As reuniões do Grupo Oficina Literária de Piracicaba são realizadas sempre na primeira quarta-feira do mês, na Biblioteca Municipal das 19h30 às 21h30

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FOTO DE ALGUNS MEMBROS DO GOLP

domingo, 30 de novembro de 2014

sábado, 29 de novembro de 2014

Hoje tem confraternização dos grupos literários

Hoje, às 15h, nas dependências da Biblioteca Municipal acontece a tradicional confraternização dos grupos literários de Piracicaba.
As mulheres levam doces ou salgados e os homens as bebidas.
Cada participante leva um presentinho para o sorteio do amigo secreto.
Abaixo, algumas fotos dos anos anteriores. Alguns já se tornaram saudade...























quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Lançamento de livro - Irineu Volpato

Dia 06 de dezembro às 9 horas na Arena da Casa do Povoador em Piracicaba, acontece o lançamento do 39º livro do poeta Irineu Volpato - Ad-venturum



sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Ipês


Daniela Daragoni Alves

Quem dera houvesse um ipê florido em cada canto da vida
Nada me fascina mais
É como se o dia abrisse um sorriso largo pra mim
Cada um deles me transmite encanto e paz.
É como se Deus falasse comigo através deles
É sempre assim
Sempre que me pego triste perdida em algum canto da cidade
Deparo-me de repente com um ipê florido sorrindo pra mim.
Suas flores balançando contra o vento
Caindo um pouco, deixando aquele lindo tapete florido sobre o chão 
Enfeitando a paisagem, enfeitando o dia
E alegrando o meu coração
Quem dera tivesse um ipê florido em cada estrada
Não há nada mais motivador

Começar o dia contemplando esses pequenos sinais de Deus 
Provando-nos sua existência e seu amor.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Totó

   
 
Daniela Daragoni Alves

Totó era um cachorro muito esperto
Que vivia correndo pra lá e pra cá
Ele gostava de subir no sofá pra assistir TV
Adorava passear e brincar.

Mas um dia algo chato aconteceu
Totó foi atropelado
E quebrou a patinha de trás
Desde então Totó anda tão desanimado...

Totó fez uma cirurgia
E o doutor disse que vai ele vai ficar bom,
Mas que tem que ficar quietinho
Totó parou de sentir dor
Mas ficou manquinho...

E não corre mais
Não pula mais no sofá pra assistir
Só fica olhando pra gente com aquele olhar singelo
Como se tivesse algo a pedir...

Então atendo seu pedido
E tiro ele do chão
E ele fica alegre no meu colo fazendo o que mais gosta:
Assistindo televisão!

Totó ainda gosta de passear
Mas tem que ser devagarinho
Porque agora ele só tem três patas boas
Mas é o mesmo Totó, que sempre nos deu tanto carinho.

Amizade é isso
É entender um amigo nos seus momentos de dificuldade
É se adaptar ao seu jeito, a sua rotina
E entender que nada no mundo, atrapalha uma verdadeira amizade!

domingo, 16 de novembro de 2014

UM POETA SE DESPEDE




Olivaldo Júnior
 
Com a mão na consciência,
um poeta sempre pede
um pouquinho de ciência,
claridade que nos mede.
 
Já sem pouso, em paciência,
um poeta sempre cede
quando a vida, efervescência,
só borbulha e retrocede.
 
Com as linhas mal traçadas,
um poeta se despede,
despe o corpo de alvoradas!...
 
Deixa versos sem amadas
e uma mãe que lhe concede
muitas lágrimas roladas.
 

sábado, 15 de novembro de 2014

Mais trovas sobre Drummond



 Olivaldo Júnior

De Itabira para o mundo,
o Poeta se anuncia:
todo mundo é mais profundo
quando vive em Poesia.

Quando “alguma poesia”
faz alguém melhor viver,
vive a vida, o dia a dia,
para a “pedra” desfazer.

Vide o “Caso do vestido”,
o seu nobre ensinamento:
a mulher, sem o marido,
se “vestiu” de sentimento.


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

O que esperar do futuro?


