As reuniões do Grupo Oficina Literária de Piracicaba são realizadas sempre na primeira quarta-feira do mês, na Biblioteca Municipal das 19h30 às 21h30

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FOTO DE ALGUNS MEMBROS DO GOLP

segunda-feira, 30 de junho de 2014

O GRIFO


Eloah Margoni
Parecia verdade aquilo; Já não é. Silenciosamente se desfaz a bruma... Um arco-íris de cores arriscadamente raras, perigosas, surge estranho na facetada e escura mão de homens e mulheres; mas só dos que flutuam num farnel de imagens.
Agarrei aquela do grifo emplumado e cego, que estridentemente ri, ri com estardalhaço. Rio também com ele- pode parecer loucura- mas aqui não se crê em sanidades.

domingo, 29 de junho de 2014

GRITOS E SORRISOS



Para Pedro Francisco por Zilma Bandel

Precisava de um estímulo para sair do meu esvaziamento de alma e mente que não me permitia ordenar ideias e brotar palavras para escrever ou me comunicar de maneira tranquila e prazerosa com quem tem, generosamente, me acompanhado neste espaço. Mais uma vez, estou aqui. Que bom para mim, que bom!
Não sou escritora. Mas, como diz Leminski, “Escrevo. E pronto. Escrevo porque preciso, preciso porque estou tonto. Ninguém tem nada com isso.…Eu escrevo apenas. Tem que ter porquê?”
Sem nem a mais longínqua pretensão de me comparar a Leminski, poeta incomparável, apenas escrevo. Outra noite assisti – mais uma entre tantas vezes – ao filme “O Poderoso Chefão -3”. Não tolero violência, agressões e transgressões de qualquer natureza. Elas me agridem e incomodam. Só que não consigo deixar de amar essa trilogia, esse cinema da melhor e especial qualidade. Al Pacino está perfeito, como sempre. Escrevo sobre isso porque esse foi o estímulo de que precisava e a que me referi no início deste texto. Há uma cena nesse filme que está gravada na minha memória, pelo impacto que me causou desde a primeira vez que assisti: o grito de Michael Corleone (interpretado por Al Pacino) ao lado da filha assassinada. Difícil que eu seja tocada de modo mais forte por qualquer outra cena de qualquer outro filme. Impossível falar dos sentimentos de que esse grito fala. Dor talvez resuma todos.
E impossível também não vir à lembrança o quadro “O Grito”, do pintor norueguês Edvard Munch. Mais simbólico, menos real, ao menos para mim, mas também com muita angústia e desespero nas formas e cores escolhidas pelo talento de seu autor.
Já me vi algumas vezes, em especial, em situações recentes de minha vida, com esse grito preso na minha garganta. E ele ficou sempre preso. Al Pacino consegue, de maneira magistral, soltá-lo. Ele grita por mim. Talvez por causa disso ame essa cena.
Tenho sido invadida – pena não conseguir a blindagem necessária para me proteger – por uma grande perplexidade diante de posturas de pessoas no público e privado, em situações que me assombram, tanto no nosso país como no mundo, pela rudeza, pela violência, outras vezes pela falta de refinamento e elegância, de sensatez e lucidez, que tanto prezo nas relações de todo o tipo, sejam pessoais ou institucionais.
Não falo em indignação, porque sinto que essa palavra carregue certo julgamento. Não sou perfeita – ninguém é. Não sou dona da verdade – ninguém é. Portanto, procuro não julgar. Estou simplesmente perplexa a ponto de sentir dor na alma. E essa dor veio também por ver o sofrimento de muitas pessoas que, por sua dignidade, não poderiam sofrer as consequências de violência gratuita, sem noção, oportunista.
Essa dor veio também por causa do sofrimento de uma criança, – e de tantas que foram se somando por terem histórias semelhantes – que veio ao mundo feliz, esperada, amada, mas teve que passar por momentos que não desejo a nenhum e a qualquer ser humano. Essa dor veio também pelo sofrimento dos seus pais que não a deixaram por nenhum momento, lhe dando a boa energia, boas vibrações, suas orações, sua fé. Essa dor veio também pelo sofrimento de sua irmã, separada dos pais e irmão, sem entender bem o que acontecia.
São tantas as dores que sinto também por causa de crianças abandonadas, molestadas sexualmente, soltas no mundo, expostas e aproveitadas pelo crime. Todas sem o aconchego, sem o amor de uma família. E acredito que seja assim com vocês também. Dor. Quantas vezes, por tudo isso, tive esse grito preso na garganta. Adélia Padro, portadora de um mundo interior de grande exuberância, em uma de suas entrevistas, diz: “o sofrimento é importantíssimo porque ele é condição de mais consciência. Fugir da dor é perda de tempo. E é possível sofrer em paz”. Acredito em Adélia. Não é fácil, mas é possível sofrer, e crescer com isso, em paz.
A criança, um lindo menino, a que me referi junto com seus pais e irmã, assim que pôde voltar ao colo da mãe, voltou também a sorrir. Ainda tem um longo processo de recuperação, exigindo cuidados especiais – e que lhe sobram – a serem dados por profissionais e pela dedicada e amorosa família.
E seu sorriso voltou a ser sua marca registrada. Sorri de alegria, mas sinto que, principalmente, sorri de gratidão por todo o amor, toda a boa vibração, todas as orações de sua família, e todo o excelente trabalho e cuidados dos profissionais a que foi entregue. Sorri de gratidão por todas as pessoas muito queridas que, generosamente, não o abandonaram em nenhum momento e que, à distância, lhe deram o suporte e a força espiritual necessários para a difícil e longa recuperação. Terna vivência de afetos que a vida não apagará de sua vida e de sua família, pelo tanto que os amparou e fortaleceu em sua fé.
Meu sorriso, hoje, também é de gratidão. E sorrio em paz. A paz que veio do tanto sofrer que não me tirou a lucidez, a luz. É um encantamento. Transborda. Hoje sei que não preciso do grito do Al Pacino. Basta, porque me faz feliz, o lindo sorriso do meu valente, guerreiro e muito amado neto Pedrinho.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Reunião e evento cancelados

