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domingo, 10 de outubro de 2010

A expressão artística deve ter limites?


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A expressão artística deve ter limites?
Ivana Maria França de Negri

Em nome da liberdade de expressão, atitudes completamente descabidas são autorizadas em exposições de arte. Existem limites?

A arte é uma das mais belas manifestações da humanidade, mas não se pode confundir valor artístico com desrespeito, com violação de direitos de qualquer criatura.

A abertura da 29a Bienal de São Paulo teve uma obra polêmica que causou alvoroço antes mesmo da inauguração.

O artista Nuno Ramos expõe uma obra intitulada "Bandeira Branca", onde três urubus vivos ficarão amarrados até o final da exposição, prevista para meados de dezembro, sob caixas de som potentes e barulho constante.

Na abertura, alguém conseguiu cortar a tela de proteção e pichou: "libertem os urubus". Houve tumulto, a polícia foi chamada, e algumas pessoas foram levadas à delegacia e presas.

A Fundação Bienal de São Paulo apenas reparou a rede de proteção e divulgou nota lamentando o vandalismo e reafirma seu compromisso com a liberdade de expressão dos artistas e a independência curatorial.

O que mais espanta os defensores dos direitos dos animais é que a obra teve a autorização do IBAMA, um órgão que deveria, antes de tudo, proteger a integridade dos animais.

Não existe uma lei federal que diz que é crime torturar animais? O que é lícito em se tratando de liberdade de expressão artística?

Um outro pseudo-artista, Guillermo Vargas, resgatou em 2007 um cão das ruas da Nicarágua e o expôs acorrentado numa galeria de arte. Magro e doente, o cão ficou vários dias sem água e comida e morreu lentamente de fraqueza. Ninguém fez nada.

Isso é arte? Ele argumentou para a incrédula imprensa mundial que o objetivo era chocar mesmo. Pretendia denunciar injustiças e o cão morreria nas ruas de qualquer forma. Declarou que existe hipocrisia nas pessoas que se comoveram com o cão na galeria de arte, mas não fazem o mesmo com os que estão morrendo nas ruas.

Mas precisava deixá-lo morrer ali, à míngua, para dizer isso? Foi de um mau gosto e maldade extremos.

Se a moda pega, para aparecer, os artistas vão cada vez mais inventar esculturas vivas e malvadezas deploráveis. Isso não é arte! Arte é beleza, e deixar um pobre animal acorrentado para morrer de fome e sede, nada tem de belo.

Como afirmou um articulista da Folha, o lugar de artistas como Guillermo não é nos cadernos de cultura e nas galerias de arte e sim na cadeia pois foi extremamente desumano e violou a dignidade, a liberdade e o direito à vida do animal em questão.

Violar esse direito é relegar o ser humano ao nível de bestas irracionais, afinal, não somos dotados de razão e consciência?

2 comentários:

MILTON MARTINS disse...

Ivana
Deve ter limites, sim. Há muito pseudo artista que aproveita a "liberdade de expressão" e macula a qualidade da Bienal de SP, que aceita essas "expressão" ridículas. No meu blog (http://martinsmilton2.blogspot.com/) faço referência a outra "manifestação artistica", que qualifiquei de "Besteirou homicida". A "obra" daquele sujeito que aparecia assassinando personalidades. Sds.
Milton Martins

Blog de Ana Marly Jacobino disse...

Ivana: um presente para você lá na Agenda Cultural Piracicabana

Ana Marly