As reuniões do Grupo Oficina Literária de Piracicaba são realizadas sempre na primeira quarta-feira do mês, na Biblioteca Municipal das 19h30 às 21h30

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MEMBROS DO GOLP

MEMBROS DO GOLP
FOTO DE ALGUNS MEMBROS DO GOLP

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Praças e Pessoas



                                                     Pedro Israel Novaes de Almeida

            Houve um tempo em que as praças eram centros de convívio, e não meros atalhos.
            Em algumas cidades, a banda alegrava o ambiente, e o coreto servia como palco à apresentação de artistas locais. Na maioria dos municípios, sequer as bandas sobreviveram, e com elas a descoberta e incentivo a instrumentistas.
            Os jardins eram mantidos graças aos educativos porretes dos guardas municipais, não raro idosos e dedicados servidores. Fontes luminosas e lagos embelezavam o ambiente, à época bem iluminado.
            A música era irradiada por sofríveis alto-falantes, e entremeada por propagandas, de sorvete a funerária, até que a chegada das 22:00 horas decretasse o silêncio absoluto. Não existiam as sons ensurdecedores e desrespeitosos dos carros, agora transformados em bregas discotecas ambulantes.
           Homens e mulheres formavam diferentes círculos, que caminhavam em direções opostas. Aos poucos, as mulheres mais atraentes eram chamadas pelo interessado para fora do círculo, iniciando a paquera.
           Mulheres feias andavam em bando, evitando o constrangimento de terminarem a noite perambulando solitárias pelo círculo feminino. Homens idem.
            Não existiam cantos de crack, e os raros casos de violência diziam respeito a bandos rivais de bairros distintos. Havia ainda os que julgavam-se proprietários das ex-namoradas, e os irmãos ungidos censores dos relacionamentos das irmãs.
            O comércio dizia respeito à venda de pipoca, sorvete, algodão doce e quebra-queixo, complementado pelo boteco da praça. Crianças brincavam e idosos comentavam feitos nem sempre ocorridos.
            Vez ou outra, a pipoca era premiada, com minúsculo torresmo, enquanto o quebra-queixo indicava se original a dentição do consumidor. Os molhos para pipoca, surgidos ao longo do tempo, figuram como a pior invenção da humanidade. Sorvetes variavam a cor, mantendo a característica de gêlo tingido.
            As praças tinham vida própria e eram repletas de memória. As conversas não eram tecladas e o relacionamento mais pessoal.
            Os locais públicos estão sendo esvaziados, a cada dia menos frequentados, por insegurança ou novos hábitos. A convivência torna-se cada vez mais restrita, com cada grupo escolhendo seu gueto.
            Reurbanizar praças, jardinando-as e garantindo-lhes ambientes seguros, é bem mais importante que construir portais, não raros escandalosos. Praças permitem a convivência, e portais são meros detalhes visuais da chegada.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

O RIO DA AGONIA

(foto Del Rodrigues - Rio Piracicaba)

poema de Lídia Sendin

O sol desaparece
Na curva do Rio,
Lento como o denso
Manto de espuma
Que flutua sobre a agonia dos peixes.
Ilumina as pedras negras
Que brotam do leito das raras águas.
Pobre Rio de acres odores,
Tristes margens sem flores.
O sol que agora te pinta de mel
Amanhã brilhará,
Como sempre, no céu,
Afastando as nuvens

Das redentoras águas.

sábado, 24 de maio de 2014

BEM MAIOR



Helena Curiacos Nallin

                                               Esta vida tão frágil, tão incerta,
                                               que não sabemos quando vai mudar
                                               quase sempre traçamos grande meta,
                                               nem sempre conseguimos alcançar.

                                               É ela pois, única porta aberta,
                                               dádiva que não pode comparar,
                                               às vezes, não estamos em alerta
                                               para o bem maior a vida iluminar.

                                               Valores menores sempre exaltamos
                                               e a vida “o bem” melhor sempre olvidamos
                                               sem lembrar que tudo é passageiro.

                                               Só ela permanece bela e a teremos
                                               pelo tempo ideal que aqui vivemos:
                                               o bem maior deve estar em primeiro!