A reunião do CLIP neste sábado, 28/06,  e o evento no qual Madalena Tricânico palestraria sobre a poetisa Marina Tricânico foi cancelado em virtude do jogo do Brasil na Copa do Mundo.
Oportunamente comunicaremos a nova data.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

EE PROFª CATHARINA CASALE PADOVANI


Direção – Christina Aparecida Negro Silva

Proposta de Redação - O Ensino Médio que queremos
Alunos das Professoras Margarete O. Pagotto e Karen de Melo Pedreira

1-      Jovens  no mercado de trabalho
      
Atualmente,  o mercado de trabalho pede ao candidato uma série de requisitos para que o mesmo possa ,futuramente, ter uma oportunidade de emprego e melhor renda. Para isso, tal “senhor” exige  que os jovens se qualifiquem em  cursos profissionalizantes, tenham ensino médio completo,dentre outros itens que dão aos candidatos certo destaque, e consequentemente, possam ser  melhor remunerados e ter uma boa colocação profissional. Alguns jovens, porém, não estão preparados, são  até desqualificados para os ofícios disponíveis,por falta de base.
O governo incentiva os jovens e adolescentes,  oferecendo cursos como o PRONATEC, uma brilhante ideia governamental, o qual prepara os alunos a partir dos 16 anos em cursos profissionalizantes de curta duração,  concomitantemente ao curso regular do Ensino Médio das escolas públicas. Há ainda as escolas técnicas profissionalizantes, tais como : ETEC , FATEC, SENAC, SENAI, as quais realizam tal formação, dando oportunidades aos jovens. Porém, se as escolas estaduais oferecessem cursos profissionalizantes dentro de sua grade curricular, o estudante teria um rumo a seguir, uma profissão já escolhida para o futuro.
Em suma, temos grandes oportunidades para o ingresso no mercado de trabalho, mas precisamos incentivos para que todos os jovens aprendam na idade certa para poder participar em igualdade na disputa para uma vaga no concorrido mercado de trabalho.

