As reuniões do Grupo Oficina Literária de Piracicaba são realizadas sempre na primeira quarta-feira do mês, na Biblioteca Municipal das 19h30 às 21h30

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segunda-feira, 31 de março de 2014

Dia da Mentira perdeu a graça


Ludovico da Silva



Houve um tempo em que o dia 1º de abril –– consagrado à mentira –– era motivo de brincadeiras dos mais variados tipos: ingênuas, humorísticas ou carregadas de algum motivo que poderia transformá-las em verídicas por momentos, no decorrer de suas manifestações. Começavam em casa, provocadas por familiares, envolvendo crianças e dali saindo às ruas. Interessante que eram facilmente acreditáveis, porque transmitidas com toda seriedade, até que fossem reveladas ao ouvinte como uma pegadinha sem maiores conseqüências, pois essa era a verdadeira finalidade como comemoração da data.
Há uma justificativa para esse evento. Tantos mentirosos se consagraram através dos tempos e outros que os sucederam são facilmente encontrados pelas ruas da cidade. Deve ser pela persistência desse comportamento que foi instituído o Dia da Mentira. Uma comemoração meio estranha, mas justificável, pois eles merecem. Afinal, em meio a tantos dias comemorativos a acontecimentos os mais diversos, um a mais ou a menos não faz mal a ninguém, não é mesmo?
A gente sabe que muitos causos, ou a maioria deles, são envolvidos em situações nada verdadeiras. Não fosse assim, não teriam graça. Sérios ou ingênuos, são contados para distrair ou provocar risos. Quando alguém está rodeado de curiosos e há manifestações de alegria a todo instante é porque ali a patranha corre solta. E o patranheiro nunca é desmentido. Essa reação não é de bom tom. Por sinal, é aplaudido e solicitado a contar outras histórias do mesmo naipe.
Por outro lado, um cidadão metido a contar vantagens, normalmente, é um deslavado mentiroso. Mas aí é diferente, porque ele quer mesmo é aparecer, sem precisar botar melancia no pescoço. E onde se coloca o pescador? Nesse caso, o pescador fica de fora. Afinal, ele sempre tira fotografia ao lado do maior peixe da história e não pode ser desmentido, mesmo se for pescado no rio Piracicaba dos dias atuais. É a prova irrefutável de seu feito. E quem vai contestá-lo? Bem, por que se condenar os contadores de causos e os pescadores pelas histórias que contam, se tanta gente por aí mente de maneira deslavada, com a maior cara-de-pau, e nada acontece?
Mente-se com toda seriedade possível. E como se mente! Mente-se para encobrir uma verdade, que, às vezes, salta à vista. Não poucas vezes, mente-se para salvar uma situação.
Noutros tempos, o Dia da Mentira era esperado com muita expectativa e os brincalhões preparavam com certa antecedência qualquer situação que embaraçasse um amigo, culminando com muita gargalhada. Hoje, perdeu a graça. Não se fazem mais brincadeiras como antigamente para “pegar” um ou outro incauto. Assim visto, esse dia acabou ficando chato. É bem provável que isso acontece porque a mentira tem perna curta. Mas se o leitor tem saudade de épocas passadas e guarda consigo algo desse tipo, não perca oportunidade e ao primeiro amigo que encontrar na esquina tente uma pegadinha. Ele também vai se divertir, com certeza.
Mas não é novidade para ninguém que a mentira campeia de verdade pelo mundo afora.

sexta-feira, 28 de março de 2014

TROVAS PARA O DIA DO CIRCO



Olivaldo Júnior
Para o grande Piolin,
com a graça desse artista,
hoje o dia fora assim,
do palhaço "modernista".
Sob a lona azul brilhante,
entre irmãos e capitais,
o circense segue adiante,
na ribalta dos quintais.

