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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Letras e Rimas - última edição

Natal é tempo de Paz, Amor, Alegria, Fraternidade, Comunhão, Solidariedade, e todos esses sentimentos afloram nesta época do ano inspirando poesias e textos natalinos.
Esta é a última edição da Letras & Rimas virtual. A Poesia não estará mais visível nem nas páginas do JP e nem na versão digital, mas continuará sempre presente nos corações, pois Poesia é algo da alma, e por isso, eterna.
A todos os amantes da Poesia, um Feliz Natal!!!

AOS POETAS E POETISAS
Lino Vitti

Como Príncipe dos Poetas Piracicabanos devo uma satisfação aos meus prezadíssimos súditos: dizer algumas palavras à chegada de Natal e do Novo Ano que estão aí, algo que nunca fiz e que é dever de todo o “Príncipe”. Assim, se a responsável por esta página brilhante, me ceder duas linhas de espaço, quero deixar, ao lado de um Felicíssimo Natal a todos os que ilustraram esta inimitável e importante coluna de arte e cultura, meus agradecimentos e cumprimentos cordiais a todos os meus generosos “súditos” , amigos desta feliz caminhada pelas paragens dos sonhos e da poesia. À Ivana um Deus lhe Pague de coração e ao Jornal de Piracicaba, a que dediquei e colaborei a minha vida inteira, também o “obrigadíssimo”.

ORAÇÃO DE NATAL
Eunice Zem Verdi

Senhor! Meu Mestre!
És a fonte de todo amor,
Incondicional, universal!
Vieste para nos ensinar,
para isso foste o exemplo:
da humildade, caridade,
compaixão, solidariedade!

Não sei se aprendi,
Mas estou aqui, Senhor!
Em busca dessa paz!
Do brilho que emana de Ti
Faze de mim, meu mestre!
Um discípulo, um seguidor!
Um aprendiz do Teu amor
Teu infinito amor!

Senhor! Meu guia!
Sinto a tua presença
Onde quer que eu vá,
Sempre estás ao meu lado,
Apontando-me o caminho,
Norteando meus passos,
Fortalecendo-me a fé.
Contigo caminharei!
Tua força me levará!


CONTO DE NATAL
Lídia Sendin

Quando as doze badaladas
Soam lá no campanário
É tempo de bem louvar.
O que fez o novo dia
Pra ser tão especial?
É uma história tão antiga,
Mas eu posso lhe contar:

É um conto de Natal.
Lembra o simples nascimento
De um menino em Belém.
Ele era diferente;
Era rico sem vintém.
Ele amava toda gente
Mesmo quem não tinha amor.
Era pobre e repartia
Para o servo e pro senhor.
Diferença não fazia,
Cada um era especial,
Estar com Ele todo dia
Era dia de Natal.
Enquanto Ele crescia
Em estatura e em graça,
Ganhava sabedoria.

E ainda hoje onde passa,
Espalhando sua luz,
Há esperança e alegria,
Pra quem encontra Jesus!


E SEMPRE HAVERÁ NATAL...
Ivana Maria França de Negri

Enquanto houver esperança,
sempre haverá Natal
Enquanto nascer uma criança,
sempre haverá Natal
Daqui a mil anos
e ainda que passem dez mil
Enquanto existir fé e poesia,
infância, amor e fantasia,
sempre haverá Natal!

NATAL
Sonia Amaral

Mais um ano se passou
Novamente chega o Natal.
Será que conseguimos
Mostrar o nosso ideal?

Amor, fraternidade, simpatia
Paz, esperança e caridade
Tudo que nos irradia
Pra viver em comunidade.

Refletindo o nascimento
De Jesus o bom Menino
Vamos espalhar o bem
E ter só felicidade!

ÁRVORE DE NATAL
Esther Vacchi Passos

A árvore de natal nos faz lembrar de belas e saudosas recordações.
Como o nascimento do menino Jesus, o colorido e o brilho das bolas de natal,
que nos deixa fascinados e inspirados em cada cor, trazendo um sentimento diferente.
Na bola vermelha, o amor que temos pela família e amigos.
Na amarela, a sensibilidade e a ternura das pessoas com quem convivemos.
Na azul, a paz e harmonia vindas do infinito.
Na prata, a tranquilidade e transparência das emoções.
Na dourada, o tesouro que representa a vida.
No verde, a esperança da felicidade sem violência e mais fraternidade.
Que a árvore de natal não seja apenas mais uma a ser montada, mas que nos faça refletir o real sentido do natal e o seu significado.
Que o badalar dos sinos toque seu coração para a reflexão e o perdão.


NOITE MAIOR
Leda Coletti










Natal dos tempos de Jesus,
Natal dos nossos dias!
Ambos têm esplendor,
Mas também terror.
Há os homens de Boa Vontade,
Porém há os que têm só maldade.
Enquanto uns promovem o irmão,
Muitos lhe negam fatia de pão.
A Noite que prega o Amor
Deveria ser sempre Noite Maior,
Aquela que antecede
Um amanhã, que concede
Lar para a criança abandonada
Afeto à pessoa rejeitada.
O Natal diário da existência
Só acontecerá, se na vivência
O Homem se transformar
e melhor se tornar,
fazendo a Paz reinar.
Aleluia, nasceu o Deus-Menino!
De nossa vida, façamos um hino de amor!


NATAL
Esio Antonio Pezzato

Na pobre, pequenina e humilde estrebaria,
O pequeno Jesus abre os olhos à vida.
O orvalho vai tecendo a longa noite fria,
Uma estrela no céu brilha forte e abrasida.

Serva humilde de Deus, a celestial Maria
Ao pequeno oferece uma terna acolhida.
Oferece-lhe o seio onde o leite em sangria
É sugado com força em maternal jazida.