quarta-feira, 21 de maio de 2014

CORRER RISCOS


Plinio Montagner

Correr riscos tem muito a ver com liberdade. Quem tem medo, e mesmo assim tem coragem de correr riscos, é realmente uma pessoa livre.
Convém explicar: Ninguém é totalmente livre, e assim deve ser. Sem leis, códigos e regulamentos para limitar o comportamento do homem, não haveria paz nem harmonia na terra, e o caos se instalaria.
O tema do texto é outro.  Estou me referindo a correr riscos para viver melhor e ter sucesso na vida. E para que isto aconteça, além de estudar e trabalhar, o homem precisa ousar, ser um pouco atirado, atrevido, ser diferente, sair de vez em quando da mesmice.
Vejam estas colocações: Quem não diz o que pensa ao chefe, e fica quieto porque tem medo de ser despedido, não é uma pessoa livre. Segue seu bom senso e fecha a boca. Quem não retruca para não comprometer uma amizade, está freando sua liberdade. Quem não diz a verdade sobre a qualidade de um produto para não perder uma venda, e com isso deixar o patrão feliz, sua individualidade fica diminuída. Quem não abandona um emprego ruim, é escravo de si mesmo.
Assim é a vida, seguir preceitos, e aprendendo, que às vezes é preferível ser derrotado a vencer uma discussão.
 Deixamos muitas vezes de fazer coisas boas por medo, por complacência, devido a dificuldades de locomoção, falta de companhia, falta de dinheiro, roupa adequada, melancolia, e assim vai.
Correr riscos é dizer o que pensa, é retrucar, é ser traído, criticado, amado, ouvir nãos, ficar frustrado, passar vergonha, mostrar a cara.
Essas ponderações lembram o filme “Perfume de Mulher”, com Al Pacino e Gabrielle Anwar – Às vezes uma linda mulher está pertinho da gente, a sós, uma música tocando, e não tomamos nenhuma atitude. De repente, do nada, aparece um cara feio e a tira para dançar.
No filme, Al Pacino ousou, e após o vacilo da jovenzinha, retrucou: - “Um minuto pode ser uma vida”. E a diva sorriu.
Sêneca (Séc. I – D.C.), escritor, filósofo e pensador estóico romano, é dele estas citações: Riscos devem ser corridos, pois o maior perigo que o homem corre é não arriscar nada. Quem não arrisca, arrisca tudo.
Já perceberam que em algumas reuniões festivas ou não, sempre há alguém que não diz nada, nem ri? Esse tipo segue o velho ditado: Feche a boca que você passa por doutor.
Rir é correr o risco de parecer tolo, e chorar é correr o risco de parecer sentimental. Não devemos ter medo de ser diferentes.
Escrever? Eu não sei escrever. Nunca fui bom em redação...
Mentira!
Não escreve porque a escrita e a oratória revelam sentimentos, fraquezas, defeitos, e o nosso eu. Esses medrosos, ou espertos, economizam palavras e sorrisos com medo de serem mal interpretados.
Podem estar certos nesse ponto, pois muita gente confunde simpatia e civilidade com vulgaridade e licenciosidade.
Outro fator que leva as pessoas a não correr riscos é a confiança. Quem não confia é porque tem medo de se decepcionar. Mas quem nunca teve decepções na vida?
E, o que há de errado estender a mão a alguém? Muitos não fazem isso, não por aversão, mas porque acham que esse ato significa envolvimento.
E chorar? Choramos escondidos só para não parecermos sentimentais e fracos. Ora, gritos não vencem batalhas nem lágrimas enfraquecem os bravos.
Amar é uma das coisas mais lindas da vida. Mas há quem não ama para não correr o risco de ser correspondido.
Bobalhão!

Lembrete: Viver é correr o risco de morrer.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Enim-quidem


Irineu Volpato

um dia me impuseram – empina-te
e caminha
e tentei moldar-me a ventos
empurrões da vida
e me envolvi no quanto pudera
me ensinar
e me moldei a quadrantes e
equilíbrios
a digerir a sorte e resultá-la
em amanhãs que me pensassem
me posasse ereto entre chão
e infinito
adensando-me pleno capaz cabal
de amanhã repor-me feto
carecendo novamente
e o dez? seria acreditar-me acréscimo

eternidade/mente

sexta-feira, 16 de maio de 2014

ZION - de Eloah Margoni

ZION  é o mais novo livro digital da escritora e poetisa Eloah Margoni.
Prefaciado por Cecílio Elias Neto

"ZION" novo livro da Escritora Eloah Margoni, disponível no Clube dos Clube de Autores, link https://www.clubedeautores.com.br/book/164867--ZION

quinta-feira, 15 de maio de 2014

SAUDADE DE ANTIGAMENTE...



