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domingo, 19 de janeiro de 2014

LITERATURA: FILHA ÓRFÃ?



Ludovico da Silva

               No último dia do ano passado um dos jornais da cidade – ou mais precisamente, o Jornal de Piracicaba - estampou matéria a respeito das realizações culturais da Secretaria Municipal de Cultura, oportunidade em que a senhora secretária, Rosângela Camolesi, enfatizou os eventos levados a efeito, merecedores de toda manifestação elogiosa da parte de Prosa & Verso, reconhecendo um trabalho que exige esforços de toda uma equipe na promoção de eventos e dando apoio aos mais variados segmentos que têm contribuído para colocar a cidade em destaque no conceito artístico estadual. Mas nada a respeito da literatura.
            Com certeza, foi esquecimento a não citação do concurso literário anualmente realizado, enfocando poesia, crônica e conto. É bem verdade que esse evento cultural obedece a uma lei que vem de algum tempo, constituindo-se em obrigação daquela pasta a sua promoção. Mapa Cultural é organização da Secretaria Estadual, com extensão para o interior do Estado. Até parece que a literatura em Piracicaba é uma filha órfã, que não recebe atenção e carinho e está fora da conceituação como manifestação artística.

            Bem a propósito, Prosa & Verso tem lembrado a falta de uma programação anual inteiramente dedicada à literatura, como acontece em muitas cidades, inclusive de pequeno porte, mas que frequentemente promovem semanas dedicadas a essa arte, registrando a presença de escritores dos mais conceituados na área. Por isso mesmo, causa estranheza a falta de maior ênfase da Secretaria de Ação Cultural para com a literatura.

Um comentário:

Dirce Ramos de Lima disse...

Triste realidade!
Estive certa vez numa dessas reuniões onde os presentes anotavam como conseguir participar de vários projetos da Ação cultural de nossa cidade , obter recursos financeiros, onde apresentar os projetos, etc...
E, não havia representantes da literatura!
Eu estava despreparada, aliás , errei de sala, de dia e de horário.
Mas, diante do entusiasmo dos demais ( teatro, musica, pintura, etc) sai magoada e triste...
Essa cronica do Sr Ludovico deveria despertar um movimento novo entre os intelectuais da literatura local!