Não se sabe se é feliz,
nem se um dia ela será,
mas é nossa "Beatriz",
uma atriz ao deus-dará.
Um palhaço não é clown,
uma vida não é life,
mas um homem fica down
quando foge sua wife...
Lá detrás da tal cortina,
parecendo uma ilusão,
é que surge a bailarina:
pé com pé, fascinação.
Misticismo e poesia,
lona em hastes, holofotes:
todo circo é fantasia,
Dulcinéias, Dons Quixotes!
De Edu Lobo e de Buarque,
nosso Chico lá de Holanda,
picadeiro vira um parque,
carrossel que nos ciranda.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Dia da Poesia repercussão nos jornais



segunda-feira, 24 de março de 2014

O sol é para todos *


Lídia Sendin

O sol faz seu trabalho
 - Labor diário –

Por entre as ralas nuvens brancas
 - Manda seus raios –

A Terra busca o calor exato
  - Não tem ensaio -

Se perto queima, se longe gela
  - Dá o necessário –

E sem paixões a todos nivela.
  - Num igual cenário –

* Poema selecionado para edição em 2013 Prêmio Buriti

sexta-feira, 21 de março de 2014

Trovas pelo aniversário de Elis Regina

  

(* 17 de março de 1945 / + 19 de janeiro de 1982
Olivaldo Junior

Coração de pimentinha
não se amarga com o tempo:
ao cantar a corujinha,
vira doce o contratempo.

"Romaria" de canções
arrastando a "Madalena",
travessia e comoções:
era Elis roubando a cena.

Dezessete, mês de março,
a Segunda Grande Guerra
chega ao fim, e me disfarço:
sou "regina" dessa terra.

Vulnerável coração,
coração dilacerado:
a cantora chora, não,
é soluço marejado.

Lá do Sul, do comecinho
do pais que tanto amou,
certa Elis fez seu caminho
no país que a consagrou.

Cada história dessa vida,
no arvoredo de uma voz
que se fez de adormecida,
só renova a Elis em nós.

Já são trinta e dois verões
sem Elis cantando ao vivo;
tempo passa sem senões,
pois seu canto é redivivo.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Correntes e correntes...

                                      

                                                 Maria Cecilia Graner Fessel

Não acredito no "poder" de certas correntes que atemorizam as pessoas que as recebem com mil e uma desgraças
se não repassarem o número determinado de cópias que são exigidas no texto. Em contrapartida estou começando a sentir esperança de que os bons exemplos de solidariedade se espalhem e contaminem positivamente muitos círculos de amizade.
Minha sobrinha quarentona tem cabelos louros, grossos e abundantes, que desde sua infância me causavam inveja quando corria balançando o farto "rabo de cavalo",que se usava na época.
Recentemente, encontrando-me com ela, vi que estava de cabelo com corte novo, muito bem tratado, de tamanho mais curto do que costumava  ter. Curiosa, pedi que me explicasse.
-Tia, disse-me ela, minha cabeleireira tratou e cortou gratuitamente meus cabelos pois concordei em doá-los para fazer perucas para crianças em tratamento de câncer e que por isso perderam seus cabelos. Claro que aplaudi e concordei, como várias outras freguesas. E fiquei ainda mais contente ao saber que meus cabelos seriam suficientes para fazer três pequenas perucas, tratadas e tingidas para se adequar a cada criança!
Atitudes como essa, feitas quietamente, sem alarde, servem para nos  relembrar que é mesmo pelos pequenos gestos de muitas pessoas que o mundo se torna melhor, e nos animam a nunca desistir de contribuir com nosso pouco para formar grandes correntes do Bem.
A propósito, soube também da história verídica do adolescente que sonhava comprar e aprender a tocar violoncelo apesar da falta de recursos para adquiri-lo e que para conseguir o dinheiro deixou crescer os cabelos meses a fio para vende-los e assim realizar seu sonho. Pois não é que nessa corrente do Bem apareceu alguém que, sabendo do fato, doou-lhe o instrumento, permitindo assim que os cabelos do rapaz também se transformassem em lindas peruquinhas para os pequenos doentes?!

Bem mais humano e cristão participar dessas muitas anônimas e silenciosas correntes do Bem do que fazer dezenas de cópias de outras por medo de castigos...

terça-feira, 18 de março de 2014

ESTOU TRISTE...