 Adenize Maria Costa
Um dos “sintomas” mais expressivos do envelhecimento é o saudosismo. Ultimamente esse sentimento tem me visitado com frequência, isso legitima que o tempo passou, que já vivi muitas situações e sobrevivia todas elas. É tão bom olhar para o passado e lá encontrar muitas coisas, situações e pessoas que fazem sentir saudades. Tenho sentido muitas “saudades de antigamente”...
Dia desses num raro momento de folga resolvi dar uma volta no Mercado Municipal, fazia muito tempo que não passava por lá. Definitivamente esse lugar me faz lembrar da minha infância. Todas as vezes em que vínhamos para a cidade era para comprar tecido na Casa Dom Bosco ou então comprar “calça rancheira” que hoje são famosas no mundo inteiro, as tais calças jeans. Por ter um tecido mais resistente, antigamente, eram usadas para trabalhar na roça. O roteiro na cidade incluía uma passada no Bazar Cor de Rosa para a compra de aviamentos de costura, uma passagem pela Farmácia do Povo para em geral comprar alguns blisters de Cibalena, Pomada Beladona e Iodex e depois uma passada pelo Mercadão, onde não havia muito o que se comprar porque tínhamos praticamente tudo no quintal, as vezes comprávamos maçãs, mas era raro, eram compradas quando já fazia parte dos planos visitar alguém doente ou convalescente. No mercado era de lei comer um pastel e tomar uma caçulinha ou um pingado... Hummmm! Só de lembrar dá água na boca...
Pois é, no meu passeio recente pelo mercado, sem pressa andei passando por todos os boxes. Olhando para aquele chão e pensava em quantas histórias estão guardadas ali, quantas pessoas, quantas gerações andaram por aqueles corredores levando e trazendo mercadorias. Estava emocionada.Não sei me emociono muito fácil nos últimos tempos! Fiz questão de parar na mesma banca, (não sei se é da mesma família), e propositadamente pedi um pastel e uma caçulinha. Pronto! Essa foi a chave para um retorno rápido ao passado, senti-me como quando era criança e tenho certeza que esse foi o pastel e a caçulinha mais saborosos dos últimos quarenta anos, misturado com gosto de lágrimas e de saudades.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Poema Imagético II




Carmen Pilotto

No transversal recorte da amplitude
Penas sibilam denunciando emergência
Em simétricos movimentos bilaterais
Alçam vazios de seu vasto domínio

Pássaro céu infinito liberdade
Sonho humano da impossibilidade
De alçar horizontes outros
Vagando sem rumo na imensidão azul!

sábado, 10 de maio de 2014

Poesias sobre Mães

 Hoje o dia é só delas, e para elas os poemas e homenagens. 
Mães presentes, mães ausentes, mães de primeira viagem e mães que já empreenderam a última viagem.


UM AMOR ETERNO
Ivana Maria França de Negri

A vida continua, mãe...
Tua presença permanece em tudo.
Encontro-te no perfume das rosas,
no voo das borboletas,
nas músicas que cantavas
e no silêncio profundo...

Encontro-te nas minhas viagens,
nos teus escritos,
herança preciosa
que aquieta meu coração angustiado.
E olhando para o infinito,
em meio à saudade imensa,
tenho a certeza plena
que amor de mãe é eterno...

 SUBLIMAÇÃO
Gilberto Cano Bello

Certa vez imaginei em meus sonhos esparsos
Uma figura de mulher que só fosse carinho
Que caminhasse junto aos meus passos
Que estivesse sempre em meu caminho.

Uma mulher desprendida, porém cheia de afetos
Que chorasse comigo as minhas dores
Que amasse comigo os meus amores
Que risse junto nos meus encantos
Que amargurasse comigo os desencantos.

Uma mulher que tivesse um coração de poesia
Que mesmo triste, transmitisse alegria
Que meus erros corrigisse em silêncio
Que meus fracassos em seu peito abrigasse
E em minhas vitórias participasse

Uma mulher diferente, mas que tudo sentisse
Tanto, que uma ferida em mim fizesse nela uma cicatriz
Que uma alegria em mim, brotasse um sorriso nela
Que fizesse por mim o muito que eu não fiz

É impossível! Dirão:
Não há ninguém assim!
Mas para mim existiu
Pois minha mãe foi isso para mim...

PRECE
Maria Lúcia Prado Almeida

“ O Senhor fez em mim maravilhas, Santo é o seu nome.
Assim, Maria, mãe de Jesus, cantou sua glória.
O mesmo sinto, ó Pai bendito, quero louvar-te.
Por tua vontade, mulher me teceste em minha mãe
e me concedeste o sumo bem, ser mãe também.

Desde sempre, a minha vida agasalhaste em teus planos.
Louvo-te pelos anos, pelo tempo que me dás,
pelos meus filhos, amor tão belo, em meu caminho.
Como mãe te peço, Deus amado, zela por eles,
da humanidade, tão sofrida, cuida! Amém!

MÃE
Maria Iraci Pinto

Ao olhar os seus cabelos
pelo tempo esbranquiçados,
e os seus passos já cansados,
dói no fundo o coração.

Vendo seus olhos embaçados,
o sorriso hoje forçado,
das saudades acompanhado,
venho lhe pedir perdão.

Seus sonhos não realizei
e se em tudo fracassei,
não foi porque não lutei,
falhei em grande proporção

Se presentes nem posso lhe dar
muito menos lhe abraçar
só me resta então rezar
com toda minha devoção

Para que a Virgem Maria
brinde-a com a alegria,
paz, saúde e harmonia
e também dê sua Benção!

E quanto a mim...
peço perdão.