Nome do Aluno: Gabriel Almeida Costa
RG:56.686.102-1                                          
Idade do aluno: 15


2-      Jovens na Ativa

A participação cidadã dos jovens no ensino médio, poderia ser mais trabalhada, com o intuito de levá-los a entender a necessidade do voto como direito do cidadão de participar do processo de eleger alguém que o represente.
Em nossa escola, somos do grêmio estudantil, e temos uma eleição. Para tanto ,trabalhamos como candidatos apresentando projetos a todos os demais alunos, então, como nas eleições reais, todos escolheram os que mais lhe transmitiram confiança na realização das ideias propostas.
Uma forma de os jovens sentirem-se mais cidadãos seria participar de projetos para que os alunos interajam na comunidade onde convivem, ter uma vida ativa em relação à sociedade, de maneira que possa participar de outras atividades sociais  junto com os governantes, para a melhoria do bairro.
Contudo, para que estes “projetos” saiam do papel, é necessária a ajuda dos mestres das Escolas, dentro do currículo estabelecido, focar no aprofundamento de temas como liderança e participação ativa para que os alunos possam engajar-se, desde cedo ,no pleno exercício de sua  cidadania, na construção do Bem comum.

Nome do Aluno: Gabriela Monteiro
RG: 54.316.080-4                                    
Idade do aluno: 16


3 -      O caminho para o futuro

Pensemos no Ensino Médio como a porta para o futuro e o início de uma nova vida, a qual precisaremos  estar preparados e dispostos para as dificuldades e obstáculos que enfrentaremos até nos estabelecermos. Agora pensemos na escola como o meio de transporte para tudo isso. Será que esse meio e essa porta estão aptos para receber nós jovens, ou melhor ainda, será que a escola está preparada para nos incluir nesse futuro próximo?
A maioria de nós, como jovens do Ensino Médio das escolas públicas, nos preocupamos, agora mais do que nunca com o que viremos a fazer após a conclusão da escola, ou pelo menos é o que deveríamos fazer.  Como adolescentes críticos devemos exigir isso da escola, devemos cobrar que nos ensinem o que fazer ou não no primeiro emprego, como reagir com algumas críticas ou elogios e por último, mas não menos importante, a escola deve nos encaminhar para o mercado de trabalho e  mundo afora prontos  para o que “der e vier”.
O Ensino Médio é a etapa de fazermos uma das escolhas mais importantes para nossa vida: nós temos que escolher qual caminho seguir. E se a escola não nos mostra quais os caminhos, é difícil para nós tomarmos essa decisão sozinhos.Nossas escolhas certas dependem da Escola.
Portanto, é dever da escola nos preparar para o que nos espera fora dela e cabe a nós aproveitarmos essas oportunidades . Só assim , com preparo e vontade, poderemos encarar o futuro.
Nome do Aluno: Natália Pinheiro Pinto
RG: 53.217.311-9                                                       
Idade do aluno:14

4- Escola Não é Lugar Pra se Dormir, Mas Tem Seus Motivos

 Escola :um lugar onde passamos quase metade da nossa vida.Um lugar que é a base da nossa vida profissional;um lugar importantíssimo,mas que, muitas vezes, torna –se entediante.Não por falta de atividades pedagógicas ,mas sim por falta de entretenimento.
Há vários professores que planejam aulas  de maneira bem interessante,mas há também aqueles professores que não movem um dedo em relação a isso, continuam com a velha metodologia da lousa e giz.
É claro que o conhecimento é precioso e que o interesse por ele  tem que começar dentro de nós, muitas vezes,  a disciplina é bastante interessante,  mas quando o aluno entra na aula  “daquele professor” ,  ele desanima.
Nós, jovens, por mais que alguns tentem discordar, temos em comum a agitação.Sempre adoramos professores carismáticos e que , sempre que possível , planejam aulas interessantes e agitadas.
Portanto, o ensino médio que nós jovens queremos, não se trata só de  equipamentos  nas salas de aula,mas sim de professores  que procurem em si mesmos o seu amor pelo que fazem e que torne esse sentimento explícito no preparo de aulas para os jovens alunos.