José busca encontrar achas para a fogueira.
Vendo um brilho da luz vão chegando pastores
Pois sentem n´alma abluir estranhos escarcéus.

Nas chamas se aquecendo está a Família inteira.
E assim nessa pobreza é que brilha em fulgores
Os olhos de quem é Senhor da luz dos céus.


NATAL MODERNO 2011
Ana Marly de Oliveira Jacobino

Tudo ali era tão brilhante
Luzes, câmera, e... Ação!
Um vaga-lume cintilante
Faz a vez da constelação.

Blim!Blom! Bate um sino...

Lojas vestidas de cores
A espera de todo o povo
Cobram todos os valores
Do bem velhinho ao novo!

Blim!Blom! Deus menino...

Socorra-nos meu bem maior
Livrai-nos desta escravidão
Você: ó grande pacificador...
Neste tempo de escuridão!

Blim!Blom! Senhor divino...

Tira de todas as esquinas
Vestidas pela globalização
Estes meninos e as meninas
Vendidos pela prostituição!

Blim!Blom! Deus peregrino...


NATAL
Cassio Camilo Almeida de Negri

O bebê deitado na manjedoura com sua mãe, seu pai, o boi, o burrinho e os Reis Magos ao seu lado, como a velar e a torcer para que aquele Menino pudesse mudar o mundo...


NATAL
Patricia Neme

Cada Natal, meu coração aperta...
Lembro da mãe... E me perco em saudade.
Mulher guerreira, de alma plena, aberta
para guardar, em si, a humanidade.

Vida sofrida, de ventura incerta,
vida de entrega, de amor e humildade.
De Deus não teve a graça que liberta
e padeceu, sem dó e sem piedade.

Mas contemplava os céus com olhar terno...
Como a dizer àqu'Ele que é eterno,
que Lhe ofertava todo o seu perdão.

Que lhe era grata por cada momento,
mesmo profundo fosse o sofrimento...
Ela O acolhia no seu coração.

Feliz Natal, Mãe!


ACONCHEGO COM JESUS
Elda Nympha Cobra Silveira

Jesus-Menino entra de mansinho
E...a sala se ilumina,
Contrastando com toda negritude
A lâmpada apagada, pendente balança
Com a lufada do vento e
O vazio se desvanece.

Alguém soluça na quietude.
Sem amor, sem calor humano,
Só ha. abandono e desengano!
Não lhe resta mais nada...

Uma mão lhe toca o ombro tão cansado,
E ele não se sente mais abandonado.
Jesus-Menino diz-lhe:
Estou tão só...
Vem, vem brincar comigo

SONETO DE NATAL
André Bueno Oliveira

Raríssimo perfume do Sudeste:
- alecrim debandando o matagal.
Cigarras em corais... que canto é este?
- Cantiga mais antiga de Natal!

Campina a se enfeitar de flor agreste,
nascida sem pecado original.
Que céu é este céu azul-celeste?
- É céu de Sol-Verão! Céu de Natal!

Vitrines-luzes-vivas coloridas,
barzinhos agitando as avenidas
fulgentes, a brilhar num mar de luz.

Brindemos o Natal todas as raças!
Ergamos, efusivos, nossas taças,
saudando o nascimento de Jesus!


NATAL
Richard Mathenhauer

Na manjedoura natalina
Coloridamente exposta na vitrine,
Repousa a imagem
Do Menino-Jesus.
Pobrezinho nasceu no Shopping-Center.
As crianças e o que lhes restou ingênuo
Ainda crêem no presépio.
Há os velhos, o avesso da criança,
Que se benzem
E crêem que ali está o próprio deus
(em gesso e fitas).
A grande árvore capitalina
Acende e apaga suas luzes
Enquanto Noel hou-hou-houa a ilusão
De que se pode tudo ganhar.
Basta desejar.
Na manjedoura do vitrine
Nas casas cristãs
Papai Noel é aguardado
Com seu saco carregado
Do que se vê na televisão.
Mas o Coração, que vai dentro
Da criança, do velho, de todos mais,
Continua vazio, porque o Menino Jesus
- não da vitrine -
Não foi convidado a entrar.

RECEITA DE ANO NOVO
Carmem M.S.F.Pilotto

Lave bem as mãos e a alma
Beije com carinho os entes queridos
(recorde-se com ternura dos que já se foram...)
Vista um sorriso bem aberto
Deixe as amarguras no passado
Respire fundo e comece com o pé direito 2012.

2 comentários:

Blog de Ana Marly Jacobino disse...

Ivana: obrigada pelo envio desta última publicação vou guardá-la com muito carinho e emoção. Há tanto tempo minha família assina o JP (há exatos 55 anos), e, sempre eu lia a coluna de poesia desde a época da Cecília Bonachela (e foram muitos anos de publicação), com o seu falecimento continuei a leitura, já como Letras e Rimas na sua coordenação. Desejo para você Ivana e todos os leitores: Paz e muita poesia, pois está não acaba pode não estar no papel do jornal, mas está sendo publicada em outros meios de comunicação.

Abraços Poéticos desta CaipiracicabANA Marly de Oliveira Jacobino
Coordenadora do Sarau Literário Piracicabano e do blog que espalha a poesia pelos quatro pontos cardeiais.
http://agendaculturalpiracicabana.blogspot.com/

Anônimo disse...

Na última edição fica a sensação de melancolia pela falta de incentivo à literatura. Poesia não faz dinheiro mas edifica almas. Pena que os órgãos de imprensa estão apenas preocupados com valores comerciais. Parabéns as duas coordenadoras da página que brilhantemente as representaram - Cecília Bonachela e Ivana Negri. Duas estimuladoras da boa literatura e da divulgação dos escritores da cidade.
Carmen Pilotto