HOMENAGEM À MINHA MÃE FALECIDA
Ângela Reyes

A ti mulher, que gerastes tantos e tantos filhos,
abrigando-os no teu seio.
A ti, cuja vida doaste na missão de mãe,
à tua imagem que os anos apagaram
e o eco da tua voz em canção de ninar,
pouco a pouco foi se apagando.
A ti dedico meus versos molhados de lágrimas.
Se jamais beijei as tuas mãos, nem andei segura do teu lado,
se toda a magia que envolve a palavra mãe
ficou presa, entalada em minha garganta,
hoje, de mulher para mulher, de mãe para mãe,
ofereço essa homenagem.
Abençôo teu ventre, teu óvulo fertilizado,
abençôo os seios que com amor me amamentaram,
abençôo a ternura dos teus braços nos meus primeiros anos
e os genes de fêmea que me legastes.
Guardo a tua única e fiel lembrança.
Estavas imobilizada, qual deusa adormecida em prolongada letargia,
o mais doce dos sorrisos desenhado nos teus pálidos lábios.
Vi sem compreender quando te carregaram rodeada de flores,
você...a mais bela de todas, a mais pálida.
E regressaram sem ti, sem explicações, sem palavras.
Esperei dia a dia, noite a noite por tua voz, teu sorriso, teu canto.
Foi o doloroso e profundo silêncio, cortando o ar,
e tua ausência interminável que me responderam com o passar dos anos.
Não acostumei a te perder, sempre te  senti ao meu lado
imortalizada como um ícone no altar da minha alma.
Hoje dedico-te esta homenagem porque tu, minha mãe,
és para mim a mulher especial, a única, a de sempre.

MÃE
Sylvio Arzolla

Você foi em minha vida
Aquela estrela a indicar
O caminho certo e verdadeiro
De uma vida a começar.

Mãe, quanta lembrança,
De sua estada entre nós,
Hoje uma saudade infinda
Me traz constante tristeza.

Mas sei que você está feliz
Porque partiu preparada
Para encontrar o Pai
Na sua nova morada.

Espero um dia encontrá-la
E poder muito abraçá-la
Rever seu meigo rosto
Rever todo o seu ser.

MÃE
Rosaly Ap.Curiacos Almeida Leme

Para ser mãe precisa:
ter muito amor ,muita alegria, muita fé, muita vontade de viver,
ter firmeza, mas ser sempre ternura,
saber sorrir e saber chorar junto,
nunca se anular mas  saber que os filhos devem ser protagonistas de suas próprias vidas,
não interferindo estar sempre presente mas só se fazer notada quando for conveniente,
transmitir entusiasmo pela vida e pelo amor.


MÃE...
Gisele F. da Silva

És o sol que ilumina o dia...
A Lua inveja sua glória... seu amor,
Em Você, Deus, espelhou a natureza...
Em minh'alma e coração,
Somente cabe admirar,
Sua magnitude e realeza...
 
MÃE
Maria Helena Brunelli F. de Camargo

Sei da tua vida
das tuas lágrimas
dos teus sorrisos.

Sei dos teus temores
tuas alegrias
teus amores

Sei dos teus passos
tuas melodias
teus gestos

Sei dos teus carinhos
das tuas mãos frágeis
dos teus olhos tímidos

Quisera comigo ter-te agora
e juntas caminharmos, lado a lado,
corações ardentes em Jesus,
mãos unidas num abraço Eucarístico,
dizer-te:
- Que a Paz esteja contigo, Mãe!

MÃE, UMA PALAVRA DOCE
Áurea Lucia Maria Gastão.

MÃE, uma palavra doce, que traduz tanta emoção... uma pessoa meiga, carinhosa, protetora, que se doa para acolher seus filhos, protegendo-os de todos os perigos da vida.
MÃE, uma mulher forte que supera obstáculos e não se importa com as pressões do dia-a-dia, e sempre arruma uma horinha para quando seu filho(a) precisar..., estará de braços abertos para aconchegar, dar carinho, amor ou até mesmo escutar suas lamentações e reclamações.
MÃE, se eu contasse cada vez que a senhora fez diferença em minha vida, cada vez que a senhora me escutou e me deu ânimo ou compartilhou seu bom humor ou me ensinou algo importante sobre mim e sobre o mundo, tudo isso seria somente o começo do quanto a senhora significa para mim..., do quanto é especial, do quanto a senhora é importante em minha vida.
MÃE, ser seu filho(a), é uma dádiva de Deus, uma linda benção do Senhor, que enche todos os meus dias de felicidade e de alegria.
MÃE, agradeço por existir e por tê-la como amiga e por estar “presente” em minha vida, que não apenas este dia seja especial para a senhora, mas que todos os dias sejam repletos de vitórias e conquistas, pois o seu sorriso, seus sonhos são doces e  os mais sinceros que o seu coração
possa transmitir para mim....

