniciou pregando que a comida e bebida eram necessidades a serem supridas pelo empenho pessoal de cada um, e os novos patrões, salvo um ou outro líder natural de breve mando, eram construídos pela atuação de detentores de riquezas.
            A humanidade conseguiu livrar-se de alguns sistemas opressores, de direita e esquerda, e muitas sociedades descobriram que é possível garantir comida e bebida, e permitir a ascensão social, sem fuzilar ricos ou exterminar pobres. Em todo o mundo, o antigo estrato, dos que nada produzem e vivem formando cortes ao redor dos que mandam ou possuem, permaneceu intocável e próspero.
            Os saqueadores de cavernas perderam a rusticidade, e hoje saqueiam recursos públicos, desarmados e com ares de respeitáveis cidadãos. As novas guerras de conquistas de hoje já não visam territórios, mas órgãos e instituições.

            Das cavernas aos computadores, ocorreram muitas mudanças, mas a humanidade continua a mesma, premida pelos mandantes e membros da corte que a oprimem. Infelizmente, nossos irmãos das cavernas não souberam entender e reagir às castas que viram nascer.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Irineu Volpato


"mindinho engatava mindinho...
eram tempos de fáceis amizades”


segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Lançamento do livro dos 110 anos do Lar dos Velhinhos de Piracicaba

 Fotos Nascimento, Fran e Ivana

Carmen, Ivana, Leda, Madalena, Lourdinha e Bete, autoras do livro

Flavio, Fran e Nascimento, fotógrafos do livro e da exposição



Messias Galdino, Valdiza e Vitor

Ivana, André, Lourdinha e Antonio Messias Galdino
Antonio Messias Galdino e Cassio Negri
Carmen, André e Bete
Cassio, Ivana, Valdiza, André, Madalena e Leda
Cyonea Ramos, Vitor Vencovsky,Valdiza Capranico, Jairo Mattos e Pedro Caldari





Carmen Pilotto e família



Bete, Leda, madalena e Julia
Exposição de fotos e frases

Silvia Oliveira e Irineu Volpato























quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Lançamento do livro "Retratos de Vidas" - A Beleza do Envelhecimento


Autoras do livro: Elisabete Bortolin, Maria Madalena Tricanico, Lourdinha Piedade Sodero Martins, Ivana Maria França de  Negri, Carmen Pilotto e Leda Coletti.
Todas integram o Grupo Oficina Literária de Piracicaba (GOLP), o Centro Literário de Piracicaba (CLIP) e são voluntárias do Recanto dos Livros do Lar dos Velhinhos de Piracicaba.
Quatro das escritoras são acadêmicas da Academia Piracicabana de Letras (APL).
O livro teve o patrocínio do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba (IHGP)


domingo, 21 de agosto de 2016

MUDANDO A OPINIÃO


                                            Pedro Israel Novaes de Almeida

            Quando algum pobre muda a opinião, dizem que virou a casaca.
Se o cidadão é remediado, dizem que repensou o assunto.  Em se tratando de alguma figura ilustre, dizem que evoluiu.   
Virando a casaca, repensando ou evoluindo, estamos libertos da cantilena de que o ensino público deve ser pago, pelos alunos que tiverem condições financeiras para tanto.
A educação, do maternal à universidade, é uma das mais nobres funções do Estado. Embora haja ganho pessoal, que pode render carreiras milionárias, o ganho maior é do país, que aprimora o cabedal de conhecimentos, incentiva a pesquisa e irradia especializações as mais diversas.
O simplista, desumano, preconceituoso e injusto sistema de dividir os cidadãos em castas, cor, ascendência, origem, sexo ou outro parâmetro bovino qualquer, enxerga as universidades como justiceiras sociais, assemelhando-as a fábricas de diplomas em série, com evidente queda da qualidade do ensino, pesquisa e extensão de serviços à comunidade.
Um filho de milionário, corrupto ou honesto, tem tanto direito à educação e especialização quanto o filho do mais humilde dos trabalhadores. O país precisa de bons profissionais e cidadãos conscientes, venham de onde vierem.
A cobrança de mensalidades envolveria sistemas burocráticos e parâmetros de avaliação e acompanhamento capazes de absorver para si eventuais acréscimos financeiros à educação. É, em si mesma, a negação de evidentes direitos.
Alunos de menor poder aquisitivo podem ser objetos de bolsas de estudos oficiais, não provenientes de mensalidades dos colegas. Aliás, a humanidade não é constituída por miseráveis, de um lado, e bilionários, de outro.
Nossas universidades públicas, muitas, já não são centros de excelência, produzem poucas pesquisas e afastam-se, aos poucos, da extensão de serviços à comunidade. Com verbas cada vez menores, vivem em estado de penúria, com o ambiente degradado por guerras intestinas, travadas pela busca de funções administrativas de relevo.
Pesquisadores e estudiosos vivem à míngua, e hospitais universitários seguem sucateados. Recursos públicos existem, desperdiçados nos lodaçais da desonestidade, quando não direcionados à sustentação de nossas luxuosas e superlotadas estruturas de Estado.

Em tal contexto, soa risível a alternativa de cobrança de mensalidades, e catastrófico o discurso de transformar as universidades em justiceiras sociais.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

ENFIM


Patricia Neme


Talvez...
Seja a Misericórdia Maior
que transforma grandes ausências
em abundantes lágrimas.
Em lágrimas tantas,
tão repletas do faminto vazio,
que,
num repente,
percebemos que lavaram toda a dor guardada na alma.
Então,
já não há ausência...
Sobrevive apenas uma saudade que dorme mansa
nos rincões mais recônditos do peito.
Saudade embalada por um sonho,
aconchegada pela ternura
que alguém não soube entender.
Uma saudade que não mais vela o caminho,
não mais turva a mirada.
E permite o retorno das manhãs...
Enfim!