Nome do Aluno: Elaíse Gabriele Martins
RG: 57.990.442-8                                         
 Idade do aluno: 14


terça-feira, 24 de junho de 2014

Madalena Tricânico no CLIP


A escritora Maria Madalena Tricânico fala sobre vida e obra da poetisa  Marina Tricânico no CLIP - Centro Literário de Piracicaba.
Sábado, dia 28, às 15h na Biblioteca Municipal. Entrada franca

domingo, 22 de junho de 2014

Convite da Academia Piracicabana de Letras


sexta-feira, 20 de junho de 2014

A saga do diamante


Cassio Camilo Almeida de Negri

                O diamante nascera do fogo, ungido em meio às lavas rubras e quentes, gerado no magma do útero da mãe terra e ejaculadas pelo vulcão em erupção.
Após esfriar, tornara-se apenas uma rocha sem brilho, cheia de arestas irregulares, incrustada na encosta da íngreme montanha.
 Com o passar dos séculos, fustigado pelos ventos gelados e solapado pelas chuvas torrenciais, foi ficando cada vez mais escurecido pelo cascão de sujeira que incorporava.
 Alcançou o rio e, no seu leito, foi durante milênios rolando, rolando, em direção ao oceano.
Nunca o alcançou, mas rolou muito pelos riachos, afluentes e rios.
Quanto rolou, quanto perdeu as arestas, até que se tornou igual a tantos outros bilhões de pedregulhos a rolar, sem saber para onde ia, somente sabia rolar, como todos, sem saber o porquê, de onde vinha, nem para onde ia.
Um dia, porém, resolveu parar e ficou preso à beira do rio.
Muitos anos se passaram, e ele ali, estático, embalado pela água fria, algumas vezes suja, algumas vezes limpa, até que um dia foi içado do lodo e sentiu-se rodando num torvelinho estonteante na bateia de um garimpeiro.
Fora achado, escolhido para terrível e bela missão .
Quanto sofrimento passou. Sentiu tirarem lascas de seu corpo, e a cada lasca que perdia, após uma dor lancinante, percebia que uma luz brilhante o penetrava.
Após o calvário da lapidação, toda sua casca suja, adquirida nos milênios de contacto com a terra, fora retirada.
                Polido, pelas mãos do ourives, podia agora apreciar seu próprio brilho, refletindo a luz solar.
Tornara-se um diamante lapidado, um belo brilhante de muitos quilates.

Assim também é nossa alma, que vinda do Todo se turva na experiência terrestre para, lapidada pelas mãos do Criador, poder refletir a Luz Divina.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Elas não sentem...



Maria de Fatima Rodrigues

Eu posso escrever palavras
de aço,
de papel,
de flor.

Palavras que
matam,
afagam,
e até palavras de amor.

Posso
esquecê-las com o tempo,
jogá-las num canto...
... elas não sentem dor!


domingo, 15 de junho de 2014

ORQUÍDEA AZUL


Elias Jorge

Amei lindíssima orquídea azul,

que o destino, sorrateiro, a levou
para o Jardim dos Sonhos.

Algemado na perversa solidão,

um novo dia se abriu
quando o vento soprou lindas flores
na minha direção.

Entre as suas macias pétalas,

com sensuais aromas,
libertei-me da solidão e vivi...



sexta-feira, 13 de junho de 2014

TROVAS PARA SANTO ANTONIO


Olivaldo Junior

Santo Antonio, meu santinho,
no seu dia tão lembrado,
peço a vós, num "bilhetinho",
coração de bem casado.