TROVANDO PARA AS MÃES
Leda Coletti

Mãe, com três letras se escreve
o amor maior, mais bonito,
a você louvor se eleve,
da terra até o infinito.

Às mães os poetas tecem
belas palavras rimadas
mesmo assim nem sempre exprimem
quanto devem ser amadas.
           
MÃE
Esther Vacchi Passos

Presença divina, luz que ilumina
a vida nos dá sem cobrar nada
amor que em teu peito transborda
toda dor e trabalho suportas

Noites mal dormidas, cantando
canções de ninar e abraçando
Mãe, tua presença é um alimento
o tempo passa e tua falta é um tormento

Abro a janela, o sol me aquece
como em outrora, teu colo me deste
no azul do céu, o olhar se perde
vendo-te linda, estrela d’oeste

Mãe - estando ela presente
não se deixe ficar ausente
abraçe-a com amor ardente
sentindo seu calor para sempre

ABRAÇAR MARIA DESOLADA
M. Nazareth Furlan P. de Camargo

Eis que aos pés do Calvário está Maria,
A mãe que sofre a dor de haver perdido
Em violência e dor o tão querido
Filho, que sempre foi sua alegria.

Em lágrimas sua alma se vertia
Ao abraçar o corpo falecido...
No  regaço materno enternecido
Em  desolada dor se entristecia.

Quantos  pais/mães Maria nesta vida,
Uma  filha ou um filho  sepultados!
Com eles um pouco do coração...

 Fortes na Fé, os prantos enxugados,
Abraçando esta dor da despedida,
Com Esperança na Ressurreição.

AS MÃES
Francisco de Assis Ferraz de Mello

Os homens morrem nas guerras
E, depois, são esquecidos.
Mas há as que jamais se esquecem
- As mães...
As mães são abençoadas,
Deus abençoou as mães
Porque elas jamais se olvidam
Dos filhos mortos nas guerras.
Benditas as mães!

MÃE NOSSA DE CADA DIA
 Angela Guerrini Sega
      
 Mãe nossa de cada dia, sejam feitas as nossas vontades e as tuas deixa pra depois.
 Venham a nós teus benefícios, sorrisos e caricias.
 Mãe nossa de cada dia levantas cedo e vais à padaria trazer o pão fresco e bem quente, serve-nos também um bom leite com café.
Faça patê de salsicha com bastante maionese e não nos venha com preguiça.
Abasteça nosso ventre, nos refresque nos dias quentes e no frio nos aqueça com o mais macio cobertor, de preferência antialérgico e estampado floral.
Mãe nossa, anda, vai logo ao supermercado, a dispensa está vazia.
Arruma as camas, limpa a casa, costura pra nós uma linda roupa e conserta nossos erros, resolvendo também nossos problemas.
Abra teus braços e nos console dos tombos que a vida nos dá, retira de nós todo cansaço e com ele as desilusões.
Mãe nossa de cada dia favoreça-nos com tua ternura mas não nos conte as tuas dores.
Já estás velha e de nada precisas. Nós, porém, os jovens, temos tanto a viver e precisar.
Viva mãe a nosso favor e amor, o tempo corre depressa e um dia sairemos do ninho seguindo nosso caminho.
Prometemos com toda certeza, trazer os netos para que tu, mãe nossa, continues a cada dia dando mais de si.

QUADRINHA DO MÊS DE MAIO
Carlos Vitti

Maio é mês dos casamentos,
E das mães do coração,
Foi a princesa Isabel
Que acabou com a escravidão.

AMOR DE MÃE
Maria Helena G. Bueloni

É como um grande coração...
que no fundo de sua alma
traz coisas que só as mulheres entendem...
Repartem o pão de cada dia...
nos deixam chorar em seu colo...
nos fazem sorrir quando tudo é tristeza...
nos cantam cantigas de ninar...
nos fazem sonhar...

À MÃE MAIOR, MARIA!
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins

Horizonte em matiz...(sexagenário!)
que eu costumava apreciar, menina,
ainda vive, extraordinário,
em minha velha mente pequenina...

Ah! Sóis diversos sobre o campanário
bebendo orvalho da verde campina
e eu, num voo inimaginário
tocava o céu e via a Mãe Divina!
                                         
Cercada de iluminados arcanjos
em companhia do filho Jesus,
Maria “tecia” belos arranjos.

Para premiar pequenos e “marmanjos”
pedia a Deus a necessária luz
para enviá-la através dos anjos!

EXISTE ALGUÉM...
Eunice Zem Verdi

Existe alguém, cuja presença transborda-nos o coração de paz e tranquilidade.
É um ser meio anjo, meio mulher, com olhos de ternura, gestos de carinho, que nos faz desejar mais e mais estar ao seu lado.
Esse alguém nos carregou em seu ventre, nos alimentou em seu seio, estabelecendo um elo de amor por toda a vida.
Esse alguém angelical e amoroso, é você, Mãe!

