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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

O BRILHO E OS SONS DA ORQUESTRA DE METAIS LYRA TATUÍ



Maria Cecilia Graner Fessel

Com o título de BRAVO BRASIL, a Orquestra de Metais Lyra Tatuí,  sob o comando do maestro e também trompista Adalto Soares, nos ofereceu um espetáculo emocionante no decorrer do III Festival Internacional de Música Erudita de Piracicaba.
No Teatro Municipal Dr.Losso Netto, às escuras e totalmente tomado por uma platéia que misturava pessoas de todas as idades , autoridades e conhecedores da música erudita, jovens de calça jeans e senhoras engalanadas, um som vibrante e metálico se fez ouvir às nossas costas. Eram os acordes iniciais do tema “Assim Falou Zarathustra”,poema sinfônico de Richard Strauss, usado como majestoso fundo musical no filme “2001-Uma odisséia no espaço.”
Quando todas as cabeças se viraram na direção daquele som arrepiante, depararam primeiro com os brilhos dourados dos instrumentos, para só depois percebera fila ininterrupta de músicos, tocando seus trompetes, trompas, baixotubas, bombardino,enquanto desciam lentamente pelos corredores do teatro, em direção ao palco, onde já os esperavam os instrumentos de percussão.
O que se seguiu é quase indescritível. Porque os componentes da orquestra não só tocavam, mas faziam evoluções no palco, deslocando-se em fileiras, em duplas, em trios,cruzando-se  harmoniosamente, ajoelhando-se e até dançando, sem nunca perder o ritmo nem errar uma nota das melodias escolhidas a dedo! Grupos entravam e saíam de cena,em coreografias elaboradas, ora destacando um instrumento, ora outro, ora exibindo o virtuosismo dos componentes mais velhos, ora mostrando o potencial artístico e a seriedade dos componentes mais jovens, alguns quase crianças ainda!
As composições selecionadas para exibir todas essas qualidades não podiam ser melhores.
Ouvimos acordes empolgantes do Hino Nacional Brasileiro, uma delicadíssima interpretação do Choro Brasileirinho nos xilofones,  envolvemo-nos na alegria ingênua do “Passo do Elefantinho”, nos emocionamos com trechos musicais  de Cartola, de composições norteamericanas, vimos/ouvimos maravilhosas demonstrações com os sons dos pandeiros, tambores, tarolas, numa sequência ininterrupta por mais de uma hora.
Foi também uma descoberta ouvi-los produzir música como nossos ancestrais indígenas, usando como instrumentos grandes e pequenas conchas de moluscos, com seus sons cavos que ecoavam no teatro, reportando aos mistérios de nossas florestas. Parabéns aos organizadores desse festival tão eclético por nos oferecerem mais essa apresentação musical, rica, irrepreensível, de alta qualidade , e genuinamente brasileira!
                                                         

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