Adenize Maria Costa
No último final de semana ousei desafiar meus conhecimentos e fui prestar o ENEM na expectativa de, talvez, cursar uma Faculdade. 
Minhas provas foram ministradas na Faculdade Anhanguera que se localiza bem próximo de onde moro.
Assim que cheguei fiquei impressionada com o número de candidatos, muitos jovens e praticamente todos eles com idade para serem meus filhos.
No primeiro dia a euforia era geral, muitas pessoas em frente à Faculdade, candidatos, pais que foram acompanhar seus filhos, estudantes distribuindo panfletos e folders de outras Faculdades, dava gosto de ver! Como cheguei cedo, entrei na sala de prova cedo. 
Não tinha nenhum motivo para ficar junto com os jovens, eram todos desconhecidos. Obviamente não são da minha turma! Enquanto aguardava o início da prova fiquei pensando em como é bom ver tantos jovens buscando um futuro melhor, buscando pelo conhecimento e pela vida acadêmica. 
Sei exatamente o quanto faz diferença no mercado uma pessoa ter graduação; e também porque entre esses jovens, que prestaram o ENEM no último final de semana, estão, quem sabe, os nossos futuros Ministros de Estado, futuros Senadores, futuros Médicos, Engenheiros, Juristas e até nossos futuros Presidentes da República. Fui invadida por uma sensação tão boa, tão gratificante... Pena que essa sensação acabou no exato momento em que deixei o bloco onde fiz as provas...
Fiquei horrorizada ao ver tanto lixo espalhado pela Faculdade e pelas ruas ao redor, como moro perto e sei que não se pode permanecer com os celulares durante a prova, sequer levei o meu, e por esse motivo não pude fotografar o que meus olhos viram... Assusta-me pensar que nossos futuros Universitários e nossos futuros Senadores, Deputados, Advogados, etc, etc , etc sejam capazes de atitudes antiecológicas e desrespeitosas, porque além de tudo, também é um desrespeito com os funcionários da limpeza da Faculdade Anhanguera e também com os moradores próximos. A partir disso uma pergunta que não consigo calar: o que esperar do futuro? Vale lembrar que as grandes mudanças começam por atitudes muito simples.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Contos de Fadas



Uma coleção de 500 contos de fadas do século XIX foi descoberta na Alemanha. Os escritos são do historiador Franz Xaver Von Schönwerth e estavam "perdidos" num arquivo da cidade de Regensburg, na Baviera, há cerca de 150 anos. Alguns foram publicados no ano passado, mas muitos ainda se mantêm inéditos.

Todo um novo mundo de príncipes corajosos, donzelas em apuros, animais mágicos e bruxas más veio agora à luz do dia com a descoberta de uma coleção de mitos, lendas e histórias compiladas por Franz Xaver Von Schönwerth, entre 1810 e 1886, por volta da mesma época em os irmãos Grimm colecionavam contos de fadas que ainda fazem as delícias de pequenos e graúdos.

Quando se pensava que nada haveria a acrescentar aos tradicionais contos infantis, como Cinderela ou o Gato das Botas, eis que a fantasia surpreende. Von Schönwerth terá passado várias décadas a questionar as populações rurais sobre os seus hábitos, tradições, costumes e histórias, registando em papel o que até então fazia apenas parte da cultura oral.

O historiador alemão reuniu o que apurou na sua pesquisa num livro intitulado "Aus der Oberpfalz - Sitten und Sagen" ("Da região de Oberpfalz - Costumes e Lendas", tradução livre). A obra chegou a ser publicada na época, mas nunca alcançou qualquer tipo de notoriedade, caindo no esquecimento.

Agora, a fundadora da sociedade Franz Xaver Von Schönwerth, Erika Eichenseer, decidiu publicar o trabalho do historiador e trazer a público muitas histórias nunca antes contadas. Entre as histórias, está o conto da donzela que consegue escapar da malvada bruxa ao transformar-se num lago. Então a bruxa bebe toda a água do lago, engolindo a donzela, que usa uma faca para conseguir sair de dentro da bruxa.

De acordo com a investigadora alemã, Von Schönwerth distingue-se dos irmãos Grimm pelo fato de ter mantido as histórias bastante fiéis às versões que ouviu.

"Não há romanticismo ou uma tentativa por parte de Schönwerth em interpretar aquilo que ouviu e em desenvolver um estilo próprio", explica Erika Eichenseer ao jornal britânico "The Guardian".