MAMÃE
André Bueno Oliveira

Falar sobre mamãe, por mais que eu tente,
meu longo discursar, será vazio!
Jamais adentrarei a sua mente
pra ver o Amor-Nascente de seu rio!

AH! MAMÃE!
Maria Emília L. M. Redi

Ah! Minha mãe, minha amada!
O brilho de amor do seu meigo olhar,
levarei comigo pela eternidade, e um dia mais...

Ah! Minha mãe, minha amada!
Quem tem mãe, tem tudo.
Quem não tem mãe, não tem nada!!!

À MINHA MÃE
Lino Vitti

Leio, nos olhos puros da criança,
poemas de inocência e travessura;
Leio o longo poema da esperança
no olhar jovem que sonha e que fulgura.

Vejo poentes na pupila mansa
de um velho que é silêncio e que é amargura.
E há sempre dor na lágrima que dança
no rosto triste de qualquer criatura.

Mas o olhar que mais fala, embora mudo,
- sorriso oculto em berço de veludo,
- luar divino, ternamente fixo,

é o olhar da mãe, cheio de estranhos brilhos,
de joelhos a rezar pelos seus filhos,
diante do imoto olhar de um crucifixo.

MÃE - PALAVRAS
Carmelina de Toledo Piza

Mãe grávida. Mãe da criança que nasce do amor e da alegria. Mãe da tristeza de ser mãe. Mãe do aborto. Mãe que ama e cuida. Mãe que se atira na lagoa para salvar o filho. Mãe que joga o filho na lagoa. Mãe da criança puxada e arrastada pelo carro. Mãe do jovem que dirige o carro e arrasta a criança. Mãe da criança que ri, chora, brinca, cai, levanta, canta e dança. Mãe da criança do farol. Mãe do jovem que tem amigos, que fica, estuda, namora e ama. Mãe do moço. Mãe da moça. Mãe do morador de rua. Mãe da desesperança. Mãe que entrou na faculdade, trabalha, tem sonhos e esperanças. Mãe do moço que pega a arma e mata. Mãe da mulher que é mãe de todos. Mãe do homem que cura, reza, canta, grita, fala, escreve.Mãe do homem que é vil, mentiroso, corrupto, dissimulado e ladrão. Mãe da avó e do avô que conta histórias, passeia, tem sua turma e vive. Mãe da velha e do velho abandonados. Mãe das árvores, mãe das águas, mãe dos bichos, mãe do céu, mãe da terra. Mãe pátria, mãe da língua, da palavra Mãe.

MÃE MULTIMÍDIA
Lídia Sendin

Esfrega, seca e passa.
Compra, descasca e coze.
Mistura, bate e assa.
Anda, pára, desce e sobe.

Sai, dirige e orienta:
Põe o conto, atenção!
Olha  a rua, fica atenta,
Pra descer dá uma mão.

Professora, enfermeira,
Pedagoga: é uma artista,
Terapeuta, costureira,
Sua casa administra.

Cantada em verso e prosa
A mãe não deseja nada...
Talvez um botão de rosa,
Muitos beijos e obrigada!

EDUARDA, MINHA MÃE
Elda Nympha Cobra Silveira

Estarrecida,
olhava à minha volta
e sentia a sua presença,
isso sempre senti,
desde a nascença.
A senhora, minha mãe
era o calor, a compreensão
o porto na chegada
e a bênção na partida.
Com seu sorriso complacente
e seu olhar admirador
me envolvia, sempre
na doçura do seu amor.
Ninguém mais me vê
desse seu jeito amigo
valorizando cada gesto meu,
o seu amor de mãe
não foi desfeito, está comigo
nem a morte o levou,
pois sinto que ainda estou
nos braços seus.

MÃE
Ruth Carvalho Lima de Assunção

Sagradas, heroínas e determinadas.
Leoas na defesa dos filhos
Técnicas na formação do caráter.
Puras, amorosas, chegando ao divinal.
Debruçam-se aos pés de Deus
Oram por seus filhos
Pedindo felicidade e paz.
Deixam raízes do amor
Estrelas brilhantes que se estendem pelos caminhos luz,
Iluminando ao correr dos anos, tanta dedicação e renúncia.
Lutam e superam os desafios.
Mesmo ausentes, anjos protetores
Fonte de inspiração de uma saudade infinita que vive em nós
Nos meandros de nossa alma
Na palavra mãe, o segredo da vida...

MÃE
Felisbino de Almeida Leme

Mãe!
Hoje é o teu dia.
Eu te saúdo, mãe:
Mil vezes te saudaria.

Palavra doce e sublime,
Que nos vem do coração,
Como um livro que se imprime,
Em versos de gratidão!

