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quinta-feira, 10 de maio de 2012

A MÃE DAS MÃES



Zilmar Ziller Marcos

I

Não  precisa no tempo voltar   
Pra reconhecer que as mais antigas
De suas recordações  queridas
Mostram sua mãe a lhe amar
Sem tréguas,  e não como as amigas
Que outro amor têm em suas vidas.    

II

Para  você, filha, ela doou,
De seu zelo, cuidado e carinho
Desde a infância até a juventude.
Lembre, pecadinhos perdoou    
Depois de pregar um sermãozinho  
Ensinando o valor da virtude.

III

Você viu, com o passar dos anos,
Que a vida de criança acabou
Dando lugar à jovem mulher.
Não mais seus errinhos, mas enganos
Fazem recordar o que ensinou.
E então, seus conselhos você quer.

IV

Continuaria sempre assim,
Você, filha amada, a mãe amando,
Reconhecida e agradecida
 Por ter a benção de um Serafim 
Gerando, cuidando e ensinando
Segredos e mistérios da vida.

V

Mas, então, você tornou-se mãe!
Não de repente, mas lentamente:
Longo período que durou meses.
A linda imagem de sua mãe,
Um anjo protetor tão somente,
Foi solidária todas as vezes

VI

Em que seu temor e insegurança
Pediam o amor de sua presença.
Ela, então, fiel consoladora,
Transmitiu-lhe sua esperança:
“Que Deus, por sua bondade imensa,
Traria criança encantadora”.

 VII

 Ao vê-la,  a criança no regaço
De sua mãe, com tanta meiguice,
Pareceu-lhe ver-se ali nascida.
Com essa visão, o tempo e o espaço
Sumiram, permitindo que visse
Algo maior em  sua mãe querida.

 VIII

 Passou-lhe n’alma algo que, por certo,
A fará ser protetora mãe.
Sentindo o que antes não sabia
Viu em sua mãe, ali tão perto,
Perfeito modelo de mamãe,
Pleno de amor e sabedoria.

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