Em 2011, Eichenseer publicou, em língua alemã, parte dos contos do historiador, num livro intitulado "Prinz Roßzwifl", uma expressão local alemã para designar besouro. A investigadora está agora ansiosa para que a obra seja traduzida para inglês e os contos sejam reconhecidos internacionalmente.

sábado, 8 de novembro de 2014

Líquido precioso

(Rio Piracicaba foto Ivana Negri)

Ivana Maria França de Negri

Não é segredo para ninguém que a escassez de água no planeta será um dos gravíssimos problemas a serem enfrentados pelas nações. Num futuro bem mais próximo do que se imagina, devem ser regulamentadas normas para conter o consumo mundial. Mas a cultura do desperdício ainda permanece. Esbanjam o líquido precioso, e  das mangueiras jorram litros e litros de água tratada que deveriam ser usados para finalidades prioritárias. A boa e velha vassoura deveria ser utilizada com mais frequência.
As guerras do futuro serão pela disputa da água. Veremos grandes nações querendo se apossar das reservas que ainda restarem. A água será o novo petróleo, fator de guerras e disputas.
Uma das primeiras guerras da história foi travada por causa de água, há 4.500 anos, entre duas cidades à margem do rio Eufrates, região onde fica o atual Iraque. Conta-se que Urlama, rei da cidade-estado de Lagash, desviou o curso de um rio deixando a outra cidade-estado sem água.
Aqui em Piracicaba, nosso pobre rio, em outros tempos tão majestoso, quando exibia fartas cascatas de água borbulhante e que sempre foi o nosso orgulho, agora mostra-se como um insignificante fio d’água, deixando à vista um esqueleto de pedras. O líquido pardacento escorre tímido entre embalagens plásticas que bóiam em sua superfície. O espetáculo é deprimente. Às vezes apresenta uma espuma branca e malcheirosa, produto de organismos em decomposição ou gerada pelo acúmulo de detergentes que sua pouca vazão não consegue diluir. É muito triste essa visão desalentadora para quem ama a cidade e seu rio.
Enquanto o milagre da chuva não acontece, há que se tratar a água como se fosse um tesouro, um diamante muito valioso. E mesmo quando as águas verânicas chegarem, o solo vai absorvê-las por um bom tempo, tão ressequido está. Só depois de encharcado o solo, os rios começarão a recebê-las. E isso se chover muito!
A camada de ozônio está desaparecendo, a temperatura da terra subindo alguns dígitos a cada ano, resultado do desmatamento. O mau uso dos recursos naturais, o desperdício de água, a condenação de espécimes animais e botânicas à extinção, o meio ambiente praticamente assassinado com a destruição impiedosa de ecossistemas, as  queimadas, a derrubada de imensas florestas para dar lugar a pastos para criar mais gado e abastecer os fast-foods americanos e europeus, a Amazônia encolhendo, tudo isso causando a desertificação de imensas áreas.
Uma das atividades que mais utiliza água é a pecuária. Se as pessoas comessem menos carne, ajudaria muito. Talvez chegue um dia em que a humanidade terá de fazer sua escolha: ou come carne ou fica sem água.
Se nada for feito no presente, nossos netos e bisnetos pagarão juros altíssimos no futuro. A aridez tomará conta da Terra que se transformará num imenso e infértil deserto.
Só gostaria que minhas previsões não se concretizassem, para o bem de todos. Mas nunca é demais alertar e prevenir. O povo entenderá e fará a sua parte.

Água é vida e devemos usá-la com consciência e preservá-la para as gerações futuras.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Dia Nacional da Língua Portuguesa - 5 de Novembro


Olivaldo Júnior
 
Todo o povo brasileiro
sempre fala em Português,
mas indígena, estrangeiro,
nunca foi um de vocês...
 
Para a língua que eu sonhava,
pus ao sol o dicionário,
que esse sol é quem mudava
todo o som imaginário...
 
Cada sílaba que canto
tem no canto a gota fria
desse vinho que decanto
nos "barris" da Poesia.
 
Pro negro fora do ninho,
calado, sem hombridade,
"Iorubá", "sinhozinho",
tem gosto de liberdade.
 
Nas palavras que ilumino,
minha lágrima é sem gosto,
pois a língua que domino
só tem gosto com teu rosto.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

