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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

DIA DO PROFESSOR (II)


Plinio Montagner

Dia do Professor? Ora, todos os dias são dias do professor. A vida toda. É como dia das mães. Se você sabe fazer uma listinha de compras, preencher uma nota fiscal, ler uma placa na rodovia, uma revistinha, um jornal, uma receita, é porque passou pelas mãos de um professor.
Somos o que somos graças aos nossos mestres. Pai, mãe, educador, pedagogo, são outros tipos de mestres. Professor é diferente; este fica dentro de uma sala de aula, ensina e ajuda o aluno a aprender.
Mas o salário... Oh! Como dizia o querido comediante Chico Anísio. E mais, mencionando uma frase do jornalista Alexandre Garcia: “O governo só não paga menos que o mínimo porque não pode”. Ou seja: porque a lei impede.
O raciocínio dos políticos funciona assim: se melhores salários equivalem a professores mais qualificados, se avaliações sérias significam promoção dos melhores, se alunos bons vão ser cidadãos pensantes, e se cidadãos esclarecidos incomodam o funcionamento da máquina da corrupção... então: salário de fome.
Os governos não querem professor ganhando bem nem alunos bons nem escolas boas porque: quanto mais mediocridades, mais facilidades para enganar os eleitores menos esclarecidos.
O salário dos professores da rede pública é tão aviltante que às vezes os mestres ficam embaraçados ao preencher um formulário e escrever que são professores. Dizem que são Pedagogos, Orientadores, Educadores...
Apanhar dos alunos já é um fato normal. Não é um acinte? Mas, e se for o professor que ameaça (só ameaça) dar um tapa no delinquente que o agride? A reação da sociedade é diferente. Aparece a Polícia, jornalistas, os pais, a Associação de Pais e Mestres - até o Datena.
Hoje os professores entram na sala e os alunos bocejam e zoam. Se não mudam de profissão é porque são masoquistas e gostam do que fazem ou, talvez, porque não sabem fazer outra coisa.
Sobre esse tema a escritora Lya Luft, Revista Veja, edição 2342, manifestou-se: “Caso um professor seja mais severo e exigente com a classe ou com um aluno, com certeza será processado pelos pais. Sala de aula é para trabalhar; pátio é para brincar”.
A nulidade da ação firme dos pais - educação de berço - é a maior vilã na relação professor/aluno/aprendizagem. Alunos, filhos de pais instruídos e enérgicos, são bons, obedientes, pacíficos, cumprem seus deveres e obrigações e respeitam seus professores.
O sistema de cotas e outros recursos que garantem assentos nas universidades enfraquecem a disciplina e a motivação para aprender.

A extensão do paradoxo assusta. O trabalho dos mestres é o gene principal da formação de homens; contudo é preterido pelos governos, fatos estes bem relatados por Maquiavel: “Povo que não pensa facilita a vida dos governantes corruptos e inimigos da nação”. 

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