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sábado, 24 de novembro de 2012

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Elias Salum é membro da Academia Piracicabana de Letras

Sou brasileiro, cristão e descendente do Oriente Médio, da cidade de Mãshta Síria – onde nasceram meus pais, região onde convivem grande parte de cristãos ortodoxos e mulçumanos. Tais fatos, entre outros, motivaram meu interesse em saber como se dava r se dá, hoje, a vida Muçulmana.
            Quis conhecer o convívio e a história desse povo, quando passei a ler a obra do autor Aly Mazahéri, intitulada “A VIDA COTIDIANA DOS MUÇULMANOS NA IDADE MÉDIA” (Século X e XIII), com 351 páginas.
            A obra se destina a dar ao leitor uma imagem tão fiel quanto possível, da vida cotidiana dos muçulmanos da Idade Média.
            Descreve-se, minuciosamente, de uma forma positiva os fatos e atos quotidianos dos muçulmanos desta época: sua maneira de se alimentar, de vestir, trabalhar, orar, de se distrair, de celebrar festas religiosas e folclóricas ou marcar grandes acontecimentos da vida.
            A religião ocupava um l ugar importante na vida dos muçulmanos e preenchia grande parte do dia. Celebravam na Mesquita 5 ofícios diários: o 1º. Antes do nascer do sol; o 2º. Entre meio-dia e as 2 horas; o 3º. ao fim da tarde, no momento em que o sol declinava; o 4º. Depois do por do sol e o 5º. à noite, após a ceia.
            A essas horas, o Muesin chama os fiéis à oração do alto do minarete (a palavra minarete significa o farol).
            O ano compõe-se de 12 luminações, e na 9ª. começa o Ramadan (mês do jejum).
            O califa ou sultão marcava em que jejum deveria começar, mas os crentes preferiam ver com os próprios olhos o crescente da lua, antes do começar a jejuar.
            A obra destaca que esse ritual muito religioso consistia em não comer, nem beber, nem tomar banho desde o nascer do sol até a noite, quando se comia se faziam reuniões e se passeava nas ruas iluminadas. Durava, assim, todo mês até o primeiro dia da décima luminação.
            Em Damasco (Síria) e arredores havia, igualmente, um grande número de lugares santos, onde se conserva, num mausoléu, a cabeça de Yahja, João Batista, onde eu, Elias Salum e família, visitamos em 1990 e 1998.
            Damasco sempre pretendeu ter mais riquezas do que qualquer outra cidade. A propósito, há uma cidade síria em que ainda se fala o aramaico, língua utilizada por Jesus.
            O pedido de casamento, o noivado e a cerimônia nupcial processavam-se de maneira diferente consoante as religiões.
            Na leitura do referido livro, observei que algumas pessoas fazem, por sua vez, uma ideia errada dos Haréns – a palavra Harém significa literalmente Santuário ou lugar escondido. Servia para designar parte da casa habitada pela família, isto é, pelas mulheres e pelas crianças, rigorosamente fechadas aos homens estranhos, que podiam entrar no resto da morada.
            Eis alguns pontos da referida obra que fala sobre a vida dos muçulmanos da Idade Média.

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