Hoje descansas em paz,
Na morada celestial.
Este dia saudade me traz,

Oh mãe: chamada imortal!

quinta-feira, 8 de maio de 2014

HOMENAGEM À MINHA MÃE FALECIDA


Ângela Reyes

A ti mulher, que gerastes tantos e tantos filhos,
abrigando-os no teu seio.
A ti, cuja vida doaste na missão de mãe,
à tua imagem que os anos apagaram
e o eco da tua voz em canção de ninar,
pouco a pouco foi se apagando.
A ti dedico meus versos molhados de lágrimas.
Se jamais beijei as tuas mãos, nem andei segura do teu lado,
se toda a magia que envolve a palavra mãe
ficou presa, entalada em minha garganta,
hoje, de mulher para mulher, de mãe para mãe,
ofereço essa homenagem.
Abençoo teu ventre, teu óvulo fertilizado,
abençoo os seios que com amor me amamentaram,
abençoo a ternura dos teus braços nos meus primeiros anos
e os genes de fêmea que me legastes.
Guardo a tua única e fiel lembrança.
Estavas imobilizada, qual deusa adormecida em prolongada letargia,
o mais doce dos sorrisos desenhado nos teus pálidos lábios.
Vi sem compreender quando te carregaram rodeada de flores,
você...a mais bela de todas, a mais pálida.
E regressaram sem ti, sem explicações, sem palavras.
Esperei dia a dia, noite a noite por tua voz, teu sorriso, teu canto.
Foi o doloroso e profundo silêncio, cortando o ar,
e tua ausência interminável que me responderam com o passar dos anos.
Não acostumei a te perder, sempre te  senti ao meu lado
imortalizada como um ícone no altar da minha alma.
Hoje dedico-te esta homenagem porque tu, minha mãe,

és para mim a mulher especial, a única, a de sempre.

MÃE É UMA SÓ


 Esther Vacchi Passos

Dia das mães, um dia especial para comemorar, mas que, no entanto representa todos os dias, pois ela está sempre presente em nossas vidas.
Que este laço de união seja vivido, com muito amor, carinho, respeito e dedicação.
Ser mãe é uma dádiva divina. Mãe não mede esforços para atender os anseios dos filhos, a qualquer hora e em qualquer momento ela se faz presente.
Mãe, que neste dia tão especial você possa ser homenageada e lembrada com amor e carinho, e que tenhamos sempre em mente os momentos felizes que vivemos juntos, reviver as nossas histórias, nossas brincadeiras e os ensinamentos que compartilhamos.
Mãe, biológica ou adotiva, presente ou ausente, mãe de todas as formas...Mãe é uma só .
Feliz dia das mães!

                                         

quarta-feira, 7 de maio de 2014

MÃES


        Dirce Ramos de Lima

Que as mães continuem sendo
 santas guerreiras,
sejam improvisadas, programadas,
 adotadas ou verdadeiras;
Que as mães continuem abençoadas e protegidas
pelo “Pai Eterno”
e o melhor lugar do mundo
seja sempre o abrigo do colo materno.
Amar, parir, cuidar,
jamais desfazer o cordão umbilical
Mesmo que todos os filhos continuem ingratos,
que nenhuma mãe os queira mal...
Os filhos crescem, esquecem:
O amor de mãe continua sempre igual!
 Bendito o mundo em que vivemos,
benditas as mães que de Deus recebemos...


terça-feira, 6 de maio de 2014

PROFISSÃO: PROFESSOR




Margarete de Oliveira Pagotto* 

Ao ouvir o conto “A moça tecelã” de Marina Colasanti, contado no último ATPC na escola onde sou professora, lembrei-me de minha própria origem.
Nasci em um lar onde minha mãe, até altas madrugadas, tecia e tecia com agulhas de crochê, blusas, casaquinhos, onde desenhos formavam-se,  tornando os trabalhos cada vez mais admiráveis. Fui  batizada por uma costureira aposentada que também confeccionava trabalhos maravilhosos; por outro lado, sou crismada por uma professora que, com muita paciência, auxiliou  muitas crianças na arte de ler e escrever, e sou uma delas. Com muito carinho e atenção,  a “tia Otília” me tomava a tabuada e me  ensinava o abecedário, na cartilha,ela  tecia comigo as primeiras palavras. Esse é o começo....
Aos dezoito anos decidi traçar meu caminho e escolhi fazer o curso de letras, até tentei fugir dessa profissão, ao me formar trabalhei em outras áreas que não pertenciam a da educação, porém de nada adiantou, porque, talvez pela convivência com mulheres tão trabalhadoras e decididas desde a infância, iniciei, um pouco tardiamente, a arte de auxiliar outras crianças a viajar através da  leitura e transmitir sua opinião pela escrita.
Arte difícil essa, trabalhar com crianças que muitas vezes trazem de lares desestruturados problemas muito maiores que os nossos ;  a leitura e a escrita são pouco atraentes para elas. Muitas vezes,  já entro ou entrei em sala de aula desejando não estar ali,porém ao   conseguir auxiliá-los a aprender e valorizar esse aprendizado, ... de repente ,tudo se transforma ,quando dentre eles aparece um, pelo menos um, que traz um texto bem elaborado, que conta sobre um livro que leu, que demonstra que você participou de seu aprendizado, enfim,  que valoriza a educação como um meio para ter um futuro melhor.

