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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Espaço-Poesia - poemas e minicontos de Natal de autores diversos



PRECE A JESUS
Ruth Carvalho Lima de Assunção

Jesus chegou
Em pobre estrebaria.
Abriu os olhos para a luz.
Multiplicou afetos,
Distribuiu amor,
Espalhou a paz.
Senhor,
Que eu busque em seu calor
A terra quente onde germina a flor
A gota d’água que enternece o olhar,
Dai-me senhor um pouco de seu sangue,
Uma fatia de suor,
O seu sorriso
Sua dor,
Uma centelha de sua luz,
Que seus braços doridos
Envolvam-me
Quero respirar o seu alento
Meu coração sedento
Seja fonte de fé e recolhimento
Onde habite o perdão
Na fé, na paz e na libertação.


MENSAGEM DE NATAL
Dário Bicudo Piai

Que os Anjos Celestiais de Deus
habitem sempre aos seus derredores...
gerando muitas bênçãos
de constante paz e amor,
sabedoria e fraternidade,
bastante saúde e alegrias
e um vagão de prosperidade!


É SEMPRE NATAL
Leda Coletti

Natal, bater de asas sem medo da imensidão,
desapego do que é terreno,
ter o olhar fixo numa só direção,
e como os reis magos seguir sempre
em direção à luminosa estrela.
Não importam os empecilhos na caminhada,
locais, pessoas desconhecidas,
labirintos que obrigam a retroceder.
O caminho é longo, mas ter certeza da chegada
é um renovar de forças cíclicas,
fazendo-nos crer que o Natal acontece a cada dia!


Viver o Natal
             Sonia Amaral

Muitas vezes nos deparamos com o nosso pensamento. O que fiz este ano para alegrar a Jesus? Perdoamos nossos irmãos, fizemos caridade, aceitamos com paciência todas as amarguras?
É difícil, pois no primeiro momento  queremos devolver ao nosso próximo a mesma medida que ele nos proporcionou.
Para viver um Natal com alegria é necessário:
Viver constantemente em paz e harmonia
Viver na caridade
Viver a união com Jesus na Eucaristia
Para que Cristo cresça em nós e façamos o Natal permanecer em todos os dias do ano.
Feliz Natal!

NASCE UM DEUS
Lino Vitti (Príncipe dos Poetas Piracicabanos)

Receberam-te a palha, os animais,
E o coruscar dos astros celestiais!
Receberam-te as ovelhas e pastores
E o perfume das ervas e das flores.
Não foi festa de reis, de potentados,
Nem o marchar de exércitos armados.
A música suave dos arcanjos
Divinizara a noite em mil arranjos!
Maria – a Mãe – envolta em luz da aurora
E José, de joelhos, reza e chora.

Veio ao mundo Jesus – a Suavidade –
Messias da Justiça e da Verdade,
A salvação dos povos e nações.
Trazendo o Amor e a Paz às multidões.

O estrépito da glória se esmaece
Porque é o momento da humildade e prece,
É a hora de falar dos corações,
É a hora divinal das emoções,
Porque Cristo nasceu – Criança loura –
No berço de ouro de uma manjedoura.

O Esperado chegou, com Ele a Paz,
Com Ele, o Amor, e tudo se refaz.
Sob o encanto divino dessa Criança,
Rei da Fé, Rei do Amor, Rei da Esperança:
A Fé dos pequeninos e do sonho,
Do Eterno Pai a despontar risonho
Abrindo portas à felicidade,
Beijo de luz vindo da eternidade.

Doce Menino, ao Teu Presépio corro,
Necessito de amparo e de socorro.
Precisamos sentir tua presença
Para que a humanidade se convença
Que sem Deus não há Paz, Fraternidade,
Nem Amor, nem qualquer Felicidade.

SONETO DE NATAL
André Bueno Oliveira

Raríssimo perfume do Sudeste:
- alecrim debandando o matagal.
Cigarras em corais... que canto é este?
- Cantiga mais antiga de Natal!

