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quinta-feira, 4 de junho de 2015

Meio Ambiente, nada a comemorar


Ivana Maria França de Negri

            Mais um 5 de junho que chega e não vislumbro nada de novo para o futuro do planeta. Muito se fala e pouco se faz. A maioria dos projetos não chega mesmo a sair das planilhas.
            A natureza continua a ser explorada, aniquilada, o solo calcinado, o ar poluído, e os rios se transformaram numa verdadeira sopa de garrafas plásticas, esgoto e lixo. A piracema é desrespeitada, as florestas derrubadas, e os últimos espécimes selvagens vão sendo extintos por terem seus habitats destruídos.
A inversão de valores faz com que o dinheiro seja transformado na meta primordial, no sentido e finalidade das vidas. E ele se transforma num deus idolatrado que deve ser buscado sem controle e sem escrúpulos. Viver neste planeta é uma guerra. Sobrevive o mais forte, isto é, aquele que descobriu maneiras de  produzir mais dinheiro.
O mundo tornou-se um lugar onde tudo é de plástico, insípido e incolor. É de plástico o copo, o prato, o talher, os aparelhos domésticos, cada vez mais as embalagens tomam conta de tudo. O mundo é sintético, artificial! Nada é feito para durar.
Centenas ou milhares de anos são necessários para que o plástico seja reabsorvido  na natureza. Ninguém se preocupa com isso. São embalagens, sacolas, bugigangas inúteis que vem da China a preço de banana, tudo descartável após pouquíssimo tempo de uso. Animais marinhos morrem ao engolir sacos plásticos pensando ser algas.
Nossos ouvidos são violentados com decibéis acima do que podem suportar. É a poluição sonora. E necessitamos de silêncio para ouvir a paz que sussurra ao nosso coração.
Se nada fizermos, o destino das novas gerações pode ser sombrio. Temo só em pensar na profecia do Grande Chefe Índio que, com toda sabedoria herdada de seus antepassados, sentenciou: “Quando o último rio secar, a última árvore estiver derrubada e o último animal for abatido, o homem verá que não pode se alimentar de dinheiro, e então será tarde demais e a única água que restará serão as lágrimas amargas de arrependimento”.
É necessário não faltar com o respeito a nenhum ser da natureza, seja ele gente, bicho ou planta, pois todos se interdependem entre si. Cada um pode fazer a sua parte.Economizando no consumo de água, um bem muito raro e precioso no futuro, poupando energia elétrica, comprando produtos ecologicamente corretos, utilizando em maior escala os materiais reciclados e só adquirindo mercadorias que forem necessárias e que não danifiquem o meio ambiente. Afinal, a origem da palavra ecologia vem do grego, “oikos” –  que quer dizer casa e “logos” - estudo. E a ecologia começa em casa.
A participação da sociedade como um todo é fundamental. Trabalhar com o objetivo de idealizar ações para resguardar o futuro do planeta que todos compartilham.
            Até a Igreja Católica acrescentou em sua lista de novos pecados os crimes ambientais. Já não se pode incendiar, matar, desflorestar, poluir, acobertados pela impunidade. Pecamos por pensamentos, palavras, obras e omissões. Não podemos mais ser omissos ou o planeta será extinto.
Sem preservação ambiental, não há futuro. Dependemos do meio ambiente para sobreviver. E o meio ambiente depende da nossa proteção.
A Terra não pertence ao homem, e sim o homem à Terra.


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