Pus Antonio de castigo
num cruel congelador;
se ninguém ficar comigo,
o santinho perde a cor.

A beleza do casório
de Maria e de João
teve Antonio, do oratório,

dando a bênção da união.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

TORCIDA


Ludovico da Silva

O que seria das praças esportivas sem a presença da torcida?
Claro, nem sempre tudo sai ás mil maravilhas. Principalmente quando o time para o qual se dedica deixa de marcar uma estrondosa vitória.
Todas as modalidades reúnem adeptos que fazem de tudo para estar presentes aos jogos e aplaudir freneticamente os atletas mesmo em condições desfavoráveis, pois o objetivo é sempre a busca do melhor para as cores que bate mais forte no coração.
A torcida faz um espetáculo diferente e apóia os participantes dentro do campo, na busca da vitória e na consagração da equipe com a conquista de títulos, o objetivo maior de uma disputa.
Os maiores feitos dos atletas fazem a torcida se emocionar, traduzindo a felicidade na alegria que expressa, tanto quando ri ou quando chora.
Por outro lado, os participantes das partidas se sentem felizes com os estádios e ginásios lotados, pois fixam no interesse da torcida o incentivo maior para se dispor a uma conduta elevada e brindá-la com uma atuação das melhores.
É por isso que é necessária a presença da torcida nos eventos esportivos, proporcionando mensagem especial, de incentivo, cores e evoluções.

Esportes em torcida, são como um jardim sem flores. Perdem a beleza.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Lançamento da Revista de número 20 do IHGP

Foi lançada dia 10 de junho no Museu Prudente de Moraes Barros a vigésima edição da Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba com textos de Almir de Souza Maia, Armando Alexandre dos Santos, Manoel Valente Barbas, Vitor Pires Vencovsky, Pedro Caldari, Orlando Guimaro Junior, Maurício Fernando Stenico Beraldo, Felipe Aparecido Rodrigues, Joceli Cerqueira Lazier, Ana Paula Paschoaldeli, Vivian Regina Monteiro, Maurício Carmezini, Evandro Cesar Azevedo da Cruz, Vicente Paulo dos Santos Pinto,  Denise Maria Gândara Alves, Urgel de Almeida Lima, Marcelo Batuira da Cunha Losso Pedroso, Caroline Paschoal Sotilo, Patricia Ozores Polacow, Toshio Icizuca, Ivana Maria França de Negri e Carmen Pilotto.


segunda-feira, 9 de junho de 2014

O soldado ladrão


Dirce Ramos de Lima

 Foi mandado para a guerra,
      lutar pela pátria, ,
      defender a nação,
     matar por um pedaço de chão.

 Voltou tão pobre como sempre!

  Morreu baleado pela policia,
     quando roubava um pedaço de pão!

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Um pouco de você ficou...


Lídia Sendin

Você partiu, não por inteiro,
Deixou pedaços e cheiros.
Quando sinto saudades
Cada um deles eu acho.
Guardei o último beijo
Naquela gaveta de baixo
E quanto sinto desejo
De ser beijada de novo
Abro bem de mansinho
E devagar o removo.
Guardei carinhos também,
Num cofre de coração
Sentindo falta de um deles
Pego então uma porção.
Ninguém consegue partir
Sem deixar de si um pouco,
Um olhar, um jeito, um sorrir,
Parte do bom e do louco.
Saudade é isso meu bem,
Fica grudada na gente
E quem diz que não a tem

De saudades não entende.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Convite


segunda-feira, 2 de junho de 2014

TER E SER



Helena Curiacos Nallin

Ter é difícil
Ser é muito  mais
Ter é mostrar que tem valor
Ser é o próprio valor.
Quem tem faz  questão de dizer,
Quem é, não o faz,
Porque, por si  o ser  brilha
Ter é a luta de  todos.
Ser é o privilegio de alguns