Campina a se enfeitar de flor agreste,
nascida sem pecado original.
Que céu é este céu azul-celeste?
- É céu de Sol-Verão! Céu de Natal!

Vitrines-luzes-vivas coloridas,
barzinhos agitando as avenidas
fulgentes, a brilhar num mar de luz.

Brindemos o Natal todas as raças!
Ergamos, efusivos, nossas taças,
saudando o nascimento de Jesus!

FELIZ NATAL?
Patricia Neme

Outro dezembro... E eu me pergunto, apenas,
se existe uma razão pra celebrar
a fome das crianças... Tão pequenas...
Sonhando com o que não vão ganhar.

Outro dezembro... E vidas pouco amenas,
desejam paz na terra, paz no lar.
E esperam que as palavras nazarenas,
se façam pão, abrigo... E o muito amar!

Mas entre luzes, ceias e presentes,
de quem precisa, estamos tão ausentes...
Miséria? Só nas folhas do jornal!

Meu mundo, minha casa, minha gente...
E que o governo cuide do carente,
com bolsa-esmola ou bolsa-de-natal!

CERIMONIAL DA FESTA DE NATAL
(microconto)
Rosaly Ap. Curiacos de Almeida Leme

Preparou tudo com esmero.
Minutos antes lembrou-se de que não sabia quem era o aniversariante.

BRILHE ESTRELINHA
Felisbino de Almeida Leme

Brilhe estrelinha,
Luz que nos faz bem.
Você não está sozinha,
Clama o povo de Belém.

Cintila para humanidade,
Trazendo a paz divina.
Pedimos com humildade:
Venha e nos ilumina.

Nesta noite do Senhor,
Seu brilho é de esperança.
Veio à terra o Salvador,
Nosso Deus feito criança.

UM APELO
Antonia Martins Larrubia Segatto

O Natal aproxima-se.
Pobres, ricos, esperam,
famintos, maltrapilhos,
bem ou mal vestidos.
Todos o esperam:
mãe, pai, filhos e convidados.

Papai Noel, com sua barba branca,
para os pequenos, entrará certamente
por algum lugar.
e aos pés da cama, o presente colocará.
E acordaremos para ver
com o que Papai Noel os presenteou.

Sabemos que não foi fácil.
Durante um ano inteiro trabalhamos ,
e conseguimos,
mais um ano ser Papai Noel.

Senhores do poder na terra:
Esqueçam, um pouco só, no Natal, a política!
e pensem no Pai eterno
estendendo a mão aos famintos.

MAMÃE NOEL
Maria Emília de Medeiros Redi

Desde o mês de novembro, ela preparava a casa para as festividades do Natal.
Não media esforços para que tudo transcorresse maravilhosamente bem
naquela Noite Especial!
Saía às compras... Teria que atender a todos, e apesar de não ser, sentia-se a própria
" Mamãe Noel "!
Então... em uma Noite de Natal... Depois da ceia, que ela havia preparado com todo esmero, chegara a hora da distribuição dos presentes ...
Distribuiu-os, um a um, a cada membro de sua família. Todos ficaram muito felizes!
Quando os presentes foram entregues, com o maior carinho e amor, ela acomodou-se na poltrona macia, à espera do seu presente - que não veio!..
Cada familiar foi se retirando para dormir, sem ao menos lhe dar um - FELIZ NATAL! de boa noite !
Ela, que tanto fizera para que tudo fosse perfeito e maravilhoso, ficou só e pensativa...
Afinal, o seu maior presente era a ALEGRIA da FAMÍLA !!



NATAL
Richard Mathenhauer

Na manjedoura natalina
Coloridamente exposta na vitrine,
Repousa a imagem
Do Menino-Jesus.
Pobrezinho nasceu no Shopping-Center.
As crianças e o que lhes restou ingênuo
Ainda crêem no presépio.
Há os velhos, o avesso da criança,
Que se benzem
E crêem que ali está o próprio deus
(em gesso e fitas).
A grande árvore capitalina
Acende e apaga suas luzes
Enquanto Noel hou-hou-houa a ilusão
De que se pode tudo ganhar.
Basta desejar.
Na manjedoura do vitrine
Nas casas cristãs
Papai Noel é aguardado
Com seu saco carregado
Do que se vê na televisão.
Mas o Coração, que vai dentro
Da criança, do velho, de todos mais,
Continua vazio, porque o Menino Jesus
- não da vitrine -
Não foi convidado a entrar.