Deparo-me então com outra grande dificuldade, como trabalhar com a maioria que vem para escola sem atenção, sem incentivo para o aprendizado?  Como atingi-los?  Sei que não há  uma resposta pronta e  que devemos tentar...tentar e continuar tentando, tecendo a cada dia uma  nova manhã, valho-me do poema de João Cabral de Melo Neto, “ um galo sozinho não tece uma manhã: “ ele precisará sempre de outros galos...para que a manhã ... se vá tecendo...” Esse tecer é o nosso aprender, o  fazer, o  transformar ...o que faz  com que todos, professores e alunos, construam   o futuro.

* Professora de Língua Portuguesa da EE Profª Catharina Casale Padovani

sábado, 3 de maio de 2014

(sem título)


Eloah Margoni

O mico (coitado!) preto,
era um só passá-lo adiante.
Transformou-se em rei de ouros, 
depois de milhões de instantes...

Chega, então, a tropa rude, 
e todos dizem: Eu quero!
Quem nunca lhe deu café
faz mesura, cafuné.

Juram
consuetudinário direito
ao seu cangote!

Pós- escrito temporâneo: 
O rei de ouros é tolo.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

TRABALHO



                                                           Pedro Israel Novaes de Almeida

No primeiro dia de maio, a humanidade festeja o trabalho, parada.
É como se festejássemos o dia do alimento, em jejum.  Grande parte dos homens enxerga o trabalho como algo antagônico ao lazer, quase um mal necessário.
Na antiguidade, as elites não incluíam o trabalho dentre as funções nobres a que se dedicavam: caça, mando, guerra ou sacerdócio. O principal atributo das elites, que as faziam invejadas, era o pouco trabalho.
Pobres, ricos e remediados sempre concordaram em um ponto: o trabalho enobrece os outros. Como a humanidade atravessou milênios e acabou sobrevivendo, é justo afirmarmos que muita gente andou trabalhando.
As conturbadas relações de trabalho pontuaram a história humana, e o processo civilizatório fez sucumbir nossa mais funesta fase, da escravidão. Negros e povos vencidos em guerras de conquistas foram, durante séculos, tratados como animais.
Os índios, selvagens mas espertos, cuidaram logo de demonstrar que não se prestavam ao trabalho forçado, e acabaram livres. Dizem as más línguas que a escravidão, apesar das convicções, empenhos e humanismo de valorosos ativistas, acabou em virtude de haver se transformado em um mau negócio.
A duras penas, e muitas cotoveladas, conseguimos sair da jornada de treze horas diárias para outra, de no máximo oito. A formalização do trabalho e o advento de leis que protegem o trabalhador humanizaram o ambiente, e ainda há muito a ser feito, no mister.
Uma série de atividades, como a arte, criação e outras modalidades da virtude humana foram intensamente valorizadas, ultrapassando o carcomido conceito de que trabalhar é carregar pedras e cansar o corpo. A verdade é que o trabalho possibilita nossa sobrevivência e progresso.
Politicamente, as relações entre o capital e o trabalho geraram conturbações no contexto dos povos, e ainda hoje contrapõem pensadores de todo o mundo. A verdade é que o velho sonho de uma vida sem patrões ainda não foi realizado.
Trabalha-se para empresários, parceiros, Estado ou para si próprio. Em alguns regimes, trabalham todos para o Estado, à exceção de dirigentes e membros do partido, não raro único. É tendencia mundial a humanização de todos os regimes.
Há uma generalizada confusão entre trabalho, emprego e serviço. A maioria prefere trabalhar em emprego que envolva pouco serviço.
A automação do trabalho diminui o número de empregos, mas melhora o salário e o ambiente das vagas que restam. A educação e a profissionalização são cada vez mais exigidas e valorizadas, constituindo sua falta a principal limitação ao desenvolvimento e progresso de muitos povos.
O trabalho é, a um só tempo, direito e dever de todos, e cumpre valorizá-lo, por mais humilde ou rústico que seja. O trabalho sociabiliza e educa.

Convém parar por aqui, para que o leitor, ainda que a contragosto, possa retornar ao trabalho.

Poema imagético I






Carmen Pilotto


Ela desfila com graça
No salto quatorze
em crepes multicores
desfaz-se em sorrisos
todos enigmáticos

E o perfume do rastro
delata uma noite de amor...