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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Nos confins do mundo

Nos Confins do Mundo
Leda Coletti

O título acima é de um livro exposto num painel da biblioteca, onde me encontro, em companhia dos colegas da Oficina Literária. Retornamos hoje, após longo recesso. O grupo decidiu escrever tema livre. Bati os olhos nos diferentes títulos e optei por este.
Quando criança ao ouvir as pessoas usarem o termo: “confins do mundo”, pensava num lugar muito distante e também em fatos diversos, aos que vivenciava. Decorridas mais de seis décadas, sendo telespectadora diária dos jornais, que transmitem desde notícias regionais, nacionais e internacionais tenho a impressão de que tudo ficou perto. Pela própria semelhança dos acontecimentos, quer catastróficos, como terremotos, tufões, desastres, acidentes, ou comportamentais, como violências de ordem moral, sexual, racial, religiosa, anomalias mentais, e outros, parece não ter mais sentido essa designação.
Só para citar a questão do tempo por causa da distância, posso usar exemplo pessoal. Na minha infância e adolescência morava na zona rural, perto de Rio Claro e a estrada utilizada para ir até àquela cidade, era a mesma que nos trazia para passeios em Piracicaba. Pelo fato dela ser de terra e cheia de curvas e outros acidentes geográficos, demorávamos de carro, mais de hora e meia para chegarmos à Noiva da Colina. Atualmente, o motorista mais ousado faz esse trajeto em vinte minutos. E o que dizer das viagens aéreas, ligando continentes e outros países? Quando viajamos à noite, dormimos e acordamos de manhãzinha o outro lado do mundo.
Pelos e-mails que recebo, vejo muitas diferenças nas paisagens, nos traços culturais, nas línguas, religiões e, pela nitidez das imagens, remeto-me mesmo à distância, para aqueles lugares desconhecidos.Tenho a gostosa sensação de estar girando dentro da bola-mundo, e sob o forte impacto das cores.
Aqui cabe uma reflexão: quando me deparo com mensagens que mostram só a maldade humana, mesmo com estampas coloridas, a bola-mundo fica escura, nos “confins do mundo;” quando trazem a mensagem da paz, visualizo-a azul e clara. Ao invés de pensar as pessoas em torrões longínquos, sinto-as bem próximas e em sintonia harmoniosa.
Termino essa crônica com alguns versos de uma poesia minha, a qual expressa o desejo de que esse planeta Terra seja realmente um lugar feliz para se morar.
Imensidão deve ser nosso mundo/ Não é o universo/ uma grande,/ uma fantástica bola?/ E bola tem:/ portões de ferro,/ grades pontiagudas,/cercas de arame farpado?/ É tão só roda, / sempre rodando/ girando esvoaçante/ plena, vibrante!

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