(foto Del Rodrigues)
Danilo Favarim

Para vocês entenderem o que estou passando, vou contar desde o início. 
Nasci em 1986 na cidade de Piracicaba, e na mesma cresci e vivo até hoje. Me recordo quando criança dos passeios que fazia na beira do rio.
Todo mês de janeiro meu pai me levava para ver as enchentes ou o alto volume de água. Achava lindo ver o rio cheio, e sempre gostei de ouvir histórias. 
Minha mãe, já falecida, nasceu e cresceu na Rua do Porto e sempre me contava inúmeras histórias das mais variadas, até uma trágica, que ela se emocionava em relatar, era sobre a morte de seu pai (meu avô) que se afogou no rio ainda quando ela era uma criança. Fui crescendo rodeado de contos, morei em um bairro da cidade onde todas as ruas tem nomes de peixes, a minha se chamava rua dos Dourados.
Já adolescente me arriscava a nadar, pescar, e ia curtir noitadas na Rua do Porto.
Quando comecei a namorar minha esposa, o nosso primeiro encontro foi na Ponte Pênsil. Me enchia de orgulho toda vez que minha cidade era citada na TV, pela beleza de seu rio, por sua economia, pelo XV de Piracicaba, resumindo, simplesmente aprendi a amar e me orgulhar dessa cidade do interior paulista com seu povo de sotaque caipira e cheia de beleza e magia.
Quando viajo para outras cidades sinto orgulho em dizer que sou piracicabano, porém hoje, eu vi o quanto realmente amo esse lugar. Passei às margens do nosso rio Piracicaba e vi dezenas de pessoas dentro do seu leito, que estava vazio, com mau cheiro e cheio de peixes mortos. Na hora me bateu uma baita de uma tristeza, que cheguei até a chorar. Com 27 anos de idade, nunca vi um período de estiagem tão longo e nem mesmo tão cruel da maneira que está acontecendo com o Piracicaba.
A única coisa que quero neste momento é o meu Rio de volta...



sábado, 15 de março de 2014

NUM DIA DE DOMINGO


Ivana Altafin


Vinícius e Rui se conheceram na faculdade e logo uma forte amizade nasceu entre eles. Amigos inseparáveis, formaram-se juntos e cada um seguiu sua vida, formando suas famílias. Morando em estados diferentes, a distância entre eles tornou-se inevitável.
Os anos se passaram, mantinham contato por telefone, normalmente em datas comemorativas. Vinícius se tornou um homem bem sucedido, sempre convidava Rui e sua família para visitá-lo, mas Rui tinha uma vida diferente de Vinícius, mais simples, por essa razão visitar o amigo que morava em outro estado estava fora do seu orçamento. O convite sempre gentil do amigo Vinícius, nunca pode ser realizado.
Um dia, Vinícius ligou para Rui e disse que iria viajar com a família, passaria próximo da cidade onde Rui morava, e seria uma oportunidade de visitá-lo.
Rui ficou feliz, queria recepcionar seu amigo da melhor forma possível. Chamou sua esposa, Lúcia, e contou a novidade, ela ficou feliz pela possibilidade do marido rever seu melhor amigo que há anos não se viam. A preocupação de ambos foi a mesma! Queriam oferecer um almoço para Vinícius e sua família, mas a mesa de jantar da casa de Rui era para apenas quatro pessoas, não caberiam todos na mesa para o almoço. O que fariam? Tinham um dinheiro reservado para uma pequena viagem que fariam nas próximas férias, e agora? Fariam a viagem ou comprariam a mesa?
Decidiram comprar a mesa, pois a viagem poderiam fazer numa outra oportunidade, e receber seu melhor amigo seria mais importante que qualquer viagem, seria uma grande alegria!
Assim, Rui e Lúcia compraram uma linda mesa com seis lugares, e o tão esperado dia chegou! Vinícius e sua família chegaram, os dois não puderam se conter, a alegria tomou conta de ambos! Relembraram os velhos tempos, colocaram a conversa em dia.
Depois, todos sentaram-se à mesa nova, o almoço foi servido num clima harmonioso e feliz.
Este foi um dia de domingo inesquecível na vida dos amigos Rui e Vinícius.


sexta-feira, 14 de março de 2014

Dia da Poesia - 2014

Como acontece há 9 anos, por iniciativa do Centro Literário de Piracicaba, em conjunto com outros grupos da cidade, a distribuição de poesias teve acalorada aceitação.
Suely, Ivana, André, Leda e Aracy
Ruth, Aracy, Ivana, João Athayde e Leda
Lurdinha e Marina, que coincidentemente aniversariam no dia da Poesia
Uma profusão de poesias!!!!



       Parabéns para a professora Olga Martins pelo trabalho realizado no CLQ no Dia da Poesia

Trabalho dos alunos do CLQ/Piracicaba

Alunos da professora Olga Martins do CLQ/Piracicaba em atividades sobre o Dia da Poesia
Alunos do CLQ/Piracicaba
Crianças da Escola Catharina Casale Padovani enviaram centenas de poesias para serem distribuídas
Aluna da Escola Catharina Casale Padovani
Pesquisaram, e escreveram de próprio punho as poesias que mais gostaram

 De parabéns os professores e a diretora Christina Negro Silva por incentivarem os alunos a apreciar essa arte



quinta-feira, 13 de março de 2014

AFINAL, O QUE É POESIA?