SEMPRE É NATAL?
Ana Marly de Oliveira Jacobino

O que tem dentro do saco
Que saco? Menino atrevido!
O saco do papai Noel, ué!
Ah! Vou contar bem devagar
Preste muita atenção!

Avião, carro, caminhão,
Alegria para dar e encantar
Bola, casa, panela,
Estrelas para alumiar,
Os olhos do coração.

O que tem dentro do saco
Que saco? Menino atrevido!
O saco do papai Noel, ué!
Ah! Vou contar bem devagar
Preste muita atenção!

Amor, carinho, doação,
Enfeites da alma para driblar
As dores do cotidiano.
Desde o seu nascimento
A criança é comercializada
Para vender presentes...
Na era da globalização.

SONHO DE NATAL
Cassio Camilo Almeida de Negri

O homem, desde criança, estivera intrigado com o fato de no Natal, quase todos ganharem presentes, menos o aniversariante.
Nunca encontrara uma explicação, mesmo porque, a maioria passava pelos natais e nem sequer lembrava do aniversariante, quanto mais da razão de se doar presentes.
Em todos os lugares, se viam papais noéis vermelhos, azuis, e até verdes, árvores de natal, estrelas, cordões luminosos e luzes, luzes de todas as cores, iluminando a escuridão das noites.
Mas, naquele homem, ao chegar próximo ao fim do ano, uma paradoxal alegria triste enchia seu coração.
Aquela felicidade infeliz tomava conta do seu eu e sentia-se como se tivesse esquecido algo, mas não lembrava o que.
Os anos se passavam, às vezes rápidos, às vezes lentos, e a ansiedade desse algo esquecido aumentava.
Aturando essa sensação de não sei porque, já por meio século, foi dormir na véspera de Natal.
Penetrando no mundo dos sonhos, sentiu-se caindo vertiginosamente, passando rapidamente por vitrinas coloridas, papais noéis, árvores de natal, luzes e sentiu um frio na barriga nessa queda interminável.
Fecha os olhos para não se ver esborrachar no chão, quando então é amparado em meio a palha de uma manjedoura que amortece a queda.
Se vê ali deitado, como o próprio Cristo ao nascer. Ao seu lado, milhares, milhões, bilhões de manjedouras, bilhões de cristos.Sentiu-se o próprio Cristo, descobrira seu mundo interno, seu eu real divino.
Descobriu que não tinha alma e era a própria alma.
Sentiu-se uno com Deus e uno com toda a humanidade
E o que unia a todos e ao Todo era o amor, traduzido no ato de doar.

PRESENTES ETERNOS
Eloah Margoni

Embrulhos, festividades, bebida.
Em papéis metalizados
carência e fome.
Abraços, beijos,
grana, ouro de tolos,
ausências, perda, solidão!
Carregar a vida
com zelo e graça,
com garra e alma,
a mente alegre,
na força que vem das pedras
e esvoaça!
Mariposas ao redor das velas...
O poder das ondas
o poder dos sinos,
o calor dos símbolos,
crendo-se em céu ou não,
sendo-se ou não cristão,
é presente dos mais divinos,
dos mais completos,
abrigo interminável,
amor a si mesmo e ao mundo,
nosso imenso teto!

NATAL NO ORIENTE
Elda Nympha Cobra Silveira

Olho para o céu,
Que tristeza!
Papai Noel não vem aqui
Ele não dá mais presentes?
Ele não ouve meus pedidos?
Implorei o ano inteiro
Apenas um pai e uma mãe
Que me ame,
Água e comida.

