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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

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Escritora e poetisa Lidia Sendim

Minha mais recente leitura foi o livro Sócrates e Jesus: o debate., de Peter Kreeft (Editora Vida,SP, 2006). Professor de filosofia, o autor foi muito feliz na representação pictórica de uma hipotética aparição do filósofo Sócrates em uma Universidade de Teologia dos Estados Unidos, onde teria frequentado uma aula de Cristologia. O livro conta, em forma de diálogo, o debate do filósofo com o professor e os estudantes do curso.
O autor não questiona se Sócrates existiu ou era somente o alter ego de Platão, o que está em jogo é o encontro da cultura grega com a judaica, que deu origem à religião cristã. O filósofo encara tudo sem preconceitos e até com um pouco de ingenuidade, pois nada conhece do assunto, chegando a desconcertar professor e alunos com suas perguntas e questionamentos.
Enquanto todos achavam que já conheciam a verdade, mas não sabiam explicá-la, Sócrates foi à cata dela direto na fonte, lendo sem preconceitos o Velho e o Novo Testamento e dando lições sobre as verdades essenciais do Cristianismo. “Um filósofo é um amante da sabedoria, por definição. E toda sabedoria encontra-se na mente de Deus, não está certo?” Pergunta Sócrates e ele mesmo responde: Então, ao buscar a sabedoria, o filósofo busca Deus, esteja ou não consciente disso.”  (p.183)
Lendo o Novo Testamento Sócrates se depara com a vida de um homem que era a síntese do que ele procurou ser, uma pessoa moral, virtuosa e que, como ele, achava que o bem deveria ser procurado como prática universal (amar a todos) e que as leis do Estado deveriam ser obedecidas (daí a Cesar...),  buscar o Deus desconhecido e acreditar na imortalidade da alma, foram razões para  se identificar plenamente com as verdades de Cristo.
Na tese do autor (Peter Kreeft), antes de desaparecer tão fantasticamente como chegou, Sócrates termina seu diálogo admirado de que um homem possa ter determinado nosso calendário, dizendo: Pensem nisso! Deus se transformando em homem, morrendo e ressuscitando; ora, é obviamente o maior fato imaginável, maior do que se pode supor, talvez. E este, acho, é o motivo pelo qual acredito nisso.” (p.196)
Eu também.

Um comentário:

Maria de Fátima Rodrigues disse...

Lidia... acho que este livro realmente deve ser muito interessante! Parabéns pela escolha... acho que vou ler também. Bjs.