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domingo, 26 de janeiro de 2014

COMPRAS DE MATERIAL ESCOLAR


Plínio Montagner

Janeiro é mês de driblar o calor das praias e de desarrumar malas.
Para as crianças tudo é divertido - praia, montanha, hotel – e até a casa da avó, desde que tenha TV, computador e chocolates. Uma leitura, Monteiro Lobato, só pra variar, nem pensar.
Mas para as mães que têm filhos em idade escolar o início de ano se torna um sufoco pela inquietação das compras de material escolar. Primeiro são as pesquisas de preços e os cuidados com as ciladas. Nem sempre tudo é encontrado no mesmo lugar.
É uma loucura cumprir direitinho os itens da lista.
No tempo dos nossos pais e avós, nos primeiros dias de aula é que os professores das escolas públicas davam aos alunos a lista do material. Comprava-se aos poucos. Hoje é bem diferente. A lista de compras das escolas particulares é uma loucura. Os preços dos livros são proibitivos. Vi a mãe de um aluno do 6º ano do Ensino Fundamental pagar R$149,90 por uma gramática da língua portuguesa. Fico pensando como fazem as famílias carentes. E outra, por que não cobram R$150,00 de uma vez?
Estou alienado mesmo. Como pode um livro de literatura clássica, ou um best-seller, ser vendido por R$39,90 e uma gramaticazinha custar tanto? Os políticos e editoras devem ter algum motivo.
 O padrão de atendimento nas livrarias não alivia a agonia. Todos falam ao mesmo tempo, crianças choram, ar-condicionado precário, ventiladores barulhentos.
Não há, na maioria desses estabelecimentos, nenhuma cadeira, bancos, mesinhas, cafezinho, água, banheiros limpos e providos de toalhas de papel, sabonete líquido, álcool-gel – (acho que esqueci que já voltei de cidade de Gramado - RS).
Uns trinta funcionários para vender e um ou dois para receber. Cáspite! É um acinte! E ninguém aparece para ajudar com os pacotes e levar até o carro.
Comentando essa odisséia a uma amiga que mora em New Jersey, Estados Unidos, ela me disse que nas escolas americanas é bem diferente. Os alunos vão para a escola no início das aulas sem levar nada. Todo o material está lá. O material fica na escola e é reusado pelos alunos das séries anteriores. Por aqui vai para o lixo.
Quem compra e paga os materiais eu não sei se é o governo ou a instituição, ou os pais mesmo, pelos boletos das mensalidades.
O importante é que por lá essa ansiedade não existe.
Eu senti na pele esse problema. Entrei recentemente numa livraria pequena para comprar umas pastas de guardar documentos. Loja lotada. Peguei a senha 18.
Idoso não tem mais muita paciência de esperar; só quando o assunto for saúde. Aí não tem jeito.
 Perguntei, só para zoar, se havia senha preferencial.
A moça levou a sério.
– O quê? Não tem não.
Já estava meio aborrecido, e nada do meu número na tela.
- Posso ajudar? - Alguém me perguntou.
-Eu queria umas...
-Pegou a senha?
- Já.
- Precisa esperar.
O dono da loja estava no caixa. Recebia pagamentos e ao mesmo tempo, de olho na loja. Fui conversar com ele. Era um ex-professor que resolveu abrir uma loja de material escolar.
Por fim, minha vez chegou. Não tinham as ditas pastas.

Freguês sofre!!!

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