Ivana Maria França de Negri

Poesia é a maneira de o coração falar. E ele fala diretamente de coração para coração. Para entender a poesia, há que se ler com a alma. É preciso saber decifrar metáforas e ler através das entrelinhas.
Cassiano Ricardo dizia que poesia é uma ilha cercada de palavras por todos os lados.
Um artigo na revista Bons Fluídos explica que a palavra “poesia” vem do grego “poiesis” que significa “fabricar”. Uma fábrica de sentimentos?
O Dia Nacional da Poesia, não por acaso, coincide com a comemoração do nascimento do grande escritor e poeta baiano, Castro Alves. Poeta do Romantismo, autor de belíssimas obras como “ Navio Negreiro” e “Espumas Flutuantes”. Sua arte movida pelo amor e pela luta por liberdade e justiça. Sua obra só não foi mais extensa  porque morreu muito jovem, aos 24 anos.
Carlos Solano diz que tudo o que o homem constrói com o coração pode ser chamado de poesia.
O que afinal é a Poesia? Poesia é o sentimento puro transformado em realidade. É a arte de colocar em palavras aquilo que está no âmago de todas as coisas.
Quem é poeta? Todas as pessoas são poetas em sua essência, todas nascem poetas, mas apenas alguns conseguem traduzir em palavras a poesia que mora desde sempre em seu coração.

Poesia é arte, é dom, é coisa da alma e do coração.

quarta-feira, 12 de março de 2014

DIA NACIONAL DA POESIA

Clarice Villac
A Poesia permanece aberta,
no ponto de ser ressignificada
pelo leitor...

Passa o tempo,
retorna o leitor àquela mesma poesia,
que já é outra,

pois a pessoa viveu, experimentou,
e sua visão da poesia
se transformou !

Medida inexata da evolução pessoal,
desperta novas percepções...
que serão estímulo para novas experiências de Vida...

Poesia é brincadeira sonora
com os sentidos,
é descoberta de livres associações...

A fronteira do Poeta
situa-se onde 
as explicações se acabam...

Deixarei poemas 
como heranças...

e sutis esperanças !

Trovas para o Dia Nacional da Poesia – 14 de março



Olivaldo Junior

Ladrilhada de brilhante,
ou “sujinha” de poeira,
Poesia é todo instante
que se pega na “peneira”.

Canto triste, na ribeira,
denuncia o poetinha
que se dera à cordilheira,
poesia que ele tinha.

Vaga-lumes incendeiam
a plateia de meninos:
são poetas que semeiam
poesia aos pequeninos.

Poesia, forma vaga,
lua fixa a nós defronte,
cada verso é tua baga
neste cacho de horizonte.

O barquinho, Poesia,
de mil versos carregado,
desemboca n’alegria
do oceano desdobrado.

Castro Alves, bom poeta,
como um grande cantador,
conquistou a nobre meta
de expurgar do negro a dor.

No seu dia, Poesia,
todo mundo fica atento:
a metáfora, tardia,
busca o pé até do vento!

terça-feira, 11 de março de 2014

LAVRANDO LETRAS No dia da Poesia



LAVRANDO LETRAS
No dia da Poesia
Lídia Sendin

Lavrando as letras como o homem lavra
A terra fofa ao amanhecer,
Busco minhas rimas em cada palavra,
Vendo na linha meu verso nascer.

Revolve a terra rústico peão,
Enquanto revolvo a minha memória.
Da terra boa vem a ele o pão,
Da branca folha vem a minha história.

Todas as folhas que lhe são paridas,
Todos os frutos que pode colher,
São quais metáforas para mim nascidas
Gerando versos que posso escrever.

Cada semente que da terra brota
E lhe parece como um filho seu,
É como rima que a poesia adota,
Nascendo um verso que é um filho meu

segunda-feira, 10 de março de 2014

Dia da Poesia


Sonia Amaral

Faz tempo que não construo poemas. Nesta noite de carnaval, resolvi escrever.
Lembrei que na próxima semana será o Dia da Poesia. O que escrever?
Agradeço a Deus por estar registrando neste momento uma pequena prece:
Senhor, ilumine os poetas, pois suas palavras traduzem amor, paixão, dor, calor humano, tristeza, alegria, experiência de vida.