De brinquedos não preciso!
Brinco de pular minas escondidas
Anseio apenas poder viver,
Sem levar um tiro entre as ruínas.

É NATAL
Irineu Volpato

É Natal.
Gozado esse mundo da gente
todo ano, trás ano a cadência
dos dias, das datas, das luas
não destoa sequer variar.
É Natal tal outro que foi
só a gente é rendido mudar.
Nós perdemos do riso sorrir
nossos olhos caíram no chão
a sombra se alongou contra o sol
e a graça dos gestos criança...
proibiram da gente sonhar!
É Natal como um eco que dói
e a gente não ter como estar
- porque foi de ir, de passar.
Se encova o real de se ser,
se calça o sorriso nos olhos
se revoga capricho do tempo
e se veste o alvoroço da vida
pra se ter a ilusão de ficar.
Mas nas dobras que atamos o eu,
quando a festa deixar-se acabar,
mais de dor será o silêncio
mais de oco será nossa está!

TROVINHA DE NATAL
Luiz Gilberto de Barros

Eu quero, Papai Noel,
Embora te tenha respeito,
Que Jesus desça do céu
E renasça... no meu peito.



RECICLAGEM DE NATAL
Carmen M.S.F.Pilotto

Amigos criam artesanatos
no carinho de lares perfeitos
afagam com especiais lembranças
os quatro cantos da cidade:
bordados em cores vibrantes
biscoitos elaborados em afeto
poemas-calendário inspirados
cartões multicores de vida.

Nas vitrines do consumo
os presentes perdem o efeito
diante da humanidade revitalizada
na fraternidade cristã do advento.



SONHOS DE NATAL
Ivana Maria França de Negri

Que saudade dos sonhos recheados,
fartos de creme ou goiabada,
cobertos de fina película de açúcar,
que deixava nossos dedos melados.
Sonhos dourados, quentinhos, crocantes,
que minha mãe fazia no Natal
e davam água na boca.
Eram tantas alegrias nesta data
e mais doces ficaram meus natais,
plenos de carinho e mel de mãe,
certamente, a lembrança mais grata...

LENDAS DA INFÂNCIA DE JESUS
(A fuga para o Egito)
Maria Cecília Graner Fessel

Dormiu o Menino no colo materno
E logo a Família foi repousar
Aquele lar simples, no entanto tão terno,
Tinha acolhido um Deus prá morar.
Deus-Pai, protegendo a Criança Divina,
Mandou que partissem, em sonho avisados:
Havia um rei mau, invejoso da sina
Daquele Menino ser Dele o enviado.

Fugiram os três, usando um burrinho,
Por altas montanhas e ardentes desertos
Porém eram sempre seguidos de perto
Por tropas de caça em plena campanha.
Então, numa noite escondeu-se a Família
Em gruta que a água cavara na rocha.
Mas logo os soldados, que estavam na trilha,
Dali se acercaram, à luz de uma tocha.

Eis que, entretanto, uma pequena aranha
Que a inquieta mãozinha do Menino tocara
Mesmerizada por graça tão rara
Teceu sua teia de mais nobre traçado
E assim o caminho ficou bloqueado!

Chegando à tal gruta, os medrosos soldados
(Podia ser pouso de feras famintas...)
Perfeito inda estando o recém rendilhado,
Deixaram a busca, as suspeitas extintas.
Mostrando que a força nem sempre é do forte,
O frágil bichinho de tão frágil teia
Foi abrigo maior que uma torre de ameias,
Um mágico lance, um disfarce acertado
E assim o infante Jesus foi poupado!

2 comentários:

Ivana disse...

Ivana
Passei para desejar a todos um feliz Natal e um Ano Novo com muita paz e amor no coração. Parabéns a todos poetas, todos escritos natalinos tocaram meu coração. Um abraço!

Anônimo disse...

Amei participar com meus amigos dos textos escolhidos de Natal. Me senti mais humana e com o espírito cristão renovado. Obrigada pela oportunidade de me lembrar de compartilhar sentimentos e alegria.

Beijos