DIAS DE FÚRIA


Plínio Montagner

                Estamos sofrendo muito por causa de medos. E nem estamos computando os medos imaginários, como o poeta argentino Jorge Luis Borges cantou em versos no clássico poema Instantes.
                Doenças, nem é bom falar. Estamos num clima de pavor generalizado, como criança que tem medo de escuro. Do nada aparece um revólver na nossa cara. Nossa felicidade anda muito fragmentada. Muita informação dá nisso. Muita liberdade dá nisso. Muita impunidade dá nisso.
Cadê aquela vida calma, de papo lento, do namoro de um parceiro só? Onde está a visita do compadre e da comadre?
 O perigo está até em nossa mesa. Não podemos comer mais nada que é gostoso. Tudo que é bom não pode: feijoada, linguiça, carne de porco, costela, pudins e manjares. Tudo que vamos comer nosso anjinho da guarda dá uma espiada: Pode, não pode, pode, não pode.
À mesa acabou a farra. Estamos liberados para comer só o que é verde, amarelo, vermelho. Ara! Chega! Carne? Ah! Só se for sem gordura, e de frango.  Peixe? Assado. Café? Descafeinado, e sem açúcar.
Beber é a mesma coisa. Só água. Água? Tem de ser mineral, ou água bem tratada.
Em momentos de fúria as pessoas são um perigo. Nossas válvulas de escape não dão conta, nem as religiões, nem os pais, porque não ficam em casa. Nem nome feio não se fala mais para extravasar. Existem pessoas que não falam nem sob tortura. Nos estádios pode, e quem não sabe, aprende.  Um palavrão na hora certa faz um bem danado. Tem dia que tudo dá errado desde a hora que a gente sai da cama.
Michael Douglas, no filme “Um dia de Fúria”, retrata a vida de um cidadão americano pacato, trabalhador e estressado. E não é para menos: A esposa o abandonou, a filha namora um desajustado, a casa está hipotecada e ele não suporta o chefe.
Um dia, o trânsito emperra. Ele não aguenta. Pega sua maleta e desaparece, deixando seu carro no meio da rua com a porta aberta.
Até o mais calmo cidadão tem seu dia de fúria. Não existe idade nem sexo nem profissão nem hora para explodirem episódios de insanidade.
Eu estudava numa escola rural em Santa Veridiana. Tinha 7 anos. Primeira série. A professora, Dona Antônia, era um doce, paciente demais. Uma santa.
A escola da roça era assim. Uma professora só para três séries: 3ª, 2ª e 1ª. E para piorar, a primeira série era subdividida em três seções: A, B e C.
Os alunos da seção “A” eram os mais adiantados; os da seção “B” eram mais ou menos, e os da seção “C” iriam repetir o ano.
Um dia, depois do intervalo, não parávamos de gritar. Uma folia danada. Silêncio zero. A professora implorava para ficaremos quietos.  Nada. De repente, lápis, canetas, compassos, réguas, caixa de giz voaram sobre nossas cabeças. Um objeto passou pela janela.
Ficamos quietinhos, quietinhos. Dava para ouvir o vento nas folhagens da mangueira e a respiração da criançada.
Nossa querida professora baixou sua cabeça sobre seus braços.
Ah! Como gostávamos dela! Aluno da roça não tem maldade. Brinca por brincar. Zoa por zoar.  
Um aluninho que sentava atrás de mim, sempre de paletozinho marrom, levantou-se. E lenta e timidamente foi até à mesa da professora e disse alguma coisa ao seu ouvido. Era um pedido de desculpas. Dona Atonia levantou o rosto e, com lágrimas rolando, abraçou o menino. Os dois ficaram assim um tempo parados, em completo silêncio.
Treze anos depois, em Tupi Paulista, numa cidadezinha da Alta Paulista, tive também meu dia de fúria numa sala de aula da roça, numa classe do segundo ano de um grupo escolar.
 Ninguém me abraçou, mas no dia seguinte apareceu sobre minha mesa uma enorme abóbora.
Meu coração foi a mil!

sábado, 1 de novembro de 2014

FINADOS



MORRER ...
Ivana Maria França de Negri

É deixar o corpo se entranhar na terra
mesclando-se a ela
e ser a própria terra...

É deixar a alma, sopro pensante,
emergir da carne,
adejar asas
e seguir rumo à luz!


FINADOS
Sylvio Arzolla

Sobre a relva verdejante
Repousa em paz minha alma,
Aos raios de sol a iluminar
Minha campa ardente.


Morreu, partiu desta
Não está mais presente.
Quem por ela passa
Não se lembra do ausente.

Nesta vida atribulada,
Vamos caminhando,
Procurando tudo fazer,
Sem saber até quando!


Trovas para o Dia de Finados

 Olivaldo Júnior
 
Se o amor que tu me tinhas
fosse vidro e se quebrasse,
colaria a mim com as linhas
que o Silêncio me ofertasse...
 
Cada pedra no jardim
foi a flor que mais amava;
hoje, resta só capim,
neste chão que iluminava!...
 
Dos finados para a vida,
nascem vivos para o além;
cada um tem a partida
que "fiou" do próprio bem.
 
Corações são serpentinas
para a festa arlequinal;
mas as almas, bailarinas,
pulam outro Carnaval...
 
Duma lápide sombria,
entre um cravo e sua rosa,
um poeta, em poesia,
volta à vida, todo "prosa"...