Jesus, abençoe todos sempre, amém.

sábado, 8 de março de 2014

Trovas para o Dia Internacional da Mulher - 2014



Olivaldo Júnior




O machista mete medo,
não há nada que o detenha,
mas se enquadra logo cedo
na "Lei Maria da Penha".

Rosa em broto, rosa rubra,
flor de todo o meu jardim,
não há cravo que descubra
donde vem mulher assim.

Para os caras que quiserem
conquistar milhões de rosas,
há mulheres que só querem
os espinhos de outras Rosas.

Numa estrela matutina,
num brilhante malmequer,
vejo os raios da menina
desfolharem-se em mulher.

Minha mãe, mulher de Minas,
tem nas minas do viver
todo o encanto das meninas
que se fazem renascer.



A você, Mulher!


Ana Lucia StippPaterniani

Que traz encantamento
a esta feliz cidade.
Que tem a graça de contar,
entre outras delícias,
com essa sua dança...

Que traz o ritmo de quem menstrua
amamenta, sua
inventa mil maneiras criativas
de exercer o seu ofício,
sem deixar de ser mulher...

Pra cuidar de tanta gente:
família, colegas, amigos
e toda a população...
Só mesmo sendo um pouco feiticeira
e tendo um enorme coração

Que possa então ter sempre
seus direitos respeitados,
seu valor reconhecido
E assim viver sua vida
com muita dignidade.

E para aquelas que já partiram
para outras vidas,
que recebam, numa prece,

                      o carinho e a gratidão que merecem.                            

sexta-feira, 7 de março de 2014

Menina mulher


Daniela Daragoni Alves

Você me olha e acha que ainda sou uma menina
Mas não, meninas tem só sonhos e eu tenho muito mais
guardado dentro do meu coração.

Você me olha e ainda acha que sou uma menina
Mas eu mudei
Hoje eu dou valor a cada vitoria que a vida me trouxe
a família que eu tenho, as amizades que conquistei

É claro que algumas coisas não mudam
a trança no cabelo, o all star preto no pé
Raul Seixas tocando no rádio
meu caráter ...e a minha fé.

É ...o tempo passou rápido
E não me deu nenhum desconto
Ontem eu tinha 15 anos
Hoje já tenho vinte e tantos...

Você me vê e acha que ainda sou uma menina
Mas não, sou mais do que pode ver
Sou uma menina que o tempo moldou e transformou em mãe e esposa.

Sou uma menina que cresceu e virou mulher!

quinta-feira, 6 de março de 2014

LINDA MULHER


Esther Vacchi Passos

Mulher, o vocabulário é pouco para expressar tantas virtudes e adjetivos da sua pessoa. A sua existência por si já basta. Palavras não expressam tudo aquilo que significa na vida das pessoas com quem compartilha.
Mulher, linda em todas as fases da vida. Quando pequena é cheia de graça, jovem repleta de sonhos, adulta na profissão e na família se realiza, e na melhor idade, com charme e elegância, se torna “avozinha” de todos.

Mulher, parabéns pelo seu dia, que são todos os dias!

quarta-feira, 5 de março de 2014

Trovas de Carnaval – 2014


 Olivaldo Júnior

Colombina e Pierrô,
no salão das ilusões,
são vovó e seu vovô,
dois eternos foliões.

A melhor das fantasias,
a que nunca se desmancha,
não esconde as alegrias
de um Quixote de la Mancha.

Madrugada, noite alta,
baile logo chega ao fim:
namorado sente falta
da “Camélia” no jardim.

Nos confetes pelo chão,
tenho as pétalas da vida:
um azul, e o outro não,
são pisados na avenida.

O palhaço mais bonito,
o Arrelia mais presente,
faz nascer, eu acredito,
toda lágrima contente.

A menina é bailarina,
o menino é superman:
matinê jamais termina
se você pular também.

Mascarado e mascarada
fazem pose para a “glória”:
ele jura que ela é “fada”,
mas a musa é pura história.

A marchinha mais saudosa
não se ouve sem chorar:
mais parece um pé de rosa
que Cartola ouviu falar.

Em Veneza e no Brasil,
não importa, meu irmão:
todo mundo é lá do Rio
quando samba de montão.

Cavaquinho, meu amigo,
chora logo ao batucar,
que teu pranto faz abrigo
neste peito a soluçar.