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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Papo de Reflexão


 Raquel Delvaje

Por que será que achamos que se comprarmos aquela bicicleta ergométrica vamos nos matar de tanto exercitar? Aí compramos, e a matamos de tanto guardar. Não, mas vejam bem, se for a esteira muda tudo. Compramos, e lá está a pobrezinha servindo de cabide. Passamos tempo imaginando que aquela centrífuga de sucos vai nos fazer beber sucos todos o dias, ledo engano, os primeiros dias funcionam , depois, armário nela. Depois vem a boleira, a pipoqueira, a máquina de pães, etc, . Não percebemos que se não fazemos aquelas atividades, não será um aparelho que nos mudará o hábito.
Mas uma coisa é certa, se você já faz bolos, um aparelho de última geração poderá lhe beneficiar, caso contrário, será mais um produto nas prateleiras dos armários e menos dinheiro no bolso.
E assim segue a vida, achando que tais produtos nos darão a vitalidade e a felicidade que precisamos. E vamos nos entulhando de objetos, e os fabricantes enriquecendo e nós, cada vez mais, sentindo necessidades de novos produtos para nossa vil realização. E não fica só nos produtos não. Já condicionamos nossos pensamentos a achar que se for de outras formas, aí sim, seremos felizes. Por exemplo, aqueles seios turbinados me darão a felicidade que me falta. Quando eu emagrecer aí sim serei linda e bem sucedida. Sem analisar que tem magras se suicidando! Se eu me casar alcançarei a alegria dos mortais...
E por aí vamos, sempre criando metas para a felicidade. E a coitada está ali, batendo em nossas portas e dizendo: Ei, estou aqui. De graça e no presente

2 comentários:

WALQUER CARNEIRO disse...

É a mais pura verdade, mais de 90% dos nosso desejos são apenas vontade inúteis,porém poucos abrem mão de ter quando possuem recurso para adquirir. Talvez quando a sociedade, dita civilizada assumir um perfil mais socialista poderemos conseguir anular no inconsciente coletivo o desejo consumista.

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Luzia Stocco disse...

É bem assim...mesmo! Ela mora dentro de nós, mas escondemos a chave ou a jogamos fora. Talvez devéssemos bater mais vezes à porta de nossa alma, ela abrirá, sem as chaves! Abração, Raquel!